Adufe sans frontiers

As armas do meu Adufe não têm signo nem fronteira
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Archive for the ‘Letras e Livros’

A verdadeira indecisão

Janeiro 22, 2006 By: Rui Cerdeira Branco Category: Letras e Livros 2 Comments →

Estou entre livros. Acabei "A Música do Acaso" de Paul Auster e olho para a estante repleta de livros. Não é propriamente uma biblioteca mas é suficientemente vasta para que de quando em vez me surpreenda com um livro que comprei e que muito selectivamente apaguei da memória. Por vezes a situação é mesmo ridícula evitando quase por mero acaso compras repetidas, mas parece que este até é um fenómeno frequente, dizem-me.

"A Música do Acaso" pertence a uma outra espécie de livros, um livro que me foi emprestado.  Tivessem os livros que me enfrentam um mínimo de humanidade e seria razoável que sentissem a afronta. Sustento um harém e depois vou dormir com outra ou melhor com outro? Haja bonomia entres os livros meus. Resta a indecisão, o que ler? Alguns exemplos:

"Negreiros" de Alberto Vásquez-Figueroa (nunca lhe li nada);

"Processo 327" de Dick Haskins (será mais uma estreia);

"Um Crime na Exposição" de Francisco José Viegas (2ª partida de um jogo que ainda decorre);

"As Memórias" de Jean Monnet (este era para ter sido prenda mas a distância reconverteu-o em presa fácil, um forte candidato…);

"Do Amor de Outros Demónios" de Gabriel García Márquez (uma prenda de quem me conhece bem, mas que persiste virgem na estante… será também uma primeira leitura deste autor);

"The Picture of Dorian Gray" de Oscar Wilde (em inglês e tudo);

"D.Quixote de La Mancha" de Saavedra Cervantes (já experimentei em castelhano mas… não exageremos, não é com conhecimentos de portunhol que se lá vai, não é Miguel?);

"Os Pensamentos" de Heidegger (filósofos, do original, só uns pedaços de Platão, Wittgenstein, Adam Smith, outros que o eram sem saberem ou lhes dizerem e pouco mais);

Ou ainda, para terminar "Com Poejos e Outras Ervas" de Galopim de Carvalho.

Enquanto me decido vai marchando o 8º livro das Obras-Primas da BD Disney.

Qual é o seu conto favorito? - 2

Janeiro 18, 2006 By: Rui Cerdeira Branco Category: As Crónicas e os Contos, Letras e Livros 1 Comment →

A propósito deste desafio, o Ã?lvaro deixou-nos na caixa de comentários a sua sugestão: "O Fosso e o Pêndulo" de Edgar Allen Poe. Não conhecia o conto mas pelo que leio vem bem a propósito, no seguimento de Frei Genebro do Eça. E você? Não tem um conto predilecto? Diga coisas.

Eis um excerto do início e a ligação para o original em inglês de "The Pit and the Pendulun (1842)":

" I WAS sick –sick unto death with that long agony; and when they at length unbound me, and I was permitted to sit, I felt that my senses were leaving me. The sentence –the dread sentence of death –was the last of distinct accentuation which reached my ears. After that, the sound of the inquisitorial voices seemed merged in one dreamy indeterminate hum. It conveyed to my soul the idea of revolution –perhaps from its association in fancy with the burr of a mill wheel. This only for a brief period; for presently I heard no more. (…)"

O Conto contra ataca

Janeiro 16, 2006 By: Rui Cerdeira Branco Category: Letras e Livros Comments Off

O Conto de visita a Lisboa em Julho.

Fig Pub

Janeiro 11, 2006 By: Rui Cerdeira Branco Category: Letras e Livros Comments Off

Pessoa é fixe! Bom trabalho, vizinho.

Vote você mesmo!

Dezembro 30, 2005 By: Rui Cerdeira Branco Category: Letras e Livros 4 Comments →

"Já estão disponíveis as primeiras listas de finalistas escolhidos por mail. Nas categorias de ficção portuguesa, ficção estrangeira, ensaio e poesia. Votações finais decorrem a partir de dia 5."

Se leu ou não tendo lido um número minimamente decente de livros lançados este ano, tem mais lata do que eu, toca a votar. Instruções no Livro Aberto.

Livros 2005

Dezembro 15, 2005 By: Rui Cerdeira Branco Category: Letras e Livros Comments Off

Eu que tenho andado a ler pouquíssimo (na realidade acho que nunca passei dos 10 a 15 livros não técnicos por ano, já excluindo banda desenhada) encontro três dos que li este ano na lista preliminar do Livro Aberto (livros escolhidos por pelo menos dez leitores):

- Francisco José Viegas, Longe de Manaus (Asa);

- Rui Zink, A Palavra Mágica (Dom Quixote);

- Rui Tavares, O Pequeno Livro do Grande Terramoto (Tinta da China).

Sempre gostei de ler autores portugueses e sempre os tenho preferido (o que não quer dizer que tenham sido os mais marcantes para mim, até ao momento). Outra curiosidade é que os livros referidos ali em cima foram os primeiros que li de qualquer um dos autores; fiquei com vontade de lhes ler mais, ou seja: a menos que ganhe fôlego para mais livros por ano, o enviesamento continuará a crescer. A bem da nação…

Doença profissional

Dezembro 14, 2005 By: Rui Cerdeira Branco Category: Letras e Livros Comments Off

Dos efeitos perniciosos dos balanços finais de ano:

" (…) — Ah, estou a ver. Estás deprimido porque chegas a esta altura e angustia-te a ideia da passagem do tempo, esse sacana. Mais 365 dias para o galheiro e tu sem cumprires os teus projectos utópicos e eternamente adiados. É isso?
— Não, pá. Não é nada disso.
— Então é o quê?
— São os balanços.
— Os balanços?
— Sim. Desde o princípio do mês que ando a ganhar balanço mental para os balanços do ano. E escreve o que eu te digo: como as coisas andam em termos de oferta, se quiseres ser sério, mas mesmo sério, isto é coisa para dar cabo de um gajo. Literalmente, pá. Literalmente.
(…)"

in A Invenção de Morel  

Votem bem!

Novembro 27, 2005 By: Rui Cerdeira Branco Category: Blogologia, Letras e Livros Comments Off

"Os melhores livros de 2005 / Votação geral

O programa Livro Aberto vai lançar uma votação, entre os seus telespectadores, para elaborar uma lista dos melhores livros do ano.

>>>> Ficção Portuguesa
>>>> Ficção Estrangeira
>>>> Poesia
>>>> Ensaio

Na blogosfera, os votos são enviados para o endereço de correio electrónico deste [daquele] blog sob a forma de listas constituídas por um máximo de dez títulos por categoria. Periodicamente, o blog publicará os resultados parciais e, no dia 5 de Janeiro, será conhecida a lista dos vinte livros mais votados por categoria, os finalistas, abrindo-se um período de oito dias para votações finais com base nessas listas.
Os resultados definitivos serão publicados no dia 12 de Janeiro no blog e na imprensa, além de resultarem numa emissão especial do programa Livro Aberto.
A partir de agora, a votação está aberta. Vamos às estantes recordar os livros que mais nos marcaram em 2005.

(…) Na segunda-feira, primeiros resultados da votação sobre os melhores livros de 2005. Até agora 22 emails."

Divulgação - Arcos On Line

Novembro 08, 2005 By: Rui Cerdeira Branco Category: Letras e Livros Comments Off

Parece-me uma iniciativa interessante e é algo que já ando para divulgar há algumas semanas (a propósito de outras publicações). Recebido por e-mail:

"Ex.mos Srs.

As Edições ArcosOnline.com acabam de apresentar na Internet um novo livro, da autoria do escritor português Pedro Miguel Palma, intitulado "Para Sempre Contigo". O livro está disponível gratuitamente no site desta editora  ( http://www.arcosonline.com ).

(more…)

Contrafactos só há argumentos

Novembro 04, 2005 By: Rui Cerdeira Branco Category: Letras e Livros 4 Comments →

Não é um romance. Não é um ensaio (ou será)?

A leitura ainda vai a meio mas já me dá vontade de comprá-lo e oferecê-lo como prenda de natal, de aniversário ou simplesmente emprestá-lo depois de ler. Mais adiante talvez explique um bocadinho porquê. Pessoalmente, acertou em cheio numa certa “fome” muito cá de casa. Curiosamente não me tem levado a reflectir muito sobre o Terramoto em si…
Falo naturalmente do livro do boneco aqui ao lado: O Pequeno Livro do Grande Terramoto. Curiosamente este não está a ser lido a conta-gotas. Não fosse o desvio a Alvalade mais logo à noite (devidamente munido de algo doce no bolso, não vá o diabo tecê-las) e o livro não passaria de hoje.

Escrita Criativa?

Outubro 21, 2005 By: Rui Cerdeira Branco Category: Letras e Livros Comments Off

Desconfio que o curso de escrita criativa do vizinho Luís Carmelo é capaz de justificar a publicidade.

Fica aqui esta dica, a lembrar aqueles pequenos anúncios de oferta de prestação de serviços que antes se viam nas montras de padarias, leitarias e pequenos cafés. Neste caso, dispensa-se o pagamento do selo que era de lei.

Então vizinhos, o que é que vão levar hoje? Temos um pão de Mafra bem tostadinho que é um regalo! 

Domingo à Tarde

Agosto 21, 2005 By: Rui Cerdeira Branco Category: Letras e Livros 3 Comments →

Disciplinando prazeres potenciais regresso aos livros. Uns atrás do outros, por vezes lado a lado, sem parentesco aparente. Depois d’A Noite do Oráculo de Paul Auster (e antes de O Livro das Ilusões do mesmo autor), o livro em competição com o blogue neste momento é “Domingo à Tarde” de Fernando Namora, na forma da 17ª edição das Publicações Europa-América.

Boa noite e bons livros

Julho 31, 2005 By: Rui Cerdeira Branco Category: Letras e Livros, Pessoal Comments Off

Eu pensava que tinha desenvolvido uma doença, uma alergia qualquer aos livros por estar sistematicamente a auto-impor-me um número máximo de páginas por sessão de leitura. Não que andasse a contar efectivamente as páginas lidas para respeitar uma qualquer quota. É um facto que parava ao fim de um tempo regular de leitura, por mais que me apetecesse prosseguir satisfazendo a curiosidade (nesses casos o fenómeno aproximava-se da auto-flagelação), surgia um parágrafo, um novo capítulo que se destacava com um sinal stop invisível mas imperativo.
Hoje, numa dessas sessões de leitura um narrador personagem-escritor confessou-se nas páginas aventando uma estatística à cara deste leitor que vos escreve. Que demorou duas ou três horas a encher oito páginas de um caderno azul. Estaria perante uma estatística ficcionada ou não? A leitura prosseguiu e à página 28 parou.
Um livro não pode ser lido à velocidade a que foi escrito, mas um vinho também não deve ser ingerido à velocidade da água. E afinal o que distingue um bom livro de um bom vinho?
Hoje tenho novas razões para o irracional; não é de ânimo leve que se devoram mais de sete horas de trabalho árduo do escritor e se prossegue impunemente a leitura.
Escrito isto, acho que o livro já “respirou” o suficiente para mais um trago.

Quem és tu Zé Gato?

Julho 13, 2005 By: Rui Cerdeira Branco Category: Letras e Livros 3 Comments →

Nos livros, Dennis Macshade como lembrou o Platero, Dick Haskins recordado pela espumante ou ainda o mais recente Jaime Ramos, amigo íntimo do vizinho de Aviz.
Na TV, o Sérgio lembrou-se do Duarte e Companhia - era com cada episódios mais delirantemente criminoso - e o Platero recordou e muito bem o inesquecível Zé Gato.
Tudo malta cá do condado. Não haverá crime, mistério e detectives no além mar que fala português.
Para já, é esta a resposta possível (via adufe e companhia) a “Who is the Portugues language’s greatest detective?”

Who is the Portugues language’s greatest detective?

Julho 11, 2005 By: Rui Cerdeira Branco Category: Letras e Livros 7 Comments →

A propósito das quedas de Reichenbach (onde Conan Doyle tentou matar, sem sucesso, Sherlock Holmes), o Bob Merkin - está prometida uma fotografia das quedas com água, mais logo, talvez -, lança um desafio nos comentários.

Who is the Portugues language’s greatest detective? Who solves all the mysterious crimes and murders in Lisboa or Rio?

In the USA, of course, we are tremendously proud of Sam Spade (”The Maltese Falcon”) and Phillip Marlowe (”The Big Sleep”). Sam solves all crime in 1920s San Francisco, Phillip solves all crime in Los Angeles 1930s-1950s. William Faulkner wrote the screenplay for “The Big Sleep” starring Humphrey Bogart. And Bogart was also Sam Spade in “Falcon.”

But did you meet Kommissar Hans Barlach, the great detective of Switzerland? I am a HUGE fan of Durrenmatt’s detective stories! Barlach is old, he’s fat, he’s sick — but he’ll catch you!

Also maybe 2 years ago Jack Nicholson made “The Pledge,” one of Durrenmatt’s strangest, most terrifying murder mysteries (so if you want, you can rent the video).

Ah, I must go … “The game’s afoot, Watson!”
Beb Merkin

Então minha gente que devora romances policiais, temos um grande detective na ficção portuguesa, vários, ou nem por isso? Aceitam-se sugestões e fundamentações na caixa de comentários.



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