Sobre "O voto de um (ex)militante socialista"

Algures por aí há um texto igual que serve os ex-eleitores do PSD, do CDS…

Lido no Público de 19 de Setembro (página 39), artigo de Francisco Vieira e Sousa, Ex-militante do PS, secretário-geral do Fórum para a Liberdade na Educação:

“(…) Felizmente as escolhas não se esgotam aqui: há vários meses que Rui Marques, militante de sempre das causas sociais e recém alto-comissário para a Imigração e o Diálogo Intercultural, tem vindo a construir um programa político alternativo e mobilizador consubstanciado na criação do Movimento Esperança Portugal (MEP). Tratase de um trabalho de formiga notável a que ainda não foi dado o devido reconhecimento e realce pela comunicação social e pelos politólogos cá do burgo.

Rui Marques evita como pode a classificação do MEP enquanto esquerda ou direita e, se forçado a responder, coloca o partido ao centro. Compreende-se a opção política, mas talvez seja mais que isso: na última década o Bloco de Esquerda conseguiu identificar em definitivo as causas fracturantes e o papel preponderante do Estado na economia com a marca de uma governação à esquerda. O PS, como se vê, é obrigado a assumir essas bandeiras para estancar o crescimento da esquerda radical, e é bom que o faça, pois é pouco salutar para o sistema democrático que partidos que na sua essência são contra a economia de mercado obtenham, no seu conjunto, votações na ordem dos 20 por cento. Mas de tanto virar à esquerda, cria um vazio ao centro, deixa órfãos aqueles que, como eu, defendem a justiça social mas não acreditam em engenharia social, aqueles que preferem combater a pobreza a combater os ricos. Para esses, o MEP representa a possibilidade de não votar à direita, e mesmo assim defender uma “sociedade de famílias”, com uma “democracia mais próxima do cidadão”, num “mundo interdependente e solidário”.

Perante o quadro complicado que poderá emergir das eleições, o MEP é a solução de compromisso, capaz de fazer pontes à esquerda – que impeçam o PS de fazer uma política demasiado subserviente a dogmas jacobinos – ou à direita, que obriguem o PSD a respeitar uma “mesa com lugar para todos”. “
Leia o artigo completo:
“Ao longo da última legislatura, enquanto o PSD triturava líderes, muito se falou sobre a crise da direita, quando de facto a verdadeira crise ideológica se vive, de há muito, à esquerda, no PS.

in Eleições 2009.

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