Adufe 5.0

As armas do meu adufe não têm signo nem fronteira
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As armas do meu Adufe,
não têm signo nem fronteira.

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Apelos ao voto útil, já?

Entretanto, conhecido há poucas horas o cabeça de lista do PS às Europeias(recordo “Opinião: Francisco Assis – o extremista cirúrgico “), já começaram os apelos ao voto útil. Mesmo sem que alguém consiga honestamente ter uma ideia clara de qual será a posição do PS na complicada encruzilhada europeia em que estamos.

Estou convencido que a receita habitual do PS foi posta em causa, a Europa que sempre quisemos está hoje para lá do atingível, e a deriva presente é tudo menos reconfortante. O que fazer e o que se defender neste cenário?
Bem sei que há esquerda predominam não soluções o que simplifica o apelo ao voto útil, mas mesmo assim, um pouco de amor próprio e respeito pelo eleitorado recomendaria a que os apelos lancinantes ao voto útil surgissem apoiados por um mínimo de compromisso. Desconfio que seriam tremendamente mais eficazes, não?

"(…) amamentaram-no, mudaram-lhe as fraldas, disfarçaram as traquinices, fizeram-lhe bli, bli, bli no labiozinho (…)"

É sempre preferível alguém de fora fazer este discurso que se segue (no Púbico de hoje). Agradecimentos a José Miguel Júdice.

Laurinda Alves na linha de partida

17.04.2009, José Miguel Júdice

Os jornalistas ajudaram o BE a nascer, amamentaram-no, mudaram-lhe as fraldas, disfarçaram-lhe as traquinices

Uf! Finalmente temos todos os cabeças de lista para as eleições europeias conhecidos. Custou, mas foi. E o meu coração está habitado por alegria e paz. Talvez por isso afirmo: previa pior e acho que os portugueses terão a possibilidade de escolher entre candidatos de qualidade bem acima da média – admita-se que bastante baixa… – da classe política portuguesa.
Realmente Miguel Portas, Ilda Figueiredo, Vital Moreira, Paulo Rangel, Nuno Melo e Laurinda Alves asseguram respeitabilidade, animação, combate duro, energia a rodos, boa televisão – o que não é pouco nos tempos que correm.
Laurinda Alves? Perguntará o amigo leitor, pensando talvez que acrescentei um nome feminino para cumprir a lei das quotas. Ou, pior ainda, pensando que é um lapso meu. Não, amável leitor. Laurinda Alves existe: é uma brilhante jornalista, que se revelou politicamente no combate do referendo ao aborto (do lado da penalização), que é uma pessoa decente e representa um novo partido (sabia isso ao menos, leitor desatento?) que se chama Movimento Esperança Portugal. O MEP tem como ambição situar-se numa zona entre o PS e o PSD; por isso, num lugar mais congestionado do que a famosa Praça do Marquês de Pombal, antes do túnel, que revelou um triste Frei Tomás do início do século XXI em que se transformou um catãozeco do final do século XX.
Falemos pois um pouco do MEP. Começando por registar que a comunicação social lhe não tem dado atenção rigorosamente nenhuma – o que, registado, me permite abrir a boca com surpresa. Pois então entra no mercado um novo produto para concorrer com os que já por aí andam, velhos e relhos, e nem assim merece a atenção de uma reportagem, a graça de uma entrevista, o favor de uma curta notícia? Read More