Adufe 5.0

As armas do meu adufe não têm signo nem fronteira
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As armas do meu Adufe,
não têm signo nem fronteira.

Bem-vindo ao Adufe 5.0


Archive for June, 2009


O poder, os media, os leitores e o resto

A ler: “O mundo a seus pés” por Pedro Santos Guerreiro

Partido Sócrates Despedido (PSD)

” (…) Abram alas para a inteligência: não há voto mais útil que o voto inteligente e livre. A eternização do “voto no mal menor” e do “voto contra” não podem, a prazo, garantir nada de muito construtivo, condenam-nos exactamente a isto: a viver num mal menor e num mundo do contra. E que tal votar por um bem maior e a favor? Já me calo antes que me chamem utópico ou algo pior.”
In Eleições 2009.

Leituras em dia

Uma deslocação à Polónia esta semana serviu também para pôr leitura em dia, nomeadamente o livro “Esperança em Movimento” – Uma auto-biografia sobre a intervenção pública tida ao longo mais de 20 anos por Rui Marques. Longíssimo do auto-elogio, este livro interpela-nos, de forma por vezes, acutilante pelo exemplo do passado e pelo desafio para o futuro, agora corporizado através do mais novo partido português: o MEP.

O Lusitânia Expresso, a revista Cais, a construção de um centro de formação para jovens em Timor e múltiplos projectos desenvolvidos no âmbito do Alto Comissariado para a Imigração e Minorias Étnicas são algumas das histórias abordadas.

Irão

Não é pelos media lusitanos que vamos conseguindo saber a dimensão e importância do que se está a passar no Irão. Espantoso é que Ahmadinejad vá acusando os “media ocidentais” de estarem a acicatar os ânimos dentro do Irão. Há instantes, na que julgo ter sido a primeira entrevista a uma jornalista ocidental depois das recentes eleições, afirmou que não está disposto a assegurar a defesa da integridade física do seu opositor.
E assim vou seguindo os ecos da crise política iraniana que chegam via twitter em tweets muitas vezes recomendados por jornalistas lusitanos que aparentemente não conseguem transpor depois para os seus meios aquele que parece ser o impacto efectivo da crise. Talvez seja apenas ilusão minha, mas é a sensação com que fico. Para a troca temos as filas de trânsito que talvez ocorram ou talvez não, no regresso de uma semana de férias e a repetição pela enésima vez da notícia sobre a nova-nova one night stand to CR# em terras americanas. Um bocadinho mais de profundidade de vez em quando não enjoaria, pois não?
ADENDA: Parte das novidades pode ser seguida aqui: http://mashable.com/2009/06/14/new-media-iran/ e aqui http://search.twitter.com/search?q=iranelection. Eis ainda uma listagem de alguns twitters iranianos: http://www.h3x.no/2009/06/14/iranians-on-twitter-during-the-june-clashes/ Via Facebook do Paulo Querido.

Uma nota positiva sobre as sondagens para variar

Com tanta gente a zurzir nas sondagens, particularmente na da Católica coordenada pelo Pedro Magalhães, quase me esquecia de deixar aqui uma nota positiva, da mesmíssima sondagem. A última sondagem do CESOP antes das eleições europeias previu que o MEP teria entre 1,3% e 2,7% dos votos. Teve 1,5%, dentro do intervalo, portanto. Se as coisas não correram tão bem em relação ao CDS, não deixa de se justificar que neste particular, o de prever a 6ª força política (sem histórico, sublinhe-se) a precisão bateu aos pontos a concorrência. Acertou ainda na 7ª força política prevendo 1% para o PCTP-MRPP que acabou, de facto, com 1,2%.

O problema das sondagens não é o “valem o que valem”, o problema é fazermo-nos de esquecidos quanto àquilo que são e que podem conseguir dizer. Não se esqueçam que a palavra “Erro” faz parte do coração de toda a teoria estatística que as suporta. Como dizia o sábio: só não o receia quem está disposto a corrigi-lo.
Também publicado no Eleições 2009.

A inversão do Ónus da Prova

Nunca se pode agradar a todos, bem sei. Sempre terá havido descontentes pelo mundo com as políticas do dia. Mas se me faltavam provas de uma evidência para a qual me tinha alertado, elas vieram em dose múltipla nestas últimas duas semanas em que andei em campanha eleitoral por quase todo o país. Hoje é impossível estar na política sem ter sobre nós uma nuvem de presunção de culpa.
Tentar chegar ao diálogo na rua com as pessoas levando propaganda política na actual conjuntura económica e política é muitas vezes correr para o pior insulto, para o mais visceral rancor e, porque não dizê-lo, ódio. Enchi a barriga de tachista, chupista, ladrão, explorador, desocupado, malandro e bem pior. Nas oportunidades em que consegui ir além de preservação da integridade física e em que o interlocutor se dispôs a ouvir, percebi que nada daquilo era dirigido ao partido que representava (inteiramente desconhecido pela maioria). A reacção era contra “os políticos”. Perdoavam-me por ser novo (o que parece ser uma vantagem junto destes portugueses ressentidos) e alguns destes, poucos, lá acenavam com um benefício da dúvida perante um novo partido, ainda que dizendo entre-dentes: são todos iguais. Ouvi disto de norte as sul, mais numas zonas que noutras é certo, mas posso afirmar a transversalidade. Read More

O fim da desculpa do "voto útil"

Olhando para os resultados de ontem, o cenário político nacional afastou-se como nunca do bipartidarismo. O que nos espera é o fim da era das maiorias absolutas monopartidárias e, quem sabe, de coligação. Veja-se este exercício feito pelo Pedro Magalhães no Margens de Erro, pegando nos resultados de ontem e projetando-os como se fosse de eleições legislativas:

“(…) os resultados (…) seriam os seguintes: PSD: 95 deputados PS: 72 deputados CDU: 24 deputados BE: 23 deputados CDS: 15 deputados MEP: 1 deputado (…) Em suma, neste exercício, PSD+CDS têm 110 deputados. PS+CDU+BE têm 119. A rectificação que menciono na abertura teve a ver com o MEP. De facto, com 46 deputados a serem eleitos em Lisboa, os 2,32% do MEP seriam suficientes para 1 deputado. “

Teríamos assim 6 forças políticas no Parlamento (sendo o “meu” MEP a novidade) e teríamos um cenário muito complicado de governabilidade em coligação. Mas há naturalmente mais formas de se governar um país além das maiorias monopartidárias ou de coligação. O que interessa sublinhar agora é que está na hora de cada força política demonstrar que está à altura de assumir a responsabilidade (e de mostrar a capacidade de indicar propostas) que ajudem a construir o país. Havendo boas políticas e sentido de serviço ao bem comum, a tarefa facilita-se. No fundo, a pergunta resume-se, em cada momento, ao seguinte: o que é bom para Portugal? Mas não me iludo, será uma tarefa muito difícil para quem está habituado apenas à prática negativista e demolidora de uma certa forma de fazer oposição. O MEP, esse, estará no seu elemento.

Também publicado no Eleições 2009.

Eleições Europeias 2009

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A maternidade mediática está fechada, mas o bébé está a nascer na rua

Contra quase tudo e quase todas as maternidades mediáticas ,o bebé nasceu. Nasceu na rua onde há 35 anos não se admitiam ajuntamentos de mais de 3 pessoas sem que o olhar desconfiado das autoridades da ditadura se impusesse a dispersar. Hoje os bloqueios fazem-se nos jornais, nas televisões mas tal como então há formas de lutar pela nossa democracia.

Domingo vai ficar claro que é possível quebrar o bloqueio, uma imensa minoria de portugueses, pelo voto, mostrará aos outros que temos nova força política, uma alternativa credível e sustentada em quem poderemos votar a partir de agora.

O percurso do Movimento Esperança Portugal começou com a descrédito, com o comentário jocoso, com os velhos do Restelo, com quem nunca é capaz de estar do lado da solução num primeiro momento.

Entre ontem e hoje os mais avisados emendaram a mão, outros se lhe seguirão, mas convém guardar na memória, particularmente mediática, quem foi incapaz por omissão e intenção de cumprir com o seu papel. A porta estava fechada mas o bébé nasceu na mesma, com amor, carinho e promessa de uma imensa dedicação e responsabilidade futura, apresento-vos o MEP – Movimento Esperança Portugal, o partido que acredita na árdua esperança que nos levará a um país onde todos conseguiremos viver com mais dignidade e respeito mútuo.

Caravana em Lisboa – o folclore do MEP em campanha

Hoje, ao início da tarde reunimos excepcionalmente uma caravana menos ecológica em mais uma tentativa de romper o bloqueio informativo que vamos sentindo. Eis um excerto produzido pelo serviço de TV do MEP.