Maio 26, 2009By: Rui Cerdeira Branco Category: MEP, Política
“Em política, a transparência e a prestação de contas são essenciais. Embora legalmente a apresentação de contas seja, como é natural, posterior à conclusão da campanha, queremos desde já antecipar a informação sobre custos da campanha para que as perguntas que os portugueses colocam tenham resposta clara.
Quanto custa o autocarro “MEP em Movimento”?
O autocarro “MEP em movimento” foi alugado à empresa Barraqueiro por um período de 16 dias, até 5 de Maio. O custo total do aluguer, incluindo combustível, portagens, motorista e decoração exterior foi de 10.000 Euros.
Quanto gastam em alimentação e alojamento?
Estabelecemos um subsídio de almoço de 5€ e negociámos menus de jantar de 10€. O custo de alojamento/noite é cerca de 40 €.
Quantos cartazes tem o MEP e quanto custaram?
O MEP contratou a colocação de 30 cartazes de exterior, na grande Lisboa, Porto, Braga, Aveiro, Leiria e Setúbal, para os três ciclos eleitorais e o custo total foi de 45.000 €.
Que materiais fez e quanto custaram?
Para comunicar a candidatura do MEP utilizamos uma revista da qual fizemos cerca de 200.000 exemplares, como um custo de 7.000 €. Produzimos também um folheto simples, com 100.000 exemplares e um custo de 500 €.
Como se financia o MEP?
O MEP financia-se de donativos e quotizações dos seus membros e amigos e recorre a empréstimos bancários para financiar a sua tesouraria.
As pessoas que estão na caravana são voluntários ou contratados?
Das cerca de 20 pessoas que constituem a tripulação do autocarro só 4 são profissionais do secretariado executivo do MEP. Os restantes são voluntários, tendo colocado férias, pedido licença sem vencimento ou pedido dispensa no quadro legal da sua candidatura ao Parlamento Europeu.”
in http://mep.pt
Maio 26, 2009By: Rui Cerdeira Branco Category: MEP, Media, Política
Entre rangers, agricultores, religiosos, jornalistas e comerciantes eis a fotografia de parte grupo de batedores do MEP tirada em Lamego há escassos minutos antes de iniciarmos a viagem rumo a Viseu.
A foto foi tirada muito gentilmente pela Cármina uma jornalista local.
Maio 24, 2009By: Rui Cerdeira Branco Category: MEP, Política
O dia começou em Ponte de Lima com mais uma curiosidade de campanha. Chegar perto da ponte romana no largo principal e descobrir um rancho de folclore a dançar “Laurindinha” foi uma coincidência feliz que deu a nota para um dia que ameaçou ficar marcado pela chuva e que terminou em Barcelos (depois de Viana, de Caminha, de Esposende) numa fim de tarde enxuto e numa das mais intensas e interessantes acções de campanha directa junto da população local que se encontrava concentrada numa festa organizada pela Associação Comercial e Industrial de Barcelos cujo presidente se candidatará à Câmara Municipal.
Os núcleos de Braga do MEP e de Lisboa engrossaram as fileiras e foram quase 40 pessoas em acção de campanha nas 5 paragens do dia, em autênticas operações relâmpago que não deixaram de permitir que houvesse disponibilidade de encetar dialogo com as gentes das terras.
O dia foi cansativo, mas extremamente animador. Passámos por outras campanhas, incluindo a do 8º elemento da lista do PSD (José Manuel Fernandes) que disputará directamente o lugar com Laurinda Alves e ficámos satisfeitos com a receptividade do povo de Esposende (onde ocorreu este encontro) e do Minho em geral.
Quando visitámos a Senhora da Hora [MEP] deparámos com a campanha eleitoral autárquica do PS. Um pouco depois, já no passeio marítimo, perto da Rotunda da Anémona, ainda em Matosinhos, demos com Narciso Miranda, também em Campanha eleitoral para as autárquicas.
Simpaticamente dirigiu-se a Laurinda Alves desejando-lhe felicidades, apostando no sucesso dos movimentos de cidadãos e desejando-lhe que fosse eleita.
O repórter estava lá e tirou o boneco. Esta foi um dos primeiros instantâneos de campanha inesperados que seguramente se repetirão nos próximos 13 dias. O corpinho está moído mas o contacto humano é, de facto, inestimável para quem quer fazer política. É mesmo preciso passar por ele para perceber o seu valor. Vai bem além do beijinho ou aperto de mão de circunstância. E não se faz só de sorrisos e de ouvidos moucos quando o discurso não interessa ou é ofensivo. Muitas vezes, quase sempre, passa precisamente por querer ouvir quem está literalmente desesperado e revoltado com a democracia.
A saudade de Salazar, a quantidade de vezes que ouvi a gente do povo a recusar material de campanha invocando que não sabe ler e o excesso de zelo dos seguranças da Metro do Porto a impedir a distribuição de material de campanha nos cais, foram alguns dos traços mais marcantes dos primeiros dias. Outros passaram pelo voluntarismo com que alguns se nos dirigiram a dar apoio oferecendo mobilização. Tudo isto é importante tudo isto merece reflexão e, acima de tudo, acção positiva.
Maio 23, 2009By: Rui Cerdeira Branco Category: Media, Política
Descobriu-se um talento O secretário-geral do MEP revelou-se como um profissional a fazer a voz-off da MEP TV. Eis o momento histórico da estreia: um minuto em imagens.
Maio 23, 2009By: Rui Cerdeira Branco Category: MEP, Política
O dia de hoje começou na feira da Senhora da Hora em Matosinhos. Despedimo-nos quando chegou o PS em plena campanha autárquica.
Haja quem faça campanha pelo projecto europeu!
Seguiu-se almoço e campanha no Cais de Gaia usufruindo de um início de tarde fantástico de sol com temperatura amena.
Agora rumámos de novo a Matosinhos e vamos ficar pelas imediações da Rotunda da Anémona divulgando o MEP pelo grande Porto.
Até já.
Maio 23, 2009By: Rui Cerdeira Branco Category: MEP, Política
O dia começou com a atribuição da estrela à CNIS, a primeira de 12 que simbolizam exemplos em que nos revemos quanto ao que pretendemos de concretização dos nossos princípios políticos. Em paralelo fez-se aquela que foi a primeira de cerca de 60 acções de campanha na rua com contacto directo com os eleitores. Da experiência que tenho tido nas semanas anteriores em arruadas esporádicas devo dizer que fiquei com a sensação de que a notoriedade do MEP aumentou imenso. Diria que dos 3 em cada 10 que conheciam o MEP, estamos perto de inverter o número, 6 a 7 em cada 10 já conhecem. Pelo menos hoje no Porto, Matosinhos e Gaia foi assim. As referências às intervenções de Laurinda Alves na TV no único debate a 13 realizado até ao momento repetiram-se. Por cada dois ou três desacoroçoados com a política lá foi aparecendo um entusiasta que se nos juntou em campanha requerendo material para distribuir entre amigos e conhecidos. Estas intimações, de todo inesperadas, logo na primeira arruada, deixam-nos cheios de esperança para que dia 7 haja de facto uma grande surpresa com o MEP.
Seguiu-se uma passagem em Matosinhos igualmente encorajadora. À hora de almoço rumamos a Gaia onde assentámos arraiais com MEP Force 1. Rui Marques e Laurinda Alves desdobraram-se em entrevistas ao longo do dia. O primeiro canal de TV a cobrir a campanha veio a ser o Porto Canal. A RTP continua a pautar-se pela ausência, já o mesmo não se pode dizer da Antena 1 que nos acompanhou em algumas etapas, nomeadamente na última: o Jantar Comício na Fundação Cupertino de Miranda que reuniu quase 300 pessoas.
Maio 23, 2009By: Rui Cerdeira Branco Category: MEP, Política
Eis dois excerto de um texto que apela ao espírito crítico lido no Risco Contínuo:
” (…) Nas últimas eleições para o Parlamento Europeu (2004) os “outros” obtiveram um simpático resultado de 4,24 %, pelo que agora quase dobram a votação. No entanto, 2 desses outros partidos não vão concorrer as estas eleições e outro deles já foi extinto (MD), pelo que os “outros” partidos que se repetem as escrutínio eleitoral representavam na altura apenas 2,68% da votação.
Se esta sondagem diz que há 7,7% de eleitores portugueses que dizem que vão votar nos “outros” partidos, significa que provavelmente existem 5,02% de portugueses que vão votar pela primeira vez num dos “outros” partidos que se apresentam a eleições. Curioso não acham?
(…)
Ora vejamos, o Bloco de Esquerda nas eleições europeias de 1999, em lista já na altura encabeçada pelo Miguel Portas, teve 1,8 % e já aparecia nas sondagens. Será que o BE interessava à comunicação social e o MMS, MEP e MPT não interessam?
De certeza que esta minha análise vai ser atacada por ter omitido os brancos e os nulos. No entanto, acho estranho que alguém diga numa sondagem que vai “votar nulo” ou até “branco”, mas como disse não sou um especialista. Gostava ainda de referir que falei da sondagem de hoje da Eurosondagem, mas poderia também falar da sondagem realizada entre 14 e 19 de Abril que dava 13,5% de intenções de voto nos “outros”, onde estão os brancos e os nulos.”
Maio 23, 2009By: Rui Cerdeira Branco Category: MEP, Política
Não parece ter sido na passada quinta-feira que tudo começou. No momento em que vos escrevo, a campanha do MEP já está na estrada há 48 horas e mais de 10 mil contactos directos com eleitores já foram realizados pela lista às europeias e demais membros da comitiva que habita o autocarro do MEP (carinhosamente designado por “MEP Force 1” ). Só agora houve tempo de qualidade para retratar o começo.
P.S.: Dão-se alvissaras para quem acerte no valor da factura do autocarro com condutor incluindo para estes 15 dias de campanha. A caixa de comentários está ao dispor.
Há imensas peripécias numa campanha que nunca chegam a ser notícia e, provavelmente nem o mereceriam. Há outras que ocorrem ainda antes da campanha se iniciar, nos seus preparativos, que justificam pelo menos um sinal, um dar nota. Refiro-me a uma espécie de praxe que alguns governos civis e câmaras municipais dedicam aos partidos novatos como o MEP.
Passo a explicar: amanhã às 12 horas o MEP inicia uma volta a Portugal que terminará no próximo dia 5 de Junho. Serão mais de 3500 km de estrada percorridos num autocarro com um impressionante cartaz do MEP e da Laurinda Alves como pdem ver na maquete acima. Ora no decurso da campanha pretendemos estacionar em cerca de 60 locais diferentes um pouco por todo o país, tipicamente por períodos de uma hora, uma hora e meia. Para o efeito comunicamos antecipadamente com as autoridades. Algumas resolveram pôr à prova os nossos conhecimentos da lei da República, recusando o estacionamento de curta duração em praças e ruas onde frequentemente se realizam manifestações populares, espectáculos, enfim, se vive a vida e a nossa democracia. Em regra, a demonstração de conhecimento da lei e uma ameaça de queixa à Comissão Nacional de Eleições produzem milagres mas fica o registo desta praxe que, como tantas outras que se realizam neste país, são inteiramente dispensáveis. Read the rest of this entry →
Aqui e no Twitter darei conta das principais peripécias da campanha eleitoral do Movimento Esperança Portugal que testemunharei em primeira mão, na qualidade de candidato.
Sempre acreditei que iria cobrir um campanha como blogger, nunca imaginei que seria nesta condição.
Até já.
Maio 17, 2009By: Rui Cerdeira Branco Category: MEP, Media, Política
Durante as discussões internas que tive no partido que hoje represento, houve uma definição de família extremamente curta que me ficou no ouvido e que, desde então, retenho para mim como uma excelente síntese, que tem resistido a todos os ataques.
Uma família é uma comunidade de afectos.
No MEP como no PS ou no PSD ou em outros partidos, não há propriamente pensamento único quanto a muitas questões fracturantes, há inclusive liberdade total de expressão e de voto sobre questões como o casamento entre pessoas do mesmo sexo, a eutanásia, a despenalização do aborto, a educação sexual, a procriação medicamente assistida, mas há menos dúvidas quanto ao que é o fundamento de uma família e qual a sua importância na organização social.
Uma família não é um indivíduo. Por definição uma família pressupõe uma comunidade, uma pluralidade. Uma pessoas isolada é uma pessoa isolada. Não se é menos pessoa por não se ter família, mas não se é uma família por se ser uma pessoa. Desenhar políticas económicas e sociais tratando por atacado o que não é igual é sempre fazer má política.
Para mim família tem por exigência mínima tão somente isto: ser uma comunidade de afectos. Havendo esta característica todas as restantes são acessórias, refiram-se elas ao sexo, à religião, à idade, à cor da pele, à nacionalidade, ao estado civil ou ao número das pessoas que a compõem. Read the rest of this entry →
Maio 17, 2009By: Rui Cerdeira Branco Category: MEP, Política
Segundo Vital Moreira eu, nº 2 da lista do MEP ao Parlamento Europeu, sou um fantasma. Quem és tu Rui Cerdeira Branco? Ninguém, senhor, ninguém.
Depois da tirada num debate em que afirmou que só era pelo referendo ao tratado de Lisboa, quem era contra o tratado, segue-se a tese de só quem é notável tem substância. Os outros são fantasmas. Tenha medo, muito medo.