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Cristalino como água

Caro vizinho Vital Moreira, por muito que se esforce na galhofa não chega aos calcanhares de quem destacou aquele título lá pelo Diário de Notícias.

Só se Rui Marques tivesse mentido e dito perentoriamente que “aconteça o que acontecesse nunca admitiria ajudar a sustentar um governo em 2009” é que tal título não surgiria na notícia (“MEP diz-se disponível para integrar governo“).
O líder do MEP, fuzilado éne vezes pela pergunta Marcelista* em que os jornalistas queriam saber se admitiria coligar-se com alguém para formar governo, recusou ser empurrado para a irresponsabilidade fácil que nasceria de um “Claro que não admito”.
Mais cristalino do que Rui Marques foi no congresso quanto a este tema é humanamente impossível. Um raro caso em que admito que “Melhor não é possível”. Eu sei, eu vi, eu estive lá. E o caro vizinho também pode ir ainda ao congresso e constatar por si. Ora espreite lá, são só três minutos e meio:


Citando Rui Marques:

““Concorreremos a essas eleições, com o nosso programa eleitoral e os nossos candidatos, em todos os círculos eleitorais. E, mais uma vez, que fique claro: o MEP não ambiciona ser “muleta” de ninguém, não anda à procura de “boleias”, nem procura um “lugar ao sol” do poder. A nossa ambição, para a legislatura que se segue, é estar no Parlamento, com um Grupo Parlamentar autónomo, e mostrar que, fora do Governo, também se pode dar um contributo construtivo para o futuro do País.

Na oposição iremos ser construção.

Dessa forma, consolidaremos a nossa capacidade de intervenção política e preparar-nos-emos para outras responsabilidades no futuro, nomeadamente, a responsabilidade de governar. “

É claro que vai ser complicado o MEP chegar às pessoas e ainda mais difícil será fazê-lo com níveis de ruído que permitam um mínimo de fidelidade ao que o MEP representa em termos de alternativa política. Estamos bem cientes de que não contamos com um único cêntimo do dinheiro dos contribuintes para financiarmos o partido e as campanhas eleitorais que se avizinham. Sabemos muito bem que mesmo assim respeitaremos a lei que não nos diferencia nos deveres, só nos direitos, mas tudo isto (e muito, imensamente mais do que isto) é parte do problema da nossa democracia e é como tal motivação que nos leva a sair do cadeirão e arregaçar as mangas.
Cá estamos para começar uma longa maratona acreditando convictamente que melhor é necessário, que melhor é urgente e que melhor é possível. É cada vez evidente que não será difícil fazer melhor. Por falar nisso, vai um comentário ao reconhecimento do Kosovo?

* “O MEP é excelente para o PS pois vai ser a muleta do PS” vaticinou Marcelo Rebelo de Sousa ainda o MEP não tinha nascido.

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