Adufe 5.0

As armas do meu adufe não têm signo nem fronteira
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As armas do meu Adufe,
não têm signo nem fronteira.

Bem-vindo ao Adufe 5.0


Archive for June, 2008


Derivados do Sol

Cara Blogosfera,

Pedi o Adufe emprestado ao meu amigo Rui Cerdeira Branco para anunciar o nascimento de mais um blogue nacional – o “Derivados do Girassol“.

Na sua génese está a constatação elementar de que é mais fácil deixar de fumar do que deixar de postar. Os 3 timoneiros desta diligência escreviam (quase todos) no Farmácia Central, blogue que abandonaram há 3 meses atrás, por razões cordiais.

Pela parte que me toca, o momento chave para esta decisão foi a recente contratação do Cristian Rodriguez. O tanto que precisava de insultar e não ter onde fazê-lo foi decisivo para este momento.

A inauguração está marcada para amanhã, dia 1 de Julho, para assinalar convenientemente o aniversário do Sporting que é uma data de grande alegria para todos, excepto para os seus próprios adeptos.

De resto, não precisamos de muitas visitas, apenas as necessárias para não sentirmos que estamos a falar sozinhos, o que nem é mau de todo porque no meio de tanta azáfama é sempre bom que tenhamos algum tempo para nós…

Obrigado pela atenção dispensada e se quiserem, podem seguir este link. Por detrás da cortina, há um mundo novo para descobrir a partir de amanhã…
Rui NS

Parabéns Espanha

Nem sempre ganha um dos melhores, raramente ganha o melhor. O Euro 2008 foi uma raridade.

Preparação de cartões de dia do Pai banida de escolas escocesas

O que acham que é pior:
“Onde há coxo não se pode correr, onde há um cego não se pode ver, onde há um surdo não se pode falar”
ou
“Os coxos com os coxos, os cegos com os cegos, os surdos com os surdos'”

Para mim nenhuma das anterior me parece promissora como princípio a seguir para termos um futuro melhor, pelo menos para a grande maioria das ocasiões da nossa existência.
Que me dizem?

A notícia que deu origem ao título está aqui:”Father’s Day cards banned in Scottish schools

Ainda sobre a educação

Num tom bem mais violento do que o que aqui tem sido usado recomendo este texto de Pedro Picoito “Do cinismo como política educativa“. Um excerto:

“(…) O embuste já foi abundantemente denunciado, mas isso não o torna menos criminoso. Porque se o cinismo pode acabar com um professor, o cinismo como política pode destruir uma geração inteira. Os que passaram pelas escolas portuguesas durante os últimos anos não sabem ainda, mas depressa se darão conta que as suas notas falsas a Matemática e a Português não têm nenhum crédito no mercado de trabalho. Só que então, quando perguntarem de quem é a culpa, Maria Lurdes Rodrigues e os outros cínicos não estarão por cá para lhes responder.”

Gosto do Ministro Jaime Silva

Não será popular mas é um facto, e os acontecimentos da última semana desmerecem muito mais José Socrates, os media e a CAP do que o dito Ministro que se atreveu a fazer um comentário político apontando para aquela que deveria ser a pouca autoridade política disponível por parte de um dos sectores mais subsidiados da economia nacional.
Diria mesmo que esta ficção bem real aqui retratada “Reunião de José Sócrates com a CAP – versão Gato Fedorento” encerra, para quem tinha dúvidas, a recolha de provas de que até Outubro de 2009 haverá muito pouco governo pelo país.
É caso para dizer que o nosso PM tem medo de tractores, de camiões, de taxistas, de alunos cábula… Com tanto por onde dialogar o homem só sabe escolher quem lhe pode pôr literalmente a poia à porta. O estrume nunca fez mal a ninguém, é só caso de agarrar na forquilha e pô-lo no sítio adequado.

Salve-se o Ministro ou talvez não.

E o título de notícia mais estúpido do dia é…

Sol deixou de aquecer a Terra“, um título do jornal Expresso como não podia deixar de ser.
Será que é alguma private joke entre jornais concorrentes?
Em todo o caso aqui fica a publicidade gratuita. Ver um jornal a dizer patetices constuma ser irresistível para um blogger que se preze.
QED

A ler: Literacia científica em Portugal

Depois da discussão havida na caixa dos comentários deste post “euLer(2)” o João deu-se ao trabalho (aqui, aqui e aqui) de fazer umas contas com os dados a que teve acesso relativos PISA 2006 sobre literacia.
As conclusões parecem-me claras:

“O sistema de ensino português produz alunos que estão ao nível dos melhores do mundo; o problema persistente — e ímpar — é a incapacidade do sistema em responder às necessidades dos menos capazes.”

O João fala ainda de um encantamento que não considero necessariamente nefasto ao dizer:

“Num país onde se tem debatido exaustivamente as problemáticas da desigualdade, é de estranhar que a maioria das pessoas se deixe encantar pelo discurso do “facilitismo” e se esqueça que o nosso sistema de ensino, ao ser excessivamente selectivo, está a induzir desigualdades no acesso ao conhecimento que se manifestarão, mais cedo ou mais tarde, de todas as outras formas possíveis.”

Digo que não é nefasto porque não basta dizer-se que é nefasto por barrar o caminho para discutirmos outras coisas. Gostei do que li e só é pena que haja tão poucas ocasiões onde se vê quem sabe fazer as contas. Um a zero a favor da blogoesfera. Parabéns João.

E parabéns também ao Tonibler (ver primeiro comentário), é que acho que ele também tem razão. Restam-me poucas dúvidas que o poder político actual caiu na tentação (ou na esparrela, que não tenho os especialistas do MNE como santos – já têm alguns ministros no cadastro de abates) de dar uma mãozinha de modo a que “os números venham iguais aos OUTROS sistemas”. Não virão os de Pisa, provavelmente, mas o que é Pisa ao pé das notas dos exames que os filhos dos eleitores levam para casa? A tentação para várias formas de facilistismo, assim como a discussão em torno das exigências impostas pelas retenções de alunos e/ou pela sua abolição, são fantasmas que neste país convém mesmo ir militantemente agitado, caso contrário, corremos o risco de ficar com o pior de dois sistemas como dizia nesta outra caixa de comentários.

As duas teses, do João e do Tonibler, não são incompatíveis, é prudente considerar os alertas de ambas.

Cerca de 10000 assinaturas depois

MEPÉ já sexta-feira que o Movimento Esperança Portugal (MEP) vai entregar no Tribunal Constitucional as assinaturas recolhidas junto de eleitores portugueses com vista a formalizar a constituição do novo partido.
A responsabilidade agrada-nos, a tarefa é clara: contribuir para melhorar o nível e a oferta política, ao nível partidário, em Portugal.
Aos poucos a inquietação comum aos membros do MEP que os levaram a fazer mais do que ficar pela crítica e pelo fatalismo vai dando lugar a algo palpável: uma plataforma a partir da qual procuraremos ter um papel activo tão relevante quanto os portugueses o permitirem.
Testemos a democracia lusa com o desafio que o MEP e outros novos partidos vêm colocar a jornalistas, comentadores, legislação, órgãos de sobrania e, fundamentalmente, eleitores.
A corrida está só no começo e vamos correndo com muito gosto.

Noite memorável em Basileia (Basel)

Blogouve-se por aí…

O Blogouve-se concluiu hoje 5 anos de aventura pela vizinhança. Se há quem tenha medo deste lobo mau que é a internet, recomendo que ponha os olhos no que de bom se pode fazer via Blogouve-se (particularmente se o “medricas” for jornalista).
Fica o agradecimento ao João Paulo Meneses, jornalista da TSF e os votos de que um dia regresse. Felicidades e obrigado pela definição de ética e de sentido crítico (e auto-crítico) que foi dando. O Blogouve-se em certo sentido foi uma das minhas fontes de esperança.
O agradecimento é também extensível a quem deixou o JPM desenvolver o Blogouve-se sem areias na engrenagem. Sublinho a nota final que por lá faz:

” em cinco [anos] apanhei três directores diferentes; nenhum deles me criou qualquer problema – ou, sequer, me chamou à atenção – por alguma coisa que tenha sido escrita; é justo dizê-lo.”

Também publicado em Melhor é Impossível.