Adufe 5.0

As armas do meu adufe não têm signo nem fronteira
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As armas do meu Adufe,
não têm signo nem fronteira.

Bem-vindo ao Adufe 5.0


Archive for October, 2009


Homens de cortiça com odor a sucata

Ele que nunca ligou à política arranjou cartão há uns anos. Os negócios melhoraram, a empresa passou a ter uma melhor carteira de encomendas, os bólides acumularam-se na nova garagem.
Ele não está em redes sociais, não está em grandes empresas, não quer ir para o governo, vai tratando da sua vidinha e da de alguns outros, que remédio. A ossatura é coisa de fosseis, de animais extintos. Parece que é menos primário que outros, percebe da chuva. De nós, espera inveja. É suposto e basta-lhe, de nós, quero eu dizer.
Ao largo o iceberg aproxima-se, entretanto reina o “folgam as costas”; ele crê-se feito de cortiça.
Eu recordo Al capone com fé inusitada.
Melhor é possível. É indispensável.

Que não seja preciso levar 7 a 1 do Benfica (actualizado)

A 27ª vida de Paulo Bento tarda em aparecer. Há jogadores que nunca voltarão a render com Paulo Bento como técnico. Não sou ingrato, os 4 anos como treinador não envergonham o historial recente do Sporting mas é tempo de preparar o dia seguinte.
Mudar a equipa de gestão do futebol e começar a repensar a equipa de futebol. Há-de ser possível fazer melhor mesmo sem mais milhões. Ainda temos muito a perder e muito a ganhar. É preciso reencontrar a esperança e voltar a ver jogar algo que se pareça com 90 minutos seguidos de futebol (jogados pelo Sporting), pelo menos de vez em quando.
No Domingo, como sempre, irei a Alvalade, será preciso levar a coberta da cama?

O Estado está na net e você onde anda?

Segundo este artigo do Público “ Portugal é o segundo país com mais serviços públicos online mas poucos cidadãos os usam” temos um dos países com o Estado mais ligado à internet, com maior quantidade de serviços públicos utilizáveis pela NET mas…

“(…) Em 2008, apenas 18 por cento dos cidadãos portugueses usavam serviços públicos on-line, o que coloca Portugal em 17.º lugar numa lista de 22 países. A média da OCDE era de 34 por cento e os lugares cimeiros coincidem com os países com mais penetração das tecnologias de informação. Noruega, Islândia, Holanda, Finlândia e Suécia encabeçam a lista, todos com taxas de utilização a ultrapassar os 50 por cento.(…)”

Em todo o caso, lá chegaremos. Ter os serviços disponíveis é meio caminho andado para que venham a ser utilizados. Se o Facebook já vai a caminho de 800 mil perfis portugueses é sinal de que a coisa vai, com tempo, mas vai.

Esta semana vou ser vacinado

Esta semana vou ser vacinado. Entro como sempre no jogo das probabilidades e procurarei evitar a gripe… sazonal. Sobre a outra falta-me importância mas vou procurando informar-me por aí.

Um nome a reter, um artista promissor: António Colaço

A não perder esta peça do Expresso, com uma belíssima animação.

Ao cuidado dos professores: Alunos, sempre alunos


Uma imagem bem real do presente. Adapte-se.

Na badana do livro…

Na badana do livro lê-se a mini-biografia do escritor que viajou de Buenos Aires para Genebra e de lá regressou tendo depois tornado e repetido como um pêndulo passagens para a Europa e para a Argentina natal, numa era em que ser viajado implicava passar um quarto da vida na viagem.

Com mais ou menos enjoo não fazemos outra coisa. La Mar ou El Mar…Que benefício para a poesia poder mudar-lhe o sexo sem desagrados.
E ao intervalo o Uruguai empata com a Argentina. Quem rumará ao Sul?

Dicionário prático de uma criança de 3 anos: Magoer

Magoer – acto ou efeito de produzir mágoa dolorosa; magoar; doer; “Está-me a magoer”.

Mudar de ciclo

Findou ontem o 1º ciclo político do MEP, uma sucessão de sprints para um partido com um ano e meio que voou alto mas não o suficiente nem para alcançar o impensável, nem tão-pouco para descambar num precipício digno de Ícaro.
Segue-se a metamorfose de sprinter em corredor de fundo, com uma marca já bem firmada em alguns meio fulcrais para facilitar a caminhada futura, mas com muito mais sítios e gente onde chegar e desafiar à renúncia da sempre natural desconfiança inicial. Uma caminhada que se fará muito pela proximidade que a internet permite entre quem procura e quem quer participar, mas também junto e com as pessoas comuns que não deixámos de ser.
O MEP será fiel à ideia de se ter constituído como um movimento cívico que vai a votos. Encerrado este primeiro ciclo de votações, prosseguiremos com inovação e empenho participando civicamente na construção deste país, com especial atenção para a vida política nacional. A nível pessoal esta experiência intensa foi riquíssima. Multipliquei por várias vezes o meu circulo de amigos, aprendi qualquer coisa e fiquei um pouco mais conhecedor deste país e suas gentes – o próprio incluído.
O MEP 2.0 surgirá dentro de momentos. O Adufe esse retomará uma toada menos panfletária, mas onde a política, como sempre ocupará uma parte importante. Até já.

"Insultar para integrar será uma boa ideia?"

Uma belíssima reflexão hoje no Jornal de Negócios sobre a praxe académica de Manuel Caldeira Cabral: “Insultar para integrar será uma boa ideia?“.

“(…) A ideia é dar as boas-vindas (por isso “Welcome”). A segunda ideia é integrar os alunos. Assim, esta semana, para além de actividades recreativas e festas, também os convida a aderir a organizações e associações (desportivas, culturais, políticas, lúdicas, etc.) que apresentam as suas actividades e tentam angariar novos sócios. Os alunos juntam-se ao clube de remo, de rugby, de futebol, ou de montanhismo, e também às sociedades de leitura, grupos de teatro e de poesia. Em paralelo, são convidados a participar em organizações como a Amnistia Internacional, Greepeace, WWF, ou a OXFAM.

Todos estes clubes, associações e organizações fazem parte da vida académica europeia e contribuem para a integração dos novos alunos, em paralelo com actividades curriculares e as festas e bares onde os alunos se encontram ou se apresentam com as suas bandas de garagem.
É por esta razão que a “Welcome Week” é apenas uma “Week”. Esta semana não é suposto ser a vida académica, serve apenas para abrir e apresentar os alunos à vida da universidade, deixando que escolham a integração com que mais se identificam.

Uma enorme diferença face à praxe que hoje se pratica em Portugal. Uma tortura chata, longa, ordinária e desinteressante, dirigida principalmente pelos alunos menos interessantes, em que os que entram são chateados em actividades sem graça onde apenas conhecem pessoas do mesmo curso. (…)”