Adufe sans frontiers

As armas do meu Adufe não têm signo nem fronteira
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Archive for the ‘Ciência e Tecnologia’

Virus: Também tenho para a troca

Janeiro 27, 2004 By: Rui Cerdeira Branco Category: Ciência e Tecnologia 4 Comments →

O JMF anda para aí a gabar-se do computador dele ter bloqueado um mail do ICEP que poderia muito bem trazer uma eventual oferta de emprego. Pois aqui o je recebeu mensagens do mail pessoal do JMF - o outro, o do Público! - do Público-Online, do Expresso (não digo de quem) e d’A Capital (também é segredo).
Tudo num único dia!!!
A todos peço que mandem outra mensagem, desta vez sem virus, com a respectiva proposta, ou então, podem sempre telefonar, mandar fax ou pombo correio que a malta aqui também é toda ouvidos (e orelhas).

Assunto das mensagens:
JMF: Hi!
Publico On-Line: Test
Expresso: Mail Delivery System
A Capital: test (notem a minúscula)
Entre muitos outros…
As melhoras!

Já há uns meses que não se via um infecção tão generalizada na internet… Moral da história: quando mandas uma carta ao director de um jornal deves esperar o inesperado.

On the rocks

Janeiro 23, 2004 By: Category: Ciência e Tecnologia 1 Comment →

Há cubos de gelo de água em Marte
Fonte: TSF On-line

O Bilião Anti-Americano

Janeiro 19, 2004 By: Rui Cerdeira Branco Category: Ciência e Tecnologia 8 Comments →

Este fim-de-semana uma jornalista da TSF identificou uma gafe a Durão Barroso envolvendo números. Não terá sido uma gafe com o calibre do PIB de Guterres mas ficou-me no ouvido pela sofisticação, não da gafe, mas da capacidade crítica da jornalista.
Os senhores jornalistas que me perdoem mas estou tão fartinho de ver incorrecções escandalosas em jornais sempre que se entra no campo da numeração e da contabilização que a gafe me pareceu um preciosísmo.
Vamos à gafe.
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21,7% tinham acesso à Internet em casa

Janeiro 09, 2004 By: Rui Cerdeira Branco Category: Ciência e Tecnologia 4 Comments →

Inquérito à Utilização de Tecnologias da Informação e da Comunicação pelas Famílias – 2003

Em Junho de 2003, 38,3% dos agregados domésticos portugueses possuíam computador e 21,7% tinham acesso à Internet em casa. A proporção de indivíduos com idade entre os 16 e os 74 anos que utilizou computador e que acedeu à Internet foi de, respectivamente, 36,2% e 25,7%. Fonte INE
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Pobreza: Respondendo na diagonal… (Acrescentado)

Dezembro 23, 2003 By: Rui Cerdeira Branco Category: Ciência e Tecnologia 4 Comments →

Qualquer medida de pobreza relativa deve ser calibrada por medidas de pobreza absoluta (cesta básica alimentar, por exemplo), indicadores de privação ou, à falta destes, por outras medidas clássicas (índice de gini, indicadores FGT, etc) ou ainda por fasquias da própria medida relativa em questão (50%, 70% da mediana por exemplo, permitindo um melhor conhecimento da distribuição do rendimento e da sua assimetria) e/ou ainda por uma medida de pobreza subjectiva (”O seu agregado familiar faz face às despesas e encargos familiares mensais: com muito, alguma ou pouca dificuldade; Pouca, alguma, muita facilidade?”; “Você considera-se pobre?”).

Dito isto, acrescento que uma análise da evolução temporal também não é nada desprezável, assim como dados relativos à PERSISTÊNCIA da pobreza avaliando a evolução intergeracional no seio de um mesmo agregado familiar (qual era a situação dos avós, dos pais e agora dos filhos?).

Infelizmente, muitos destes dados estão ainda em falta neste país ou “sabiamente” escondido e desprezados em algumas gavetas.
Já aqui disse que se anda a fazer algum esforço na divulgação pública de indicadores mais complexos (e mesmo na recolha de mais informação) mas o processo arrasta-se pelo menos desde a presidência portuguesa da UE em 2000… Já vamos em 2003 e o processo continua muito embrionário.

Haja ou não má fé, este facto acaba por ser conveniente para quem não quer enfrentar factos que permitem análises bem mais sérias do que a possível com os simplistas indicadores disponíveis no Eurostat (60% da mediana do rendimento do agregado por adulto equivalente e pouco mais).
Tudo isto é conveniente para que se possam dizer no escuro algumas baboseiras como as deixadas por alguns comentaristas e explícitas no discurso provocador deste post do Jaquinzinhos.

Se objectivamente os 60% da mediana não nos provam que há pobres ou, por outras, não nos provam qual a severidade, intensidade e persistência da pobreza, também não nos provam que qualquer crescimento económico é melhor para todos. Por outro lado, a desigualdade agravada e reconhecida, supostamente provocada pelo crescimento económico é em si tanto mais grave quanto melhor for percepcionada pelos indivíduos não sendo de todo uma questão negligenciável devido a potenciais consequências perturbadoras dos próprios relacionamentos sociais.

Há já alguns dados que permitem (ver INE) uma análise mais completa do pobreza, mas ainda assim faz sentido que exijamos informação estatística multidimensional que nos permita uma discussão mais avisada.

Algumas sugestões de leitura estatística sobre pobreza disponível no INE:

Exclusão Social e Pobreza(s) em Portugal: uma primeira abordagem aos dados do Painel dos Agregados Familiares da União Europeia (1994 1997)

Análise da pobreza e da desigualdade em Portugal através da Regressão de Quantis

Evolução da Pobreza e da Desigualdade em Portugal no período 1995 a 1997

Rendimento, Desigualdade e Pobreza

Demographic, social and economic aspects of older persons in Portugal

Mulheres e Homens em Portugal nos Anos 90

A Bola de Cristal (act.)

Dezembro 10, 2003 By: Rui Cerdeira Branco Category: Ciência e Tecnologia, Portugal 1 Comment →

Para desenjoar dos números da Economia estive a ler na diagonal os cenários demográficos das Nações Unidas, ontem divulgados. (Disponível aqui).
Constato que a ONU utilizou como base para o cenário uma população residente em Portugal no ano 2000 de 10.016 mil indivíduos. Ora logo aqui a base está claramente sub-avaliada e, pior ainda, a correcção da subavaliação deveria implicar algum rejuvenescimento do contingente e consequentemente da idade média (padrões de fecundidade) desse mesmo contingente pois, tal como se desconfiava em 1999-2000, haviam entrado no país e aqui fixado residência (entretanto largamente legalizada) perto de 250 mil imigrantes. No final do primeiro trimestre do ano 2001, o INE, através do recenseamento geral da população actualizou todas as estimativas e indicou residirem em Portugal, à data do recenseamento, 10.356.117 indivíduos. Um valor em si claramente superior ao máximo que a ONU projectava para 2010, ou seja 10.082 mil residentes. Só por aqui, devido a este historicamente anormal incremento populacional via fluxo migratório (conhecido há cerca de três anos), demonstra-se, logo no primeiro dia após a publicação, que as premissas utilizadas pela ONU para traçar o cenário para Portugal estão gravemente enviesadas. Mas enfim, já sabem como é, para o relatório ter saído ontem, já devia estar concluído há alguns meses (anos?), entretanto, andou em escrutínio junto de um batalhão de diplomatas, talvez mesmo de sucessivos comités de espertos internacionais…Há ainda que considerar que estudar o mundo não é simples, há sempre muitos compromissos técnicos a fazer para permitir uma reconhecidamente limitada comparabilidade. Mas não é sequer isto que me move neste relato.
O que me move é o que se extrai levianamente do estudo, algo que trai o trabalho de quem produz a estatística. Atribuir ao estudo um carácter de profecia escatológica é desmoralizador e potencialmente paralizante.
Ainda que sujeito a poderosas forças de arrasto onde o efeito das decisões de hoje terão consequências duradouras significativas, o fenómeno demográfico é claramente mais dinâmico e imprevisível do que o adivinhado no tom fatalista que encontrei em tantos e tantos órgãos de comunicação social que divulgaram acriticamente o estudo. É possível e conveniente fazer algo sabendo para onde se quer ir. É esse o aviso que nos deixam estas previsões.

P.S.: Aproveito para saudar as Nações Unidas pela disponibilização gratuita e relativamente detalhada dos dados e respectivas hipóteses de trabalho. Um exemplo a seguir e a melhorar.

Os devotos

Novembro 09, 2003 By: Rui Cerdeira Branco Category: Blogologia, Ciência e Tecnologia, Media 2 Comments →

No programa Século XXI de hoje (TSF), Francisco Amaral apresentou um estudo sobre a adição nos jogadores de computador. Provou-se que as áreas do cérebro estimuladas no decurso do hábito do jogo coincidiam com as estimuladas no cérebro de um viciado em drogas. Não sei se quando falamos no vício de blogar (BlogA!) chegaremos a patamares comparáveis de vício. Talvez, algum dia sirvamos de cobaias a alguma outra investigação.
Retive uma afirmação reproduzida pelo Francisco Amaral sobre a terminologia técnica, uma correcção sugerida pelos investigadores que estabelece uma diferença significativa entre o toxicodependente e o dependente do jogo de computador. Aos primeiros convenciona-se chamar de viciados aos segundos é mais adequado chamar de devotos.
Seremos nós devotos do blogue? Talvez o nosso vizinho The Old Man com as suas preces ao Deus Blog esteja cientificamente correcto afinal…

(Artigo publicado originalmente no Adufe.pt a 9 de Novembro de 2003)
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Restaurante Chinês em Órbita?

Outubro 15, 2003 By: Rui Cerdeira Branco Category: Ciência e Tecnologia 1 Comment →

sÃmbolo sobre este dia, Autor: AAnesÉ só uma questão de tempo.
Não sei se já alguém na blogo-esfera se pronunciou sobre o evento espacial do século (até ao momento).
Temos um chinês em órbita!
Ficam aqui os meus humildes parabéns!

Universo: Uma gota que cai num lago calmo

Outubro 11, 2003 By: Rui Cerdeira Branco Category: Ciência e Tecnologia Comments Off

A propósito da bola de futebol, continuo curiosamente lendo a-metamorfose e fazendo aqui eco de um alerta “blogoesfera like”: “lembro-me da forma como a comunicação social tratou o anúncio feito pela empresa “clonaid” de uma clonagem que afinal não tinha acontecido. e lembro-me, também, de nunca a comunicação social se ter preocupado em desmentir o anúncio, com a mesma intensidade com que o publicitou.
o preço que se paga? pergunte-se às pessoas se acreditam que a clonagem humana terá alguma vez sido realizada com sucesso; ou, ainda, qual é a “forma” do universo. depois, analise-se os resultados…”

É uma boa “pergunta”, não é? Eu, por exemplo, gostaria de ter tido a notícia do desmentido. Mas se a houve ou foi sussurrurada ou, então, já estava tão surdo da gritaria provocada pela notícia inicial que já não ouvi o epílogo…
Às vezes ponho-me a pensar se uma manchete do género “Cientistas confirmam que a Terra gira em volta do Sol” não seria instrutiva.

O universo

Outubro 10, 2003 By: Rui Cerdeira Branco Category: Ciência e Tecnologia Comments Off

A forma do Universo?Se eu tivesse de escolher seria esta a forma do universo, uma esfera pouco densa. Agora há quem defenda cientificamente que assim poderá ser como nos avisa o jhj. Mas será a bola o aspecto definitivo ou apenas um casulo para uma posterior metamorfose?

E já agora, o universo expandir-se-á até se “apagar” ou não? Manterá a forma nessa mesma expansão/implusão?



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