Adufe 5.0

As armas do meu adufe não têm signo nem fronteira
Random Image

As armas do meu Adufe,
não têm signo nem fronteira.

Bem-vindo ao Adufe 5.0



Vá além do voto

Nunca haverá melhor política sem melhores políticos, sem melhores militantes, sem melhores eleitores, sem melhor participação cívica, sem mais e melhor empenho de quem está dentro e fora dos partidos.
O meu apelo hoje não é a que vote no dia 4, você não precisa de mais apelos desses caro amigo, fará o que entender. Mas deixo-lhe um apelo, de facto, é a que participe da melhor forma que puder e souber e com a disponibilidade que tiver na atividade política que nos serve a todos. Apelo até a que considere sem horror, nem tragédia, passar a militar num partido! Contribuir por dentro com a sua humildade, competência, experiência de vida e cultura democrática para que esse partido, que talvez veja hoje como um eterno mal menor, possa passar a ser um “mal melhor” e, quem sabe um dia, um bem melhor 🙂
Se acredita em milagres e no poder da abstenção, do discurso inflamado nas caixas de comentários ou com os amigos sobre a “corja”, ou se acredita no poder do voto nulo, do voto em branco, do voto de protesto ou mesmo no singelo voto regular nas eleições nacionais, então deixe-se ficar. Eu acho que não chega. Há pouquissima gente a fazer os partidos que temos hoje, falta-lhes a dimensão crítica para gerarem com saúde os próprios quadros políticos que devem nascer de uma família saudável, complexa e diversificada.
Perdoe-me a arrogância, mas se quer ir além do prato atual que lhe oferecem para governar o país e estruturar a nossa vida coletiva, considere, por favor, fazer mais qualquer coisa.
Às vezes pode não parecer, pode até haver lá dentro quem não ache a ideia interessante, mas garanto-lhe que a porta dos partidos está aberta e por muito que o abafem ou não encarem, precisam de si para serem mais e melhor do que aquilo que são hoje. Atrevo-me a dizer que é assim no PS e é assim em outros que habitualmente nos governam. Mas algo está a mudar, algo tem de mudar. Os anos passam, o país vai sempre entrando dentro dos partidos, é certo. Que seja um fenómeno mais comum, mais fluido e mais natural é o que desejo.
Em particular, se o PS é o seu “mal menor” e a casa de onde imagina conseguir chegar mais perto dos seus ideais ou a paixão de sempre mas do qual nunca foi militante, pode dar aqui o primeiro passo (clique).

O que fazer no dia 29 de setembro?

O que fazer no dia 29 de setembro?
Hoje acho que o atual SG do PS dará um péssimo PM. No dia 29 de setembro de 2014 não vou ter uma opinião diferente. Convenci-me disso durante estes últimos cerca de dois anos, não é propriamente algo que mude num estalar de dedos ou numa noite eleitoral. Se a convição não fosse tão forte, talvez o dia seguinte me fosse mais simples mas no caso, pessoalmente, há pouco a fazer.
Se a maioria dos militantes e simpatizantes do PS escolher aquele que acho será um péssimo PM para o país para concorrer às legislativas pelo meu partido tenho duas opções. Aceitar democraticamente a escolha e respeitar os estatutos do PS ou não aceitar e ir à minha vida. Em todo o caso garanto que manterei os níveis de hipocrisia em valores compatíveis com o meu amor próprio, de que esta breve prosa é aliás uma pública promessa. É simples. Qual é o drama?
Até lá há uma campanha pelo melhor para o país e para o PS em que faço questão de me envolver. Tenham uma boa semana!