Archive for Fevereiro, 2008
Da política para gente de todas as cores
A ler: “Com amor e com raiva” por João Villalobos (e Eça de Queirós) no Corta Fitas.
Correlacionar a lista de convocados com a assistência no Estádio
Passou-me pela cabeça o exercício acima descrito em relação aos dados do Sporting, mas depois ocorreu-me que há um factor fortíssimo que complica com a racionalidade.
A minha teoria era a seguinte: a lista de convocados para o jogo sai com alguma antecedência permitindo ao adepto atento decidir com elevada probabilidade de antecipação e sucesso se quer ir assistir a uma derrota ou se quer ir assistir a uma vitória do Sporting.

Assim, se houvesse racionalidade, apesar da ausência forçada de Vukcevic e da forte probabilidade de Ronny jogar, as ausências quase seguras de Purovic e Farnerud e as presenças de Abel e Tiui dão alguma motivação para ir ver um jogo que o Sporting até poderá ganhar.
Contudo, há um lastro a ter em conta e que não se apaga com a divulgação da convocatória: desconfio que os efeitos negativos da herança do jogo anterior, onde os referidos atletas foram chamados a demonstrar mais uma vez as suas imensas limitações, mexe com o adepto comum com hipótese de ir ao Estádio ao ponto de preferir ver o jogo na televisão (se tanto).
Aos que são alheios ao curto prazo e confiam na equipa escalada para hoje o meu até logo. Podem encontrar-me algures no sector A26.
Do anti-climax nascerá uma estrela
No pós-Pedro Santana Lopes Primeiro Ministro saiu-nos José Sócrates, luminoso e generoso como só as boias parecem aos homens ao mar.
No pós-Santana Lopes / Luís Filipe Meneses enquanto lideres do PSD surgirá o heroi definitivo que salvará o partido (e quem sabe o país) da atrofia dos pobres de espírito.
Estes militantes do PSD sabem-na toda! Mestres da gestão dos timmings de uma forma rebuscada. Aos seus abrigos malta das rosas!*
* Er… bem vistas as coisas estive assim para escrever o mesmo quando o lider era Marques Mendes, but what a hell!
Vamos ao cinema? Não, vamos ao campo de refugiados.
“Um parque temático aberto em Melbourne, na Austrália, simula o dia-a-dia dos residentes de um campo de refugiados, para mostrar aos visitantes as dificuldades e o sofrimento de milhares de pessoas ao redor do mundo que vivem nessa situação, longe de suas casas. (…)”
Mais detalhes aqui: “Parque temático na Austrália simula campo de refugiados“.
O Google não existe para a Assembleia da Republica?
Depois da prosa sobre o facto de ser impossível encontrar o sítio da Assembleia da República Portuguesa onde se aventava a hipótese do o Google ter banido o Parlamento, surge agora, após investigação mais informada a indicação de que poderá estar a suceder precisamente o oposto: a AR ter a porta fechada para os bot e robot do Google.
O António Dias continua a acompanhar a questão. Próximo passo, dar disso notícia à AR?
A Assembleia da República não existe para o Google
Ontem corri mais de 20 páginas de resultados desta pesquisa do Google e não encontrei o que procurava: o sítio na net do “Parlamento” português. E uma pesquisa adicional por “Assembleia da República” produziu os mesmo resultados. Passei por parlamentos dos Palops, e não só, e do português, só indicações indirectas.
Há larguíssimos meses que me apercebi do fenómeno mas só ontem, perante mais uma confirmação prática, resolvi tentar perceber o que se estará a passar pedindo ajuda a quem tem mais conhecimento sobre este tipo de tecnologia. O António Dias pegou no caso e investigou-o na medida do possível. Está tudo aqui em “Parlamento banido do Google?“. Para todos os efeitos podemos dizer que o Google baniu o sítio do nosso Parlamento. Resta saber o que terá levado algum robot dessa empresa a aplicar tal medida tão drástica a um sítio com mais de uma década e com largas dezenas de milhares de ligações/referências em outras páginas com notoriedade, segundo os critérios do próprio Google.
Já agora, e porque o mais certo é ainda aqui aparecer gente perdida em busca do sítio do Parlamento, ele está aqui: http://www.parlamento.pt/
Saltemos para uma cadeira e mudemos de perspectiva
” Eu, português, 43 anos, sobrevivente a recibos verdes, que todos os meses pago 200 euros de segurança social para viver na maior das inseguranças, que senti a minha qualidade de vida baixar consecutivamente nos últimos anos, não consigo ver o país como o primeiro-ministro José Sócrates vê.(…)
Gostava que percebesse que eu vejo um país bem diferente. Não trabalho para a Sonae nem para o jornal Público. Não sou militante de qualquer partido e até votei no PS nas últimas eleições.
… Mas o país que vejo tem centenas de milhares de desempregados – um número “ligeiramente” superior aos 90 mil postos de trabalho que o Governo terá criado -, não se sente seguro nas ruas nem seguro na saúde, menos ainda na justiça, não me parece confiante nem vê na carteira os efeitos desse extraordinário controlo do défice. Também não vê a despesa pública baixar. Nem o rendimento subir. (…)”
Pedro Rolo Duarte em “O país que eu vejo é diferente do país que ele vê“
A lágrima hilária como último recurso
Ele: Então e ontem à noite. Que tal achaste a prestação?
Eu: Foi boa, está a melhorar, desta vez não vomitou em público. Foi só o choradinho habitual.
Ele: Vomitou em público?! O Sócrates?!
Eu: Er… Ontem à noite fui com a filhota ao pediatra. O que é que tem o Sócrates?
Ele: Ah bom! O Sócrates tabu, tabumzinho.
A Tubarão Esquilo já tem a sua lua
A mais famosa modelo portuguesa em terras do Second Life (vizinha antiga do sempre bem informado Lua) inicia a sua página dedicada à vida na “outra vida” em formato weblog, assinado com o nome artístico com que ficou conhecida (e escrevendo em inglês): Ana Lutetia.
É o glamour ao pé de nós.

O inimigo no terrível dia 18 de Fevereiro de 2008
O inimigo insinuou-se com umas gotas no início do Domingo. Converteu-se depois numa chuva relaxante e intensa pouco dada a intimidades com grandes ventanias. Com o cair da noite o inimigo revelou então a sua carta de intenções. Aliou-se ao tenebroso trovão e massacrou com intensidade inesperada todos os pontos estratégicos da capital.
Em poucas horas a cidade e arredores ficaram de rastos:
- linha do norte cortada;
- autoestrada do norte cortada;
- autoestrada do oeste cortada;
- marginal de Cascais cortada;
- metade da cidade de Lisboa com abastecimento de gás limitado;
- vários concelhos limítrofes sem fornecimento de electricidade;
- parte da cidade sem abastecimento de água;
- circulação do metropolitano com limitações;
- circulação ferroviária com graves perturbações;
- andar de automóvel no seio da cidade é bom para a actividade dos reboques;
- no resto do país felizmente é quase só paisagem.
A todo o momento estamos à espera de ficar sem electricidade. A trovoada aproxima-se. O inimigo não continua implacável.





