Adufe 5.0

As armas do meu adufe não têm signo nem fronteira
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As armas do meu Adufe,
não têm signo nem fronteira.

Bem-vindo ao Adufe 5.0



Ecos de Campanha

Quando visitámos a Senhora da Hora [MEP] deparámos com a campanha eleitoral autárquica do PS. Um pouco depois, já no passeio marítimo, perto da Rotunda da Anémona, ainda em Matosinhos, demos com Narciso Miranda, também em Campanha eleitoral para as autárquicas.
Simpaticamente dirigiu-se a Laurinda Alves desejando-lhe felicidades, apostando no sucesso dos movimentos de cidadãos e desejando-lhe que fosse eleita.

narciso

O repórter estava lá e tirou o boneco. Esta foi um dos primeiros instantâneos de campanha inesperados que seguramente se repetirão nos próximos 13 dias. O corpinho está moído mas o contacto humano é, de facto, inestimável para quem quer fazer política. É mesmo preciso passar por ele para perceber o seu valor. Vai bem além do beijinho ou aperto de mão de circunstância. E não se faz só de sorrisos e de ouvidos moucos quando o discurso não interessa ou é ofensivo. Muitas vezes, quase sempre, passa precisamente por querer ouvir quem está literalmente desesperado e revoltado com a democracia.
A saudade de Salazar, a quantidade de vezes que ouvi a gente do povo a recusar material de campanha invocando que não sabe ler e o excesso de zelo dos seguranças da Metro do Porto a impedir a distribuição de material de campanha nos cais, foram alguns dos traços mais marcantes dos primeiros dias. Outros passaram pelo voluntarismo com que alguns se nos dirigiram a dar apoio oferecendo mobilização. Tudo isto é importante tudo isto merece reflexão e, acima de tudo, acção positiva.

A praxe aos novos partidos

Há imensas peripécias numa campanha que nunca chegam a ser notícia e, provavelmente nem o mereceriam. Há outras que ocorrem ainda antes da campanha se iniciar, nos seus preparativos, que justificam pelo menos um sinal, um dar nota. Refiro-me a uma espécie de praxe que alguns governos civis e câmaras municipais dedicam aos partidos novatos como o MEP.

bus_maqueta2Passo a explicar: amanhã às 12 horas o MEP inicia uma volta a Portugal que terminará no próximo dia 5 de Junho. Serão mais de 3500 km de estrada percorridos num autocarro com um impressionante cartaz do MEP e da Laurinda Alves como pdem ver na maquete acima. Ora no decurso da campanha pretendemos estacionar em cerca de 60 locais diferentes um pouco por todo o país, tipicamente por períodos de uma hora, uma hora e meia. Para o efeito comunicamos antecipadamente com as autoridades. Algumas resolveram pôr à prova os nossos conhecimentos da lei da República, recusando o estacionamento de curta duração em praças e ruas onde frequentemente se realizam manifestações populares, espectáculos, enfim, se vive a vida e a nossa democracia. Em regra, a demonstração de conhecimento da lei e uma ameaça de queixa à Comissão Nacional de Eleições produzem milagres mas fica o registo desta praxe que, como tantas outras que se realizam neste país, são inteiramente dispensáveis. Read More

"(…) amamentaram-no, mudaram-lhe as fraldas, disfarçaram as traquinices, fizeram-lhe bli, bli, bli no labiozinho (…)"

É sempre preferível alguém de fora fazer este discurso que se segue (no Púbico de hoje). Agradecimentos a José Miguel Júdice.

Laurinda Alves na linha de partida

17.04.2009, José Miguel Júdice

Os jornalistas ajudaram o BE a nascer, amamentaram-no, mudaram-lhe as fraldas, disfarçaram-lhe as traquinices

Uf! Finalmente temos todos os cabeças de lista para as eleições europeias conhecidos. Custou, mas foi. E o meu coração está habitado por alegria e paz. Talvez por isso afirmo: previa pior e acho que os portugueses terão a possibilidade de escolher entre candidatos de qualidade bem acima da média – admita-se que bastante baixa… – da classe política portuguesa.
Realmente Miguel Portas, Ilda Figueiredo, Vital Moreira, Paulo Rangel, Nuno Melo e Laurinda Alves asseguram respeitabilidade, animação, combate duro, energia a rodos, boa televisão – o que não é pouco nos tempos que correm.
Laurinda Alves? Perguntará o amigo leitor, pensando talvez que acrescentei um nome feminino para cumprir a lei das quotas. Ou, pior ainda, pensando que é um lapso meu. Não, amável leitor. Laurinda Alves existe: é uma brilhante jornalista, que se revelou politicamente no combate do referendo ao aborto (do lado da penalização), que é uma pessoa decente e representa um novo partido (sabia isso ao menos, leitor desatento?) que se chama Movimento Esperança Portugal. O MEP tem como ambição situar-se numa zona entre o PS e o PSD; por isso, num lugar mais congestionado do que a famosa Praça do Marquês de Pombal, antes do túnel, que revelou um triste Frei Tomás do início do século XXI em que se transformou um catãozeco do final do século XX.
Falemos pois um pouco do MEP. Começando por registar que a comunicação social lhe não tem dado atenção rigorosamente nenhuma – o que, registado, me permite abrir a boca com surpresa. Pois então entra no mercado um novo produto para concorrer com os que já por aí andam, velhos e relhos, e nem assim merece a atenção de uma reportagem, a graça de uma entrevista, o favor de uma curta notícia? Read More