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Ontem tivemos um momento histórico no Parlamento

ConstruirAntónio José Seguro reclamou objecção de consciência e votou a favor da realização de um referendo sobre o Tratado de Lisboa – contra o seu partido. Sublinhou que as alterações face ao tratado constitucional não justificavam que a promessa eleitoral deixasse de fazer sentido.
É raro este tipo de situações acontecerem, mas vejo-as por princípio como um sinal de maturidade e de potencial valorização dos nossos representantes. Pela decisão concreta fica o meu aplauso.
Aos poucos, com algum trabalho de fundo pouco visível (veja-se o fez para a reforma do parlamento) e com uma determinação a todos os títulos rara com reflexos internos e crescentemente externos (mas, para já, sem recurso a estratégias de “comunicação” que fizeram escola no passado), António José Seguro vai marcando de forma mais clara o seu papel político. Quem sabe se preparando em devido tempo uma alternativa a José Sócrates. Há ainda pouco substrato político para definir a potencial alternativa mas parece-me o rumo certo. A continuar a seguir com atenção.

3 replies on “Ontem tivemos um momento histórico no Parlamento”

Pelo menos alguém no PS seja contra os políticos irresponsáveis que prometem sem pensar no que estão a fazer.

Mais uma vez, o PM quebrou uma promessa eleitoral.

É preciso ser coerente nas palavras e actos.

Os políticos têm que se responsabilizar pelas suas palavras e em particular pelas suas promessas. Se não é para cumprir, não prometam.

Penso que o Dr. António José Seguro queria apenas que o seu partido, no governo, devia cumprir com a sua palavra.

O populismo do PM que prometeu em campanha eleitoral realizar um referendo para a aprovação do Tratado Constitucional. Mudaram-lhe uns pontos, deram-lhe um nome diferente mas tem exactamente os mesmos objectivos e já não se faz o referendo. É outro, diz o PM (!!!!).

Penso que 99,98% dos portugueses não sabe, mas o que está em causa é mais uma falha de uma promessa eleitoral (não Demagógica!!!).

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