Adufe 4.0

As armas do meu Adufe não têm signo nem fronteira
Subscribe

Archive for the ‘Educação’

Belgais - sem carga ideológica

Março 22, 2004 By: Rui Cerdeira Branco Category: Educação Comments Off

Belgais - Página de entrada Além do Aviz e do Bloguítica, o Carlos do Ideias Soltas oferece-nos um texto elucidativo sobre a memória e a realidade do projecto de Maria João Pires.
Particularmente interessante o esforço do Aviz e do Ideias Soltas em discernirem entre os candidatos [a subsídios] do costume e este projecto centrado na formação. Propõe-se um esforço para ir além da esquerda e da direita…
Acontece que Maria João Pires têm ideias muito vincadas sobre política, acontece que se recusa ao tal abastardamento de que o Paulo Gorjão falava. Acontece que a ignorância se alia à mesquinhez e ao pequeno autoritarismo, ao exercício atomista da vontade do pensamento único.
Aprender a tocar piano ou talvez mesmo a pensar é algo assustador para muita gente. Se soubessem exactamente o que significa ter pensamento próprio tudo seria diferente. Todos os medos se desvaneceriam.
Felizmente, Maria João Pires recusa-se à pressão para o abastardamento, sacrificando não o seu pão para a boca, nem mesmo os seus ideais mas “apenas” uma boa parte do gozo criador projectado sobre aqueles que a rodeiam, que nos rodeiam.

Nestes 30 anos de comemoração do 25 de Abril, há um nível de liberdade que ainda urge conquistar, com ou sem carga ideológica. Longa vida à blogoesfera.
Belgais - Página de entrada

Xô!

Março 09, 2004 By: Rui Cerdeira Branco Category: Educação 1 Comment →

Não há nada para ler aqui! Experimentem passar por ali. Só descobri hoje e não faz mal que não seja segredo…

Exame de admissão ao ensino básico já!

Março 04, 2004 By: Rui Cerdeira Branco Category: Educação Comments Off

Exame de admissão ao ensino básico já!

Há que avaliar a qualidade do pré-primário, coisa que só se faz com exames, mais exames, muitos exames, EXAMES NACIONAIS!!!!

Exames nacionais no 4º e no 6º ano… Espero que não se esteja a cair num exagero confundindo os fins com os meios. Tentarei recolher detalhes mas confesso que já ando de nariz torcido.
Parece que ministro da educação partiu para o “second best” que como alguns suspeitam será provavelmente um “first worst“. Instruir é um processo contínuo, avaliar também deverá sê-lo. Instruir é um fim, avaliar deve ser um meio de aferição, nunca o reverso mas parece que os termos se invertem. Exames no 4º, no 6º, no 9º, no 10º, no 12º… Para que servem as provas definidas pelos professores das respectivas disciplinas? Para quê ter professores? Para quê ter uma escola? Ou será que estes exames servirão essencialmente para avaliar os professores?
Bom, a “violência� das minhas criticas dependerá largamente do conteúdo e das consequências dos exames nacionais. Se eles representarem “a avaliação� única e final dos alunos no final de cada ciclo ou sub-ciclo, acho um total disparate. O professor tem de ter poder e deve ser sempre considerado o agente mais capaz de avaliar um aluno. Nenhum exame tem capacidade para substituir essa capacidade.
Se o exame for complementar e visar condicionar o ensino a um mínimo denominador comum, parece-me bem.
(more…)

Erros

Fevereiro 16, 2004 By: Rui Cerdeira Branco Category: Educação 7 Comments →

A partir de hoje, sempre que me enganar na ortografia (e me aperceba ou alguém me ajude), fico de castigo. Isto é, usarei o recentemente descoberto código para rasurar uma palavra.

Os primeiros passos

Fevereiro 08, 2004 By: Rui Cerdeira Branco Category: Educação Comments Off

Diz-nos o Jazzy:

Foi hoje a primeira vez que a minha filha usou a internet como ferramenta de trabalho para a escola.

Quando eu dei os primeiros passo na net não tinha nenhum pai embevecido (este adjectivo anda popular por aqui hoje) a guiar-me pela mão, com vontade de tirar uma fotografia para registar para a posteridade. Mas há imagens de um puto guedelhudo em euforia a patinhar a casa com quase um ano.

Os primeiros passos, os primeiros passos no mundo virtual. Pequenos símbolos que se juntam quase sem darmos por isso, a tantos outros que nos acompanham desde que somos Homens. Parabéns Jazzy!

O censor

Fevereiro 05, 2004 By: Rui Cerdeira Branco Category: Educação 1 Comment →

O António Colaço já me deu um prémio mas vai-me oferecendo outros quase todos os dias ao fazer cuidadas sugestões de correcção ortográfica ou mesmo de conteúdo. Hoje ao zurzir uma notícia “inteligente” do Diário Económico inventei um jornal, o Diário de Negócios, por exemplo!

Venham mais leitores censores, caros leitores.
Já tive lata para sugerir sem paternalismo correcções a outros companheiros. Não se acanhem em fazer o mesmo por aqui. O meio é propício a deslizes e o autor também. Ou porque há apenas os minutos para postar quando os outros fazem um intervalo para o café, ou porque é já longo o dia, ou porque o autor é demasiado impulsivo e/ou limitado. O erro está sempre à espreita.
Felizmente venho de uma escola que não receia o erro, que o tenta evitar e combater dispondo-se à sua correcção imediata!
Bem haja António!

Repensar serena e aprofundadamente o Audiovisual

Fevereiro 05, 2004 By: Rui Cerdeira Branco Category: Educação, Media Comments Off

Estimado Rui Branco

Cá vem o chatinho, mais uma vez, convidá-lo a ler estes dois posts do Ideias Soltas:

Este e este.

Num momento em que se discute a tutela da Comunicação urge que se inicie a discussão sobre o divórcio entre os audiovisuais e a Educação, de forma serena e profunda, entre Pais, Escolas, Professores e meios audiovisuais para que não se legisle levianamente.

No último post encontrará links para o “Consejo Audiovisual de la Cataluña” que promoveu o “Libro Blanco sobre la Educación en el Entorno Audiovisual” que identifica a influência negativa que os meios audiovisuais têm na formação da identidade das crianças e adolescentes e que, a meu ver, fundamenta a constituição do projecto da DIFUNDART.

Em anexo PDF endereço o projecto de estatutos que muito grato ficarei em conhecer a sua [nossa/vossa] opinião e sugestões.
DIFUNDART.pdf

Muito grato mais uma vez.

Carlos Alves

A linguística correcta II

Dezembro 10, 2003 By: Rui Cerdeira Branco Category: Educação 5 Comments →

Piada de caserna:
A mulher do soldado está prenha.
A mulher do sargento está grávida.
A mulher do oficial está em estado interessante.

Para contrabalançar e em certa medida contrariar a lógica denunciada na A linguistica correcta o Ter Voz faz um ponto de ordem.
(more…)

A linguistica correcta (act.)

Dezembro 10, 2003 By: Rui Cerdeira Branco Category: Educação 5 Comments →

Depois da sugestão de leitura ali de baixo, roubo descaradamente um texto ao Bisturi.
Quando era pequeno explicaram-me porque é que o Réu tinha deixado de ser réu e passado a Arguido. Disseram-me que com o uso, réu adquirira uma carga negativa que subliminarmente prejudicava o estatuto que o indivíduo deveria ter, a condição de “inocente até prova em contrário”, pelo menos aos olhos do povo… Ouvida a história a pergunta que fiz de seguida (era tão esperto quando era puto) foi no sentido de saber quando é que iam substituir a palavra arguido, uma inevitabilidade mais que evidente.
Esta desistência em lutar pelo significado não é um caso isolado. Temos cada vez mais significantes que vão sendo escondidos debaixo do tapete, substituidos por outras palavras “novinhas em folha”. Em algumas áreas a uma velocidade tão grande que já alguns distraídos encerraram o ciclo e recuperaram palavras proscritas do passado o que, convenhamos, até dá algum gozo. Só mais um exemplo que me ocorreu: na ONU deixou de se gostar da palavra sexo, já não há sexo masculino e sexo feminino, temos o género, uma palavra muito mais higiénica como é bom de ver… O poder de mudar os nomes às coisas deve dar uma grande pica a muita gente. Chefes de Estado inclusive.
Fiquem-se com as palavras do Bisturi que nos alerta para uma possível conclusão que extrai deste movimento frenético “anti-traumático” e pseudo-consciencioso.

Linguística
A linguagem tornou-se hoje um instrumento de poder na sociedade. Todas as palavras concernando o trabalho simples ou manual, e das pessoas que os executam, foram substituídas por definições retorcidas e fluídas.
Exemplificando, uma secretária transformou-se numa “assistente administrativa”, um maqueiro num “auxiliar de acção médica”, uma telefonista numa “assistente de recepção”. Também fora do âmbito profissional, não se altera o figurino. Então vejamos: o cego passou a “invisual”, o preto a “pessoa de cor”, o cigano a “nómada”, o pobre a “desfavorecido”, os bairros da lata a “bairros sensíveis”, o vagabundo a “sem-abrigo”.

Este exercício de estilo esconde na realidade um profundo desprezo em relação a estas pessoas, trata-se de uma linguagem eufemística que se destina a esquecer o que realmente significam as palavras.” in O Bisturi

Calafrios na noite II

Novembro 22, 2003 By: Rui Cerdeira Branco Category: Educação 1 Comment →

Alguns jornais garantem que, no orçamento de Estado para 2004, o governo
vai cortar na educação e vai investir mais na defesa.

Ou seja, a boa notícia é que vamos ter submarinos e helicópteros novinhos
em folha.

A má notícia é que vamos continuar a ter alunos universitários a escrever
“élicoptero” e “subemarino”.

in Gin Tónico

Dúvida…

Novembro 20, 2003 By: Rui Cerdeira Branco Category: Educação 2 Comments →

Como se traduz incumbent (inglês) para português?
Enraizado? Dominante? Estabelecido? Monopolista?

Insularidade

Novembro 14, 2003 By: Rui Cerdeira Branco Category: Educação 2 Comments →

Estou há horas agarrado ao computador. Não tenho andado nos blogues, tenho andando com estatísticas a tombos. Preparando uma ainda magra e rombuda tese.
Hoje o conjunto de variáveis no esmerilador refere-se à Educação: Estabelecimentos, docentes, alunos.
Devido aos deficientes dados estatísticos das nossas ilhas lá queimei mais uma variável.
Ando contra a corrente dominante em muitos estudos de âmbito nacional que visem o detalhe municipal. É costume reduzir o país a 275 concelhos, esquecendo as ilhas. Eu vou insistindo em incluir os Açores e a Madeira neste país. Há problemas de comunicação mas não será por aí que deixarei de partir o país às fatias com razoável rigor científico.
Por agora elejo as Lajes das Flores como o concelho com mais aberrações estatísticas. É raro não surgir a representar um dos extremos, seja na Cultura, na Saúde, na Educação, na Justiça… é raro não ser o mais menos de todos.

Bengalada

Novembro 12, 2003 By: Rui Cerdeira Branco Category: Educação 1 Comment →

Eu tenho bengalas, tu tens bengalas, todos temos bengalas linguísticas. São uma praga, tanto nos podem salvar como lançar no ridículo.
Depois do “alegadamente”, renasce, talvez a mais devastadora das representantes da “espécie”. É persistente, subversiva, não olha a classes, habilitações académicas, partidos ou religiões. É um autêntico vírus que se propaga por todo o lado.
Julgo que tenha ressurgido em força em virtude de uma das suas partículas ter chegado a imensas manchetes a propósito da vitória de Luis Filipe Vieira para a Presidência do Benfica…
Agora aí está, todos os dias, em todos os noticiários, entrevistas, comentários! Bem, em todos não direi mas na ESMAGADORA MAIORIA, sem dúvida!

Sweet delusion

Outubro 20, 2003 By: Rui Cerdeira Branco Category: Educação 2 Comments →

Retirado do Expresso da notícia:
JUSTINO MANTÉM ‘BIG BROTHER’ NOS MANUAIS
“(…) Uma fonte oficial disse ao EXPRESSO que o problema não é dos manuais mas do programa de Português homologado por Ana Benavente secretária de Estado da Educação nos Governos de António Guterres. A mesma fonte (…) disse ser impossível revogá-los [aos programas em vigor] porque os editores ameaçaram pedir uma indemnização de muitos milhões de contos. Garantiu que em 2007 haverá um novo programa, onde a literatura voltará a ter mais peso. O que significa que até lá, vão continuar em circulação os controversos manuais, a menos que as escolas optem por não os adoptar. O Ministério da Educação desistiu, entretanto, de ter uma comissão para avaliar os livros escolares, apesar das repetidas promessas de David Justino enquanto deputado e já governante. Os elevados custos que implicaria ter um grupo apenas dedicado a testar a qualidade dos livros escolares (são centenas no mercado) - foi determinante para pôr a ideia de lado. Em sua substituição, haverá um «ranking» dos manuais mais adoptados pelas escolas. A publicação da lista dos manuais mais e menos procurados pelos professores será conhecida em Novembro, segundo revelou a mesma fonte”.
Os sublinhados são meus.

Comentário versão português suave:
É aqui que se começa a perder Portugal. Mas em 2007 talvez comecemos a ter país outra vez.
Aproveito ainda para lembrar um exemplo das consequências (que agora se propõe amplificar) da bondade da opção das escolas quanto aos potenciais manuais escolares. Queiram espreitar aqui.

Comentário versão português:
Caro ministro…
Então trata-se de um problema de dinheiro, uma indemnização tenebrosa de milhões de euros. E tudo por culpa de um programa aprovado pelo governo anterior? Se bem percebo e não houve gralha, vamos esperar até depois do fim desta legislatura para resolver a questão e, por junto, reavaliar os programas (outra vez) que estão muito maus.
Deve ser por isso que o actual Primeiro precisa executar o país até 2010… Ou seja, é necessária uma reeleição para termos esperança. Vou votar em si… E começo já com as seguintes palavras.

Será que não há nesse governo imaginação para contornar a ameaça, para negociar evitando a despesa e assumindo a qualidade do ensino como primeira prioridade?
Quando as prioridades estão claras tudo é mais simples. Desconfio que infelizmente a cegueira pelo controlo do deficit já perturbou intelectualmente muita gente no governo. Porque nem eu consigo aceitar como um facto adquirido tamanha tacanhez e falta de engenho. Houvesse um mínimo de garra…
Se nós, e as crianças, podemos esperar até 2007 não será possível que os editores, para garantirem negócios futuros com aquele que poderá (ou não) continuar a ser o seu principal patrocinador, engulam ou minimizem drasticamente o pedido de indemnização? Como vê mesmo sem refutar os obstáculos e factos que dá como adquiridos (a culpa do anterior governo que se prolongará a mais de 6 anos após o seu exercício executivo, o vínculo contratual com os editores) espero de si outra solução.

Mas para que raio foram para o governo se estão agarrados às deliberações do PS a mais de uma legislatura de distância? Nem quando o que está em causa é o tal segredo do sucesso dos outros (ah a Irlanda, o el dourado), a aposta na instrução, num ensino inteligente para pessoas que se querem hábeis e realizadas, há deliberações determinadas?

Vou admitir que tudo é mais complicado, que o Expresso não foi justo, que deturpou um bocadinho aqui e outro bocadinho ali, até lhe dou essa defesa que, aliás, muito descaradamente outros seus colegas dispensam fazendo questão de berrar medidas indiziveis entre seres inteligentes… Mas, caro Ministro, se metade das justificações presentes e das soluções de emergência propostas nesta notícia forem verídicas que tipo de serviço está a prestar ao país? Não consigo perceber o sentido, o rumo certo nas entrelinhas…
Ah, mas temos as propinas e a Casa Pia e o Euro 2004 e o plug off que um a um os portugueses em curto circuito vão fazer alegremente para evitar a moinha diária que vem atacando a cabeça, inexorável, atordoante, humilhante… Como o desemprego. Parece que querem que fiquemos desempregados deste país.

Televisão e Parvoice (act.)

Outubro 15, 2003 By: Rui Cerdeira Branco Category: Educação 2 Comments →

sÃmbolo sobre este dia, Autor: AAnesAcompanho apaixonada e interessadamente a discussão sobre a questão dos manuais escolares que é na realidade bem mais do que isso. Enquanto houver quem discuta, que lance a inquietação tenho esperança.
E fico feliz por ver o FJV apadrinhar a discussão. Espreitem os gritos de alma que acabou de deixar no Aviz.
Dispara em muitas direcções com um objectivo único que julgo nos deveria interessar a todos.
Lendo o Aviz vieram-me à memória alguns dos discursos dos arautos do estado vigente das coisas. Na televisão, por exemplo, lembro-me do ex-director de programas de um canal privado dizer que a televisão não serve para educar ninguém. É simplesmente um negócio. Lembrei-me também de quão castrador é alinhar pela esquerda ou pela direita defendendo cegamente princípios absolutos e gerais de organização social. E é esse o caminho (a desculpa?) para muitos na elite dirigente fugirem à discussão, evitarem a mudança, descobrir a solução para problemas que não querem enfrentar. Entretendo-nos com supostas divergências clubistas que nos afastam a todos da excelência, do interesse comum, da liberdade.
Já passamos do tempo em que havia diferentes formas de resolver um problema. Já poucos vêem o problema. Mas como disse quanto houver quem discuta, que lance a inquietação tenho esperança.

Sugiro ainda outro grito de alma publicado hoje aqui. E uma proposta diferente que me surpreendeu publicada aqui.



Estatísticas