Adufe 5.0

As armas do meu adufe não têm signo nem fronteira
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As armas do meu Adufe,
não têm signo nem fronteira.

Bem-vindo ao Adufe 5.0


Archive for the ‘Portugal’


União Europeia?

Deixa aqui excertos de um texto cuja leitura recomendo vivamente (“WHERE IS MY EUROPEAN UNION?“), escrito a 28 de junho de 2015 por um europeu, Alex Andreou que não conheço de lado nenhum mas com o qual me identifico largamente:

“(…) I am a Europhile. Not only that, I am a product of the Union. I have structured my life around the idea of free movement; my identity around the notion that I can be more than one thing: Mykonian, Greek, Londoner, British, European. For the first time in my life, I am beginning to wonder, whether the European project is now simply too broken to be fixed. 

Do not misunderstand me. I am passionate about the notion of a Europe of partners, united around principles of solidarity and trade. I just think we have taken wrong turns. So many and so wrong that I feel very uncertain as to whether we can ever find our way back.  (…)

Last winter, I stood outside the Opera House in the centre of Athens looking at the posters in the window. I was approached by a well-dressed and immaculately groomed elderly lady. I moved to the side. I thought she wanted to pass. She didn’t. She asked me for a few euros because she was hungry. I took her to dinner and, in generous and unsolicited exchange, she told me her story.

Her name was Magda and she was in her mid-seventies. She had worked as a teacher all her life. Her husband had been a college professor and died “mercifully long before we were reduced to this state”, as she put it. They paid their tax, national insurance and pension contributions straight out of the salary, like most people. They never cheated the state. They never took risks. They saved. They lived modestly in a two bedroom flat.

In the first year of the crisis her widow’s pension top-up stopped. In the second and third her own pension was slashed in half. Downsizing was not an option – house prices had collapsed and there were no buyers. In the third year things got worse. “First, I sold my jewellery. Except this ring”, she said, stroking her wedding ring with her thumb. “Then, I sold the pictures and rugs. Then the good crockery and silver. Then most of the furniture. Now there is nothing left that anyone wants. Last month the super came and removed the radiators from my flat, because I hadn’t paid for communal fuel in so long. I feel so ashamed.”

I don’t know why this encounter should have shocked me so deeply. Poverty and hunger is everywhere in Athens. Magda’s story is replicated thousands of times across Greece. It is certainly not because one life is worth more than another. And yet there is something peculiarly discordant and irreconcilable about the “nouveau pauvres”, just like like there is about the nouveau riches. Most likely it shocked me because I kept thinking how much she reminded me of my mother. 

And, still, I don’t know whether voting “yes” or “no” will make life better or worse for her. I don’t know what Magda would vote either. I can only guess. What I do know, is that the encounter was the beginning of the end of my love affair with the European project. Because, quite simply, it is no longer my European Union. It is Amazon’s and Starbucks’. It is the politicians’ and the IMF’s. But it is not mine.

If belonging to the largest and richest trading bloc in the world cannot provide dinner for a retired teacher like her, it has no reason to exist. If a European Union which produces €28,000 of annual GDP for every single one of its citizens cannot provide a safety net for her, then it is profoundly wicked. If this is not a union of partners, but a gang of big players and small players, who cut the weakest loose at the first sign of trouble, then it is nothing.

Each one of us will have to engage in an internal battle before Sunday’s referendum. I will be thinking of you, Magda, when I vote. It seems as honest a basis to make a decision as any. “

Eu gosto do acordo ortográfico

Viram a cena do acordo ortográfico na reunião da CPLP?
Para destruir basta um. Se seguirmos esse critério bastará sempre um para acabar com a política ou com qualquer coisa. E um, ou dois arranjam-se sempre. Em especial ignorantes cheios de saber. É mato. A história é triste, sim muito triste. Apetece usar do bom português vernáculo que Camões talvez reconhecesse ou talvez não. Dizem que Camões não escrevia como nós. Alguém que avise os do contra. AO menos isso.

O que é o alarme social, afinal?

O que é o alarme social? Para um leigo em leis vejo isto e fico alarmado e desarmado quanto ao que posso dizer aos meus filhos. Um oficial da polícia é filmado a desencadear uma situação de agressão física a quem, tudo parece levar a crer, mais não pode ter conseguido fazer do que agredi-lo verbalmente. Não, não se pode agredir verbalmente um polícia e há punição para isso, mas no caso, como se verificou pela pronta avalanche de polícia de intervenção presente, a agressão é inaceitável a todos os títulos.
Como é que isto se consegue perceber? Por mais ofensas verbais que o senhor polícia tenha ouvido isto é inaceitável. E um bom motivo para temer ficar à guarda das autoridades num jogo de futebol. Espero que a história tenha sequência disciplinar e que o desfecho seja público.

A verdade é que neste como em outros casos, um agente da autoridade, um seu oficial, a fazer o que parece ser uma brutalidade, sendo filmada, pode fazer muito estrago à imagem pública de uma instituição. Mas mesmo assim, nada que se compare a uma resposta errada dessa mesma instituição perante o erro grosseiro comprovado e, creio que, infelizmente, repetido, recorrentemente. E falo numa resposta, quer quanto ao caso concreto, quer quanto a uma revisão dos procedimentos de recrutamento e formação utilizados. Já são muitas bestas mais ou menos filmadas de que vou tendo relato direto e indireto.
O que é que eu digo aos meus filhos que vão assistir a esta cena?

Será que é seguro, por exemplo, ir à sempre confusa final da taça de Portugal (para manter a coisa no futebol)… Devo aproximar-me ou afastar-me das forças polícias em caso de complicações?

Entretanto chegou já uma resposta da direção do PSP:

Resposta @DNPSP enviada por Dir. Com. @DNPSP para @TSFRadio:

“A seu tempo e com a distância necessária do foco faremos a necessária análise com as consequências que dai advirem. Num contexto de festa e onde os excessos são inúmeros, é preciso avaliar um conjunto de variáveis que necessariamente serão consideradas em sede própria.”

Via @paulojbtavares

Fico com a sensação que fosse qual fosse a evidência, a resposta seria sempre esta. A mensagem não diz nada. Mas há casos em que a evidência é avassaladora. É muito difícil imaginar o que pode justificar isto. Muito mesmo e, neste momento, a @DNPSP já sabe exatamente o que se passou. Mal de nós se não souber.
Mas aguardemos, sendo que a espera neste caso é em si um problema.

O tal do alarme social neste caso não releva?

Fico a aguardar pelos desenvolvimentos, públicos e notórios.

Candidatos a cargos políticos: cartas na mesa no ato da candidatura

Que tal no ato de candidatura a um cargo político ser automaticamente requerido um registo do deve e haver que possa existir pendente com o Estado?

E, ato contínuo, os candidatos procurarem resolver de imediato distrações/problemas/divergências que possam existir pendentes? Tinhamos todos a ganhar. Naturalmente, as partes, em caso de divergência de opinião, poderiam insistir no diferendo sem que isso impedisse o candidato de se candidatar.

Inserir este “acerto de contas” ou “revelação e contas” como ato incluío no processo de formalização das candidaturas seria de valor. Por um lado, cada um assumia pecadilhos ou obtinha resolução ou assumia os diferendos e por outro ficava protegido de surpresas posteriores. Cartas na mesa, sem margem para hipocrisias. Naturalmente, as ocultações intencionais que viessem a ser descobertas posteriormente seriam particularmente danosas, dado que acabavam as desculpas esfarrapadas do “esqueci-me”, bem como seriam mais dificultadas as suspeições sobre a conta corrente do passado, dado que o Estado teria já sido chamado a pronunciar-se.

Bem sei que seres exemplares não deveriam precisar deste estímulo, mas  conheço muito pouca gente que encaixe nesse perfil, dos políticos no ativo aos seus respetivos eleitores por isso, acho que não se perdia nada neste “confessionário” e “penitência”.

Quem quisesse votar apenas em seres completamente impecáveis em termos de cumprimento fiscal podia assim ver a sua escolha facilitada, tal como quem quisesse fazer assentar a sua política numa versão hipócrita de cumprimento exemplar tendo o próprio um registo “complicado” poderia assim ter um estímulo para refrear tais impulsos populistas. O eleitor ficava melhor informado e responsabilizado; o candidato teria o momento certo para dizer de sua justiça e o resto seria a democracia a funcionar.

O que é preciso para a Zona Euro funcionar?

O que é preciso para a Zona Euro funcionar é politicamente inaceitável para os estados mais poderosos (sonhar com uma união fiscal completa é apenas isso, um sonho). O que é preciso para as pequenas democracias e economias que estão na zona euro funcionarem (mesmo com base zero seria difícil e não há base zero nenhuma) é politicamente inaceitável para os estados mais poderosos.
O que é preciso para percebermos que é um projeto condenado e que o nosso desígnio nacional dos próximos anos deve ser mitigar ao máximo o colapso que se avizinha?
Isto não quer dizer que o próximo PM deve ir a correr tentar tirar o país do Euro. Mas quer dizer que deve preparar a sua política interna e a nossa participação externa consciente desta impossibilidade e sendo vocal quanto a ela: nesta zona euro não temos futuro.
Não é uma vontade, é uma inevitabilidade económica determinada por um constrangimento político que pouco ou nada controlamos.
Haverá vida depois do euro, difícil (pelo menos no início) mas haverá. Não sei muito bem que país existirá dentro dele se por azar a negação da inevitabilidade durar muitos anos, mas parece-me que será algo insustentável em democracia e talvez mesmo como Estado. Acho que temos algumas “amostras” disponíveis, e isto já dura há um ror de anos sem que a sagrada solução única produza os efeitos estruturais que não pode produzir.

Economia nacional – avaliação “spot” – dezembro de 2014

Até ver, numa perspetiva de médio prazo a evolução económica mundial recente é ouro sobre azul para o desempenho da economia portuguesa. O PIB deveria espevitar. Temos combustíveis mais baratinhos ao mesmo tempo que também temos um euro baratinho para exportar melhor (um quase-milagre pela coincidência temporal). Temos clientes extra-comunitários a compensar a apatia na Zona Euro, juros nominais a desconto (que pelo menos não têm pressionado)… Temos um Orçamento do Estado encapotado de austero mas com várias medidas expansionistas com impacto no rendimento disponível (ainda que não dos particularmente mais necessitados) e que, objetivamente, se não for este milagre improvável mas ainda possível, iria fazer disparar o défice para o espaço… É, com sorte vai a coisa espevita no bom sentido.

Mas depois há o resto que nos garante que, na melhor das hipótese, o aliviar de costas será um fogacho. Carregamos às costas o esmagamento duradouro do investimento durante anos a fio (público e privado) que maliciosamente se batizou de “despesa” (uma coisa má) e que dificulta qualquer aproveitamento condigno de uma bonança económica. Não há máquinas, não há saber que isso era “caro” e foi cortado. É assim um pouco por toda a economia, há alguns anos. O que há para recuperar no que se desinvestiu e que é pedra basilar para o que se conseguirá produzir no futuro é muito mais do que o que se contraiu na produção de riqueza. Mas temos mais “coisas”. Temos o exacerbar das desigualdades no acesso a serviços públicos de qualidade (educação, saúde), temos uma sociedade cada vez mais separada em dois grupos extremados com uma classe média mirrada, temos uma herança política que quis apostar na oposição de grupos contra grupos (seja etários, seja profissionais), temos a perda de recursos humanos críticos (bem preparados e particularmente dinâmicos) para sustentar novas aventuras, temos o fardo demográfico crescente que a crise e as suas “respostas” só ajudaram a acelerar rapidamente, temos a consequente fragilidade do cronicamente diminuto mercado interno incapaz de ajudar na projeção internacional de alguns sectores, temos a ausência de uma estratégia de médio-longo prazo que vá além da contenção de salários e que enfrente determinadamente as maiores dependências/fragilidades das empresas e dos equilíbrios económicos nacionais, temos o asco em capacitar o Estado e a recusa em compreender o papel crucial da sua revitalização para que este dê provimento a serviços públicos e tome risco em áreas chave para o nosso futuro (investigação, apoio a inovações), temos muita negação de alguns ingredientes fundamentais (como a justiça, a formação contínua) para criar condições de evolução económica, social e política da comunidade.

Tudo isto se junta  no outro prato da balança onde estará também em permanência a nossa imensa fragilidade enquanto parte de um bloco fatalmente desequilibrado, fragilidade essa momentaneamente escondida por uma sucessão de pensos rápidos e desgraças alheias mas que ameaça despontar com fulgor a qualquer espirro, por mais alheia que nos seja a constipação.

Temos muito que fazer e muita catarse por cumprir, à esquerda e à direita. Não haverá capacidade crítica, entendimento do mundo atual, humildade e argúcia que sobre para nos ajudar no que temos de fazer para ir levando o país a melhor destino. Sejamos exigentes connosco, sem dó mas com dignidade.

Nunca deixes para amanhã um elogio que podes fazer hoje

O que se passou hoje no Parlamento dignifica-o. Em pleno mês de agosto houve fiscalização da ação executiva (Ministra das Finanças) e regulatória/de supervisão (governador do Banco de Portugal). Houve deputados empenhados em todas as bancadas, houve resposta cabais em muitos casos e outras que hão-de dar ainda pano para mangas.

Nem tudo foi excelente mas hoje acho que se justifica destacar o que se fez pela positiva. Houve essencialmente deputados que se excederam pela positiva estabelecendo uma bitola que não vemos todos os dias e que também por isso deve ser sublinhada para compensar a facilidade de maledicência em que tantas vezes caímos quando há (ou não há) alguma justa razão de desconforto.

Hoje dou os parabéns aos deputados e aos eleitos e mandatados. E envio também um abraço especial e público ao Joao Galamba pelo competência demonstrada no longo pedaço da audição ao governador do Banco de Portugal que tive a oportunidade de acompanhar. É continuar assim que o país agradece.

De como reduzir o número de deputados pode ser uma grande asneira

Propor mexer no número de deputados logo após as eleições em que os partidos do bloco central tiveram das mais baixas votações de sempre e admitindo como hipótese que os 180 deputados remanescentes sejam eleitos em circulos uninominais (onde só os votos do partido mais votado serão considerados) é uma opção justamente criticável por quem vê nisto uma tentativa de passar a ganhar na secretaria afastando o voto real cada vez mais da percentagem de deputados eleitos por partido.
Onde está aqui a enorme preocupação de aproximação aos eleitores?

Com a ameaça de surgirem novos partidos, reduzir o parlamento em 50 deputados e introduzir formas adicionais de distorção de proporcionalidade é, objetivamente, uma chapelada.

Há muitas formas de reduzir o número de deputados e ainda assim manter ou mesmo reforçar a proporcionalidade a nível nacional. A nível regional é que tenho mais dificuldades em defender a minha proposta de redução, mas talvez com 201 deputados se encontrasse uma solução equilibrada. Agora não é sequer essa hipótese que está em cima da mesa com mais uma proposta feita esta semana pelo PS.

A pressa revisitada e mais

I
E que tal as primárias Rui? Tu até és fã?

Dava jeito, logo para começar, que em Portugal a figura de candidato a Primeiro Ministro tivesse algum reconhecimento eleitoral de facto e constitucional (já agora). Imaginem que o candidato entretanto eleito PM morre, como se resolve? Espera-se pelas primárias dentro do partido mais votado? E vota-se de novo em eleições gerais?
O que me parece é que isto foi tudo feito em cima do joelho, colado com cuspo e usado instrumentalmente no meio de uma crise.
Tudo bom para correr mal e destruir o potencial de uma boa ideia.
Uma enorme falta de tino aliada a um aguçado sentido de autopreservação não costuma dar bom resultado.
O dia seguinte será ainda mais difícil.

II
Acabei de ver a entrevista (de A.J. Seguro a Judite de Sousa).

Seguro é muitas vezes melhor, mais aguerrido, mais cheio de genica, um verdadeiro gineto, a batalhar contra adversários internos do PS do que a zurzir contra o governo. Ai lembra-se de colocar como compromisso para um novo contrato de confiança coisas como “permanecer na NATO”.
Mas não há impasse nenhum, em setembro, outubro, novembro ou dezembro faremos história com eleições primárias.
Até lá está tudo resolvido porque tudo isto se resume à ambição de uma pessoa (estou a citar).
Ora essa pessoa só pode ser… Eu. Só posso ser eu que neste momento quero ver outra direção no meu partido e um candidato minimamente competente para ser primeiro-ministro. Se mais alguém pensar assim temos um sarilho, avisem o SG que afinal havia outro e mais outro e mais outro…
Quem fala assim para e sobre os militantes do seu partido merece que nível de respeito dos próprios?
O descontrolo é total. Agora imaginem que tinhamos esta direção a comandar o governo do país. Imaginem uma situação de crise. Imaginem verdadeiras adversidades.

III
“Qual é a pressa?”
Terça-feira (?) resolveu juntar-se às primárias depois de há um ano ter desprezado o desafio de as discutir em congresso e de ter desvalorizado algum do trabalho que o próprio lipp vinha fazendo. Da direção disseram raios e coriscos remeteram para uma ponderada reflexão a fazer mais tarde. Aparentemente esse tempo chegou agora cheio de urgência mas sem abranger o cargo de SG, apenas o de candidato a PM. Agora far-se-á (numa semana?) o estudo comparado e depois se verá como definir simpatizantes como reorganizar os procedimentos a nível nacional como definir os prazos para inscrições. Estamos portanto a começar, apesar de haver propostas internas com mais de ano e meio que poderiam hoje – se tivessem sido levadas a sério – permitir um processo ágil. Assim não sendo o que o SG propõem é enviar o PS para meses de pântano, recusando a cada frase que o seu cargo esteja na berlinda.

Agora é só modernidade. Ideias próprias (!). Habituemo-nos.

O que sobrará do PS se dermos corda a tanta esperteza saloia? E do país se tivermos mais um PM com esta escola?

O que este país precisa é de um Asterix em cada esquina

Poucas coisas nos mobilizam mais do que malhar noutros portugueses. Pelamo-nos por um tipo articulado que saiba malhar no outro recorrendo a um leque variado de lugares comuns. Podem até ser só provérbios populares.

Queixamo-nos dos alemães, do seu moralismo excessivo, dos seus telhados de vidros, mas o que é certo é que sem eco por cá, sem cultores da reciprocidade da culpa, a “culpa” que nos é vendida como um absoluto local, a coisa não colava. Temos paletes de malta superior por cá, provavelmente em processo de concentração por centrifugação dos que zarpam para a diáspora.

Duvida? É ver quem mais mobiliza a opinião pública e ao que recorre para o fazer. Insidiosamente tudo se simplifica e culpabiliza com recurso a bonitos estereótipos, preconceitos e bodes expiatórios. Os políticos são o alvo preferencial, mas sobra para todos. Quando lemos sentimo-nos superiores identificamo-nos com o crítico, elevamo-nos sobre o criticado para logo no texto seguinte sermos nós – pelos nossos hábitos e maneiras – as vítimas. Tragicamente somos portugueses. Será que conseguimos perceber isso? Pensar dá trabalho, já embarcar na turba que quer enforcar é só gozo. Poucos querem ser deputados do Xerife.

E assim se vai instalando a lei da selva. Viva Asterix!