Adufe 5.0

As armas do meu adufe não têm signo nem fronteira
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As armas do meu Adufe,
não têm signo nem fronteira.

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Schaeuble tem um plano. E nós, o que temos?

1) Sim, chegou a prova definitiva para a social democracia europeia. Ficar aquém ou à parte das decisões sem as condicionar fortemente agora, será o seu fim e o fim do projeto europeu que sempre defendeu.

2) Schaeuble estará defender a saída “temporária” da Grécia da Zona Euro. Hans Werner Sinn, um dos “sábios” alemães com mais cartel junto da CDU/CSU e não só, anda há anos a dizer que a Grécia e provavelmente Portugal, a Espanha e mais alguns países deviam sair temporariamente da Zona Euro. Googlai por aí. Vá ide.

3) Posto isto e visíveis que estão, agora para o grande público, quais as intenções Alemãs, a Zona Euro devia institucionalizar um programa de apoio financeiro aos países interessados em sair do Euro. O plano Schaeuble. Eu apoio.

4) Chega-se a um ponto em que ser realista é uma obrigação. Nada será como achamos que teria de ser para funcionar numa Zona Monetária Europeia sem que a Alemanha alinhe. O plano alemão é outro, apartemo-nos quanto à moeda.

5) É preciso salvar a União Europeia da Zona Euro.

6) Devemos concentrar-nos em como minimizar o impacto nefasto da saída do €uro e não penso no curto prazo, mas no problema clássico: pequena economia aberta com moeda vulnerável facilmente especulavel.

7) Sei que custa mas Schaeuble está a fazer-nos um favor. Aproveitemos. Ofereçamos o euro como está à Alemanha. Arranjemos uma forma de os países “impuros” (à luz do modelo alemão) saírem da forma o mais benigna possível (e em conjunto, de preferência), e preservemos a UE. Quem quiser que arranje outra moeda comum, se for caso disso, com um modelo exequível, economicamente são e democraticamente sustentado. Não é preciso inventar a pólvora. Ou então que cada um regresse à sua moeda nacional.

8) Só não vê o que nos espera com este grande plano alemão quem não quer. Lutar pelo projeto europeu passa por desmantelar ou reconfigurar o €uro ou ainda perdemos tudo.
Por vezes é preciso reconhecer que se deu um passo maior do que as pernas para evitar cair num abismo.

9) É fundamental que haja perceção imediata do que está em causa pelo maior número possível de atores políticos. Schaeuble tem um plano e nós? Por onde queremos ir? Como? Com quem? Faça-se política.