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Rasgar ou assinar, eis a questão

As hostes do PS acusaram Manuela Ferreira Leite de ter feito um péssimo negócio para o Estado ao ter vendido em desespero (para cumprir com os limites do défice público acordados com Bruxelas)a infra-estrutura da rede fixa à PT. Manuela Ferreira Leite afirmou que o contrato entre o governo e a PT já tinha sido negociado pelo anterior governo, tendo-o encontrado na sua secretária quando assumiu funções, prontinho para ser assinado. Manuela Ferreira Leite, chegou, viu e assinou. Diz agora, para surpresa geral, que a decisão política era do governo anterior, revelando o tal negócio que estava já pré-acordado. Em bom rigor, nada a obrigava a assinar, podia simplesmente ter feito aquilo que agora ameaça fazer em barda e com critério ainda desconhecido se chegar ao governo: rasgar, rasgar, rasgar. Mas o que se extrai de tudo isto?

O PS estudou e negociou o contrato, não o concretizou porque caiu o governo, entrou o PSD e acabou o que o PS tinha iniciado, naturalmente, porque concordou com a proposta que estava em cima da mesa. Nunca poderemos ter a certeza absoluta se o PS, caso não tivesse caído o governo, teria subscrito tal contrato, contudo, parece altamente provável que o tivesse feito.

Apesar de todo o folclore que por aí anda, PS e PSD, quando sentados na cadeira do poder, não teriam divergido nesta política. Algo que em bom rigor surpreende pouco quem acompanha com alguma atenção os compromissos e as práticas destes dois partidos.

Perde a política da verdade, perdem os media que nem sempre parecem chegar ao segundo parágrafo que aqui escrevi e ganharão todos aqueles que fizerem questão de tornar útil o seu voto no dia 27 de Setembro. Mesmo, mesmo útil, quero eu dizer.

Também publicado aqui.

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