Adufe 5.0

As armas do meu adufe não têm signo nem fronteira
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As armas do meu Adufe,
não têm signo nem fronteira.

Bem-vindo ao Adufe 5.0


Archive for the ‘Lisboa’


Ainda os ecopontos

Isto de passar a multar a malta que coloca lixo em saquinhos à beira do ecoponto tem um lado bom e um lado mau. O bom é evidente: se dissuadir as pessoas de construirem montes de lixo à beira dos ecopontos reduz a probabilidade de tipos como eu desistirem de reciclar (ou se convencer os meus filhos a fazerem-no) e melhora os incides de saúde pública na cidade (entre outros). O lado mau é que muitos desses sacos resultam de munícipes chegarem ao ecoponto e encontrarem-no a abarrotar (pode até estar falsamente cheio mas é tecnicamente impossível enfiar lixo pelo bocal – facto particularmente comum na recolha de embalagens). O munícipe zeloso, perante a impossibilidade de o colocar no contentor deveria recolher o saco de novo a casa, certo? Certo, contudo, a probabilidade de o enfiar no lixo indiferenciado é também elevada, tal como a de mandar a reciclagem definitivamente às urtigas ao fim de várias idas frustradas ao ecoponto.

O que fazer? Reforçar o policiamento passando a multar quem põe material reciclável no lixo orgânico (não aconselhado) ou repensar o sistema de recolha: aumentar frequência de recolha, alterar a ergonomia/tecnologia dos contentores, reproduzir em mais zonas da cidade outros modelos de sucesso? Isso fica para o autarca de serviço, naturalmente. Mas se a este reforço da penalização corresponder um reforço da frequência de recolha creio que será um atitude equilibrada e com forte potencial de sucesso.

I believe PIIGS can fly!

Ora se há gente que já viu porcos a andar de bicicleta qual é o espanto de agora termos PIGS voadores. Na Europa só os PIGS conseguem voar.
Por ironia de uma qualquer saga islandesa andam por estes dias Portugueses, Italianos, Gregos e Spanhois (os PIIGS da alta finança – sem a Irlanda que tragicamente se confundiu com a Islândia no meio da poeira primordial e só com um pedacito da Itália) a fazer de lisboetas para portuenses até meados da década passada: “Onde é se apanha o metro, perdão, o avião, nesta vossa terra?“.
A anedota é daquela secas, que deixam um pigarrear de quem inalou algo que não devia, talvez alguma cinza alheia, pois em breve esgotar-se-ão o salmão fumado da Noruega das lojas gourmet ou os bifes que-até-tinham-a-libra-mais-valorizada-face-ao-euro-este-ano no Algarve, mas por enquanto brindemos, ou melhor, delicie-mo-nos com um risotto de espargos peruanos, rematado com uma pratada de uva red king acabada de vir do Chile.
Lisboa 75 anos depois volta a ser uma das raras cidades europeias livres, plataforma escapatória não de espiões em tempo de guerra mas de peões que se queriam aprendizes de Ícaro. E de repente, voltámos aos anos 10 de 1900. Já se terá afundado o Titanic?
Algures no planeta, um navio chamado Eyjafjalla recebe neste momento os seus primeiros rebites.
Entretanto, recordar é viver, ainda que medidas as devidas distâncias (o Eyjafjalla é um menino que nem por sombras conseguiu mandar pedaços do inferno a mais de 30 km de altitude… por enquanto).


” (…) The cloud over the earth reduced global temperatures. In 1992 and 1993, the average temperature in the Northern Hemisphere was reduced 0.5 to 0.6°C and the entire planet was cooled 0.4 to 0.5°C. The maximum reduction in global temperature occurred in August 1992 with a reduction of 0.73°C. The eruption is believed to have influenced such events as 1993 floods along the Mississippi river and the drought in the Sahel region of Africa. The United States experienced its third coldest and third wettest summer in 77 years during 1992.

Overall, the cooling effects of the Mount Pinatubo eruption were greater than those of the El Niño that was taking place at the time or of the greenhouse gas warming of the planet. Remarkable sunrises and sunsets were visible around the globe in the years following the Mount Pinatubo eruption. (…)”

Mais aqui.

Dicionário prático de uma criança de 3 anos: pasteis de nada

A Marginal ficara para trás, a ponte já fizera a sua sombra e aproximávamo-nos ligeiros de Belém. Como um clamor determinado em voz fina e divertida o carro encheu-se de uma frase repetida: “Queremos pasteis de nada! Queremos pasteis de nada!“. Servidos de pasteis de nada, parámos para recolher açúcar e canela nos pasteis de Belém. E foi um festim.

De regresso às lides

Vila Real, Lamego, Castro Daire, Viseu, Covilhã, Penamacor (e Benquerença) e Castelo Branco. Última paragem em Lisboa para debelar uma bela faringite. Foi este o roteiro de férias intercalado para alguma distribuição de material de campanha.
Amanhã de regresso ao trabalho, na semana seguinte entro em estágio para a loucura de mais uma campanha eleitoral.
Para que serve mesmo um pequeno grupo parlamentar na Assembleia da República? A resposta é muito simples:

Abril ânimos Mil

Eu já passei pela associação 25 de Abril visitar a exposição de António Colaço esse nome sem assento no parlamento dos Grandes Artistas reconhecidos pelos políticos responsáveis pela Cultura que pode passar pelo Parlamento Nacional.
Pasem por lá, vão ver que não se arrependem. Ó António, os licores fazem parte da exposição “permanente” até ao dia 9 de Maio?
Imagem do Luís Novaes Tito na sua Barbearia:

Abril Ânimos Mil

Fantástica a imagem de Mário Viegas que está por lá, o arroz doce, a santíssima trindade “política” e o aroma ao interior pelo meio de cravos e girassóis.

O futebol Europeu visto de Inglaterra na sequência da (previsível) catástrofe leonina

Eis um texto muito cá de casa como poderão verificar pelo que escrevi aqui:


“Any side whose palmares include 18 national titles, 19 national cups and a UEFA Cup warrants the tag “giants”. When the club in question regularly boasts attendances in excess of 40,000, takes part in one of the most fiercely-contested derbies in the world and has produced some of the game’s greatest players through its famed academy, there can be no question that it deserves to be treated with the utmost respect. That, though, will be in short supply for years to come after what happened last night to Sporting Clube do Portugal, (mistakenly) known in this country as Sporting Lisbon.
Humbled 7-1 in the Allianz Arena by a Bayern Munich side who are not exactly setting their own domestic championship alight, a team so average they are trailing a Hertha Berlin side whose best player is the failed Liverpool forward Andriy Voronin. That followed a 5-0 reverse in the cacophony of the Jose Alvalalde two weeks ago, for an aggregate scoreline of 12-1. 12-1 in the last 16 of the biggest club competition in world football. 12-1 in a tournament where managers constantly remind us that all the games are tough.
A catastrophe like that will take years to recover from. Paulo Bento, the coach, will no doubt leave after a disappointing season. But where do Sporting go? Portugal cannot tempt the best players, the country’s clubs are all but bankrupt and attendances are nosediving. Miguel Veloso, the cultured anchorman, and schemer Joao Moutinho will be sold in the summer to finance rebuilding, with the Premier League vultures ready to swoop. Young hopefuls like Bruno Pereirinha and Adrien will follow them out of the door, if not this year then next. Another generation will come through the hallowed halls of Alcochete, the youth academy which has produced Nani, Cristiano Ronaldo, Luis Figo, Ricardo Quaresma and the forefather of them all, the magnificent Paulo Futre. Their heirs will don the green and white hoops for a couple of years, surrounded by sundry Brazilians and Eastern Europeans deemed not good enough for Europe’s major leagues. Sporting will never be able to compete. They are destined to become a footnote in football’s new world order.
In another world, this would not have been a eulogy for Sporting, but a paean. In another world, they would have lined up last night with Simao Sabrosa on one wing, Quaresma on the other, Veloso and Moutinho in the centre. Ronaldo would have floated behind Liedson, the Brazilian striker (as the continued inclusion of Helder Postiga and Nuno Gomes in the national team suggests, Portugal doesn’t do strikers, at least not any more). Had they needed to calm things down, Luis Figo could have come on late in the game to weave his own special brand of magic. Few sides in the world, let alone Europe, would have been able to cope.
That world is a long, long way, or a global financial meltdown so complete that the gilded towers of the Premier League are affected, away. It is not just Sporting. Ajax have been plundered of all their best players. PSV, Feyenoord, Panathinaikos, Steaua Bucharest, Red Star, Sparta Prague, Benfica, Porto, Anderlecht, Marseille have all gone. The exotic names that used to make Europe so exciting, so unknown, have all fallen on the altar of football’s unabashed capitalism. They are now feeder clubs, either officially or unofficially, of their young players to the cash-rich teams on our shores or sides so irrelevant that third-rate footballers ply their trade in some of the cathedrals of the game.
They cannot be saved, at least not in the foreseeable future. Even Porto, the last club to make a stand under their Cochise, Jose Mourinho, were stripped of all their best players and their manager within about 15 minutes of beating Monaco in the 2004 Champions League final. But the virus is spreading, claiming new victims. Real Madrid were humiliated at Anfield with the likes of Julien Faubert, Gabriel Heinze and Lassana Diarra in their squad. Even the most famous name in European football, the biggest club in the world, is feeding on the Premier League’s scraps.
There are those who see that as a good thing, see the dominant position of the Premier League almost as affirmation of England’s footballing primacy. It’s our ball, after all. But such an attitude is perilously small-minded. Without competition in the Champions League, the TV money will dry up as European broadcasters decide they’re not that bothered about showing English teams winning things. But there is more than a financial imperative here, there is a moral one. After all, is making sure we don’t take football from the world as generous as giving it out in the first place?

escrito por Rorv Smith, em http://blogs.telegraph.co.uk/rorysmith/blog/cat/general
Via Centuria Leonina (um blogue nem sempre equilibrado…).

Ver para crer. Crer para ver

(Para já) Como se fossem anónimos, eis alguns apontamentos da inauguração, ontem, da sede nacional do MEP.

ConstruindoO hábitoMEPPeopleEléctricoSedeEm construção
(Em breve tentarei colocar aqui as palavras dos autores das instalações que se apresentaram na sede do MEP e os respectivos nomes)

A sede encheu para a grande abertura. Encheu-se de gente, de arte, de animação e de vontade de fazer política e de servir o país.
É vossa: Travessa das Pedras Negras nº 1, R/C.

P.S.: Sabe qual é uma das boas formas de evitar que um partido caia nas mãos dos “interesses”, é ajudar a forma-lo, é cada um contribuir com um pouco para que seja de todos e não “deles”. Hoje comprei uma cadeira com rodas para equipar a sede do MEP. Se quiser ajudar é passar por aqui, ainda deixámos umas peças por comprar a pensar especialmente em si 😉

Convite para hoje: Inauguração da Sede Nacional do MEP em Lisboa

Ainda cheira a tinta fresca; as formiguinhas do secretariado ainda andam a dar os últimos retoques; os artistas convidados (sim, Artistas) andam a compor as suas instalações nas várias salas. Tudo se prepara para receber os convidados (você, por exemplo) na inauguração da sede nacional do MEP – Movimento Esperança Portugal.
Apareça mais logo pelas 21 horas na baixa de Lisboa – Travessa das Pedras Negras 1, R/C.

Recuperou-se uma área de cerca de 400 m2 bem junto à Rua da Madalena e criou-se um pólo que será fundamental para dinamizar ainda mais o trabalho político que o MEP pretende fazer rumo à representação eleitoral com assento parlamentar.
Entretanto, o mais novo partido português anda em digressão com a sua lista para as eleições europeias encabeçada pela Laurinda Alves. Esta sexta-feira termos uma sessão no Auditório do IPJ de Coimbra pelas 21h e no Sábado em Leiria pelas 18 horas também no auditório do IPJ local.

O que vale eleger um deputado? O que vale um voto? Eu quero que o meu voto valha porque acredito que melhor é possível. Acredita que é capaz de fazer melhor? Em breve divulgarei também aqui o programa eleitoral das eleições europeias. Fiquem bem.

Com carinho e com afecto

Quis o impulso da ocasião, patrocinado por estar pelas redondezas, providenciar a este que vos escreve uma breve mas rica visita guiada pelos passos do convento de São Bento, nossa Casa da Democracia.
A pretexto de um café ofereceu-se com a simpatia e disponibilidade habituais que dedica aos amigos este bigodes que se apresenta na foto anexa. António Colaço, assessor de imprensa do grupo parlamentar do Partido Socialista vai para… muitos anos, com o desportivismo que se enaltece, recebeu este putativo deputado MEPiano com honras de cidadania completa.
Obrigado pelo cafézinho e pelos votos. Haja quem queira acreditar que os há bons e interessados pelos quadrantes políticos que vamos tendo e haja, já agora, quem esteja disposto a diversificar os votos.

António Colaço

Por falar em MEP, fiquei ontem a saber que há um MEP no Bloco de Esquerda, ignorância da Lusa, distracção do jornalista e da RTP? Seria de bom tom reservar a sigla que é do novel partido para esse mesmo partido. Já é difícil quanto baste conseguir chegar aos ouvidos de quem pretendemos representar quanto mais com estes lapsos. Imaginem que a PSP voltava a representar Partido Socialista Português, agente assim não se entende, não é verdade? Ou para evitar confusão teremos de passar a chamar-nos ME? Ups. Isto faz lembrar qualquer coisa… ME, BE… Cumprimentos aos jornalistas parlamentares, vale amigo Colaço? 😉

Na Madragoa

Encontrei-as, algures, na Madragoa, ontem , no final do “grande” almoço da redacção da ânimo que fez a nomeação dos grandes acontecimentos de 2008. Ainda não esgotámos o anúncio mas, em primeira mão, seguramente, que o Adufe foi contemplado como o espaço mais solidário da blogosfera!Contente? “Melhor, não era possível”! Tu mereces! Essa casa onde, tal como há dois mil anos, por estas alturas, “encontrei lugar”, onde dar à luz alguns dos textos que contribuiriam para o renascer da ânimo! Com votos de Feliz Natal para ti, todos os teus familiares e leitores amigos!

Madragoa tem aldrabas

antónio colaço