Adufe 5.0

As armas do meu adufe não têm signo nem fronteira
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As armas do meu Adufe,
não têm signo nem fronteira.

Bem-vindo ao Adufe 5.0


Archive for the ‘Gastronomia’


Aviso para o fim-de-semana!

A Conchanata já abriu e está exactamente igual, como convém (bem…o preço subiu um bocadinho)!

Vêm de Itália todos os anos, talvez nas motorizadas que são a paixão de ambos. Param por cá de Abril a Outubro (dependendo um pouco do clima), têm filhos e uma outra riqueza que nos seduz: uma receita antiga, de bisavós que não confiam a ninguém.

Servem os melhores gelados italianos do país e arredores. Falar em corante e conservantes, concentrados e aromas ao pé deles é pura blasfémias e ofensa mortal. Cassatas, conchanatas, cones, copos… Com a possibilidade de levar sabores em regime de take away. Tudo menos o molho de morango, esse não sai das conchas servidas na esplanada. Análises químicas à receita só por via da saliva. E mais não digo que estou a ser pouco egoísta. Clientes não lhes faltam e o bem é escasso. Fiquem bem.

O meu imaginário infantil (em árabe)

A palavra almofia diz-lhe alguma coisa?

Numa pesquisa breve tentarei arranjar uma receita beirã com o que se pode meter lá dentro, da almofia. Se a encontrar dedico-a desde já à Miss Pearls.

Uma questão de agulha

O arroz agulha dá-me sempre cabo do arroz doce, porque é que insisto? C-A-R-O-L-I-N-O (leia aqui a explicação científica)!

Ad Placement Quiz (Hora do Chá)

Combina o sabor cremoso do chocolate de leite ?M?A?R?C?A? com nozes e avelãs estaladiças e "chewy fruty" passas de uva. Absolutamente delicioso e verdadeiramente maravilhoso com chá!

E esta é a tradução livre da uma página de publicidade ao meu chocolate preferido do momento.   Com chá não sei se será assim tão bom, mas ao natural, sem misturas, é uma perdição. Este blogue estava a precisar de uma coisa doce. Quem adivinha qual é o chocolate a que me refiro?

E já agora como raio se traduz passas chewy fruty?

Polvo para preguiçosos

Se sabe cozinhar, passe adiante, este post não lhe interessa.
Se não sabe se sabe, talvez ache interessante para sentir o ego reforçado no final.
Se não sabe, leia e despeja a sua ira na caixa de comentários caso no final esteja no mesmo ponto de ignorância com que iniciou a leitura.

Pois é, o Adufe regressa à cozinha.
Como primeira entrada na reentré da categoria de Gastronomia sugere-se a receita de Polvo para Preguiçosos.
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Conchanata (actualizado em 28 de Outubro de 2008)

O que é uma conchanata? É mais um belo pretexto para deixar um blogue ao abandono numa noite de calor. A somar a mais uma rara ida à praia, por exemplo – e que belíssimo dia esteve hoje para filmar Lisboa e arredores, de Sintra ao Espichel. Uma visibilidade raríssima de desfrutar ao longo do ano que se tem repetido durante a última semana, a bem da verdade.

Voltemos ao início: Conchanata é nome de uma gelataria na Avenida da Igreja com muito justificados pregaminhos por aqueles bandas e não só. Conchanata é também o nome de uma das especialidades da casa. Prometem estar abertos até às 24h pelo menos até Outubro. Levem apenas três euros no bolso por cada cabeça de gulosos (para evitar desgraças) e atrevam-se a provar. Aquela calda gelada de morango*, hum-hum. Há traições da memória que são indesculpáveis, este Verão ia passando ao lado do melhor dos gelados.
Mas será mesmo o melhor? Passem pela Veneziana nos Restauradores ou mesmo no Santini em Cascais (onde confesso nunca fui mas acredito na boa palavra de bons amigos) e depois decidam quem ganha neste mini-concurso de gelados tipo italiano. Prometo que é escolha será muito difícil, no mínimo!

* Antes podia ler-se aqui “xarope de morango” mas a intervenção inevitavelmente melhor informada do produtor (que se me dirigiu por e-mail) permitiu apurar esta “minha” receita sobre os deliciosos gelados daquela que é formalmente a “Gelados Itália“, estabelecimento que celebra este ano, nada mais, nada menos, que 60 anos.

Férias!

Finalmente uns dias de férias.
E a primeira actividade vai ser ir para a cozinha descobrir os mistérios do sucesso de uma coisa aparentemente tão simples quanto um Arroz Doce à Moda da Beira Baixa.
Mais tarde deixo aqui a receita (se a experiência for bem sucedida).

Publicidade doce

E da Fábrica de Bolachas Saborável, LDA, sita na Rua dos Ferreiros, 206/10, 9000-082 Funchal, chegou uma embalagem de uns muito singelos mas bem gulosos Rebuçados de Funcho. São servidos?

Mau, afinal o Houaiss…

A Eliana enviou-me novo e-mail com mais receitas de variantes do Baião-de-Dois se houver interessados posso disponibilizar. Por outro lado indicou-me que feijão-de-corda é branco com um olho negro e também é conhecido por feijão-fradinho. Como é Houaiss, temos argolada em matéria de feijão?

O que é feijão-de-corda?

Este dia tem sido intenso, nem um vigésimo vai passar para o blogue (pelo menos não hoje). Digo-vos apenas que por mail vieram várias mensagens que agradeço, uma delas publicamente, à Eliana Arp que teve a gentileza de deixar por escrito a resposta (mais uma) à pergunta fundadora deste weblog, a saber: O que é um baião-de-dois? (2 de Julho de 2003)
Fica a receita:

Baião-de-dois é o prato que o Nordestino adora. Só tem uns detalhezinhos: tem que ser feito com feijão-de-corda, que deve ser cozido antes do arroz e depois temperado com bastante cheiro-verde, torresmo, queijo e servido com paçoca ou carne de sol.

Ingredientes:
– 2 xícaras de arroz
– 2 xícaras de feijão de corda
– 1/2 xícara de manteiga de garrafa
– 200 g de queijo de coalho
– uma pimenta de cheiro amarela
– 1 pimentão verde picadinho
– salsinha picadinha
– coentro picadinho
– 1 cebola grande picada
– 4 dentes de alho picados

Modo de preparo:
Cozinhe o feijão somente na água e sal. Cozinhe o arroz normalmente, de forma que fique branco e soltinho. Aqueça uma frigideira grande e coloque a manteiga. Frite o pimentão, a cebola e por último o alho. Coloque o cheiro verde e em seguida o feijão sem o caldo. Deixe refogar um pouco. Acrescente o arroz, misture bem e adicione 2 conchas do caldo do feijão. Rale aproximadamente meia xícara do queijo e, o restante, corte em lascas e acrescente à mistura na frigideira. Vá misturando tudo delicadamente de modo que os ingredientes se incorporem e fique bem úmido. Sirva em uma travessa (de barro de preferência) salpique com cheiro verde e o queijo que você ralou.

Eliana Arp

ADENDA: sobre o feijão-de-corda leia também esta entrada (siga a ligação aqui).