Adufe 5.0

As armas do meu adufe não têm signo nem fronteira
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As armas do meu Adufe,
não têm signo nem fronteira.

Bem-vindo ao Adufe 5.0


Archive for the ‘Sociedade’


Não confundas os teus ismos

Cristianismo,
Islamismo,
Judaísmo,
Budismos,
Hinduísmo,
Ateismo,
Agnosticismo.

 

Terrorismo.

 

Não confundas os teus ismos.

 

Inspiração daqui.

Epidemia fatal

Última hora: foi reconhecida cientificamente uma nova epidemia 100% fatal. Há investimentos colossais já a serem aplicados para combater este flagelo mas pouco mais têm conseguido do que adiar o desfecho terminal. A doença chama-se V.I.D.A., é sexualmente transmissível. Esta doença produz efeitos secundários surpreendentes variando literalmente de infetado para infetado. Mais novidades a todo o momento.

Sobre as pensões, teremos alguma pensão no futuro?

Há tanto dinheiro para pagar pensões quanto aquele que quem está hoje a trabalhar paga à Segurança Social todos os meses. A esta verba pode acrescer mais algum dinheiro que venha de outras fontes que sejam atribuídas (consignadas) à Segurança Social. Por exemplo, o PS propõe que uma parte do imposto sobre o lucro das empresas (IRC) seja consignado ao pagamento de pensões. Por outro lado, as pensões (o seu valor) depende, desde 2006, do fator de sustentabilidade que penaliza as pensões tanto quanto aumenta esperança de vida das pessoas. Este factor poderá ser revisto incluindo outras variáveis no futuro.
Em suma, havemos de ter alguma pensão mas o seu valor dependerá e muito da evolução da economia e da gestão do sistema de pensões até lá. Ver o Estado a conseguir manter a palavra mesmo num período complicado seria importante. Acho mais justo, face a uma pensão já em pagamento, o Estado tributar via IRS ou IRC quem tiver maiores rendimentos (pensões incluídas) do que seguir uma lógica de alvos cirúrgicos junto dos quais pode rasgar os seus próprios compromissos.

PSP: Que venham melhores dias, depressa.

Ontem no Marquês um grupo no meio de dezenas de milhar visou intencionalmente a polícia. Atirando garrafas e petardos para o chão em direção da polícia. Obtive vários relatos de malta que tenho por credível que testemunhou o evento. Talvez esse grupo estivesse particularmente motivado depois da cena da detenção à bruta do pai de família em Guimarães, talvez não. Seja como for, a questão nesse caso já estava perdida, fossem quais fossem os motivos ou os pretextos.
Será que a única opção tática da polícia ontem no Marquês era a que aplicou começando a varrer a praça do Marquês procurando dispersar as dezenas de milhar de pessoas a poder de bastão? Reduzir visivelmente o efetivo (mas não saindo das imediações do local) não era viável? Pergunto, não afirmo. Sublinho: não há relato de violência entre as pessoas na praça, mas sim ataques diretos à polícia.

O que sei é que a defesa da integridade dos polícias nem sempre se faz de forma mais eficaz reagindo à violência com a violência. E a defesa da honra do corpo não está acima de uma avaliação criteriosa e a cada momento da segurança pública. Há circunstâncias em que reagir a uma garrafa atirada é a pior solução. Por mais justificável que seja a atitude. O mesmo se aplica a quem eventualmente vendo o que se passou em Guimarães com a família detida, tenha resolvido tirar desforço junto do polícia que tinha mais à mão, a coberto de uma multidão.

Quem agride ou tenta agredir a polícia deve ser preso? Claro! Mas nem sempre tentar uma detenção imediata é a melhor forma de garantir a segurança pública.
Uma solução destas num sítio como o Jamor, por exemplo, terá elevadas probabilidades de gerar mortos e feridos. E a polícia sabe disso, também por isso modernizou o seu conjunto de opções de ações e de instrumentos no controlo de massas nos últimos anos introduzindo outro tipo de agentes especializados e promovendo outro tipo de relacionamento com grupos de risco mais elevados. Ontem espero que o dia seja encarado para fazer uma profunda avaliação dos procedimentos pois a confiança na polícia pelo menos na parte que me toca ficou seriamente afetada. Que venham melhores dias, depressa.

O que é o alarme social, afinal?

O que é o alarme social? Para um leigo em leis vejo isto e fico alarmado e desarmado quanto ao que posso dizer aos meus filhos. Um oficial da polícia é filmado a desencadear uma situação de agressão física a quem, tudo parece levar a crer, mais não pode ter conseguido fazer do que agredi-lo verbalmente. Não, não se pode agredir verbalmente um polícia e há punição para isso, mas no caso, como se verificou pela pronta avalanche de polícia de intervenção presente, a agressão é inaceitável a todos os títulos.
Como é que isto se consegue perceber? Por mais ofensas verbais que o senhor polícia tenha ouvido isto é inaceitável. E um bom motivo para temer ficar à guarda das autoridades num jogo de futebol. Espero que a história tenha sequência disciplinar e que o desfecho seja público.

A verdade é que neste como em outros casos, um agente da autoridade, um seu oficial, a fazer o que parece ser uma brutalidade, sendo filmada, pode fazer muito estrago à imagem pública de uma instituição. Mas mesmo assim, nada que se compare a uma resposta errada dessa mesma instituição perante o erro grosseiro comprovado e, creio que, infelizmente, repetido, recorrentemente. E falo numa resposta, quer quanto ao caso concreto, quer quanto a uma revisão dos procedimentos de recrutamento e formação utilizados. Já são muitas bestas mais ou menos filmadas de que vou tendo relato direto e indireto.
O que é que eu digo aos meus filhos que vão assistir a esta cena?

Será que é seguro, por exemplo, ir à sempre confusa final da taça de Portugal (para manter a coisa no futebol)… Devo aproximar-me ou afastar-me das forças polícias em caso de complicações?

Entretanto chegou já uma resposta da direção do PSP:

Resposta @DNPSP enviada por Dir. Com. @DNPSP para @TSFRadio:

“A seu tempo e com a distância necessária do foco faremos a necessária análise com as consequências que dai advirem. Num contexto de festa e onde os excessos são inúmeros, é preciso avaliar um conjunto de variáveis que necessariamente serão consideradas em sede própria.”

Via @paulojbtavares

Fico com a sensação que fosse qual fosse a evidência, a resposta seria sempre esta. A mensagem não diz nada. Mas há casos em que a evidência é avassaladora. É muito difícil imaginar o que pode justificar isto. Muito mesmo e, neste momento, a @DNPSP já sabe exatamente o que se passou. Mal de nós se não souber.
Mas aguardemos, sendo que a espera neste caso é em si um problema.

O tal do alarme social neste caso não releva?

Fico a aguardar pelos desenvolvimentos, públicos e notórios.

E entretanto a sentença já transitou em julgado

Visto o noticiário na televisão  revelam-me que Sócrates mudou umas leis em proveito próprio porque tem medo de ser apanhado e mudou outras que o podem prejudicar porque acha que nunca será apanhado… Cada um a inventar as narrativas que quer conforme acha conveniente… Mais valia estarmos calados e aguardar pela justiça, não? Mas não estamos, o julgamento já está em curso. Posso ao menos denunciar as contradições sem perder a legitimidade de fazer o juízo que achar adequado quando efetivamente houver factos e provas? Cá vai.

Entretanto a sentença já transitou em julgado. Parece-me óbvio que o caso José Sócrates está resolvido. Eu sou ignorante, inteiramente. Não tenho nenhum à priori sobre a culpabilidade de Sócrates. As suspeições anteriores para mim não contam como agravante, nem a sua não fundamentação/concretização como atenuante. Julgue-se este caso. Não alinho nestes julgamentos pelos media, contudo. Nem de Sócrates, nem de ninguém. Quando os ses forem prova cá estarei para a minha avaliação, para já vejo interpretações que mudam ao sabor da conveniência e isso incomoda-me. Vejo-o como um sinal de doença grave.

Prefiro não “acreditar” em nada, evito estados de alma ou sentenças circunstanciadas pela luta política e pelos media, quando o caso é de justiça. As minhas divergências quanto a vários episódios de ação política dos governos de José Sócrates acabam por não ser para aqui chamados. E prefiro não extrapolar conclusões com buracos de conhecimento (por exemplo, para justificar gastos não podemos conhecer apenas os fluxos, temos de conhecer também o stock, eventual riqueza familiar que eu não sei se tem ou não tem). Para muitos, o julgamento político está feito (que é legítimo e já foi aliás sufragado nas urnas) mas está também concluido o julgamento judicial (o que desprezo). 
Uma coisa é certa, até ao momento, o que sabemos é que alguém violou a lei comunicando a detenção para interrogatório e prejudicou o interrogado (parece que ainda sem culpa formada – vai para o terceiro dia) e prejudicou o próprio exercício da justiça. O resto ou é invenção dos media ou é outra violação da lei. Será possível que toda a acusação esteja mesmo já escarrapachada nos media? Isto é desejável e serve a justiça? Mais uma vez parece-me caso para consternação. Não há maneira de nos livrarmos disto. Ou acabam com o segredo de justiça de uma vez e temos acesso a informação sem especulação ou conseguem punir quem promove as fugas, fugas que colocam sob suspeição quem conhece os detalhes do processo: ministério público ou polícias ou juíz. Precisamente aquilo de que não precisamos num caso destes (ou em qualquer outro já agora).

Eu te acuso!

Experimentem politizar todos os casos de polícia alargando a condenação popular ou da justiça a quem partilha fotografias com os visados e não esperem pedra sobre pedra. Será uma questão de tempo até a suspeição nos bater à porta e nos manchar a todos. Passará a ser extremamente fácil destruir qualquer pessoa, tão fácil quanto apontar o dedo.

Será que não há mesmo dados sobre o assunto? (365 Forte)

Outro artigo que publiquei no 365 Forte ““A pobreza nunca é o factor determinante para retirar um menor” *“.

Um excerto:

“(…) Infelizmente, quando a jornalista coloca a questão que permitiria perceber até que ponto estamos perante um genuíno alerta que interpelasse uma intervenção política, esbarra na ignorância ou sonegação dos grandes números pois “não foi possível obter dados sobre o número de crianças institucionalizadas e dadas para adopção nos últimos quatro anos ou saber em quantas destas situações as decisões se prenderam com a falta de condições económicas e não com abusos ou maus-tratos.”
Até o dia em que a recolha e/ou difusão e análise pública desta informação não fizer parte da ordem do dia, estamos condenados a dirimir exemplos mais ou menos representativos e/ou interpretativos e persistiremos numa conversa animada, por vezes, demasiado fracturante e tragicamente ignorante. Será que não há mesmo dados sobre o assunto?”