Adufe 5.0

As armas do meu adufe não têm signo nem fronteira
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As armas do meu Adufe,
não têm signo nem fronteira.

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Será que não há mesmo dados sobre o assunto? (365 Forte)

Outro artigo que publiquei no 365 Forte ““A pobreza nunca é o factor determinante para retirar um menor” *“.

Um excerto:

“(…) Infelizmente, quando a jornalista coloca a questão que permitiria perceber até que ponto estamos perante um genuíno alerta que interpelasse uma intervenção política, esbarra na ignorância ou sonegação dos grandes números pois “não foi possível obter dados sobre o número de crianças institucionalizadas e dadas para adopção nos últimos quatro anos ou saber em quantas destas situações as decisões se prenderam com a falta de condições económicas e não com abusos ou maus-tratos.”
Até o dia em que a recolha e/ou difusão e análise pública desta informação não fizer parte da ordem do dia, estamos condenados a dirimir exemplos mais ou menos representativos e/ou interpretativos e persistiremos numa conversa animada, por vezes, demasiado fracturante e tragicamente ignorante. Será que não há mesmo dados sobre o assunto?”

Uma família é uma comunidade de afectos.

Durante as discussões internas que tive no partido que hoje represento, houve uma definição de família extremamente curta que me ficou no ouvido e que, desde então, retenho para mim como uma excelente síntese, que tem resistido a todos os ataques.

Uma família é uma comunidade de afectos.

No MEP como no PS ou no PSD ou em outros partidos, não há propriamente pensamento único quanto a muitas questões fracturantes, há inclusive liberdade total de expressão e de voto sobre questões como o casamento entre pessoas do mesmo sexo, a eutanásia, a despenalização do aborto, a educação sexual, a procriação medicamente assistida, mas há menos dúvidas quanto ao que é o fundamento de uma família e qual a sua importância na organização social.

Uma família não é um indivíduo. Por definição uma família pressupõe uma comunidade, uma pluralidade. Uma pessoas isolada é uma pessoa isolada. Não se é menos pessoa por não se ter família, mas não se é uma família por se ser uma pessoa. Desenhar políticas económicas e sociais tratando por atacado o que não é igual é sempre fazer má política.

Para mim família tem por exigência mínima tão somente isto: ser uma comunidade de afectos. Havendo esta característica todas as restantes são acessórias, refiram-se elas ao sexo, à religião, à idade, à cor da pele, à nacionalidade, ao estado civil ou ao número das pessoas que a compõem. Read More