Adufe com ânimo

As armas do meu Adufe não têm signo nem fronteira
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Archive for the ‘Letras e Livros’

Casa Fernando Pessoa - programa de Maio de 2006

Abril 30, 2006 By: Rui Cerdeira Branco Category: Letras e Livros Comments Off

Recebido por e-mail (actualizações no blog Mundo Pessoa): 

"MAIO 2006 - Casa Fernando Pessoa (ligação para saber morada)

dia 4 / 18h30 – Voltar a Ler Fernanda de Castro I 

(A poesia e as memórias: apresentam Eduardo Pitta e Miguel Real);

 dia 9 / 18h30 – Antes que venha o Mundial: futebol e literatura I [A ESCRITA DO FUTEBOL]

(O futebol como matéria-prima. Os livros, os escritores e o acto criativo da escrita sobre futebol.

Convidados: Ã?lvaro Magalhães, Ferreira Fernandes, Ivan Nunes, Ricardo Araújo Pereira e Torcato Sepúlveda.);

(more…)

Notas do Escaparate

Abril 27, 2006 By: Rui Cerdeira Branco Category: Letras e Livros Comments Off

"A tentação de editar" hoje na Casa Pessoa e a edição do best of de um clássico desaparecido: o Jaquinzinhos em livro.

O mercado do livro em Portugal

Abril 25, 2006 By: Rui Cerdeira Branco Category: INE, Letras e Livros Comments Off

" (…) Um dos estudos a lançar pelo Ministério da Cultura, através do Instituto Português da Biblioteca e do Livro (IPBL), em articulação com o Instituto Nacional de Estatística (INE), a Associação Portuguesa de Editores e Livreiros (APEL) e a União dos Editores Portugueses (UEP), prevê a publicação, com regularidade, de dados sobre as tiragens e vendas para se conhecerem os números do mercado do livro. (…)"

Agência Lusa, 23/04/2006

53 Livros

Abril 07, 2006 By: Rui Cerdeira Branco Category: Letras e Livros, Religião 1 Comment →

Este ano a ambição é maior do que nunca. Hei-de ultrapassar os 50 livros lidos!

Estou a ler agora uma colectânea muito interessante que fala de tudo um pouco, inclusive da gravidez.

"Javé Deus disse então à mulher: «Vou fazer-te sofrer muito na tua gravidez: entre dores, darás à luz os teus filhos; a paixão vai arrastar-te para o marido, e ele de dominará»". 

Gn,3,16 (Livro do Génesis, capítulo 3º, 16º versículo)

Eis um dos muitos castigos sentenciados por Deus, como penitência pelo pecado original. 

Nota técnica retirada da Bíblia Pastoral, Edições Paulistas, Lisboa, 1993:

"Pentateuco: Pentateuco é uma palavra derivada do grego e significa «cinco livros». Esta palavra é usada para indicar os cinco primeiros livros da Biblia, isto é: Génesis, Êxodo, Levítico, Números e Deuteronómio. Os judeus dão a esta parte da Bíblia o nome de Torá, que significa Lei. (…)"

(more…)

Testing, one, two, three…

Abril 05, 2006 By: Rui Cerdeira Branco Category: Blogologia, Letras e Livros Comments Off

"Há quem afirme que Afonso Henriques era um bastardo de Egas Moniz, seu pai verdadeiro. (…)" Continua aqui.

Olímpico

Março 31, 2006 By: Rui Cerdeira Branco Category: Letras e Livros 2 Comments →

Não sei se acontece o mesmo consigo, mas é-me frequente ter imagens coladas a certas palavras e é típico o filme surgir independentemente do contexto. Nem sempre é assim, mas quase sempre.

Um dos exemplos é o lançamento. Quando leio ou ouço algures alguém anunciar o lançamento de um livro é matemático: lá vem o dardozinho ou o martelo ou mesmo o peso no ar em espaço olímpico vogando pelo ar à minha mente. Com uma pitadinha adicional de onirísmo por vezes imagino mesmo o autor do disco ou do livro (se o conheço), devidamente equipado de calções e camisa de cavas, em pose atlética, aguardando que os convidados se sentem, para lhes lançar o dito livro. Uma plateia que estará, como sempre, por sua própria conta e risco.

Vergílio Poltronas 

Marketing

Março 30, 2006 By: Rui Cerdeira Branco Category: Letras e Livros Comments Off

Ofereço-me desde já para pedir uma providência cautelar ou para processar alguém que queira escrever um livro, um blogue crítico, ou mesmo um filme produzido por uma das majors de Hollywood, inteiramente dedicado às repetições e auto-plágios do Adufe. Seguramente que é por causa desse caluniador futuro que o Adufe tem sempre menos visitas ao Sábado do que à Segunda-feira. Não há direito! Quem me indemniza das perdas de publicidade? Quem defende o bom nome da minha marca registada se não eu?

Assinado: 

Vergilio Poltronas 

Frases autorizadas sobre Margarida Rebelo Pinto.

Março 29, 2006 By: Rui Cerdeira Branco Category: Letras e Livros Comments Off

A Margarida Rebelo Pinto é como o 605 Forte, uma marca… registada.

Vergílio Poltronas 

Recebido pelo correio

Março 20, 2006 By: Rui Cerdeira Branco Category: Letras e Livros Comments Off

Nova Editora: 

"(…) A sessão de apresentação do Projecto Editorial da Intensidez e o lançamento do Livro de abertura do nosso programa de edições, terá lugar no próximo dia 26 de Março (Domingo), pelas 16:00 horas, no Fórum da Fundação Eugénio de Almeida, na cidade de Évora.

O programa prevê uma sessão de apresentação e esclarecimentos sobre a Intensidez – Ideias e Concepções (16:00 horas), seguido do lançamento do livro Fragmentos, de Ana de Sousa (17:00 horas), com a presença da autora.

 O programa inclui ainda momentos de intervenção artística e de convívio literário.

intensidez

Rua Gil Vicente
Edifício Nova Avenida
Bloco D – R/c AI
8100-697 Loulé

http://www.intensidez.com/Apresentacao.htm

O pacto lealmente cumprido

Março 11, 2006 By: Rui Cerdeira Branco Category: Letras e Livros 2 Comments →

Segue-se um excerto do livro "Os namorados" de Luiz Pacheco que me foi recomendado e que com muito gosto aqui partilho:

"A casta beleza do ventre duma grávida: pousa a mão devagar em cima dessa carne, terra sagrada, e ficas repassado de mistério. Um novelo de carne anda sem nome sem rosto sem destino certo cresce oculto leve livre, mola de incalculável poder, uma vida às cambalhotas lá dentro que vai anunciar-se num grito o primeiro grito. A mão corre amorosamente sobre a pele tensa presa no ventre é uma ameaça e o feto encabrita-se escorrega foge tomado de um súbito pavor. Talvez chore. Mas a mãe, que tudo sabe e de tudo o protege e guarda, não chora, sorri. O orgulho cresce no seu olhar, o pacto lealmente cmprido, a dadiva maior do Amado, o seu sangue (dele, dela) moldado em carne nova transfigurado num corpo livre. Ah, não ser eu a grávida e saber-me deus!"

Dedicado também ao JHJ que promete resumir-se a mil palavras nos próximos tempos.

O Horário Nobre e a Nobreza do Acaso

Março 05, 2006 By: Rui Cerdeira Branco Category: Letras e Livros, Media Comments Off

Há pouco andava entretido a fazer zapping tentando convencer-me que era hora de dar um empurrão à serotonina na batalha contra os alcaloídes do chá quando fiquei agarrado a uma frase de um senhor idoso que aparentava já ter sofrido uma qualquer convulsão cardiovascular danosa.

Perto do fim da entrevista (cerca das 3 da matina) percebi finalmente qual o nome daquele poço de memória e de sabedoria, o tal dos We have no more beginnings - George Steiner.

Pois é meu caro Edward R. Murrow, pode chegar apenas a vítimas de insónias e com olhos demasiado cansados para se dedicarem às minudências da letra de forma em plena madrugada, mas a TV ainda nos retira um bocadinho do isolamento, um bocadinho. Graças à equipa holandesa que fez a entrevista (em 2000) e à decisão editorial da SIC que a emitiu hoje.

Um animal de tracção

Março 02, 2006 By: Rui Cerdeira Branco Category: Letras e Livros Comments Off

"Também nunca se pôs a jeito, nem facilitou e, em política, jamais tergiversou. Estas coisas têm um ónus. Passada a euforia mediática dos anos do fim, o pano desceu. Para sempre."

Eduardo Pitta sobre Vergílio Ferreira

"666 Há o artista que manda a obra à frente e é levado por ela. E há o que se mete à frente e leva a obra a reboque. No segundo caso é possível que fique a obra parada atrás, quando lhe faltar o animal de tracção."

Vergílio Ferreira in Pensar (1992)

Pensamento da uma da manhã

Janeiro 31, 2006 By: Rui Cerdeira Branco Category: Letras e Livros, Religião 7 Comments →

Às vezes pergunto-me se estaremos preparados para viver sem religião, pouco depois percebo que não estamos preparados para viver com ela.

A verdadeira indecisão

Janeiro 22, 2006 By: Rui Cerdeira Branco Category: Letras e Livros 2 Comments →

Estou entre livros. Acabei "A Música do Acaso" de Paul Auster e olho para a estante repleta de livros. Não é propriamente uma biblioteca mas é suficientemente vasta para que de quando em vez me surpreenda com um livro que comprei e que muito selectivamente apaguei da memória. Por vezes a situação é mesmo ridícula evitando quase por mero acaso compras repetidas, mas parece que este até é um fenómeno frequente, dizem-me.

"A Música do Acaso" pertence a uma outra espécie de livros, um livro que me foi emprestado.  Tivessem os livros que me enfrentam um mínimo de humanidade e seria razoável que sentissem a afronta. Sustento um harém e depois vou dormir com outra ou melhor com outro? Haja bonomia entres os livros meus. Resta a indecisão, o que ler? Alguns exemplos:

"Negreiros" de Alberto Vásquez-Figueroa (nunca lhe li nada);

"Processo 327" de Dick Haskins (será mais uma estreia);

"Um Crime na Exposição" de Francisco José Viegas (2ª partida de um jogo que ainda decorre);

"As Memórias" de Jean Monnet (este era para ter sido prenda mas a distância reconverteu-o em presa fácil, um forte candidato…);

"Do Amor de Outros Demónios" de Gabriel García Márquez (uma prenda de quem me conhece bem, mas que persiste virgem na estante… será também uma primeira leitura deste autor);

"The Picture of Dorian Gray" de Oscar Wilde (em inglês e tudo);

"D.Quixote de La Mancha" de Saavedra Cervantes (já experimentei em castelhano mas… não exageremos, não é com conhecimentos de portunhol que se lá vai, não é Miguel?);

"Os Pensamentos" de Heidegger (filósofos, do original, só uns pedaços de Platão, Wittgenstein, Adam Smith, outros que o eram sem saberem ou lhes dizerem e pouco mais);

Ou ainda, para terminar "Com Poejos e Outras Ervas" de Galopim de Carvalho.

Enquanto me decido vai marchando o 8º livro das Obras-Primas da BD Disney.

Qual é o seu conto favorito? - 2

Janeiro 18, 2006 By: Rui Cerdeira Branco Category: As Crónicas e os Contos, Letras e Livros 1 Comment →

A propósito deste desafio, o Ã?lvaro deixou-nos na caixa de comentários a sua sugestão: "O Fosso e o Pêndulo" de Edgar Allen Poe. Não conhecia o conto mas pelo que leio vem bem a propósito, no seguimento de Frei Genebro do Eça. E você? Não tem um conto predilecto? Diga coisas.

Eis um excerto do início e a ligação para o original em inglês de "The Pit and the Pendulun (1842)":

" I WAS sick –sick unto death with that long agony; and when they at length unbound me, and I was permitted to sit, I felt that my senses were leaving me. The sentence –the dread sentence of death –was the last of distinct accentuation which reached my ears. After that, the sound of the inquisitorial voices seemed merged in one dreamy indeterminate hum. It conveyed to my soul the idea of revolution –perhaps from its association in fancy with the burr of a mill wheel. This only for a brief period; for presently I heard no more. (…)"



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