Adufe 4.0

As armas do meu Adufe não têm signo nem fronteira
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Archive for the ‘Educação’

Vão pentear macacos, nem mais

Março 29, 2008 By: Rui Cerdeira Branco Category: Educação 1 Comment →

E o prólogo do famoso filme dos carolinos reza assim:

«Numa das reuniões do conselho executivo, a professora Adozinda Cruz confirmou que autorizou os alunos a manterem os telemóveis ligados, permitindo-lhes que ouvissem música. Patrícia terá extravasado a ordem atendendo uma chamada da mãe.»

Via A Origem das Espécies.

Embrulho natalício - versão AAA/DO

Dezembro 03, 2007 By: Rui Cerdeira Branco Category: Blogologia, Educação, Política, Religião No Comments →

Eu hoje até podia falar daquele penalti falhado pelo Paulo Bento ou mesmo dessa novíssima região muito rica e desenvolvida que o governo descobriu entre o eixo Sines-Beja mas prefiro cirandar por uma prosa mais natalícia. Convido o leitor a apreciar como com um pouco de memória se pode fazer um dos melhores embrulhos de natal. Amen.

O mundo está perigosíssimo mas cada vez menos para os gatos

Outubro 31, 2007 By: Rui Cerdeira Branco Category: Educação, Mimos, Política No Comments →

Na primeira vez que a minha filha viu um gato e teve a oportunidade de lhe tocar (estava ao meu colo com o gato no chão a ronronar e a abanar o rabo, perdão, a cauda) não foi de modas e ergue-o do chão à força de braços fechando bem a mão em trono da cauda do bicho, perdão, do felino, perdão, da fofura-peluda-ternurenta-que-só-apetecia-apertar-com-meiguice-e-dar-muitos-beijinhos.

Valeu-nos que era capado, perdão, manso, caso contrário lá teria de atirar com algum pau, perdão, peixe ao gato para nos livrarmos dele sem danos de maior.

Alçada Baptista volta, estas perdoado: "contra os morcões, pensar, pensar!"

A minha escola privada paga com o teu dinheiro é melhor que a tua

Outubro 31, 2007 By: Rui Cerdeira Branco Category: Educação, Política No Comments →

Série curiosa de posts de Pedro Sales sobre "A distopia liberal sobre a escola pública". 1ª Parte, 2ª Parte, e 4.

No meio de tanto disparate estatístico-argumentativo cheio de hossanas ao privado que por aí anda (nos locais do costume mas também sob o patrocínio de muito jornalista papalvo que ainda nao aprendeu e criticar um número) convém reter alguns dos argumentos que por ali se lêem no Zero de Conduta. Concordo com boa parte do discurso. Também eu prefiro ser rico, saudável e feliz.

Porque a osmose existe

Agosto 08, 2007 By: Rui Cerdeira Branco Category: Educação, Sociedade 1 Comment →

Eu tenho algum pudor em frequentar certos ambientes cultos. Ando sempre desconfiado que sejam locais repletos de Joões Gonçalves. Coisas de suburbano com costela raiana.

Ele na dele e eu na minha? Pois, o problema é que desconfio que a osmose existe mesmo e entre absorver a cultura e absorver os cultores como o João, eu só me arrisco com vacina.

Vai uma bejeca? 

Os meios que ofuscam os fins

Julho 25, 2007 By: Rui Cerdeira Branco Category: Educação, Media, Política No Comments →

" (…) Aparentemente, nem o Primeiro Ministro nem a Ministra da Educação vêem qualquer mal na contratação de uns quantos miúdos para servirem de figurantes na apresentação de um projecto, já de si algo pífio, de informatização das salas de aula.
Aparentemente, nenhum deles se apercebe da mensagem subliminar que o "evento" passou à opinião pública: a de que a acção política do Governo não passa de um simulacro bem ensaiado para consumo do cidadão-telespectador.
Aparentemente, no seu entusiasmo neófito pelas delícias do marketing político, nenhum deles se apercebe de que, neste como em muitos outros casos, a conotação acaba por sobrepor-se à denotação, ou seja, a forma acaba por ser mais expressiva do que o presumível conteúdo. (…)"

in Blogo Existo, "Qual é o Mal?"

Naturalmente, esta lição tende a tornar-se universal, mas com os políticos dos outros posso eu bem (ou quase).

O sexo, a idade e a justiça

Maio 29, 2007 By: Rui Cerdeira Branco Category: Educação, Sociedade 2 Comments →

Ainda do A Origem das Espécies (que anda muito em cima das notícias que interessam nas últimas semanas) o Francisco pega, no artigo "Justiça", no caso do Supremo Tribunal de Justiça que reduziu uma pena por abuso sexual de uma menor de 13 anos.

Como ponto prévio diga-se que já li coisas tão dispares como esta no Público (que me parece equilibrada): "Supremo Tribunal reduz pena de homem condenado por abuso sexual de menores " ou como esta, muito provavelmente disparatada, no Portugal Diário: "Quando a pedofilia é menos grave". Notem que nesta última se parte sem demoras para a pedofilia que, por mais que alguns jornalistas queiram ignorar, é o nome de uma patologia muito bem identificada que não dá para pôr com propriedade nos títulos de todas as notícias envolvendo menores.

Com as injecções de informação que apanhei quando da situação Casa Pia, fiquei convencido que quem pratica sexo com uma/um menor de 13 anos não é necessariamente um pedófilo. E há uma diferença imensa entre as duas coisas. Tal como há diferenças imensas entre crianças com a mesma idade aos 13 anos…

Não estou com isto a concordar ou discordar do Supremo mas consigo imaginar uma situação onde se justifica este tipo de argumentação que levou a uma redução de pena (cumprir 5 anos de prisão não é o mesmo que uma absolvição). Não me parece equilibrado uma sociedade, por exemplo, punir da mesma forma um pedófilo que abusa repetidamente crianças de 5, 6 ou 7 anos (ou mesmo de 13), de outra pessoa que engatou numa discoteca uma rapariga de 13 anos que quase parecia ter 18 - sim, há raparigas de 13 anos que já vão à discoteca. Repito, estou a dar um exemplo, não conheço o caso concreto.

Dito isto, é óbvio que também pode acontecer que um acto sexual com uma (um) menor de 13 anos seja de facto um abuso sexual sem qualquer atenuante, seja de facto um acto de pedofilia e que mereça de facto uma punição exemplar. Consigo imaginar um pai de uma criança de 13 anos ficar imediatamente chocado com esta redução de pena, mas consigo também admitir que essa não deva ser a reacção adequada para todas as situações.

O que estou a querer dizer é que o juiz deve analisar o caso concreto e deve ter alguma margem para tratar de forma diferente situações diferentes, sendo que, em todo o caso, recai sobre o adulto o ónus de garantir que pratica sexo com maiores de 13 anos que tenham dado o seu expresso consentimento, correndo o risco, se não o fizer, de ser justamente acusado de abuso sexual de menores.

Como nota de rodapé sublinho que vivemos num país em que a idade de início da vida sexual tem diminuído significativamente nas últimas décadas; um país que tem das mais altas taxas de gravidez entre adolescentes da Europa.

E a senhora Ministra fica-se?

Maio 29, 2007 By: Rui Cerdeira Branco Category: Educação, Política 6 Comments →

Via A Origem das Espécies, em "A corporação", chego a esta notícia do DN com o alto patrocínio do Gabinete de Avaliação Educacional (GAVE) do Ministério da Educação:

«Valeu tudo: tratar um sujeito como predicado, usar um "ç" em vez de dois "s", inventar palavras. O Gabinete de Avaliação Educacional (GAVE) do Ministério da Educação deu ordens para que nas primeiras partes das provas de aferição de Língua Portuguesa do 4.º e 6.º anos, os erros de construção gráfica, grafia ou de uso de convenções gráficas não fossem considerados. E valeu tudo menos saber escrever em português. Isso não deu pontos.»

E depois os economistas é que vivem na lua com os seus modelos instrumentais de experimentação científica "ceteris paribus".

A avaliação parcelar de conhecimentos assume assim uma nova dimensão. Se admitirmos que sabes escrever (mesmo que não saibas), como é que é a tua capacidade de interpretação? Se admitirmos que sabes nadar (mesmo que não saibas) quanto tempo levas a percorrer 25 metros numa piscina olímpica?

Velhos tempos aqueles em que os professores de história, geografia, química (do ensino público suburbano) ser atreviam a penalizar os alunos que manifestamente não sabiam escrever correctamente em Português. Hoje até os professores de português estão limitados a uma área estanque num pedaço de exame.

Afinal as provas de aferição serviram para mais qualquer coisa: para chamar a atenção para esta mentalidade abstrusa que se mantêm de pedra e cal no nosso ministério da educação. E a senhora Ministra, fica-se? Sabe, a cumplicidade é crime… 

New kids on the block

Outubro 25, 2005 By: Rui Cerdeira Branco Category: Educação Comments Off

O sindicato dos putos e o respectivo blogue.

As faltas dos professores: uma resposta (act.)

Setembro 12, 2005 By: Rui Cerdeira Branco Category: Educação 3 Comments →

A propósito do artigo de João Duque no Semanário Económico, inspirado pela Agenda do Professor, a Isabela fez o seguinte comentário a que aqui dou destaque e ao qual junto a minha resposta (em anexo).

“Talvez fosse interessante investigar, junto da ADSE, por exemplo, quais são os funcionários públicos que mais usam a baixa psiquiátrica, que mais consomem antidepressivos, ansiolíticos e sedativos hipnóticos (vulgo, comprimidos para dormir).
E talvez fosse importante investigar porquê?
E se calhar teríamos todos uma grande surpresa ao descobrir o que os nossos ricos meninos são e fazem na escola.
E talvez fosse conveniente informar o público que, por maior que seja a vocação, um professor de 42 anos de idade e 20 de serviço já não tem, nem física nem psicologicamente, capacidade de suportar, sem atingir o rápido esgotamento, 8 horas diárias e lectivas de aulas a turmas com 28 anjos deste tempo. Não tem voz nem pernas nem espírito. Perdeu-os ao longo do que foi dando.
E talvez conviesse saber que dar aulas não é o mesmo que estar sentado na secretária a fazer contas difíceis.
Talvez fosse interessante perceber por que motivo um professor de 42 anos de idade e 20 de carreira, que por vocação e espírito de missão deu o melhor de si às pessoas que formou, que passou por todas as reformas e programas que lhe impingiram, de 4 em 4 anos, afirma que o ensino é, hoje, uma profissão de risco, de desgaste rápido, mal paga e injustamente perseguida. (…)”

Isabela
(more…)

As faltas dos professores

Setembro 09, 2005 By: Rui Cerdeira Branco Category: Educação 2 Comments →

“Como se aproxima a abertura do ano lectivo fui com as minhas filhas comprar os manuais escolares. Como também sou docente, algumas das editoras fazem um desconto que aproveito deslocando-me às suas instalações. Quando metia os livros no saco de plástico, o simpático empregado de uma delas ofereceu-me um exemplar de uma “Agenda do Professorâ€? em formato de papel. Achei a ideia interessante, apesar de estar fora do âmbito do choque tecnológico. Quando cheguei a casa peguei na dita para ver até que ponto me poderia ser útil, apesar de se destinar ao ensino secundário.
Ao desfolhá-la rapidamente, verifiquei que das 112 páginas que a compõem, uma boa parte estava escrita com informação respeitante a “Legislação Profissionalâ€?. Ao todo 42 páginas de legislação profissional! (…)”

João Duque no Semanário Económico (artigo completo aqui).

No mesmo jornal recomenda também a leitura da entrevista a Nuno Ribeiro da Silva.

Treino (act.)

Julho 01, 2005 By: Rui Cerdeira Branco Category: Educação 2 Comments →

Quer treinar para se especializar em controlo orçamental e redução de défices?
Pegue no seu disco rígido de 20 gigabites que tem a abarrotar e meta-o num novo de 10 gigas sem exagerar no recurso à gravação de CD’s (dívida pública).
Lembre-se que para conseguir zipar “custos” preparando o envio para os CD’s (por exemplo), terá, antes de mais nada, de ter folga no disco, ou seja, terá de seleccionar e eliminar o que passou a ser supérfluo.
Depois de controlar estes desafios de várias etapas sem perder informação vital, será um especialista diplomado em controlo de contas públicas. Nesse momento, até se perdoa uma gralha ou outra, se ela aparecer.

Imagem encontrada no 4ª República.

A anedota do dia “Morte a Sócrates (o da Cicuta)”

Dezembro 14, 2004 By: Rui Cerdeira Branco Category: Educação 2 Comments →

Eu também estou de pleno acordo com o João Miranda.
A formalização do ensino ocorrida, quiça, por altura da civilização grega, foi um retrocesso civilizacional trágico de consequências económicas nefastas, incomensuráveis mesmo, do qual ainda não conseguimos livrar-nos, volvidos milhares de anos.

Todos os cidadãos da Grécia teriam morto Sócrates (o da cicuta) se conhecessem os ensinamentos do Professor João Miranda!

!!!

Setembro 28, 2004 By: Rui Cerdeira Branco Category: Educação 3 Comments →

Já estão prontas as listas?!?

Se não tiverem erros eu voto no retrocesso civilizacional. Viva o pleno emprego!

“A lista da colocação dos professores já está «online» no site da Direcção-Geral dos Recursos Humanos da Educação, avançou ao Jornal de Negócios Online fonte do ministério, não tendo sido possível apurar qual o método utilizado.”

Eu tenho de ir para bruxo… ora comptas tu, ora compto eu.

Fobia

Julho 31, 2004 By: Rui Cerdeira Branco Category: Blogologia, Educação Comments Off

Porque ter uma fobia não é gostar de uma qualquer coisa - antes pelo contrário - segue entrada de dicionário e que sirva a quem aprouver:

-fobia: pospositivo, do grego phobos,ou “acção de horrorizar, amedrontar, dar medo” + suf. formador de substantivos abstractos -IA (vê-lo), como pospositivo de compostos de várias épocas da língua, frequentemente em antonomia com compostos em -FILIA “amizade” (ver); acarofobia, acrofobia, aerofobia, agorafobia, algofobia, aliadofobia, [etcetera], xenofobia, zoofobia.

In Houaiss da Língua Portuguesa

(Foi editado mais um post na GLQL)



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