Adufe sans frontiers

As armas do meu Adufe não têm signo nem fronteira
Subscribe

Archive for Outubro, 2008

Urze.Urgente.

Outubro 13, 2008 By: António Colaço Category: Media 1 Comment →

urze.jpg

Meu caro Rui, confesso que o tempo não me tem consentido poisar muito aqui os olhos. No fim-se-semana, então, todo o tempo é pouco para os pousar naquelas coisas que temos como verdadeiramente essenciais, que nos convocam para o mais perto possível do Princípio. Um Princípio onde não há tempo para o tempo porque se é o próprio Tempo.

Pareceu-me vislumbrar algum desencanto no teu entusiasmado tempo (acho que percebes o santo e a senha ali desordenadamente escondido?!…). É a vida. Percebes, agora, melhor,  como é, também, cá por estas bandas… Quer dizer, devemos dar origem a novos movimentos de esperança, ou acrescentar mais esperança no interior dos movimentos onde, por diversas razões, ela vai faltando?

Fica, assim, enunciada esta minha, digamos, desajeitada forma de solidariedade para contigo e os teus mepianos camaradas (companheiros, colegas?) com a única certeza, bem patente na imagem do tão pequeno quanto fabuloso tufo de urze, que, ontem, me fez parar no regresso à grande capital: no meio das mais empedernidads pedras florescem mil certezas por … melhores dias. Desse, como deste lado de cá. Basta abrirmos os olhos. É urgente ler na Mãe Natureza os sinais que nos confirmam a necessidade de nos pormos de acordo com ela. Sim, sim, qualquer coisa como o evangélico (webangélico!) ”olhai os lírios do campo...

Abraços.

antónio colaço

“Se não receio o erro é porque estou disposto a corrigi-lo”*

Outubro 11, 2008 By: Rui Cerdeira Branco Category: MEP, Política No Comments →

Neste últimos 15 meses de crise financeira, Rui Marques juntou-se a uma notável galeria de personalidade nacionais e internacionais que erraram na apreciação da gravidade da crise que enfrentamos. No nosso rectângulo terá sido dos poucos com participação política a ter a coragem de assumir isso. Nestes termos (um generoso excerto):

“Na passada semana cometi o primeiro grande erro de avaliação política. Ao ser interrogado, no final duma entrevista com uma jornalista da LUSA, nas vésperas do Congresso do MEP, sobre a crise financeira internacional disse “o pior já passou”.

A entrevista ocorria no dia seguinte à aprovação, nos Estados Unidos, do Plano Paulson, onde se disponibilizavam 700 mil milhões de dólares para que a Administração americana pudesse travar a degradação da confiança do sistema financeiro. Embalado por essa expectativa manifestei essa convicção/desejo optimista. Ora, na semana seguinte, a hecatombe continuou. Agravou-se mesmo. O que fez da minha declaração um erro grosseiro e uma previsão totalmente errada. Aconteceu exactamente o contrário do que tinha expresso como minha convicção.
Perante esse erro óbvio só uma coisa deve ser feita: reconhecê-lo publicamente. Com todas as letras e sem hesitação. Como não causou prejuízo a ninguém - a não ser aos MEPs, por ter representado mal o nosso projecto - talvez seja dispensável um pedido de desculpas formal. Mas o reconhecimento do erro é essencial. (…)
Li uma vez, algures, que “Errar é humano. Atribuir o erro a outro é política.”. Poderia acrescentar uma variação assim desenhada “errar é humano…não reconhecer os erros é política”. A política, como qualquer actividade humana, está sujeita ao erro. Quem desenvolve esta intervenção cívica, arrisca muitas vezes, no fio da navalha, ao reagir instantaneamente a dinâmicas em curso. Ou a pronunciar-se sem ter ainda todos os elementos disponíveis.

Creio que um dos grandes desafios que uma nova geração de políticos e uma nova forma de fazer política enfrentam é estar disponível para assumir – em tempo útil - os erros cometidos. E fazê-lo sem hesitação. Sem medo das consequências junto dos eleitores. Sem medo da fragilidade. Sem medo da verdade.

A política da coragem exige que não nos deixemos paralisar pelo medo de errar. Nem pelo medo de reconhecer os erros.


Rui Marques

Presidente do MEP

PS: Agradeço ao Pedro Mexia por, no programa “Governo Sombra”, da TSF, ter iluminado este erro. Foi uma crítica merecida.”

* Esta é a frase lema de uma das distintas escolas de Economia do país. Herdou-a de Bento Jesus Caraça, em boa hora.

Diz que Ricardo Araújo Pereira ouviu falar do MEP

Outubro 11, 2008 By: Rui Cerdeira Branco Category: MEP, Mimos No Comments →

Ontem aos microfones da TSF, programa audível aqui, cumpriu-se o propósito do MEP: quem ouviu o novel programa humorístico chamado Governo Sombra, pode constatar pelas ondas da rádio que Ricardo Araújo Pereira ouviu falar do MEP pela primeira vez. Como tal, a nossa razão de ser cumpriu-se e em breve desmobilizaremos qual flash mob pós-moderna.
O desvirginador da ignorância terá sido o parceiro de programa Pedro Mexia que, depois das estafadíssimas piadolas em torno do nome do MEP (Movimento Esperança Portugal) - Pedro, chegaste com um atraso de 7 meses, é espreitares o adufe por volta dos 30 segundo posteriores ao anúncio público do surgimento do MEP - deixou nas entrelinhas o que verdadeiramente o apoquentava: qual terá sido a ementa do almoço realizado no decurso dos trabalhos do Iº congresso do MEP?
O entediamento do vizinho Pedro, é na realidade azia por antecipação, basta atenderem à profundidade e ferocidade das críticas.

Eis a ementa:
Não houve ementa caro Pedro, cada um foi livre de escolher o prato e o restaurante, mas posso-te dizer que ao almoço de Sábado me servi de uma belíssima posta de bacalhau assado acompanhado com deliciosas batatas cozidas com a pele. Ao jantar de Sábado, partilhei um soberbo arroz de marisco e no Domingo matei saudades da carne devorando um pecaminoso naco, sempre ao sabor das ondas, com vista para o Atlântico, no restaurante A Baleia, na Ericeira. Um tédio, verdadeiramente, um tédio. Pior só mesmo olhar para o boletim e ver: Partido S-o-c-i-a-l-i-s-t-a; Partido S-o-c-i-a-l D-e-m-o-c-r-a-t-a e por aí fora, cá dentro.

Marmelos e Maçãs.Casamento perfeito

Outubro 10, 2008 By: António Colaço Category: Cinema, Media 1 Comment →

macas11.jpg

Em homenagem ao avô Álvaro, que não tenho o prazer de conhecer, avô do nosso amigo Rui, mas a quem se deve, de alguma forma, estar aqui - foi o continuado apego do Adufe inicial ( não , não quer dizer que haja um défice de Benquerença…) à fala das fainas do avô, nomeadamente, da apanha dos marmelos, vindimas, creio, tudo coisas outonais -que dedico esta descoberta ontem efectuada naquilo que pode configurar um apelo, “venham de lá esses segredos conventuais“. Falo de doçaria, já se vê.

Não é que se decidiu lá em casa aproveitar as maçãs e os marmelos, que ameaçavam apodrecer, antes de conhecerem a marmeládica caçarola, e evitar, assim, que enchessem os cofres de uma qualquer valnor? Vai daí, qual Maria de Lurdes Modesto de trazer por casa, repare no que se fez:

Nada melhor do que cortá-los aos pedaços, aproveitando as partes sãs. Cozem-se, com um pauzinho de canela, depois de cozidas sujeitam-se aos furores demolidores da varinha mágica que as reduz a pó, perdão, a uma deliciosa pasta. Na caçarola, ao lado, faz-se açúcar em ponto pérola ( é aquele que não é caramelizado, pronto!) e adiciona-se-lhe meia dúzia de gemas, mexendo sempre, para não cozerem.Em seguida, junta-se-lhe o marmelo e a maçã em calda, mexendo sempre, finalizando com a adição das claras em castelo que sobraram das gemas ( claro!). Deita-se numa tigela grande e polvilha-se com canela.

farofias1.jpg

Vai ao frigorífico e serve-se fresquinho! Uma espécie de soufflet, onde a acidez do marmelo e a doçura da maçã, embrulhados num lençol de açucar e fofas claras, proporcionam momentos de uma gulosa cumplicidade,pois então!

Um casamento perfeito.

Venham de lá, também, esses segredos conventuais.

antónio colaço

Sai uma alforreca com espinhas para a mesa do fundo (rev.)

Outubro 09, 2008 By: Rui Cerdeira Branco Category: Blogologia, MEP, Política 7 Comments →

Ora digam lá se não é mesmo possível termos melhores políticos do que estes:

“O grupo parlamentar do PS vai apresentar amanhã uma declaração de voto, após a votação dos projectos de lei do Bloco de Esquerda e de os Verdes sobre o casamento entre homossexuais. Apesar de votarem contra os diplomas, os deputados explicam que estão a favor da união entre pessoas do mesmo sexo.
(…)”

in Público.

Como diria o outro “É proibido, mas pode-se fazer… só que eles não fazem.”
Seja qual for a opinião de cada um, não há volta a dar-lhe. Estou 100% com as Marianas que regressam e ingressam com os seus amigos relativos.

P.S.: E o MEP como votaria? O Rui Marques votaria contra, eu votaria a favor e de seguida passariamos ao que nos une e nos preocupa, algo imensamente mais vasto do que estas fracturinhas que alguns teimam em eleger como as únicas questões para as quais parece haver combustível político.

Melhores condiçãos.Melhores leis

Outubro 08, 2008 By: António Colaço Category: Media 1 Comment →

Um novo Plenário em preparação. Novas e melhores condições para produzir e aprovar novas e melhores leis: arejadas (ar condicionado ), documentadas (informatização up date, terminais multiuso, etc). Em suma, melhores condições para uma condição de vida melhor. Um muito obrigado, ao Dr. Jaime Gama, Presidente da Assembleia da República, que autorizou, e aos funcionários que nos acompanharam nesta descida ao frenético mundo das obras actualmente em curso.antónio colaço

última hora

A criatividade da equipa do Parlamento Global fez isto.

Muito obrigado, Anabela Neves, e toda a tua equipa.

ar112.jpg

ar24.jpg

ar31.jpg

ar41.jpg

ar51.jpg

ar61.jpg

ar71.jpg

ar81.jpg

ar91.jpg

ar101.jpg

ar111.jpg

Cai o pano. Até Novembro, ou Janeiro 2009.

Confúcio do Dia

Outubro 08, 2008 By: Rui Cerdeira Branco Category: Palavras dos Outros No Comments →

Directamente do google duas frases a reter:

Faced with what is right, to leave it undone shows a lack of courage.

Talk low, talk slow, and don’t talk too much.

Uma é do John Wayne, outra é do Confúcio, irrespectivamente.

Sinais de Ajuda

Outubro 08, 2008 By: António Colaço Category: Media No Comments →

sinaleiro1.jpg

Não é uma grande fotografia mas uma fotografia que nos ajuda a sinalizar, em grande, o dia, quer dizer, a transitar em segurança e….tranquilidade no meio das tantas notícias do…bloqueio.

Desbloquear a crise poderia estar ao nosso alcance? Mas é claro que sim, quando alcançarmos da vida um outro Alcance, menos preocupado com o ter, e, sim, com o Ser.

Em plenitude. Como persistimos em escolher este modelo…

Por mim, considero-me um privilegiado. Moro na Calçada da Ajuda e… tenho um polícia sinaleiro disponibilizando-me os primeiros sinais de ajuda para o dia inteiro. (Não é que rima, hein?!)

antónio colaço

Cristalino como água

Outubro 07, 2008 By: Rui Cerdeira Branco Category: MEP, Política, Portugal No Comments →

Caro vizinho Vital Moreira, por muito que se esforce na galhofa não chega aos calcanhares de quem destacou aquele título lá pelo Diário de Notícias.

Só se Rui Marques tivesse mentido e dito perentoriamente que “aconteça o que acontecesse nunca admitiria ajudar a sustentar um governo em 2009″ é que tal título não surgiria na notícia (”MEP diz-se disponível para integrar governo“).
O líder do MEP, fuzilado éne vezes pela pergunta Marcelista* em que os jornalistas queriam saber se admitiria coligar-se com alguém para formar governo, recusou ser empurrado para a irresponsabilidade fácil que nasceria de um “Claro que não admito”.
Mais cristalino do que Rui Marques foi no congresso quanto a este tema é humanamente impossível. Um raro caso em que admito que “Melhor não é possível”. Eu sei, eu vi, eu estive lá. E o caro vizinho também pode ir ainda ao congresso e constatar por si. Ora espreite lá, são só três minutos e meio:


Citando Rui Marques:

““Concorreremos a essas eleições, com o nosso programa eleitoral e os nossos candidatos, em todos os círculos eleitorais. E, mais uma vez, que fique claro: o MEP não ambiciona ser “muleta” de ninguém, não anda à procura de “boleias”, nem procura um “lugar ao sol” do poder. A nossa ambição, para a legislatura que se segue, é estar no Parlamento, com um Grupo Parlamentar autónomo, e mostrar que, fora do Governo, também se pode dar um contributo construtivo para o futuro do País.

Na oposição iremos ser construção.

Dessa forma, consolidaremos a nossa capacidade de intervenção política e preparar-nos-emos para outras responsabilidades no futuro, nomeadamente, a responsabilidade de governar. “

É claro que vai ser complicado o MEP chegar às pessoas e ainda mais difícil será fazê-lo com níveis de ruído que permitam um mínimo de fidelidade ao que o MEP representa em termos de alternativa política. Estamos bem cientes de que não contamos com um único cêntimo do dinheiro dos contribuintes para financiarmos o partido e as campanhas eleitorais que se avizinham. Sabemos muito bem que mesmo assim respeitaremos a lei que não nos diferencia nos deveres, só nos direitos, mas tudo isto (e muito, imensamente mais do que isto) é parte do problema da nossa democracia e é como tal motivação que nos leva a sair do cadeirão e arregaçar as mangas.
Cá estamos para começar uma longa maratona acreditando convictamente que melhor é necessário, que melhor é urgente e que melhor é possível. É cada vez evidente que não será difícil fazer melhor. Por falar nisso, vai um comentário ao reconhecimento do Kosovo?

* “O MEP é excelente para o PS pois vai ser a muleta do PS” vaticinou Marcelo Rebelo de Sousa ainda o MEP não tinha nascido.

Tranquilidade

Outubro 06, 2008 By: António Colaço Category: Media 1 Comment →

a23pordosol.jpg

A 23.

O editor desta ânimada parte do Adufe, deseja fazer um Comunicado a toda a comunidade de leitores que aqui investe as suas poupanças de tempo para nos consumir numa proveitosa leitura:

Aconteça o que acontecer, o sol continuará a pôr-se no horizonte.Podemos assim ficar tranquilizados.Aconteça o que acontecer, voltará a nascer amanhã.

Esplendoroso, como nunca.

Muito obrigado.

antónio colaço

Tanta Luz

Outubro 06, 2008 By: António Colaço Category: Media No Comments →

sousel1a1.jpg 

Palavras cheias de luz e serenidade. Uma Iluminação, assim, só pode, mesmo, vir do alto.

Frei Bento Domingos, ontem, no Público:

1.Há medos e medos. Medo do escuro, medo de casas assombradas, medo de viajar de avião, medo de ser assaltado, medo de falar em público, medo de contrair doenças, medo de mudar, medo de adormecer, medo de acordar, medo de sofrer, medo de viver, medo de morrer. Mais antigos ou mais modernos, são medos paralisantes e a lista poderia ser aumentada. Há, porém, medos que são necessários para evitar perigos e, nesse aspecto, podem ser pedagógicos. Deus nos livre de quem não tem medo de nada!
Encontramo-nos, actualmente, numa situação paradoxal: vivemos numa das sociedades mais seguras e prometedoras da História e mais obcecada com a segurança. Parece que quanto mais seguros estamos, objectivamente, mais inseguros nos encontramos e mais protecção exigimos. Vivemos um tempo de incertezas que nos tornam vulneráveis sob o ponto de vista social, económico e afectivo.
(…)

Teimo em recordar, apenas, o princípio típico da doutrina social cristã: os bens deste mundo são originariamente destinados a todos. Sublinho a opção histórica de Jesus: o amor preferencial pelos pobres. Como lembrou João Paulo II, hoje, dada a dimensão mundial que a questão social assumiu, este amor preferencial, com as decisões que ele inspira, não pode deixar de abranger as imensas multidões de famintos, de mendigos, sem-abrigo, sem assistência médica e, sobretudo, sem esperança de um futuro melhor: não se pode deixar de ter em conta a existência destas realidades. Ignorá-las significaria tornar-nos como o “rico avarento”, que fingia não conhecer o pobre Lázaro, que jazia ao seu portão (Lc 16, 19-31).
Enquanto houver guetos de pobres e condomínios fechados de ricos, é de ter medo. Para evitar o medo omnipresente, é preciso reorganizar o espaço urbano, público, onde todos se possam encontrar e enriquecer a diversidade cultural. Juntos, não teremos medo.

O medo

Outubro 05, 2008 By: Rui Cerdeira Branco Category: MEP, Política No Comments →

” (…) Rui Marques disse que o facto de só aparecerem os nomes de três empresas na lista dos credores do Estado que foi divulgada na semana passada revela que “todas as outras tiveram medo” de eventuais represálias, como perderem futuros contratos.

“Um país assim é um país que está doente, tolhido pelo medo. É o medo do chefe, do presidente da câmara e de sair à rua. Devemos ter consciência disto e do desafio de rebentar com estas correntes do medo. O Movimento Esperança Portugal (MEP) tem que ser protagonista dessa libertação” afirmou. (…)”

in Jornal de Notícias (Lusa).

Eis o MEP na RTP

Outubro 05, 2008 By: Rui Cerdeira Branco Category: MEP, Media No Comments →

… na segunda parte, ao minuto 14, logo a seguir à reportagem sobre o casamento entre homossexuais e antes dos destaques sobre o CDS e PCP.
Finíssima.

Resumo do congresso do MEP

Outubro 05, 2008 By: Rui Cerdeira Branco Category: MEP No Comments →

Além de serem disponibilizados em breve alguns resumos gravados das intervenções havidas no congresso do MEP, pode desde já apreciar o resumo que se tem disponibilizado em tempo real no Blogue do MEP.

Temos programa

Outubro 05, 2008 By: Rui Cerdeira Branco Category: Media No Comments →

Ao fim de dia e meio de trabalhos o MEP acabou de aprovar o seu programa político.
05 de Outubro de 2008
11h37m



Estatísticas