Adufe 5.0

As armas do meu adufe não têm signo nem fronteira
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As armas do meu Adufe,
não têm signo nem fronteira.

Bem-vindo ao Adufe 5.0


Archive for the ‘Poesia e Música’


A eternidade vê-se do cimo de um viaduto

A eternidade vê-se do cimo de um viaduto.

Na rádio a notícia da morte,

no sinal vermelho a projeção de um espelho.

E eu morto, a ver os carros passar, lá em baixo,

morto…

Vendo o mundo no momento seguinte ao do fim.

Mas quem é que não sabe o que vem depois da morte?

Uma buzina que está verde, enfim.

Venho de colher um cravo, minha boquinha de riso

As armas do meu adufe não têm signo nem fronteira. Este é o lema de um verdadeiro beirão, cidadão do mundo. spoti.fi/1p8Cytn

Venho de colher um cravo #BeiraBaixa #Adufe ♫ Portugal: Macelada – Two elderly women with adufe accompaniment spoti.fi/1smPVfq

Minha boquinha de riso… #Adufe #BeiraBaixa ♫ Srª do Almortão – Ao Vivo – Zé Perdigão, Adufeiras da Idanha-a-Nova spoti.fi/1rX1Ja3

O mulato da palavra (em defesa do acordo ortográfico e em resposta ao jeito de desgarrada)

O mulato da palavra

Há nesta terra fidalguia madura,

donos da língua, patronos do antigo.

Confundem mundividência pura

com um inaceitável castigo.

 

Julgam-se mordomos da história,

mas o que amam é ditadura,

ignoram a antiga obra,

que lhes prova a alma impura.

 

Que foi fraca a nossa embaixada,

que nos coloniza o estrangeiro,

gente pobre e ensimesmada,

nunca chamará bunda ao traseiro.

 

Agarram-se à imagem do seu passado,

defendem uma moral indistinta,

recuperam um dicionário calado

ignorando crimes sem tinta.

 

Zurzem no esforçado linguista,

criminoso ouvinte fora da quinta

douto e interessado copista

que converteu o verbo dito em tinta.

 

Para eles a língua sempre velha,

para nós algo que se renova,

para eles não é propriedade alheia,

para nós a fala é a prova.

 

Fieis de um estúpido princípio,

abominam a natural transformação,

ignoram a riqueza desde o início,

desta coletiva construção.

 

Língua minha pátria mui amada,

dou-te para aumentar a tua lavra,

deixando-me da conversa fiada,

dos que abominam o mulato da palavra.

 

Nota: Atrevi-me a este ridículo de poesia como desgarrada de resposta ao vizinho Fernando que me sabe no role dos “Arjumentos!

Cesária Évora

REM separam-se ao fim de 31 anos

Não será a melhor mas é a que apetece ouvir: It’s the end of the world as we know it (and I feel fine). Somebody hurts other time. Let’s party with:

Amy’s final frame

Aquilo que podia ter sido e que foi só um bocadinho… Uma história que se repete, vezes sem conta, às vezes com a exuberância que a linguagem da música e da arte em geral permitem. Fica o bocadinho que foi e foi bom.



Amy Winehouse – Love Is A Losing Game por AmyWinehouse

Verão – Vivaldi e Ferenc Cakó

O que este país precisa é de música – XV

E o Sol penetrou no meu coração.

O que este país precisa é de música – XIV

No Brasiu é Verão. A primeira segunda-feira já está.

Este país precisa é de música – XIII

Quem tem a candeia acesa?