Adufe 5.0

As armas do meu adufe não têm signo nem fronteira
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As armas do meu Adufe,
não têm signo nem fronteira.

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Archive for the ‘Curiosidades Estatísticas’


Estatística da greve

Um "curioso número" pouco redondo calculado n’A Metamorfose.

De como a estatística pode ser apaixonante (actualizado)

Parem as máquinas, deixem tudo o que estão a fazer! Isto se quiserem passar um bom momento…

A sugestão que vos vou deixar é das melhores que recebi por e-mail até hoje (obrigado PC!) e recomendo-a vivamente (o mais possível) aos leitores que por aqui passem. Além de genialidade do orador e do brilhantismo gráfico dos instrumentos técnicos utilizados na apresentação das ideias e dos factos (autênticos efeitos especiais), fica bem defendida a potencialidade do que a internet e uma alteração nas políticas de disponibilização do acesso à informação estatística ao níveis dos vários países podem fazer na forma como interpretamos e decidimos agir sobre o mundo.

Hans RoslingComo muitos trabalhos dignos de genuína admiração, o que vos sugiro (um vídeo de uma aula multimédia de Hans Rosling (blog) com cerca de 20 minutos) começa por pôr em causa um conjunto significativo de preconceitos que provavelmente a maioria de nós terá sobre alguns aspectos que caracterizam o mundo em que vivemos. Daí até se desmontrar esses preconceitos e nos serem oferecidos alguns raios de luz bem temperados com um excelente sentido de humor vai um passo: o de fazer o download deste video (visualizável, por exemplo via Quicktime) ou vê-lo on-line e dedicar 20 minutos da sua vida a um pouco de cultura, da melhor.

Keywords: Income distribution, heath, family size, world economy, internet, statistics, demography, population, poverty, development, GDP, chipanzes, etc 

Recomendado: a todos, sem excepção mas particularmente a políticos, economistas, opinadores generalistas, bloggers e, claro, aos colegas do INE. 

By the way, muito modestamente tenho em vista um novo projecto na net que tentará seguir os princípios relatados por Hans Rosling (who is) relativamente à estatística, particularmente dedicado a Portugal. Em devido tempo darei notícias. 

Uma pesquisa à posteriori permitiu-me verificar que este video foi já promovido recentemente pelo Complexidade e Contradição e pelo Ideias Soltas, entre outros. 

Adenda: Nos camentário o antonio vaticinou:

"Se gostou de Hans Rosling também vai gostar de:
majora carter"

E não é que acertou?

A demografia e o PIB

É raro ver a demografia e o crescimento económico serem abordados na imprensa com algum desprendimento face às ideias feitas populares na praça pública. O destaque do dia vai precisamente para o artigo de opinião de hoje de Cristina Casalinho no Diário de Notícias. Este é sem dúvida um assunto cá de casa. Segue excerto:

" (…) Porém, os crescimentos impressionantes observados na Irlanda, Espanha ou EUA não escapam à lupa demográfica, porquanto o crescimento do PIBper capita nos últimos anos nestes países cai para cerca de 2% contra valores de variação real do PIB superiores a 3%. Nos EUA, observa-se significativo crescimento demográfico natural, por via do fluxo imigratório, que sustenta ritmos de acréscimo de procura agregada elevados.

Na Irlanda, a taxa de crescimento natural da população é de cerca do dobro da média da UE-12, enquanto em Espanha a população cresceu aproximadamente 10% nos últimos cinco anos. Estes factores ajudam a suportar o dinamismo do mercado imobiliário e asseguram incremento fisiológico do consumo privado. Isolando a dinâmica populacional, os reduzidos crescimentos de França, Alemanha, Itália e Portugal adquirem outra perspectiva.

Desmistificar o reduzido crescimento económico destas economias, invocando argumentos demográficos, não colide com o reconhecimento das dificuldades de sustentabilidade de crescimento a prazo, mas visa, somente, reorientar o discurso do problema económico para além da esfera das reformas estritamente de mercado, envolvendo também reflexão sobre as políticas de imigração e natalidade. (…)"

Se não receio o erro…

É preciso um homem ter um filha para que alguém nos cague em cima e a malta se fique, sem tugir num mugir. Mas eu vinguei-me, depois de meia hora de birra apliquei-lhe com uma canção de embalar trauteada de improviso! E não é que funcionou? Está aqui ao lado a ninar…

Pois é, pretextos não me faltaram para aqui vir e bem vistas as coisas disponibilidade também não, mas o evento anunciado no último post serviu também para umas mini-férias aqui do blogue. Um exercício de auto-disciplina que, sinceramente, não me custou nada concretizar.

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E como convém reinicio a contenda com uma tirada muito à moda da blogoesfera:

Lamento que o Rui Pena Pires (D’O Canhoto) ainda não tenha conseguido ter a disponibilidade para se retratar das comparações incorrectas que aqui enunciou e que, se bem percebi, em comentário reconheceu – com uma nota no post original, por exemplo. Ficava bem a qualquer um e suponho que melhor ainda ao vizinho que, segundo me dizem, é docente universitário. Isto digo eu, que ando longe dessas andanças. É que por complexo ou pouco claro tenha sido a minha explicação, há mesmo erro de palmatória naquele post como seguramente algum colega com mais experiência pedagógica poderá esclarecer. Naturalmente não voltarei ao assunto, mas não podia deixar de o fazer para fechar a minha loja. Coisas de blogger enxerido (cf. Dicionário Houaiss).

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Por falar em "enxerido", quando é que joga o Brasil para ver se vejo um jogo de jeito?

Mais funcionários públicos

Pois é Paulo, eu também gostava de saber o que o Banco de Portugal sabe – ver relatório da primavera e pesquise "funcionários públicos": conseguiu fazer a conta de modo a perceber que o número de funcionários públicos aumentou em 2005.

Já agora, conseguirão responder à pergunta: quantos há e em que sectores da administração? É que outros pedem batatinhas a quem de direito e historicamente esbarram com um "quase segredo" de Estado.

É a vida! 

Curiosidades Estatísticas

O desemprego entre recem-licenciados vai aumentar em 2007. 

Esta é uma previsão que faço após consultar a minha bola de cristal.

O aumento do desemprego ficará a dever-se à má política económica do Governo? À continuação da crise? Talvez sim, talvez não. Parece-me é que haverá muita pressão do lado da oferta. Para o ano algumas das Universidades do país lançarão duas fornadas de licenciados em vez de uma. Lê-se no Diário Económico de hoje, por exemplo, (página 38) que a Faculdade de Economia da Universidade Nova está em condições de, em 2007, aplicar o acordo de Bolonha de forma a conferir o grau de licenciado aos alunos de 3º ano (juntamente como os alunos que concluam como até aqui, o 4º ano).

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Mais uns pontinhos para o capital da blogoesfera

Em relação ao post anterior eis um "contributo". O Pedro Magalhães podia não ter um blogue, estar calado, guardar o desabafo só para ele. Mas tem suficiente respeito por si próprio e pelo trabalho que faz para escrever "Numeracia, precisa-se".

A estatística do dia – Forças Armadas e de Segurança

Só para pôr as coisas em perspectiva e ajudar a combater alguma falta de informação, fica aqui esta como auxiliar de memória, relativa a dados de 2004.

Quadros Permanentes:
Exército: 8028*
Marinha: 7810*
Força Aérea: 3534*
Polícia Marítima: 1062
PSP: 27633
GNR: 26322

* Fora do quadro permanente e em regime de voluntariado e/ou de contratados (a prazo) há ainda 8961 efectivos no Exército, 2099 na Marinha e 3234 nas Forças Aéreas.

Fonte: Jornal de Negócios

A sondagem

Há dois dias uma empresa de estudos de mercado ligou para minha casa pedindo colaboração para um inquérito de opinião.
Fruto de uma espécie de solidariedade de ofício lá me dispus a encarnar o papel de inquirido.
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The left bloc

Andava eu à procura de estatísticas e fui parar, nada mais, nada menos, que ao site da CIA.
Além de ter algumas ligeiras imprecisões (o dia de Portugal comemora-se no dia 10 de Junho por conta do que se passou em 1580!) e uma muita estranha discriminação positiva face ao Bloco de Esquerda (The left Bloc) já que é o único partido – juntamente com The Greens [no leader] – a merecer designação por extenso, tenho de louvar a estimativa da população sobre o nosso querido país (ligeiramente mais pequeno que o estado do Indiana).
Diz-nos a CIA – em estimativa de Julho de 2004! – que em Portugal somos 10,524,145 dos quais 2,107,502 estão em condições para ser incorporados numa força militar.

Mas o melhor mesmo é a descrição do 25 de Abril que por lá se lê:

“In 1974, a left-wing military coup installed broad democratic reforms.”
É sempre bom saber estas coisas…