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	<title>Comentários em: O que pensam os emigrantes do fim do voto por correspondência</title>
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	<description>As armas do meu Adufe não têm signo nem fronteira</description>
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		<title>Por: Helder Fernando</title>
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		<dc:creator>Helder Fernando</dc:creator>
		<pubDate>Sun, 21 Sep 2008 03:14:16 +0000</pubDate>
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		<description>O voto que mete medo

Por circunstâncias várias, iguazinhas a elevado número de cidadãos de nacionalidade portuguesa, não sinto nem nunca senti a totalidade das possíveis angústias ou alegrias próprias do imigrante ou do emigrante. Mas, claro, senti algumas. 
Agora mesmo, sinto que a governança portuguesa continua a não perceber – pior, a não querer perceber – as realidades de quem faz a sua vida fora do País. A completa insensibilidade daqueles senhores e daquelas senhoras que vivem dos “bitaites” governamentais, pela real importância da grande comunidade portuguesa (e até da língua portuguesa) no estrangeiro, para além de absurdamente estúpida, chega a parecer arrogantemente provocatória.
De alguns milhões de compatriotas, somente uns 150 mil estão inscritos para votar; destes, uma reduzidíssima parte adere ao acto eleitoral. Os números falam por si. Para grande e óbvio contentamento da generalidade dos políticos profissionais em Portugal, tanto nos poderes como nas oposições. Nunca se mostraram consequentemente interessados em que as coisas fossem de outra maneira. A gente, cá de fora, sabe bem porquê.

Os portugueses fora de Portugal, embora, por motivos óbvios, continuem a enviar remessas, são sistematicamente empurrados para o abismo da indiferença em relação à Pátria. Resultado, mais de 80 por cento de abstenção for a de portas de cada vez que há eleições legislativas.
O que é que o governo – que, desde sempre, tem lidado gostosamente com essa realidade – vem propor? Curto e grosso: Acabar com o voto por correspondência. Por causa da “segurança”, do “risco da falta de transparência”, por o voto presencial ser um “acto mais digno”. E mais, a nova medida far-se-á contra os “sindicatos do voto”. Empolgante esta cruzada governamental lusitana.
Onde terão ido buscar a ideia? Que estudos foram feitos, onde, quando e por quem? Detectaram-se casos graves, em quantidade e estratagema, de fraude eleitoral, de falsificação, de desvio de votos? A favor de quem ou a desfavor de que força política? Nesta material, há arguidos, acusados ou já culpados?
Em Macau, mesmo nas rapidinhas visitas ministeriais cheias de graça, nunca ouvi falar de que o voto por correspondência era menos digno, nem da existência de “sindicatos do voto”; pelos vistos, nunca se sabe. Ou seja, eles lá sabem… (...)
Lá, pelas urnas da lusitana Europa, para além do projecto de lei do PS visando acabar com o voto por correspondência dos emigrantes, a partir das próximas legislativas, estão previstos outros procedimentos como o voto electrónico, por exemplo?  Ou acordos com representações municipais no estrangeiro? É que existem situações em várias partes do mundo, de comunidades de eleitores portugueses a centenas e até milhares de quilómetros de embaixadas ou consulados. Mas isto são minuciosidades para a grandeza dos governantes.
A democracia sempre trouxe riscos. Vai daí, o PS do Rato estudou com profundidade outras propostas, outros mecanismos sugeridos, só pode ser. Ou,  em vez de estimular ao voto e ao bom ambiente à volta do eleitor, propiciá-lo a percorrer cada vez melhor os caminhos da cidadania, da ligação à Pátria, não faz nada disso?
Será que o partido e o governo decidiram, desta vez assumidamente, dar uns atrevidos pontapés no rabo em mais de 4 milhões de portugueses que já não têm rabo para aturar tanta aparente incompetência, tolice e ignorância à solta?
Integração dos portugueses com direito a voto, na vida política da Pátria, porquê e para quê, se os centros de decisão em Portugal não gostam nem permitem? 
Só se fosse para influenciarmos o eleitorado a acabar com os métodos habituais de reinar, e, pelo modo democrático, correr com aquela espécie de reinóis dos centros de decisão. E influenciarmos alguns políticos a serem melhores pessoas e melhores governantes.  Disso têm eles medo, dá-nos uma trabalheira e temos bastante mais que fazer.

Helder Fernando

Publicado no jornal HOJE MACAU, 16-09-08</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>O voto que mete medo</p>
<p>Por circunstâncias várias, iguazinhas a elevado número de cidadãos de nacionalidade portuguesa, não sinto nem nunca senti a totalidade das possíveis angústias ou alegrias próprias do imigrante ou do emigrante. Mas, claro, senti algumas.<br />
Agora mesmo, sinto que a governança portuguesa continua a não perceber – pior, a não querer perceber – as realidades de quem faz a sua vida fora do País. A completa insensibilidade daqueles senhores e daquelas senhoras que vivem dos “bitaites” governamentais, pela real importância da grande comunidade portuguesa (e até da língua portuguesa) no estrangeiro, para além de absurdamente estúpida, chega a parecer arrogantemente provocatória.<br />
De alguns milhões de compatriotas, somente uns 150 mil estão inscritos para votar; destes, uma reduzidíssima parte adere ao acto eleitoral. Os números falam por si. Para grande e óbvio contentamento da generalidade dos políticos profissionais em Portugal, tanto nos poderes como nas oposições. Nunca se mostraram consequentemente interessados em que as coisas fossem de outra maneira. A gente, cá de fora, sabe bem porquê.</p>
<p>Os portugueses fora de Portugal, embora, por motivos óbvios, continuem a enviar remessas, são sistematicamente empurrados para o abismo da indiferença em relação à Pátria. Resultado, mais de 80 por cento de abstenção for a de portas de cada vez que há eleições legislativas.<br />
O que é que o governo – que, desde sempre, tem lidado gostosamente com essa realidade – vem propor? Curto e grosso: Acabar com o voto por correspondência. Por causa da “segurança”, do “risco da falta de transparência”, por o voto presencial ser um “acto mais digno”. E mais, a nova medida far-se-á contra os “sindicatos do voto”. Empolgante esta cruzada governamental lusitana.<br />
Onde terão ido buscar a ideia? Que estudos foram feitos, onde, quando e por quem? Detectaram-se casos graves, em quantidade e estratagema, de fraude eleitoral, de falsificação, de desvio de votos? A favor de quem ou a desfavor de que força política? Nesta material, há arguidos, acusados ou já culpados?<br />
Em Macau, mesmo nas rapidinhas visitas ministeriais cheias de graça, nunca ouvi falar de que o voto por correspondência era menos digno, nem da existência de “sindicatos do voto”; pelos vistos, nunca se sabe. Ou seja, eles lá sabem… (&#8230;)<br />
Lá, pelas urnas da lusitana Europa, para além do projecto de lei do PS visando acabar com o voto por correspondência dos emigrantes, a partir das próximas legislativas, estão previstos outros procedimentos como o voto electrónico, por exemplo?  Ou acordos com representações municipais no estrangeiro? É que existem situações em várias partes do mundo, de comunidades de eleitores portugueses a centenas e até milhares de quilómetros de embaixadas ou consulados. Mas isto são minuciosidades para a grandeza dos governantes.<br />
A democracia sempre trouxe riscos. Vai daí, o PS do Rato estudou com profundidade outras propostas, outros mecanismos sugeridos, só pode ser. Ou,  em vez de estimular ao voto e ao bom ambiente à volta do eleitor, propiciá-lo a percorrer cada vez melhor os caminhos da cidadania, da ligação à Pátria, não faz nada disso?<br />
Será que o partido e o governo decidiram, desta vez assumidamente, dar uns atrevidos pontapés no rabo em mais de 4 milhões de portugueses que já não têm rabo para aturar tanta aparente incompetência, tolice e ignorância à solta?<br />
Integração dos portugueses com direito a voto, na vida política da Pátria, porquê e para quê, se os centros de decisão em Portugal não gostam nem permitem?<br />
Só se fosse para influenciarmos o eleitorado a acabar com os métodos habituais de reinar, e, pelo modo democrático, correr com aquela espécie de reinóis dos centros de decisão. E influenciarmos alguns políticos a serem melhores pessoas e melhores governantes.  Disso têm eles medo, dá-nos uma trabalheira e temos bastante mais que fazer.</p>
<p>Helder Fernando</p>
<p>Publicado no jornal HOJE MACAU, 16-09-08</p>
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	<item>
		<title>Por: A democracia é um estado de espírito &#124; ma-schamba</title>
		<link>http://adufe.net/2008/09/o-que-pensam-os-emigrantes-do-fim-do-voto-por-correspondencia/comment-page-1/#comment-16839</link>
		<dc:creator>A democracia é um estado de espírito &#124; ma-schamba</dc:creator>
		<pubDate>Sun, 21 Sep 2008 00:55:37 +0000</pubDate>
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		<description>[...] Adufe com ânimo &#124; O que pensam os emigrantes do fim do voto por correspondência on 09.21.08 at [...]</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>[...] Adufe com ânimo | O que pensam os emigrantes do fim do voto por correspondência on 09.21.08 at [...]</p>
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		<title>Por: Fernando Vasconcelos</title>
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		<dc:creator>Fernando Vasconcelos</dc:creator>
		<pubDate>Sat, 20 Sep 2008 16:20:17 +0000</pubDate>
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		<description>Absolutamente de acordo. Esta medida não faz qualquer sentido nos dias de hoje. Não faço processos de intenção mas que é uma medida totalmente errada não restam dúvidas.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Absolutamente de acordo. Esta medida não faz qualquer sentido nos dias de hoje. Não faço processos de intenção mas que é uma medida totalmente errada não restam dúvidas.</p>
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		<title>Por: rui mota</title>
		<link>http://adufe.net/2008/09/o-que-pensam-os-emigrantes-do-fim-do-voto-por-correspondencia/comment-page-1/#comment-16827</link>
		<dc:creator>rui mota</dc:creator>
		<pubDate>Sat, 20 Sep 2008 15:58:33 +0000</pubDate>
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		<description>Mas alguém ainda acredita no José Lello? Então, só agora é que o PS descobriu que podia haver &quot;chapeladas&quot;? Trinta anos depois do sistema do voto por correspondência ter sido instituido?  Esta gente do governo, de tanto mentir e manipular, já perdeu toda e qualquer credibilidade.
Votei na Holanda, durante vinte anos (1975-1995) por correspondência e nunca houve problemas a votar e enviar o voto. Se houve &quot;chapeladas&quot;, foram em Lisboa, quando os boletins eram abertos e contados! Onde é que estavam os zelotas do governo? 
É evidente que o PS está com medo de perder a maioria e quer reduzir ao máximo a participação eleitoral. Espero que os emigrantes aprendam a lição e deixem de enviar as remessas para os bancos em Portugal!</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Mas alguém ainda acredita no José Lello? Então, só agora é que o PS descobriu que podia haver &#8220;chapeladas&#8221;? Trinta anos depois do sistema do voto por correspondência ter sido instituido?  Esta gente do governo, de tanto mentir e manipular, já perdeu toda e qualquer credibilidade.<br />
Votei na Holanda, durante vinte anos (1975-1995) por correspondência e nunca houve problemas a votar e enviar o voto. Se houve &#8220;chapeladas&#8221;, foram em Lisboa, quando os boletins eram abertos e contados! Onde é que estavam os zelotas do governo?<br />
É evidente que o PS está com medo de perder a maioria e quer reduzir ao máximo a participação eleitoral. Espero que os emigrantes aprendam a lição e deixem de enviar as remessas para os bancos em Portugal!</p>
]]></content:encoded>
	</item>
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		<title>Por: Rui Cerdeira Branco</title>
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		<dc:creator>Rui Cerdeira Branco</dc:creator>
		<pubDate>Sat, 20 Sep 2008 13:22:56 +0000</pubDate>
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		<description>É exactamente essa a questão: acabar com eles não é a solução. Se formos por aí até em relação ao voto presencial podemos ter as nossas dúvidas de &quot;sindicalização&quot;, fenómeno que não é desconhecido de uns quantos caciques locais dos mais variados partidos. Acabe-se com as eleições?</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>É exactamente essa a questão: acabar com eles não é a solução. Se formos por aí até em relação ao voto presencial podemos ter as nossas dúvidas de &#8220;sindicalização&#8221;, fenómeno que não é desconhecido de uns quantos caciques locais dos mais variados partidos. Acabe-se com as eleições?</p>
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	<item>
		<title>Por: Claudia</title>
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		<dc:creator>Claudia</dc:creator>
		<pubDate>Sat, 20 Sep 2008 13:10:32 +0000</pubDate>
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		<description>Pois, e no consulado aqui em Londres que serve umas quantas centenas de milhares de tugas vai ser bonito. E agora o americano residente já tem mais uma razão para gozar comigo sobretudo porque chegou cá a casa esta semana um boletim de voto que entretanto já está devidamente assinalado, isto é, com um risquinho no Obama, e pronto para ser metido no marco do correio...admito que me custa um bocadinho a acreditar que os votos por correspondência funcionem às mil maravilhas mas sem alternativas de jeito é que não!</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Pois, e no consulado aqui em Londres que serve umas quantas centenas de milhares de tugas vai ser bonito. E agora o americano residente já tem mais uma razão para gozar comigo sobretudo porque chegou cá a casa esta semana um boletim de voto que entretanto já está devidamente assinalado, isto é, com um risquinho no Obama, e pronto para ser metido no marco do correio&#8230;admito que me custa um bocadinho a acreditar que os votos por correspondência funcionem às mil maravilhas mas sem alternativas de jeito é que não!</p>
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