Adufe 4.0

As armas do meu Adufe não têm signo nem fronteira
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Archive for the ‘Gastronomia’

O que é feijão-de-corda?

Maio 02, 2005 By: Rui Cerdeira Branco Category: Gastronomia Comments Off

Este dia tem sido intenso, nem um vigésimo vai passar para o blogue (pelo menos não hoje). Digo-vos apenas que por mail vieram várias mensagens que agradeço, uma delas publicamente, à Eliana Arp que teve a gentileza de deixar por escrito a resposta (mais uma) à pergunta fundadora deste weblog, a saber: O que é um baião-de-dois? (2 de Julho de 2003)
Fica a receita:

Baião-de-dois é o prato que o Nordestino adora. Só tem uns detalhezinhos: tem que ser feito com feijão-de-corda, que deve ser cozido antes do arroz e depois temperado com bastante cheiro-verde, torresmo, queijo e servido com paçoca ou carne de sol.

Ingredientes:
- 2 xícaras de arroz
- 2 xícaras de feijão de corda
- 1/2 xícara de manteiga de garrafa
- 200 g de queijo de coalho
- uma pimenta de cheiro amarela
- 1 pimentão verde picadinho
- salsinha picadinha
- coentro picadinho
- 1 cebola grande picada
- 4 dentes de alho picados

Modo de preparo:
Cozinhe o feijão somente na água e sal. Cozinhe o arroz normalmente, de forma que fique branco e soltinho. Aqueça uma frigideira grande e coloque a manteiga. Frite o pimentão, a cebola e por último o alho. Coloque o cheiro verde e em seguida o feijão sem o caldo. Deixe refogar um pouco. Acrescente o arroz, misture bem e adicione 2 conchas do caldo do feijão. Rale aproximadamente meia xícara do queijo e, o restante, corte em lascas e acrescente à mistura na frigideira. Vá misturando tudo delicadamente de modo que os ingredientes se incorporem e fique bem úmido. Sirva em uma travessa (de barro de preferência) salpique com cheiro verde e o queijo que você ralou.

Eliana Arp

ADENDA: sobre o feijão-de-corda leia também esta entrada (siga a ligação aqui).

Para adoçar o Sábado

Outubro 16, 2004 By: Rui Cerdeira Branco Category: Gastronomia 4 Comments →

Doce de Abóbora Blogoesférico com raizes nas Beiras Depois da admiração da abóbora-cabaça na segunda-feira hoje provou-se a generosidade das combinações únicas da natureza.
Tem abóbora e canela e é doce. São servidos?
O ofertante da abóbora tem uma amostra reservada (se se atrever a ser cobaia pois esta doçaria é uma estreia absoluta cá em casa e foi feita exclusivamente na base do olhómetro).
Ah! É verdade… Sou devorador compulsivo de pevides (cruas, secas ao sol e sem sal) daí aquele estendal ali na imagem :-)

Tentativa e erro

Outubro 10, 2004 By: Rui Cerdeira Branco Category: Gastronomia 2 Comments →

Bacalhau quase espiritualA experimentação científica é uma coisa maravilhosa.

E a culinária também!

Ninguém diria que isto que aqui vêem é uma deliciosa marmelada, pois não?
Pois hoje foi o mais próximo que se conseguiu arranjar - que seja comestível.

Valeu-nos o bacalhau quase espiritual perante uma panela de pressão espirituosa.

Almoço de domingo

Outubro 03, 2004 By: Rui Cerdeira Branco Category: Gastronomia 7 Comments →

E as entradas hoje vão ser rodelas de beringela fritas, embrulhadas num cremezito de ovos e farinha de trigo.

Seguem-se robalinhos ao azeite com cuscus, servidos com vinho branco da península de Setúbal.
À sobremesa uvas moscatel ou laranja.

Não temos menu turístico.

BRAVO Esmolfe

Setembro 21, 2004 By: Rui Cerdeira Branco Category: Gastronomia 6 Comments →

Uma boa notícia para variar:

“A Felba - Promoção de Frutas e Legumes da Beira Alta e a Direcção Regional de Agricultura organiza hoje em Viseu o primeiro mercado de fruta certificada da região, onde vão estar em destaque a maçã Bravo de Esmolfe, com Denominação de Origem Protegida (DOP), e a maçã da Beira Alta, com Indicação Geográfica Protegida (IGP). (…)”
in Público

A Bravo Esmolfe deve ser só a melhor maçã do mundo…. Digo eu.

Gravanços

Junho 24, 2004 By: Rui Cerdeira Branco Category: Gastronomia 1 Comment →

Hoje consegui ouvir mais de meia hora de notícias sem que se falasse em futebol.
Destaco do noticiário da RDP 1 (o tal depois das 13h), a reportagem sobre a Feira Antiga de São João que se está a realizar na Guarda no largo da sé até Domigo.
No meio da reportagem ouvi uma palavra que os meus pais só dizem “sem medo” quando estão na Beira Baixa: gravanços. Andam convencidos que se trata de calão ordinário lá da terreola. O que me dirá o Houaiss?
Diga lá o que disser e minha avó fazia as melhores almofias de sopas de gravanços do mundo, essa é que é essa!

Gravanço = Grão-de-Bico

Cozido e arroz doce

Fevereiro 24, 2004 By: Rui Cerdeira Branco Category: Gastronomia 6 Comments →

Lamentava-se o meu pai há pouco por não ter hoje direito nem ao cozido à portuguesa nem ao arroz doce. Não porque não se atrevesse a faze-los mas por outros constrangimentos que agora não vêm ao caso.

Por aqui também falha a tradição da terça feira gorda… Infelizmente pois nestes casos não me importo de ser cristão!

Há por aí blogueres que se possam orgulhar de ter mantido esta tradição nas véspera da quarta feira de cinzas?

Já reparei que no Tugir primam pelo exotismo, crocodilo do Luisiana vejam só!

São servidos?

Dezembro 31, 2003 By: Rui Cerdeira Branco Category: Gastronomia 8 Comments →

É caseirinho!!!
E afinal até está bom… Nhami!
Ópera

Amigos…

Dezembro 31, 2003 By: Rui Cerdeira Branco Category: Gastronomia 4 Comments →

Amigos, hoje à noite vou (vamos) tragar as comezainas ontem cozinhadas sob inspiração de Mary Shelley. E não satisfeitos (é obra feita a 4 mãos) ainda se perfilam cogumelos, queijos vários, ovos cozidos, presunto, picles, pão ralado, algum álcool, ingredientes secretos, sapateiras e gambas para uma segunda volta de experiências científicas na cozinha.
Novos “monstros” se advinham. Será que irei sobreviver ao que falta de 2003? Se sim hei-de estar a comemorar num bem popular passeio pela baixa mais logo à noite.
Que o ano 2004 seja um bocadinho melhor que este que finda.
Fiquem bem.
(ainda cá hei-de voltar antes de fechar o ano…)

A cozinha

Dezembro 30, 2003 By: Rui Cerdeira Branco Category: Gastronomia 5 Comments →

Eu acho que nunca estive até tão tarde na cozinha em experimentações… Tudo estreias desde o belo pastel de bacalhau passando pelo leite creme (que ficou mais parecido com xarope de limão cremoso) ao especialíssimo bolo coquete do Cordon Bleu cujo aspecto final é ainda neste momento uma perfeita incógnita. Bom, já chega de descanso deixem-me lá ir ao último assalto. Até amanhã !

Licor

Dezembro 13, 2003 By: Rui Cerdeira Branco Category: Gastronomia Comments Off

Com que então licor de poejo e licor de amoras… Seria uma estreia.
Há aqui dois dedos pedinchantes no ar :-)

Noutro registo - experimentação culinária - informo que dentro de algumas horas tentarei a minha primeira tarte de limão. Se sobreviver troco por um cálice de licor em data acertar.
A minha moça avisa-me ainda que esperamos a todo o momento uma boa aguardente caseira vinda das bandas de Montemuro. Tem como destino traçado integrar um futuro licor de café… Pelo sim pelo não vou reservar um pouco da dita cuja, temo que tanta experimentação não nos leve a nada sublime mas digamos que estamos preparados para aguentar algum revés.
E por hoje é tudo, boa noite e bons livros.

Ampti dampti (acrescentado)

Dezembro 08, 2003 By: Rui Cerdeira Branco Category: Gastronomia 1 Comment →

Podia-vos falar da viagem de comboio desde as berças, feita em 1ª classe por já não haver outras alternativas à boca da bilheteira, numa carruagem que era um autêntico berçário, não tanto pela efectiva profusão de petizes, mas pela “altitude” das temperaturas do ar condicionado; podia-vos falar da Estrela nevada, vista a uma distância segura (de avalanches de neve e de turistas); podia-vos falar de mais uma tentativa de compreensão do emparcelamento da Cova da Beira… Mas…
Ofereceram-nos uma rosa de ferro fundido, uma peça de fazer floretas, ou melhor filhós de floreta… Tentámos uma, duas vezes, com mais farinha… Com mais leite… Tirando e pondo o ferro a alta velociade no óleo, na massa, no óleo, ou então mais lentamente… Tentámos com o óleo mais quente… com o óleo mais frio… Desistimos!
Acabámos com um milhão de óvulos e alguns escassos espermatozoides na frigideira. Para não ferir susceptibilidades digo agora que temos uns deliciosos e aporteguesados Ampti Damptis para comer cá em casa! São servidos?…

Adenda: Agradeço ao LT pela dica e esclareço que sem sabermos o que fazer à massa que sobrara das tentaivas falhadas, juntámos mais um pouco de farinha, agarrámos numa colher e toca de despejar colheradas de massa para o óleo. Daí “nasceram” os “óvulos” quais Humpty Dumptys, autênticos sempre em pés que insistiam em só querer alourar de um lado por mais que os tentássemos virar para completar a fritura! Já os bichos cabeçudos, vulgo, espermatozoides (ou deverá ser ao contrário?) resultavam tão simplesmente das gotas de massa excedentárias que caiam inevitavelmente da colher. Foi só rir. Mas comem-se!

Cozinha Filipina

Dezembro 03, 2003 By: Rui Cerdeira Branco Category: Gastronomia Comments Off

Um destes dias ainda hei-de experimentar uma receita deste mestre filipino, tem fotos e tudo! O blogue está muito bem organizado e é de fácil entendimento para quem domina minimamente o inglês. Só é pena não poder pôr aqui um exemplo. Teria que digitar o texto… O copy paste não está disponível, mas não é grave, é só dar um salto até lá.

A propósito dos pouco saudáveis “alimentos saudáveis” como apelida, por exemplo, os cereais de pacote para pequenos almoços lança uma das suas máximas: “I still say: ditch processed food items and go natural“.
Bom apetite!

Para adoçar a boca…

Dezembro 01, 2003 By: Rui Cerdeira Branco Category: Gastronomia 1 Comment →

A ler apenas depois do jantar.

Hum-hum-hum!! Que delicioso Bolo Rainha. Avelãs, passas, noz, pinhões e uma massa delicada saborosíssima!
Estava aqui mais uns parágrafos a destilar superlativos e a debitar exclamações…
Recomendo-vos vivamente a pastelaria Capuchinha ali mesmo no Rossio… em Viseu. É seguramente uma das melhores pastelarias do país. Encontram lá do mais requintado que pode haver de pastelaria fina internacional, bem como, o melhor que a região do Dão-Lafões tem em matéria de doces, bolas… Acreditem que não lhes gabo apenas o bolo rainha!
É raro encontrar por aí quem tenha na qualidade, no servir bem e bem servir o lema fundamental do negócio. Um lema simples que, adicionado das doses certas de dedicação, de inteligência na economia de procedimentos e de uma pitada de espírito empreendedor são quase sempre fórmula segura para o sucesso e para deleite das nossas papilas guuuustativas…

Pelo sim pelo não guardei um pedaço de bolo para mais daqui a 90 minutos não vá precisar de um ansiolítico.

Adenda: O que acabou de ler poderia trata-se de um anúncio descarado imposto pelo respectivo departamento de publicidade, completamente à revelia do editor do Adufe. Se assim fosse, estaria neste momento a decorrer uma zaragata financeiro-deontológica entre directores do Adufe, mas o mal já estaria feito: o dinheiro encaixado, e os leitores, alguns, poucos ligeiramente defraudados. Felizmente, o Adufe é essencialmente um one-man-show e é muito raro detectarem-se divergências entre os vários directores. Provavelmente, naturalmente e inevitavelmente o mesmo não se passará em muitos bons órgãos de comunicação social do pais.
A (des)propósito, agora, quase no final das leituras, já posso afirmar: a Grande Reportagem é obviamente leitura obrigatória aos Sábados com o JN e/ou DN. Mais uma pequena coisa que recuperamos e que, acreditem, ajuda a dar gozo em ser português.

Espero que os advérbios não paguem IVA que isto hoje foi um abuso…

Polyprion Americanum!

Novembro 24, 2003 By: Rui Cerdeira Branco Category: Gastronomia, Mimos Comments Off

cernia[1].jpg Esta agora não é como as mais.
Andávamos nós (eu e a minha moça) em pesquisas culinárias pela biblioteca quando deparámos com um estranho código em latim para a decifragem do qual pedimos desde já ajuda aos ilustres latinistas que andam por esta esfera.

Buscávamos a melhor forma de assar um Cherne. Deu-nos para isto, contra todas as recomendações – assar um Cherne que disparate! -, procurávamos assá-lo seguindo as regras da alta cozinha. Afinal, chamo-lhe carinhosamente PM, em homenagem ao nosso Primeiro Ministro, logo, goste-se ou não, queríamos dar-lhe um tratamento condigno.
E eis senão quando - sempre sonhei aplicar esta -, surge à cabeça, logo ali nas primeiras duas palavras que lhe são dedicadas no Pantagruel, um enigmático:
Polyprion Americanum!

Não queremos acreditar nesta estranha ironia da taxinomia biológica. Passado o primeiro susto logo reflectimos sobre o que nos quereria dizer a nossa 2ª dama quando promoveu a comparação entre o então futuro primeiro e o dito Cherne? Estaria a avisar-nos de algo? Seria um gesto de patriotismo que não conseguimos interpretar atempadamente? Tremo só de pensar que a outra parcela do nome, o dito Polyprion, encerre ainda algum segredo milenar desta língua semimorta que exaltamos diariamente com a nossa polivalente corruptela.

E que não nos engasguemos em nenhuma espinha já agora.
Bom apetite!



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