Adufe com ânimo

As armas do meu Adufe não têm signo nem fronteira
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Archive for the ‘Economia’

Da volatilidade na bolsa de valores

Julho 30, 2007 By: Rui Cerdeira Branco Category: Economia No Comments →

" (…) Tudo isto tem muito pouco a ver com a capacidade intrínseca de gerar valor por parte de cada empresa. Imagine-se um investidor de longo prazo a ver as suas acções atingirem um nível de valorização que não imaginaria obter antes de um ou dois anos. É mais que natural que não resista à tentação de vender arrecadando o lucro imediato. Estará a contribuir também para a volatilidade, à sua maneira. (…)"

in "Bolsa de valores: uma forma mais barata de ir a jogo" no Economia & Finanças. 

Abono de família: 1+2 é diferente de 2 + 1? (corrigido)

Julho 26, 2007 By: Rui Cerdeira Branco Category: Economia, Política 2 Comments →

Passei pelo Diário Económico e pelo Diário Digital, encontrei sempre a mesma coisa e confesso que não estou a ver a diferença face à legislação em vigor supostamente implícita nesta citação do Ministro:

"(…) «Na legislação de 2004, que se encontra em vigor, o rendimento per capita não conta com todos os elementos do agregados familiar, mas com o número de filhos e mais um dos progenitores», observou Pedro Silva Pereira.

«Nesta situação, uma família com dois filhos, o limite do rendimento do agregado familiar até ao qual existe abono de família passa para seis mil euros. São contabilizados os dois filhos, mais um dos progenitores», acrescentou. (…)"

Será mais um caso de asneira da Lusa que se vai disseminando pelos media?  Um lapsus liguae do político? Uma falta de clarividência dos meus neurónios debilitados?

Dão-se alvísseras (não monetárias) a quem me esclareça isto. 

 

Um retrato de Ã?frica

Julho 25, 2007 By: Rui Cerdeira Branco Category: Economia, Política, Sociedade 3 Comments →

O New York Times fez durante esta primavera sondagens em 10 países da África Sub-Sahariana. Hoje divulgou o conjunto dos resultados num artigo com infografia simples e informativa. Fica a sugestão.

Apoios à natalidade: em busca da manchete de circunstância?

Julho 20, 2007 By: Rui Cerdeira Branco Category: Economia, Política 2 Comments →

Multiplicar o tipo de apoios às famílias mais carenciadas não é o mesmo que promover políticas de apoio à natalidade.

Apoiar as 90 mil famílias com  menores rendimentos não pode ser confundido com apoiar a classe média. Uma pergunta muito concreta: quantas destas famílias estão a receber ou são elegíveis para o Rendimento Social de Reinserção? 

Dentro de algum tempo, se estas medidas tiverem melhor sorte que outras que foram apenas anunciadas, ficaremos a saber os detalhes das medidas hoje apresentadas pelo primeiro-ministro. Mas para já, meter a preocupação em apoiar a "Classe Média" com filhos pequenos na mesma frase em que se anuncia um apoio que se adivinha absolutamente simbólico para a maioria das famílias de um universo máximo de 90 mil, foi muito infeliz, só justificável pelo cansaço ou por uma fraca crença na inteligência de quem o ouve.

Mais valia assumir de caras que não há dinheiro (e/ou vontade) para apoiar financeiramente de forma directa as famílias com o fito de estimular a natalidade. A ideia que fica é a de muito pouco ganho duradouro em troca de duas ou três manchetes de circunstância que aliás, muito provavelmente, terão retorno negativo quando do esmiuçamento das medidas.

Fraca jogada política a meu ver. Sublinhar o que está previsto para o apoio à primeira infância  em termos de infraestruturas (com o alargamento da rede de creches públicas) parecer-me-ia bem mais útil e honesto. Ah! Mas já não seria novidade…

Fartos destes recibos verdes?

Julho 20, 2007 By: Rui Cerdeira Branco Category: Economia, Política No Comments →

Já conhece o Ferve - Fartos d'Estes Recibos VErdes? Foi-me apresentado há instantes pelo Sérgio e já me parece a blogoesfera no seu melhor. A acompanhar e a promover.

Ao cuidado de Vitalino Canas novo Provedor do Trabalho Temporário? Ah, não, é do trabalho temporário, não é precário, pois… É pena. Fica para outro, havendo uma Associação Portuguesa das Empresas do Sector Privado de Emprego Precário, naturalmente.

E que tal passar pelo E&F?

Julho 17, 2007 By: Rui Cerdeira Branco Category: Economia No Comments →

Sugestões de leitura:

Entre outros

Uma carruagem-casino em cada TGV

Julho 02, 2007 By: Rui Cerdeira Branco Category: Economia, Mimos 2 Comments →

Aí está a solução de financiamento para os grandes investimentos da rede de transportes que ainda falta fazer. No Diário Económico de hoje leio que os potenciais concorrentes à construção/exploração no novo aeroporto de Lisboa pedem a possibilidade de explorar um casino na futura cidade aeroportuária: "Privados querem casino no novo aeroporto de Lisboa".

Lê-se na notícia que se está "seguindo uma tendência actual e inovadora nos mais recentes aeroportos." e citam o exemplo de Schipol na Holanda. Ora bem, pensei de imediato no TGV e numa inovação: a carruagem casino que permitira estabelecer o paralelo à respectiva escala. Faça apostas enquanto viaja para Madrid e não enquanto espera pelo avião*! Temos um mundo de infindáveis hipóteses de negócio pela frente. Place your bets!

Quem sou eu para recusar à partida esta ciência que desconheço. Boa parte dos problemas da nossa história centenária teriam surgido bem mais mitigados se tivéssemos sido um pouco mais "holandeses". 

* Em bom rigor havendo ligação à net há um casino em qualquer lugar.

António Chora, coordenador da Comissão de Trabalhadores da Autoeuropa

Julho 01, 2007 By: Rui Cerdeira Branco Category: Economia, Política No Comments →

Sobre as propostas de alteraçáo ao código de trabalho Querem mesmo aprender com a Autoeuropa?

A ler, no Arrastão.

Adivinhava-se o disparate: dívidas com 20 e mais anos

Junho 28, 2007 By: Rui Cerdeira Branco Category: Economia No Comments →

Num país onde matar alguém prescreve ao fim de uns anitos, temos agora um Estado que quer cobrar dívidas à segurança social com 20 e mais anos. Mais um argumento a favor daqueles que defendem que este governo só vê receitas e cegou para tudo o resto. Há limites, tem de haver limites e se calhar não deviam estar nas prescrições para crimes de sangue.

A maior hiper mega super promoção da TV Cabo não vem nos anúncios

Junho 20, 2007 By: Rui Cerdeira Branco Category: Economia 5 Comments →

Acabadinho de sair no Economia & Finanças este artigo fresquinho que, juro, não é publicidade e muito menos publicidade enganosa: "Como ficar a pagar menos pelos serviços da TV Cabo em dois minutos?". Se não ler, provavelmente acabou de perder umas dezenas de euros ;-)

E se não é cliente da TV Cabo não pense que não lhe interessa, basta que haja na sua área de residência um concorrente credível ao seu operador de serviços de comunicação para muito provavelmente lhe interessar. A história em bom rigor não é nova, nem é um exclusiva das telecomunicações, tem até desenvolvimentos teóricos, mas a malta tende a esquecer-se ou a desconhecer estas curiosidades. Mais perde, em euros!  

Ota versus Alcochete: criar uma oportunidade para reentar no jogo

Junho 11, 2007 By: Rui Cerdeira Branco Category: Economia, Lisboa, Política 14 Comments →

Finalmente um sinal de inteligência (ainda que extremamente serôdia)!

O processo político pró-Ota estava moribundo. A gestão política do caso (absolutamente desatrosa) ajudou imenso a que fosse inevitável arranjar uma forma de reentrar em jogo. Hoje perspectiva-se uma saída airosa. É certo que em bom rigor a Ota não morreu e convém que não se passe ao extremo da estupidez acreditando que tudo é melhor que a Ota. Não sejamos ingénuos…

Há campo para reintroduzir seriedade e autoridade política a quem cumpre decidir. Haverá aspectos positivos e negativos em ambas as soluções. Vejamos então se, daqui a seis meses, teremos finalmente uma possibilidade de esclarecimento mais consentânea com a dimensão do projecto em causa. Pessoalmente um dos maiores engulhos pró-Otá era e é a sua incapacidade de expansão caso o futuro o justifique. Num país onde não nos podemos dar ao luxo de fazer um novo aeroporto internacional em cada geração e acreditando que a aviação comercial com mais ou menos inovações tecnológicas terá futuro e continuará a precisar de uma plataforma territorial significativa, fazer um aeroporto entalado causa-me à partida uma repulsa quase inultrapassável.

Naturalmente para sermos sérios o próprio modelo de financiamento, a dimensão da infraestrutura e o destino da Portela deverão ser reavaliados face às exigências da nova alternativa em disputa. Esperemos que a coragem política aliada ao objectivo único de defesa do interesse nacional consiga resistir aos preconceitos pouco compreensíveis que têm minado esta empresa.

"O Governo vai mandar estudar uma localização alternativa à do aeroporto da OTA em Alcochete anunciou hoje Mário Lino, na assembleia da republica no âmbito de um colóquio promovido pela comissão parlamentar das obras pública e transporte e de comunicações.

O anúncio segue-se a um estudo elaborado pela CIP que já foi apresentado ao Governo e vai ser hoje apresentado ao presidente da republica.

Neste sentido, o ministro das Obras Públicas, Transportes e Comunicações, anunciou que tinha mandatado o Laboratório Nacional de Engenharia Civil (LNEC) para primeiro avaliar a efectiva viabilidade de uma localização na Zona do campo de tiro de Alcochete e em seguida fazer uma avaliação comparativa das localizações de Alcochete e da OTA.

O prazo máximo para estes estudos é de seis meses. Mário Lino compromete-se ainda a não tomar nenhuma decisão irreversível sobre o aeroporto da OTA enquanto não estiverem concluídos os estudos. (…)"

in Jornal de Negócios.

P.S.: Não dou 5 minutos para termos a Quercus aos pulos. E entretanto, António Costa ganha novo fôlego nesta matéria.

Augusto Mateus será um perigoso opositor à Ota? (act.)

Junho 08, 2007 By: Rui Cerdeira Branco Category: Economia, Política 3 Comments →

Se eu fosse o responsável máximo pelo estudo de viabilidade económica do novo aeroporto da Ota e quisesse dar uma "indirecta" ao governo no sentido de se perceber que a opção em causa é um enorme buraco financeiro estando longe de ser a melhor escolha como é que faria?

Se calhar faria assim:

"(…) Em entrevista ao 'Semanário Económico', Augusto Mateus, que está a coordenar um estudo sobre o ordenamento das actividades na envolvente do novo aeroporto de Lisboa, considerou "redutora" a decisão do Governo de só ter estudado a localização da futura infra-estrutura na Ota e em Rio Frio.

"Outras potenciais localizações, algumas de utilização militar, não foram estudadas e podem sê-lo facilmente. Podemos vir a descobrir que temos uma localização melhor que a Ota, que pode custar menos dinheiro, que permite fazer uma coisa mais flexível, faseada, com mais oportunidades de expansão em caso de sucesso total", salientou.

Augusto Mateus sublinhou que um estudo sobre novas localizações "não demoraria um ano", ao contrário do que o Governo tem referido."

in Diário Economico.

E ainda: 

"(…) O antigo ministro de António Guterres esclareceu que a localização na Ota "tem um conjunto de limitações dimensionais" apesar de ser "possível fazer na Ota um bom aeroporto, mas com muitas limitações, repetiu.

"Não há milagres. A orografia e o desordenamento não ajudam, é o eixo mais congestionado, próximo das empresas e das pessoas", acrescentou.

Ainda sobre a continuidade na elaboração de estudos sobre possíveis localizações do aeroporto, Augusto Mateus disse que a nível político as pessoas estão "muito mais abertas do que demonstram publicamente no funcionamento das instituições".

Sobre o trabalho que está a fazer, o coordenador disse que "gostaria de estar a fazer um trabalho com dois ou três locais alternativos, para poder apresentar os aspectos mais positivos e negativos do ponto de vista do desenvolvimento económico e social e das opções de ordenamento do território". "

No meio de toda a argumentação e contra-argumentação que por aí anda este é um aviso particularmente importante que não deveria cair em saco roto. Desconfio que será um argumento de peso caso o actual Presidente da República considere esta questão de forma particular.

Dos remendos à reflexão quanto à sustentabilidade do Serviço Nacional de Saúde

Maio 31, 2007 By: Rui Cerdeira Branco Category: Economia, Saúde 1 Comment →

É sobre polítca e econmia ao mesmo tempo? Então o post será prioritariamente publicado no Economia & Finanças. Este é o novo lema cá de casa e para começo de conversa é já assim hoje.

"Aqui há dias zurzi noutras paragens, "Saúde: reformar às pinguinhas", contra o carácter avulso e desgarrado das medidas apresentadas pelo actual Ministro da Saúde relativamente ao seu ministério.

Advogava eu que não há reformas que resistam (em termos de suporte público) a uma lógica de atrito continuado medido, por exemplo, pelas sucessivas alterações ao tarifário e base de incidência das taxas moderadoras (que em alguns casos passaram inclusive a justificar umas aspas). O pretexto para estas críticas foi na altura a perspectiva de se terminar com a isenção de taxas moderadoras às crianças até ao 12 anos. Mais do que criticar cada medida concreta critiquei, e critico, a falta transparência política quanto à estratégia que supostamente enquadra as medidas que vão sendo implementadas e/ou testadas. Em política anunciar-se a defesa de um regime tendencialmente gratuito para depois ir progressivamente impondo pagamentos específicos e desenquadrados de uma política geral não deve ser admitido sem contestação.

Vem esta lenga-lenga política a propósito de um esforço com uma lógica oposta presente num artigo do economista Tiago Mendes (vizinho destas paragens e portanto um "perigoso" neo-liberal). Num singelo e necessariamente limitado artigo de jornal, Tiago Mendes começa pelo que deverá ser o essencial… (…)"

Continue a ler aqui. Porque questionar e ouvir opiniões e soluções diversas é preciso.

Money, Cash, dinheirinho

Maio 31, 2007 By: Rui Cerdeira Branco Category: Blogologia, Economia No Comments →

A ler: "Conteúdos pagos: ponto da situação na antecâmara da geração-C (Cash)" pelo Paulo Querido no "Mas certamente que sim".

 

Os novos empresários e as suas empresas

Maio 30, 2007 By: Rui Cerdeira Branco Category: Economia 1 Comment →

Factores de Sucesso das Iniciativas Empresariais

(relatório completo de 17 páginas)

Leitura recomendada a quem tem curiosidade sobre como nasce, porque nasce, de que vive e como subsiste uma empresa lusa no início do século XXI. Dá para ter umas luzes sobre quem se arrisca, como arrisca e em quê arrisca. A análise resulta de um inquérito do INE e foi feita pelo próprio instituto. O destaque à comunicação social foi divulgado a meio da tarde.

Um excerto:

  • " (…) A maioria dos empresários encontra em razões exógenas à empresa os principais obstáculos para a venda dos seus produtos/serviços: concorrência demasiado agressiva (75,4%) e fraca procura para os seus produtos/serviços (23,3%).
  •  Quanto aos obstáculos endógenos à empresa, é atribuída grande importância àsdificuldades em estabelecer o preço dos produtos/serviços e à ausência de conhecimento de marketing, em 22,5% e 10,2% dos casos, respectivamente.
  • A perspectiva de ganhar mais dinheiro (47,5%) e o desejo de novos desafios (44,6%),foram as razões mais relevantes que estiveram na base da fundação da maioria dasempresas. O desejo de ser o próprio patrão constitui a terceira motivação, em 32,7% dos casos.
  • As fontes de financiamento a que recorreram foram fundamentalmente os fundos próprios e poupanças, preferidos por 87,2% dos empresários, logo seguidos dos empréstimos à banca que agregaram 26,1% das preferências. O recurso à participação de capital de risco apenas foi opção em 0,2% dos casos.
  • O mercado local/regional constitui o destino dos produtos/serviços vendidos por 60,6% das empresas, 45,8% produzem para o mercado nacional e 9,9% vendem para a União Europeia.
  • Apenas 1,8% exportam para mercados situados fora da União Europeia.
  • A família e os amigos foram a principal fonte de aconselhamento dos novos empresários (46,8%), assim como os contactos profissionais (43,1%).
  • Apenas uma minoria recorreu a consultores profissionais (14,4%). Os Centros de emprego foram a última das fontes de aconselhamento, a que recorreram apenas 2,2% dos empresários.
  • O comércio constituiu o sector de actividade preferido pelo maior número de empresários (31,7%), seguido das actividades imobiliárias, alugueres e serviços prestados às empresas (17,6%) e da construção (17,5%).
  •  A grande maioria dos empresários fundadores das jovens empresas são homens (85,5%); a maioria dos empresários tem mais de 40 anos (55,7%).
  • Cerca de metade dos empresários tem apenas o ensino básico (51,2%) e osdetentores do ensino básico e secundário representam mais de 2/3 do total dosempresários. Com o ensino médio ou superior encontram-se apenas 15,7% do total. (…)"


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