Adufe 5.0

As armas do meu adufe não têm signo nem fronteira
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As armas do meu Adufe,
não têm signo nem fronteira.

Bem-vindo ao Adufe 5.0


Archive for October, 2010


150 anos do tratado de Paz, Amizade e Comércio entre o Japão e Portugal

Eis uma efeméride singular com direito a um sítio interessante organizado pela Embaixada do Japão em Portugal e que contará com um evento especial no Porto daqui a pouco mais de um mês, o Japan Week Porto 2010 – 20 a 25 de Novembro – Jardins do Palácio de Cristal.

E se comprar um bilhete para o futebol fosse tão fácil quanto comprar um bilhete de avião?

O Sporting passou a disponibilizar a venda online de bilhetes para os jogos em Alvalade numa nova modalidade. Até duas horas antes do jogo é possível comprar obilhete que é enviado em formato PDF para impressão. O espectador trata da impressão e de a apresentar como qualquer outro bilhete normal para poder entrar no estádio. Caso seja sócio em vez de usar o bilhete poderá usar o cartão de sócio para accionar o torniquete.
Imagino que caso não tenha cartão de sócio é conveniente fazer uma boa impressão do bilhete evitando dobrar a folha na zona do código de barras.
Ora digam lá se a crise não é um belo estimulante criativo. Pode não ter sido o único mas desconfio que ajudou qualquer coisa.

A algum militante socialista que aqui passe…

Imprescindível ver, particularmente dedicado a militantes, dirigentes e governantes do Partido Socialista que é actualmente governo em Portugal. Uma peça da SIC Notícias com Frei Fernando Ventura que cita Camões e não é velho do Restelo. (via Pontos de Encontro)

Commons? Uma via emergente para a participação política?

” (…) It has also always been my belief that democracy should involve much more than simply having free elections and then delegating all responsibility to professional politicians. We need to radically democratise the political, social and economic sphere — and we need a framework for doing so which is beyond both the market and the state. That, in my view, is precisely what the commons is all about.
The commons is not a thing or a resource. It’s not just land or water, a forest or the atmosphere. For me, the commons is first and foremost constant social innovation. It implies a self-determined decision making process (within a great variety of contexts, rules and legal settings) that allows all of us to use and reproduce our collective resources.

The commons approach assumes that the right way to use water, forests, knowledge, code, seeds, information, and much more, is to ensure that my use of those resources does not harm anybody else’s use of them, or deplete the resources themselves. And that implies fair-use of everything that does not belong to only one person.

It’s about respect for the principle “one person — one share”, especially when we talk about the global commons. To achieve this we need to build trust, and strengthen social relationships, within communities.
Our premise is that we are not simply “homo economicus” pursuing only our own selfish interests. The core belief underlying the commons movement is: I need the others and the others need me.

There is no alternative today.

(…)”

In Open and Shut?

Miguel Silva regressa

Diz que pode não ser um regresso, mas para já dá para matar saudades a quem apenas o conhece como blogger dos idos de 2003:

“(…) Quando se facilitam os despedimentos, quando os salários baixos não permitem um nível de vida satisfatório e impedem que os assalariados participem da criação de riqueza na economia, transformando a mobilidade social e económica numa miragem, não se pode esperar um compromisso forte das massas com os projectos políticos. Nestas situações, quando não se tem nada a ganhar e pouco se tem a perder, as fontes de ignição aproximam-se perigosamente do barril de pólvora. Os adeptos do liberalismo económico e financeiro não contam com nada disto. Ou contam, mas optam por resolver estes problemas construindo mais prisões e agravando as penas previstas na lei.

Este liberalismo, tomado por aquilo que nos querem vender, subordina as pessoas aos números, o social e o político ao económico, o económico ao financeiro e a realidade à doutrina. Não garante estabilidade, não garante crescimento e não garante redistribuição da riqueza. Encerra em si os fundamentos para eclipsar em poucos meses o que precisou de 100 anos e duas guerras mundiais para poder ser construído.”

in Bios Politikos

E se de repente o número de militantes nos partidos duplicasse?

Neste 5 de Outubro republicano, desenvolvemos um elaboradíssimo modelo que nos permite assegurar que, em breve, a qualidade dos políticos nacionais vai melhorar significativamente. Afinal, nunca nas últimas décadas houve tantos incentivos para que pessoas dignas, dedicadas e competentes assumissem responsabilidades ao nível da intervenção política (estão-lhes a ir ao bolso como nunca!).

Não o fazerem e delegarem num grupo desqualificado e totalmente desfasado da defesa do interesse comum da maioria numa perceptiva sustentado a prazo está-lhes/nos a custar demasiado caro. Este modelo é generalizável à União Europeia. Mas como todos os bons modelos desenvolvidos pelos economistas, garante que antes de melhorar, pode piorar…

Há muitos economistas que ganham a vida a fazer previsões, mas muito poucos ganham a vida com as previsões. No entanto, seria bom que esta previsão sobre a projectada qualidade dos políticos estivesse correcta, não seria? Se calhar concretizá-la passa por si, caro leitor. Politize-se, adira a um partido (ou ajude a criar um novo) e seja um no meio de poucos milhares (de militantes) com poder real de decisão sobre quem os partidos nos oferecem para governantes, em vez de ser apenas um no meio de quase 10 milhões de eleitores que se limita a votar de xis em xis anos. Esta é alias uma ideia que vai ganhando adeptos por aí com direito a página no Facebook: Adere, Vota e Intervém dentro de um Partido. Cidadania para a Mudança.

O poder detesta o vazio por mais ocos que sejam os que lhe deitam a mão.
Também publicado no Economia & Finanças.

Novo restaurante na Benquerença

Constou-me há pouco que foi hoje inaugurado um novo restaurante na Benquerença. Um jovem casal com raízes na aldeia, depois de ter ganho experiência no sector, resolveu recuperar um espaço, no fundo do povo (saída para a Covilhã), que estava devoluto, com um novo restaurante. Qualquer novidade empreendedora por aquelas terras é uma grande notícia, tão ou mais importante quanto a notícia do nascimento de novas almas. Que tenham sorte e boa comida.