Adufe sans frontiers

As armas do meu Adufe não têm signo nem fronteira
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Archive for the ‘Lisboa’

São Bento por dentro – VI

Julho 29, 2008 By: Rui Cerdeira Branco Category: Fotografia e Pintura, Lisboa, Política, Viagens No Comments →

Porque estamos de partida para férias já não dá para o aturado trabalho de legendar cada obra em particular (autor e título, no mínimo). Sabendo que todas as imagens ( e todas as imaginações que a partir delas são possíveis ) que vai receber, estão cá dentro, suba a S.Bento, com tempo e …faça da tarefa de as descobrir um divertimento.

Rimas e paternalismos à parte, está na hora de arrumar a tralha necessária para férias. Há por aqui de tudo. Sugestões para ler, escrever, musicar ou ouvir música, aprender a beber um bom vinho, a pôr leituras em dia, e os retratos de família, também, eis como da China a Santarém, de Malhoa a Delacroix , de Emille Galle a Bonington ou de João Vieira a Graça Morais, e muitos mais só nos resta desejar, bons regressos, lá para Setembro, a este S. Bento das Portas Bem Abertas.

Sem nada para esconder mas, agora, com um Senado …para debater.

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Clique sobre as imagens para as ampliar.
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Um cofre sem segredos. Só para lembrar que é por aqui que as férias com€çam. No cofre lá da casa, claro.
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Para a China ou Moçambique?
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Para Fora (Recriação dos Painéis de S.Vicente de Fora, João Vieira) ou cá dentro?

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E a mim, quando é que alguém me leva a passear…
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Um mar tempestuoso
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ou o bucolismo de uma aldeia afectuosa?
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Ou então, faça-se ao mar mas…não faça ondas.
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Pode optar pelo Ribatejo dos campinos sem as tempestuosas cheias?
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Um cão por perto dá sempre jeito. Malhoa que o diga.
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Um breve intervalo para musicar.
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Ou então
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…sair para as ruas para com as filarmónicas se misturar.
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Vai um licorzinho
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ou um pouco de vinho?
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E já que assim é faça festa com as festas que o vinho faz!
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Olhe para trás.Viu? Não se faz!
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Tire todos os retratos de família
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Leia livros As estantes gostam desses instantes.
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Aqui tem a tinta. Tente pôr a escrita em dia.
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Visite Jardins. Faça Jardins. Bonitos como este de S.Bento.
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Jogue fora os jogos de azar.
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E em Setembro, hora marcada para regressar.
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É bonita a sala que o espera.
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A democracia tem fome. Não pode esperar.

DA ARTE PÚBLICA E SUAS “OPORTUNIDADES”

Julho 29, 2008 By: Rui Cerdeira Branco Category: Fotografia e Pintura, Lisboa, Viagens No Comments →

Sou pela ARTE PÚBLICA. Ninguém duvide. Sim, Isabel Pires de Lima, prezadíssima camarada, é como digo. Não na linha de Pedro Cabrita Reis ( veja-se que o SOL, tarde e a más horas, saltou para a praça pública na linha do que aqui dissemos – leiam o pdf anexo!) e da sua recauchutada instalação junto aos Jerónimos, mas de uma outra mais QUOTIDIANA.

Experimente seguir o exemplo do escriba que ontem, em plena época de “Saldos”, não perdeu a oportunidade das “OPORTUNIDADES”, no “El Corte Inglês”, passe a publicidade, e zás, nas costas do atento segurança, tratou de,

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primeiro, revolver, ainda mais, a já revolvida bancada de desordenados vestidos, camisas, blusas, t-shirts, etc – o gozo que inventaram para nós, na voracidade do consumismo que nos interpela, podermos, a cada instante, mexer, remexer, mirar, revirar e depois, adquirir – e dar-lhe, em seguida, alguma ordem!

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Aqui está, a mesma bancada, onde, agora, fruto da aturada intervenção artística, não obstante a ameaça do zeloso segurança, cada peça deixou de significar o que significava e passou a valer pela magnífica paleta de cores quentes em que se tornou.

De seguida, para que não restassem dúvidas, zás, duas ou três clandestinas flashadas.

Já sabemos, na era dos cada vez mais sofisticados digitais, que o que não aparece não existe.

De como no Corte Inglês, por alguns instantes, aconteceu ARTE PÚBLICA.

Os quadrados de Mondrian, sei lá.

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Pedro Cabrita Reis nos Jerónimos

São Bento por dentro – V

Julho 25, 2008 By: Rui Cerdeira Branco Category: Lisboa, Política, Viagens No Comments →

Longe do Ora et Labora de São Bento de Núrsia* (529), longe do Monte Cassino, longe dos tantos ataques e sucessivas reconstruções, desçamos e subamos a São Bento, Lisboa, a um outro Convento. Ele mesmo em interna reconstrução.

Assembleia da República

Julho, a primeira Comissão Permanente na Sala do Senado. Aqui decorrerão todas as sessões em Setembro.

Mas, nas zonas envolventes, os trabalhos são permanentes.

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Apenas uma estátua no Jardim onde tudo começa.
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Até Novembro, mantenham-se afastados.
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Bentoneira. Perdão, a betoneira onde se faz a massa para as obras de São Bento.
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Tudo o que se passa, perdão, amassa, em S.Bento, passa por aqui! (Onde é que eu já ouvi isto?!)
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Foram-se os holofotes, ficou a passadeira para os dedicados Óscares das tantas obras carpinteirográficas.

Outras biografias não menos cinematográficas.
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Varrer.Limpar.Arejar a Casa da Democracia
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Ninguém atrás das grades. Obras recebidas com muito agrado!
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Um fio de prumo para obras com apurado rumo.
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O leão já não anda à solta . Foi enjaulado nos Passos Perdidos.

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Não há mais pedidos por baixo da mesa…do governo.
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A República, mais transparente do que nunca.
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O leão: um celofane para mim, já! Grrr!!! Vou ter que gramar com a poeirada toda?

Antes uma sessão bem animada.
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A Justiça, embrulhada. Nas obras do Plenário,claro.

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Todas as horas são poucas. Senhores agentes da autoridade façam favor de evacuar os ponteiros das galerias!
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PSF – Plenário Sem Fios
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PSF –Plenário Sem Fios ( 2 )

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No regresso, novas tecnologias para um novo uso da palavra.

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*São Bento de Núrsia, detalhe de um fresco de Fra Angelico, San Marco, Florença (c. 1400-1455).

(In, Wikipedia)

Torre de Belém Vasconcelos – aumentado

Julho 25, 2008 By: Rui Cerdeira Branco Category: Lisboa, Portugal, Viagens 3 Comments →

Vê-se e não se acredita!

Belem Revisitada

Deixa chegar mais perto:é mesmo verdade!!!!

Comentários para quê?

Ao menos, o búlgaro Christo embrulha os monumentos de uma vez por todas.

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O que nos vale é que ali bem perto, indiferentes

a este atentado ao pudor, perdão, ao poder do nosso património, crescem, luminosos, os nenúfares.

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Clique sobre a imagem para ampliar.

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——
Na sequência uma resposta crítica de Isabel Pires de Lima:

“Embora já não tenha nadinha a ver com a iniciativa em causa, permitam-me discordar do ponto de vista do nosso amigo Colaço.

Acho que o património não é coisa intocável e inutilizável para uma intervenção contemporânea e temporária, como será óbvio que seja o caso desta, de uma artista tão original e já tão cotada interna e externamente como Joana Vasconcelos. Esta é uma forma de dinamizar o património, de o interpretar nos dias de hoje, de o revisitar artísticamente. Por que é que não é aceitável uma intervenção deste tipo no património e é pacificamente aceite a utilização do património para um concerto ou tão só para um jantar de uma empresa? As únicas cautelas a ter são da ordem da atenção a ter à preservação física do monumento e da ordem da salvaguarda da sua dimensão simbólica. Ora a Torre de Belém não fica linda e tão feminina assim ataviada na Primavera lisboeta? Em breve retomará o seu ar sério, talvez no Outono…

Isabel Pires de Lima”

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E a réplica de António Colaço

“Olá Isabel, saúde.

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Acabei de chegar de um fim-de-semana em cheio.
As tuas palavras foram um bálsamo no meu renovado amor “à preservação física do monumento e da ordem da salvaguarda da sua dimensão simbólica” o que pude comprovar com as belíssimas fotografias que trouxe para ti.

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A sério, a sério, fico satisfeito por teres respondido aquilo que não passou de um sentido desabafo por ver um dos nossos ícones tão mal-tratado.
Adoro todas as propostas de arte pública sobretudo aquelas que acrescentam beleza ao acinzentado dos dias.
Esta intervenção em nada acrescenta. Apenas diminui.
É uma intervenção sanguessuga, percebes.
Diria o mesmo fosse qual fosse o nome do consagrado/a – “cotado” (coitado?) – que a assinasse.

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Como te sentirias no regresso de Roma, Londres ou Paris, carregando na tua camera digital as propostas que eu, simples cidadão – artista plástico que jamais será “cotado” nas Bolsas-de-Vanguardismos-Inúteis – aqui, com amizade, te deixo?

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Fraternais saudações.
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São Bento por dentro – IV

Julho 24, 2008 By: Rui Cerdeira Branco Category: Fotografia e Pintura, Lisboa, Política, Viagens No Comments →

A CAIXA* DE MUDANÇAS….DA MUDANÇA.

São Bento - Novas instalações do Parlamentoimage002.jpgimage003.jpgimage004.jpgimage005.jpgimage007.jpgimage009.jpgimage010.jpgimage011.jpgimage013.jpgimage016.jpgimage018.jpgimage019.jpgimage020.jpgimage022.jpgimage023.jpg

*Confesso: não gosto da “caixa”!

Desejo, sim, que os eleitos que a habitam contribuam para a Mudança.

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S. Bento por dentro – III

Julho 22, 2008 By: Rui Cerdeira Branco Category: Fotografia e Pintura, Lisboa, Viagens 1 Comment →

S.BENTO NAS NUVENS

COM OS PÉS BEM ASSENTES NA TERRA

O outrora vetusto Convento não desiste de olhar o céu. Quem sabe, talvez de lá venha a mensagem ou o apelo para leis que apontem cada vez mais para um verdadeiro céu, sem iniquidades, já aqui na terra.

Clique sobre as imagens para ampliar.

São Bentosbento2.jpgsbento3.jpgsbento4.jpgsbento5.jpgsbento6.jpgsbento7.jpgsbento8.jpgsbento9.jpgsbento10.jpgsbento11.jpgsbento12.jpgsbento13.jpgsbento14.jpgsbento15.jpgsbento16.jpgsbento17.jpgsbento18.jpgsbento19.jpg

António Colaço

São Bento por dentro – II

Julho 18, 2008 By: Rui Cerdeira Branco Category: Fotografia e Pintura, Lisboa, Política, Viagens 1 Comment →

S.BENTO É UMA ILUMINAÇÃO

“Luzes! Acção!” S. Bento tem tudo para nos iluminar os dias assim queiram as vontades daqueles que, por nossa inteira e livre vontade, elegemos para nela habitarem.

Clique sobre as imagens para as ampliar.

Palácio de São Bento - IluminaçãoPalácio de São Bento - IluminaçãoPalácio de São Bento - IluminaçãoPalácio de São Bento - IluminaçãoPalácio de São Bento - IluminaçãoPalácio de São Bento - IluminaçãoPalácio de São Bento - IluminaçãoPalácio de São Bento - IluminaçãoPalácio de São Bento - IluminaçãoPalácio de São Bento - IluminaçãoPalácio de São Bento - IluminaçãoPalácio de São Bento - IluminaçãoPalácio de São Bento - IluminaçãoPalácio de São Bento - IluminaçãoPalácio de São Bento - IluminaçãoPalácio de São Bento - IluminaçãoPalácio de São Bento - IluminaçãoPalácio de São Bento - IluminaçãoPalácio de São Bento - IluminaçãoPalácio de São Bento - IluminaçãoPalácio de São Bento - IluminaçãoPalácio de São Bento - Iluminação

António Colaço (Ânimo)

São Bento por dentro – I

Julho 17, 2008 By: Rui Cerdeira Branco Category: Fotografia e Pintura, Lisboa, Política, Viagens 4 Comments →

Inicia-se com este post uma série dedicada ao palácio de São Bento (que, para quem não sabe, é o edifício que alberga a Assembleia da República, o parlamento português). Publicar-se-ão algumas das inúmeras fotografias que o António Colaço, quase de saída das suas lides de assessoria no Grupo Parlamentar do PS, tem recolhido. As palavras e as imagens desta séries de posts são de sua autoria. Clique sobre as imagens para as ampliar.

DO PODER DOS DEGRAUS AOS DEGRAUS DO PODER.

Dos nossos passos perdidos às reencontradas escadas deles.

Como a luz que sobe e desce no horizonte, assim as escadas da grande casa da Democracia. É por elas que sobem ao Plenário as nossas mais veementes aspirações e anseios por dias cada vez mais iluminados. É por elas que regressamos, descendo, às nossas casas, demasiado cansados, angustiados, por vezes, acreditando, porém, em amanhãs mais esperançados.

Subamos a S. Bento, lá, onde a luz da justiça deve brilhar em cada momento.

O leão de pedraa escadaA escada interiorA nobre escadaA escada da vertigemA escada de ferroA escada do hemicicloA escada suavea escada do poder

Os últimos degraus. Os que dão acesso à bancada do…governo.

Lisboa sem carros?

Julho 11, 2008 By: Rui Cerdeira Branco Category: Economia, Lisboa No Comments →

Esta notícia que leio no Jornal de Negócios é daquelas que me deixa desconfiado:

Lisboa recebe menos 60 mil carros por dia
São cada vez menos os carros a entrar e a sair de Lisboa, efeito incontornável dos tempos de crise que afectam as famílias e as empresas portuguesas. Segundo dados da Estradas de Portugal, nas diversas entradas e saídas de Lisboa no mês passado registou-se um decréscimo de cerca de 60 mil carros por dia face ao mês de Junho de 2007. (…) “

Não é que duvide que haja algum efeito sobre o uso do transporte privado provocado pelo aumento dos combustíveis, o que me espanta é que as pessoas que viajavam nos tais 60 mil carros que deixaram de entrar diariamente em Lisboa no mês passado (quando comparado com Junho de 2007) levaram “chá de sumiço”.
Não vieram no seu carro mas também não foram registadas nos transportes públicos. Restam assim poucas explicações adicionais que são referidas no jornal: ou passaram a partilhar boleias em massa, ou seja, menos carros a circular mas com maior ocupação em cada ou então deixaram de se deslocar. Mas deixara mde se deslocar?!? Foram para o desemprego? Mudaram para outro emprego mais próximo? E tudo isto tão expressivo num único mês?
O artigo de jornal não o abordo mas eu diria que só tiraria conclusões tão taxativas como “efeito incontornável dos tempos de crise que afectam as famílias” depois de ver TODOS os meses de verão. É que pode ter havido muito mais gente a tirar férias em Junho de 2008 do que em Junho de 2007. O 10 e o 13 de Junho este ano estavam muito mais a jeito para uma semana ou mesmo 15 dias de férias. Voltamos a falar daqui a uns meses, pode ser?

Uma cidade que fede está condenada a arder

Julho 07, 2008 By: Rui Cerdeira Branco Category: Lisboa, Política, Portugal, Sociedade 1 Comment →

Na passada sexta-feira estive para aqui postar um pequeno texto mal cheiroso. Ou melhor, um texto onde relataria o cheiro pestilento, agoniante com que qualquer um pode ser bafejado se se atrever a subir ou descer a Avenida da Liberdade. Em alguns pontos, qual marca territorial de São Devoluto, os vãos de entrada e velhos sagões de prédios abandonados são espaços polivalentes para as actividades de micção e outras obras, bem como, em alguns casos, ponto regular de pernoita e outros caldinhos.
O texto ficou por escrever enquanto o cheiro não me saísse das narinas e enquanto eu não percebesse (eu percebo!) porque me choca tanto este perfume comparado com o de um monte de estrume feito, criado e enobrecido algures no espaço rural deste país que conheço desde que tenho lembrança.
Entretanto, de volta à Avenida, um desses pontos ganhou ontem outro odor, purificando-se pelas chamas.
Na sexta-feira via a triste cidade que não consegue ter lavada sequer a Avenida de mais nobre nome que alberga. Hoje, depois de mais um fogo, o pivete, a degradação e a miséria, surgem mais próximos de outra ruína a que reagimos ainda de forma menos que anestesiada.
Regresso ao mundo semi-extinto da aldeia para me lembrar de outra cena, agora a sul. Uma cena feita de humildade, vaidade e asseio, traduzida em braços firmes, trinchas e pinceis e um bom balde de cal que acabaria por se encontrar vazio, espelhado na parede.
Podiam(os) ser um pouco mais alentejanos, os cães de Lisboa e seus donos, para começar.
Depois tratariamos do Santo, nosso verdadeiro padroeiro, Santo António que me perdoe.

Arrumadores e residentes unidos pelo mesmo problema

Junho 03, 2008 By: Rui Cerdeira Branco Category: Economia, Lisboa, Mimos, Política No Comments →

A subida do preço dos combustíveis está a ter consequências dramáticas na vida de alguns arrumadores que estarão na eminência de mudar de oficio.
Os lugares disponíveis para estacionar em algumas zonas da cidade onde além de serviços há um peso significativo de residências, praticamente não existem.
Justificação? A rotação de automóveis está em queda, há de facto, cada vez mais pessoas a deixar o carro à porta de casa a semana inteira. Ora esta é uma realidade que inferniza muitos residentes que usam efectivamente o automóvel e não têm lugar de estacionamento privativo junto do lar.
Se o popó não circula e se há escassez estrutural de estacionamentos… Ups!

Parquímetro e engarrafamentos: as melhores portagens do mundo

Abril 08, 2008 By: Rui Cerdeira Branco Category: Economia, Lisboa 3 Comments →

Engarrafamento(…) Mas gostava de tocar ainda num ponto fundamental. Se é caro e desgastante usar o carro, por exemplo para quem vem de Sintra, e se o utente é racional, o que se pode fazer? A menos que se pense em aumentar a capacidade de resposta do comboio – que na hora de ponta tem já muito pouca folga para acomodar mais utilizadores – a solução passa por promover, ou a relocalização dos empregos para junto das aglomerados urbanos, e/ou promover a relocalização das pessoas para perto do seu local de trabalho. Não há volta a dar. Se não se for por aí podem vir milhares de esquemas de portagem, podem vir mais e novas estradas, podem gastar o que não temos a fazer mais e mais linhas de comboio, podem apregoar aos sete ventos a necessidade de proteger o ambiente que o resultado será o mesmo: as pessoas continuarão a ter de se deslocar de forma pouco eficiente e extremamente dispendiosa. E notem que as casas devolutas já existem hoje, não surgirão amanhã caso as pessoas regressem à cidade; apenas estarão em sítios diferentes.
E aqui, no centro de Lisboa (que não na periferia) os transportes públicos ainda se pautam por andar quase sempre às moscas, a Carris então… (…)”

in Economia & Finanças

Vende-se!

Fevereiro 19, 2008 By: Rui Cerdeira Branco Category: Lisboa, Política 3 Comments →

Praça do Município, Lisboa

Praça do Município, em Lisboa.

Tribunal de Contas recusou o empréstimo pedido pela CML, advogando que esta está em situação de desequilíbrio estrutural… financeiro, desequilíbrio financeiro estrutural. Isso.

O inimigo no terrível dia 18 de Fevereiro de 2008

Fevereiro 18, 2008 By: Rui Cerdeira Branco Category: Lisboa, Mimos 2 Comments →

Tempestade / Chuva e coriscosO inimigo insinuou-se com umas gotas no início do Domingo. Converteu-se depois numa chuva relaxante e intensa pouco dada a intimidades com grandes ventanias. Com o cair da noite o inimigo revelou então a sua carta de intenções. Aliou-se ao tenebroso trovão e massacrou com intensidade inesperada todos os pontos estratégicos da capital.
Em poucas horas a cidade e arredores ficaram de rastos:
- linha do norte cortada;
- autoestrada do norte cortada;
- autoestrada do oeste cortada;
- marginal de Cascais cortada;
- metade da cidade de Lisboa com abastecimento de gás limitado;
- vários concelhos limítrofes sem fornecimento de electricidade;
- parte da cidade sem abastecimento de água;
- circulação do metropolitano com limitações;
- circulação ferroviária com graves perturbações;
- andar de automóvel no seio da cidade é bom para a actividade dos reboques;
- no resto do país felizmente é quase só paisagem.

A todo o momento estamos à espera de ficar sem electricidade. A trovoada aproxima-se. O inimigo não continua implacável.

Metropolitano de Lisboa: Alameda => Saldanha => São Sebastião da Pedreira

Dezembro 20, 2007 By: Rui Cerdeira Branco Category: Lisboa No Comments →

É a ligação que se segue que aumentará em eficiênca toda a rede do metropolitano: a linha vermelha ligará a linha amarela à azul. O Marquês de Pombal ficará mais desafogado e o tempo de viagem de muita gente será encurtado. A Carris, se tudo correr bem, perderá mais uns quantos passageiros em benefício do metropolitano. Circular em Lisboa por transportes públicos acabará por ficar mais barato.
Infelizmente também esta obra acumula atrasos. Neste momento, segundo estimativa disponibilizada pelo metropolitano a inauguração prevê-se para… Parece que não encontro a estimativa.
Por falar em Carris, com a abertura de novas estações as carreiras redundantes com o Metro são extintas ou reduzidas. No caso concreto do eixo Terreiro do Paço – Marquês de Pombal duvido que o metropolitanoa consiga dar vazão às enchentes em hora de ponta, particularmente quando a linha de Sintra voltar a ter o seu término no Rossio. Será apenas uma questão do comodidade ou poderemos ter mesmo uma lotação absoluta da capacidade? Haja flexibilidade para ajustar as soluções às exigências.



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