Category Archives: Gastronomia

Para adoçar o Sábado

Doce de Abóbora Blogoesférico com raizes nas Beiras Depois da admiração da abóbora-cabaça na segunda-feira hoje provou-se a generosidade das combinações únicas da natureza.
Tem abóbora e canela e é doce. São servidos?
O ofertante da abóbora tem uma amostra reservada (se se atrever a ser cobaia pois esta doçaria é uma estreia absoluta cá em casa e foi feita exclusivamente na base do olhómetro).
Ah! É verdade… Sou devorador compulsivo de pevides (cruas, secas ao sol e sem sal) daí aquele estendal ali na imagem 🙂

Tentativa e erro

Bacalhau quase espiritualA experimentação científica é uma coisa maravilhosa.

E a culinária também!

Ninguém diria que isto que aqui vêem é uma deliciosa marmelada, pois não?
Pois hoje foi o mais próximo que se conseguiu arranjar – que seja comestível.

Valeu-nos o bacalhau quase espiritual perante uma panela de pressão espirituosa.

Almoço de domingo

E as entradas hoje vão ser rodelas de beringela fritas, embrulhadas num cremezito de ovos e farinha de trigo.

Seguem-se robalinhos ao azeite com cuscus, servidos com vinho branco da península de Setúbal.
À sobremesa uvas moscatel ou laranja.

Não temos menu turístico.

BRAVO Esmolfe

Uma boa notícia para variar:

“A Felba – Promoção de Frutas e Legumes da Beira Alta e a Direcção Regional de Agricultura organiza hoje em Viseu o primeiro mercado de fruta certificada da região, onde vão estar em destaque a maçã Bravo de Esmolfe, com Denominação de Origem Protegida (DOP), e a maçã da Beira Alta, com Indicação Geográfica Protegida (IGP). (…)”
in Público

A Bravo Esmolfe deve ser só a melhor maçã do mundo…. Digo eu.

Gravanços

Hoje consegui ouvir mais de meia hora de notícias sem que se falasse em futebol.
Destaco do noticiário da RDP 1 (o tal depois das 13h), a reportagem sobre a Feira Antiga de São João que se está a realizar na Guarda no largo da sé até Domigo.
No meio da reportagem ouvi uma palavra que os meus pais só dizem “sem medo” quando estão na Beira Baixa: gravanços. Andam convencidos que se trata de calão ordinário lá da terreola. O que me dirá o Houaiss?
Diga lá o que disser e minha avó fazia as melhores almofias de sopas de gravanços do mundo, essa é que é essa!

Gravanço = Grão-de-Bico

Cozido e arroz doce

Lamentava-se o meu pai há pouco por não ter hoje direito nem ao cozido à portuguesa nem ao arroz doce. Não porque não se atrevesse a faze-los mas por outros constrangimentos que agora não vêm ao caso.

Por aqui também falha a tradição da terça feira gorda… Infelizmente pois nestes casos não me importo de ser cristão!

Há por aí blogueres que se possam orgulhar de ter mantido esta tradição nas véspera da quarta feira de cinzas?

Já reparei que no Tugir primam pelo exotismo, crocodilo do Luisiana vejam só!

Amigos…

Amigos, hoje à noite vou (vamos) tragar as comezainas ontem cozinhadas sob inspiração de Mary Shelley. E não satisfeitos (é obra feita a 4 mãos) ainda se perfilam cogumelos, queijos vários, ovos cozidos, presunto, picles, pão ralado, algum álcool, ingredientes secretos, sapateiras e gambas para uma segunda volta de experiências científicas na cozinha.
Novos “monstros” se advinham. Será que irei sobreviver ao que falta de 2003? Se sim hei-de estar a comemorar num bem popular passeio pela baixa mais logo à noite.
Que o ano 2004 seja um bocadinho melhor que este que finda.
Fiquem bem.
(ainda cá hei-de voltar antes de fechar o ano…)

A cozinha

Eu acho que nunca estive até tão tarde na cozinha em experimentações… Tudo estreias desde o belo pastel de bacalhau passando pelo leite creme (que ficou mais parecido com xarope de limão cremoso) ao especialíssimo bolo coquete do Cordon Bleu cujo aspecto final é ainda neste momento uma perfeita incógnita. Bom, já chega de descanso deixem-me lá ir ao último assalto. Até amanhã !

Licor

Com que então licor de poejo e licor de amoras… Seria uma estreia.
Há aqui dois dedos pedinchantes no ar 🙂

Noutro registo – experimentação culinária – informo que dentro de algumas horas tentarei a minha primeira tarte de limão. Se sobreviver troco por um cálice de licor em data acertar.
A minha moça avisa-me ainda que esperamos a todo o momento uma boa aguardente caseira vinda das bandas de Montemuro. Tem como destino traçado integrar um futuro licor de café… Pelo sim pelo não vou reservar um pouco da dita cuja, temo que tanta experimentação não nos leve a nada sublime mas digamos que estamos preparados para aguentar algum revés.
E por hoje é tudo, boa noite e bons livros.