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Economia Política

A “solução” é mais austeridade, mas a austeridade não é solução. E agora?

João Ferreira do Amaral volta a ter oportunidade para proclamar as evidências. Foi hoje na @TSFRadio.

Atendendo a que João Ferreira do Amaral no fundamental me parece correto, qual deve ser a mensagem para o eleitorado de quem quiser governar?

Ignorar esta perspetiva da mensagem política pode ser a pior opção possível a médio prazo para quem decidir correr esse risco. Este é um daqueles caso em que é fundamental apostar um pouco mais na inteligência do eleitorado e no qual os que são mais competentes a simplificar, com honestidade intelectual, um discurso complexo têm de ser chamados à primeira linha da frente política. Não, não é a apologia da saída do Euro ou da União Europeia. É o confronto com as forças inevitáveis da economia, da vontade popular e da política internacional.

Há algumas perguntas muito francas que têm de ser colocadas ao eleitorado que se forem escamoteadas redundarão na afirmação preguiçosa e populista de uma inevitável lista de culpados: os partidos habituais do poder farão naturalmente de mordomo, o culpado de bolso a quem todos facilmente podemos responsabilizar sem grandes cuidados de rigor ou de justiça.

Alterem-se as premissas hoje tidas como imutáveis e o destino poderá ser outro, naturalmente. Mas, hoje, a 21 de março de 2015, tomando por boas as posições publicamente expressas no interior da União Europeia pelos vários líderes, considerado o enquadramento do Tratado Orçamental e dos restantes tratados europeus e avaliada a situação económica e financeira nacional, da União e mundial, os avisos e a inevitabilidade de que fala João Ferreira do Amaral estão muito perto de serem um relato certo de uma história futura.

Infelizmente muito pouco mudou nesta história nos últimos 4 anos.

Pode ouvir a entrevista aqui.

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