Adufe 5.0

As armas do meu adufe não têm signo nem fronteira
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As armas do meu Adufe,
não têm signo nem fronteira.

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A ténue diferença entre ser-se político e ser-se populista

A má imprensa tem sido um argumento apologético recorrente para resultados menos bons em eleições. Não negando que terá um papel não desprezível, não me convence como razão fundamental. Veja-se este post do João Nogueira Santos no Facebook:João Nogueira Santos no Facebook:

MPT e LIVRE vão ter 9,4% dos votos. Dois partidos sem meios, que ninguém conhecia, mas com candidatos com alguma notoriedade e com percurso reconhecido na vida pública.

Este resultado demonstra que afinal é possível a sociedade civil entrar no sistema para o mudar por dentro. Mas para tal é preciso que os seus membros mais reconhecidos e prestigiados, deixem-se de conversa e venham a jogo nas eleições, em atuais ou novos partidos. Obrigado Marinho Pinho e Rui Tavares pelo vosso exemplo e esforço.

É caso para dizer: Se eles conseguem, o que estará a correr mal? Será que o problema está sempre no outro? Marinho construi a imagem ao longo de anos, Rui Tavares também. Dos dois prefiro o exemplo do segundo, outros preferirão o do primeiro, mas o que é certo é que se fizeram políticos. Todos sabem o que pensa Marinho e Pinto, muitos sabem o que pensa o Rui Tavares.

Começar com uma folha em branco numa direção partidária de um partido com a dimensão do PS ou do PSD, com pouca densidade política reconhecida pelos eleitores nos anos que a antecederam (nota: camaradas de partido, não são eleitores comuns, o que releva é o que “sai para fora”) foi e está a ser parte do problema. A má imprensa não explica tudo. E isto tanto serve para os incumbentes no PS como para os que estejam a pensar ficar pela calada à espera da próxima oportunidade “segura”. A política ficou mais complexa, a aversão ao risco não é uma opção, atualizem-se!

Mais um novo partido a bater à porta da democracia

O LIVRE nasceu e tem uns modos diferentes. É um novo partido que tem gente muito boa e outra que não conheço. Tem neurónios e vontade e há-de ter uma imensa ingenuidade – o que em política é coisa de raro proveito (que não nulo…) e potencial desgraça. O que quer ser, sabe-se um pouco. Sabe-se também que se irá construindo, mais do que se propunham outros (ainda que na prática seja assim com todos). Pois que venham por bem e que se estabeleçam. Que pe0ecebam que só vale a pena com coração de maratonista. E que para o meu partido sejam uma saudável ameaça (até nos modos de fazer política e de organização interna, se forem capazes) e um adversário respeitável. Se assim for, terão certamente um lugar decente na nossa democracia. Afinal, é preciso sair do sofa, ou, como diz um amigo meu, descalçar a pantufa. E agora, faça-se política da boa que o país e o mundo bem precisam. Felicidades!