Adufe 5.0

As armas do meu adufe não têm signo nem fronteira
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As armas do meu Adufe,
não têm signo nem fronteira.

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Archive for the ‘Ciência e Tecnologia’


O processo de Galileu

"Alguns blogs, os habituais, rejubilaram com a notícia do juiz que encontrou "erros" no filme de Al Gore. Imediatamente deram toda a credibilidade aos "erros" apontados pelo juiz e teceram um enorme rol de considerações, em grande parte baseadas no pressuposto ingénuo de que um juiz tem a última palavra na determinação da validade de toda e qualquer explicação científica. Se o juiz diz que há um erro científico, é porque assim é e toca a elaborar a partir daí. Parece-me um mau princípio, até porque há antecedentes perigosos no que se refere a julgamentos de teorias científicas, mas adiante.

Goste-se ou não de Gore e do seu filme, não deixa de ser interessante observar como é fácil espalhar-se notícias destas, que facilmente ganham uma visibilidade comparável à da atribuição do prémio Nobel, sem se examinar se o júri não estaria ele próprio enganado quando apontou alguns dos "erros" e sem se ver se os "erros" o eram realmente. Assim, para que se possa ir um pouco mais além do mero título da notícia, deixo aqui esta interessante análise do tema, complementada aqui."

Este texto está na "A Aba de Heisenberg", foi escrito pelo Nuno e permito-me dedicá-lo a alguns amigos daqui e daqui. Um pouquinho de honestidade intelectual não fazia mal a ninguém, pelo menos de vez em quado, para variar. 

Coisas que brilham do tamanho de um bola de futebol

Um post das entranhas para variar.

Noticia-se no Jornal de Negócios:

"Foi descoberto um diamante de cerca de 7.000 carats (equivalente a 1,4 quilogramas) numa mina no noroeste da África do Sul, revelou uma fonte a um jornal local. Do tamanho de uma bola de futebol, esta pedra está num cofre em Joanesburgo e vai ser analisado por peritos.

Este diamante terá o dobro do tamanho do Cullinan, até agora o maior diamante do mundo, descoberto na África do Sul em 1905, com 3.106 carats. Depois de trabalhado, esta pedra deu origem ao segundo maior diamante de corte do mundo, o Estrela de África que tem 530 carats e que está no ceptro da família real britânica, na torre de Londres. (…)"

A Quercus e os transgénicos

Não sendo propriamente uma organização que coloque num pedestal – são já vários os (naturais) avanços e recuos na sua história em relação a "certezas absolutas" que foram desmistificadas -, parece-me do melhor que temos em termos de promoção da discussão e da defesa da necessidade de olharmos para a natureza como um palco sobre o qual devemos agir com precaução e responsabilidade.

Por isso e porque deixam algumas questões ao Governo que também gostaria de ver esclarecidas fica a referência para a posição da Quercus quanto aos transgénicos em Portugal

Sobre os transgénicos, aprender!

Via A Destreza das Dúvidas cheguei a três textos de um professor de Biologia Molecular que estou a ler com interesse (particularmente o III):

P.S.: Não dispensa a leitura dos comentários.

 

O último colector de plantas português

Algo completamente diferente, via A Aba de Heisenberg.

Toda a verdade sobre a seta do Rato

Recebido por e-mail, chegado indirectamente da terra do sol nascente. Com os meios técnicos adequados e algumas aplicações práticas de física quântica eis que se descobriu finalmente o que faz mover a seta do Rato (ligação aqui).

Grã Bretanha antiga colónia do País Basco

O mais atraente diário on-line que conheço e que mais gosto de ler é o The New York Times. Por lá podem encontrar-se pérolas como esta:

"Britain and Ireland are so thoroughly divided in their histories that there is no single word to refer to the inhabitants of both islands. Historians teach that they are mostly descended from different peoples: the Irish from the Celts and the English from the Anglo-Saxons who invaded from northern Europe and drove the Celts to the country’s western and northern fringes.

But geneticists who have tested DNA throughout the British Isles are edging toward a different conclusion. Many are struck by the overall genetic similarities, leading some to claim that both Britain and Ireland have been inhabited for thousands of years by a single people that have remained in the majority, with only minor additions from later invaders like Celts, Romans, Angles, Saxons, Vikings and Normans. (…)

In Dr. Oppenheimer’s reconstruction of events, the principal ancestors of today’s British and Irish populations arrived from Spain about 16,000 years ago, speaking a language related to Basque. (…)"

in "A United Kingdom? Maybe", NYT.

Não deixe que o iPod o passe a ferro em definitivo

" (…) New York State Sen. Carl Kruger says three pedestrians in his Brooklyn district have been killed since September upon stepping into traffic while distracted by an electronic device. In one case bystanders screamed "watch out" to no avail.(…)"

Segundo esta notícia da Reuters, "New York may ban iPods while crossing street", (a que cheguei via Slashdot), as autoridades do Estado de Nova Iorque estão a considerar seriamente a implementação de multas a qualquer peão que for apanhado a atravessar a rua fazendo uso do iPod ou de qualquer outro aparelho que assambarque o uso dos sentidos vitais à circulação na estrada. 

E porque é que o enquadramento desta notícia me é algo familiar? 

Meteorologia é cultura

Ligar ao tempo sem a fleuma britânica, "apenas" com a flama latina. É isso que tenho notado em crescendo nos últimos meses; vá lá, nos últimos anos.

Proliferam os alertas multicoloridos, as inquirições junto da protecção civil e do instituto de meteorologia. Ainda a coisa não aqueceu nem arrefeceu verdadeiramente e já vivemos na psicose do tempo meteorológico, condicionados por notícias que avisam para dias em que no fundo, no fundo, se prevê que o tempo seja aquilo que se esperaria dele nesta altura do ano.

Não consigo deixar de pensar que há muitas formas de terror. E esta, é também uma delas. De tal  modo eficaz que desconfio haja quem consiga não parar de bater o dente ainda que passe o dia inteiro, os dias inteiros, numa sala com temperatura média a rondar os 20º.

And yet… talvez noutro enfoque, o tempo devesse mesmo ser tema para notícia. 

Caro leitor, aqueça-se: por exemplo, vá chamar nomes a este salafrário que nos goza em directo de Porto Galinhas.

Outro assunto para aquecer

Seguir o rasto do aquecimento global presente na sugestão da Aba de Heisenberg em A mão humana no aquecimento global: The human hand in climate change – Kerry Emanuel.