Adufe 5.0

As armas do meu adufe não têm signo nem fronteira
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As armas do meu Adufe,
não têm signo nem fronteira.

Bem-vindo ao Adufe 5.0


Archive for October, 2012


365Forte: “Nem que seja para pior é possível melhorar”

Novo artigo no 365 Forte: “Nem que seja para pior é possível melhorar (Da perda de soberania)“. Um excerto: 

“Draghi põe o dedo na ferida: “Muitos Governos não perceberam que perderam soberania há muito tempo

Eu diria que a chatice não é que esse seja “apenas” um problema dos governos, é também dos povos. E acrescentaria ainda que o que se perdeu de soberania (que vai bem para além das questões de finanças correntes) também pode ter sido aceite no pressuposto de que existiria um trade-off que teria, do outro lado, um nível razoável de solidariedade entre estados que afinal, agora, parece que nunca existiu – ainda que, até 2009, povos e mercados tenham sido levados a pensar o contrário. (…) “

Nova colaboração política no novíssimo 365 Forte

Depois de uma primeira experiência coletiva – então em plena campanha eleitoral pelo MEP, num blogue do Público – aceitei o convite de voltar a lides essencialmente de debate político no novíssimo 365 Forte.

A primeira participação está aqui: O próximo governo deste país – dois cuidados fundamentais

Apareçam!

 

Referendar a manutenção no euro de Portugal?

Há uma semana a proposta do OE2013 previa que o subsídio de desemprego iria descer 6%  (para um mínimo de €394) agora, volvida uma semana, o governo avança com uma proposta de corte sobre o valor mínimo do subsídio da ordem dos 10%. O que irá propor amanhã? E daqui a uma semana?

Como acreditar que há um rumo, um plano, um futuro com a política atual, seja pelos constrangimentos externos, seja pelo desatino político interno?

Que garantias temos que os sacrifícios de hoje não culminarão, a prazo, na inevitabilidade do destino que, para já, quase todos querem evitar, que é a saída do euro?

 A sensação que tenho, pela irredutibilidade e insustentabilidade do plano de salvação é que estamos a adiar o inevitável acrescentando sacrifício à provação final que não conseguiremos evitar. Se assim for, estamos a perder tempo, energia vital (com a emigração a passar além do que seria razoável) e a cavar um buraco cada vez maior a somar à desonra de virmos a ter de pagar apenas parte e/ou a más horas. Apenas.

O tempo de falar claro e de decidir não pode ser daqui a um ano ou quando der jeito ao calendário eleitoral de algum soberano estrangeiro que há muito deixou de respeitar os princípios basilares que vinham enformando a construção europeia. Dos nossos parceiros pouco mais temos que uma sucessão de cimeiras, promessas vãs de evolução, adiamentos sucessivos e desmentidos em catadupa sempre que algo que se desvie do cânone comece a ganhar momento.

O que fazer então? É tempo de clarificar exatamente o que nos pedem e aquilo que estamos dispostos a fazer. Será preciso referendar a manutenção no euro para que se fale claro e se analisem, confirmem ou desmintam os pavores que se agitam?

É fundamental definir coletivamente qual o limiar a partir do qual considerar outro rumo deverá passar a ser a opção a seguir, ponderando conscientemente os prós e os contras, no curto, médio e longo prazo. É tempo de retomarmos, na medida do possível, o nosso destino nas nossas mãos.

Não tenho ilusões: um povo que não se dá ao respeito, nem acarinha ou é autorizado a acarinhar um justo equilíbrio entre o destino imediato e a subsistência sustentável da sociedade e economia que o compõem, nunca poderá dar um contributo válido para qualquer projeto europeu.

A partir de quando é que prosseguir por um caminho em que ninguém acredita pode passar a ser reconhecido como pura estupidez autorizando o regresso a um mínimo da racionalidade e dignidade?

Alexandra – uma das mais tocantes reportagens da história da TV em Portugal

Do sofrimento, à esperança numa vida que passa junto de mim.

Humores em outubro de 2012

Se dúvidas houvesse, com a recente cimeira europeia ficou claro que nada do que interessa a Portugal será feito em breve. Muito pelo contrário. Corremos então por uma miragem.

A insustentabilidade financeria e económica do país agravar-se-á continuamente e no final receberemos o rótulo de pária.

Pagar para ver e esperar que haja algum tipo de renegociação virtuosa parece-me cada vez mais uma imensa e trágica ingenuidade.

Os valores, os interesses e a forma de mediação que estão a enformar a atual evolução europeia são aceitáveis?
A que custo, até onde e até quando?

Estão a fazer um belo serviço na missão pela destruição do sonho europeu. E ficar em negação, não nos servirá de nada.

Entrevista a Manuel Dias do DN Jovem – Novembro de 1996

O Manuel Dias, fundador do saudosos suplemento DN Jovem do Diário de Notícias está quase a fazer 60 anos. Recordo aqui uma entrevista que um “jornalista” sub-21 lhe fez para “O Quelhas” uma revista académica da Associação de Estudantes do ISEG/UTL vai para 16 anos. Uma extensa entrevista aliás que, fruto do entrevistado, contem reflexões muito atuais, sobre o jornalismo, as “diferenças” geracionais, entre outros. Deixo aqui (a preto e branco) cópia da dita:

E ainda: