Adufe 5.0

As armas do meu adufe não têm signo nem fronteira
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As armas do meu Adufe,
não têm signo nem fronteira.

Bem-vindo ao Adufe 5.0


Archive for April, 2010


Não há tolerância para quem queira ter aulas

Já não estou tão seguro quanto ontem em relação a haver tolerância para quem queira de facto trabalhar nos próximos dias 11 (Lisboa), 12 (Fátima), 13 (todo o país) e 14 (Porto) de Maio. Os professores, auxiliares de acção educativa e alunos do ensino público vão encontrar as escolas fechadas.

Gozar a tolerância de ponto não é obrigatório

Não é católico e/ou não vibra particularmente com a visita do papa? E sendo não acha feliz a ideia de haver tolerância de ponto na actual conjuntura? Pois então não faça tolerância de ponto e vá trabalhar. Ninguém o obriga e o trabalho também deverá ser tolerado.
Em alternativa poderá tentar duplicar a sua produção nos dias seguintes compensando o tempo investido na aventura espiritual. Que aos crentes lhes traga redobrado empenho.

Cumprir Abril não é com quem o fez, é com quem o faz

Filhos da Madrugada, num dos melhores espectáculos não-desportivos do velhinho estádio de Alvalade em 1994 (?).


I believe PIIGS can fly!

Ora se há gente que já viu porcos a andar de bicicleta qual é o espanto de agora termos PIGS voadores. Na Europa só os PIGS conseguem voar.
Por ironia de uma qualquer saga islandesa andam por estes dias Portugueses, Italianos, Gregos e Spanhois (os PIIGS da alta finança – sem a Irlanda que tragicamente se confundiu com a Islândia no meio da poeira primordial e só com um pedacito da Itália) a fazer de lisboetas para portuenses até meados da década passada: “Onde é se apanha o metro, perdão, o avião, nesta vossa terra?“.
A anedota é daquela secas, que deixam um pigarrear de quem inalou algo que não devia, talvez alguma cinza alheia, pois em breve esgotar-se-ão o salmão fumado da Noruega das lojas gourmet ou os bifes que-até-tinham-a-libra-mais-valorizada-face-ao-euro-este-ano no Algarve, mas por enquanto brindemos, ou melhor, delicie-mo-nos com um risotto de espargos peruanos, rematado com uma pratada de uva red king acabada de vir do Chile.
Lisboa 75 anos depois volta a ser uma das raras cidades europeias livres, plataforma escapatória não de espiões em tempo de guerra mas de peões que se queriam aprendizes de Ícaro. E de repente, voltámos aos anos 10 de 1900. Já se terá afundado o Titanic?
Algures no planeta, um navio chamado Eyjafjalla recebe neste momento os seus primeiros rebites.
Entretanto, recordar é viver, ainda que medidas as devidas distâncias (o Eyjafjalla é um menino que nem por sombras conseguiu mandar pedaços do inferno a mais de 30 km de altitude… por enquanto).

” (…) The cloud over the earth reduced global temperatures. In 1992 and 1993, the average temperature in the Northern Hemisphere was reduced 0.5 to 0.6°C and the entire planet was cooled 0.4 to 0.5°C. The maximum reduction in global temperature occurred in August 1992 with a reduction of 0.73°C. The eruption is believed to have influenced such events as 1993 floods along the Mississippi river and the drought in the Sahel region of Africa. The United States experienced its third coldest and third wettest summer in 77 years during 1992.

Overall, the cooling effects of the Mount Pinatubo eruption were greater than those of the El Niño that was taking place at the time or of the greenhouse gas warming of the planet. Remarkable sunrises and sunsets were visible around the globe in the years following the Mount Pinatubo eruption. (…)”

Mais aqui.

Cavaquinho – Ukelele e a Ukelele Orchestra of Great Britain


Take II

Take III

Tribunal Constitucional não encontra razões para declarar inconstitucional casamento entre pessoas do mesmo sexo

Ups! Afinal aqueles que tinham tanta fé no desfecho incontitucional enganaram-se. Os casados continuarão a ser casados. Os crentes continuaram a ser crentes e haverá uma ínfima minoria que ficará melhor de caminho.
E agora? Poderemos destinar os nossos neurónios e forças para aquelas outras questões que se não fracturam, dilaceram gerações a fio de concidadãos?

“(…) De acordo com declarações do presidente do Tribunal Constitucional, dos treze juízes conselheiros, apenas dois votaram contra. Segundo Rui Moura Ramos, entre os onze juízes conselheiros do Palácio Ratton que votaram a favor, três consideraram obrigatório o reconhecimento do casamento entre pessoas do mesmo sexo, enquanto os restantes oito julgam que a Constituição não obriga nem o proíbe. (…)
Segundo os juízes, a lei fundamental da República “não tem por efeito denegar a qualquer pessoa ou restringir o direito fundamental a contrair (ou a não contrair) casamento”, acrescentando que “o núcleo essencial da garantia constitucional do casamento não é franqueado pelo abandono da regra da diversidade de sexos entre os cônjuges e que a extensão do casamento a pessoas do mesmo sexo não contende com o reconhecimento e protecção da família como ‘elemento fundamental da sociedade’” (…)” in Público

Dicionário prático de uma criança de 3 anos: pasteis de nada

A Marginal ficara para trás, a ponte já fizera a sua sombra e aproximávamo-nos ligeiros de Belém. Como um clamor determinado em voz fina e divertida o carro encheu-se de uma frase repetida: “Queremos pasteis de nada! Queremos pasteis de nada!“. Servidos de pasteis de nada, parámos para recolher açúcar e canela nos pasteis de Belém. E foi um festim.