Category Archives: Ciência e Tecnologia

Uma nota positiva sobre as sondagens para variar

Com tanta gente a zurzir nas sondagens, particularmente na da Católica coordenada pelo Pedro Magalhães, quase me esquecia de deixar aqui uma nota positiva, da mesmíssima sondagem. A última sondagem do CESOP antes das eleições europeias previu que o MEP teria entre 1,3% e 2,7% dos votos. Teve 1,5%, dentro do intervalo, portanto. Se as coisas não correram tão bem em relação ao CDS, não deixa de se justificar que neste particular, o de prever a 6ª força política (sem histórico, sublinhe-se) a precisão bateu aos pontos a concorrência. Acertou ainda na 7ª força política prevendo 1% para o PCTP-MRPP que acabou, de facto, com 1,2%.

O problema das sondagens não é o “valem o que valem”, o problema é fazermo-nos de esquecidos quanto àquilo que são e que podem conseguir dizer. Não se esqueçam que a palavra “Erro” faz parte do coração de toda a teoria estatística que as suporta. Como dizia o sábio: só não o receia quem está disposto a corrigi-lo.
Também publicado no Eleições 2009.

Firewinder: uma peça magnífica

Passando pelo cada vez mais imprescindível Obvious (talvez o blogue português mais lido com quem a TubarãoEsquilo tem uma parceria de troca de botões publicitários) descubro um artigo sobre uma inovação tecnológica inspirada pela ideia de produzir iluminação pública sem recurso a fonte de energia externa, o Firewinder:

” (…) Criação de Tom Lawton, um jovem inventor inglês, este incrível espiral com LEDs nas bordas faz algo que embora pareça fácil, exigiu muita pesquisa e trabalho árduo: gerar luz com a força do vento. Entenda-se transformar um objecto em uma fonte luminosa, usando apenas a energia eólica. (…)”

Eis uma das várias imagens apresentadas no Obvious.
Firewinder
Diz-se por lá que o firewinder está em vias de comercialização.

A Assembleia da República não existe para o Google

Assembelia da República - Parlamento - PortugalOntem corri mais de 20 páginas de resultados desta pesquisa do Google e não encontrei o que procurava: o sítio na net do “Parlamento” português. E uma pesquisa adicional por “Assembleia da República” produziu os mesmo resultados. Passei por parlamentos dos Palops, e não só, e do português, só indicações indirectas.
Há larguíssimos meses que me apercebi do fenómeno mas só ontem, perante mais uma confirmação prática, resolvi tentar perceber o que se estará a passar pedindo ajuda a quem tem mais conhecimento sobre este tipo de tecnologia. O António Dias pegou no caso e investigou-o na medida do possível. Está tudo aqui em “Parlamento banido do Google?“. Para todos os efeitos podemos dizer que o Google baniu o sítio do nosso Parlamento. Resta saber o que terá levado algum robot dessa empresa a aplicar tal medida tão drástica a um sítio com mais de uma década e com largas dezenas de milhares de ligações/referências em outras páginas com notoriedade, segundo os critérios do próprio Google.
Já agora, e porque o mais certo é ainda aqui aparecer gente perdida em busca do sítio do Parlamento, ele está aqui: http://www.parlamento.pt/

Por cá foi uma cegonha por lá uma âncora

Assim se vai a Internet. Mas apenas uma âncora num cabo sub-aquático? Será assim tão frágil?

“(…) De acordo com a CNN online, O Dubai foi intensamente atingido pela falha da World Wide Web, sendo a explicação oficial para o ocorrido, um corte num cabo subaquático no Mediterrâneo, segundo indicou uma grande operadora de comunicações na região, a Du.

Um oficial do Ministério de Comunicações do Egipto, não identificado, declarou que se acredita que foi a âncora de um barco que poderá ter causado a ruptura, Segundo avançou a AP. O mesmo responsável afirmou que poderá demorar uma semana até ser reparado o problema.

A largura de banda da Índia está reduzida para metade, segundo noticiou a Associated Press, o que deixa a sua indústria lucrativa de ‘outsoucing’ a tentar redireccionar o trânsito, para satélites e outros servidores na Ásia. (…)”

Ambiente: das palavras aos actos

No editorial de ontem do Jornal de Negócios, João Cândido da Silva faz uma cobrança incómoda mas oportuna, abordando o incumprimento do protocolo de Quioto pelos Estados Unidos de Portugal.

“(…)Mas muitos dos que assumiram compromissos de redução das emissões de gases nocivos para o ambiente conseguiram fazer muito pior.
Aceitaram subscrever as metas negociadas no âmbito daquele acordo, mas esqueceram-se de as cumprir. Preferiram valorizar uma imagem politicamente correcta, ainda que à custa de fazer promessas públicas com reserva mental.
Portugal não é o único país que se inclui neste grupo. Mas é um dos que apresentam desempenhos mais longínquos em relação aos objectivos assumidos. (…)”