Adufe 5.0

As armas do meu adufe não têm signo nem fronteira
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As armas do meu Adufe,
não têm signo nem fronteira.

Bem-vindo ao Adufe 5.0


Archive for January, 2008


Desmontando as sucessivas mentiras sobre os Certificados de Aforro

Passando pela imprensa hoje é fácil de constatar que não exagerei quando ontem “decretei” a morte dos certificados de aforros para todos os aforradores com dois dedos de testa (ou instruidos para gerirem as suas poupanças). Hoje, os disparates e a má fé agravam-se com as declarações do Secretário de Estado Costa Pina tentando tapar o sol com a peneira na mão esquerda e atirando areia para os olhos com a direita. Convido-vos a ler:”Ainda a mentira do Governo sobre os Certificados de Aforro“.

A ironia de Amy Winehouse

“A cantora britânica Amy Winehouse ingressou nesta quinta-feira (24) em um centro de reabilitação para tratar sua dependência de drogas, informou sua gravadora, em um comunicado.” in Folha de São Paulo.

454 anos da Cidade de São 148Km Paulo

Da última vez que vi uma notícia sobre o trânsito em São Paulo – há largos meses – o número recorde aproximava-se muito dos 100. Hoje actualizo essa estatística via Folha de São Paulo:

“(…) O motorista que trafega pelas ruas e avenidas de São Paulo na tarde desta quinta-feira, véspera de aniversário dos 454 anos da capital, enfrenta 148 km de congestinamento, o equivalente a 18,1% dos 820 km monitorados às 17h49. Segundo a CET (Companhia de Engenharia de Tráfego), não foram registrados acidentes no horário da medição, e o alto índice é reflexo do excesso de veículos que já deixam a cidade. A companhia estima que cerca de 1,3 milhão de veículos devem deixar a cidade. A frota de São Paulo é de cerca de 6 milhões de veículos. (…)”

O que o ministro não disse sobre as novidades nos certificados de aforro

“(…) Quem já tem certificados poderá continuar a esperar o mesmo tipo de prémios de permanência e poderá mantê-los durante o tempo que quiser. A pequena diferença é que a taxa de juro passará a ser 60% da Taxa Anual Bruta em vez dos actuais 80%. Na prática, a taxa que em Janeiro foi de 3,72% seria de 2,79%, ou seja, espera-se que já em Fevereiro estes títulos vejam a sua taxa de juro cair mais de um ponto percentual.
No máximo, para quem já esteja a receber o prémio total (certificados com mais de 4 anos e meio de antiguidade) a taxa bruta anual será de 5,29%, ou seja, 4,232% líquidos. (…)”

O artigo completo está no Economia & Finanças:”Os certificados de aforro acabaram (morreram por falta de interesse)“.

Unidose: nem 8 nem 80 mas alguma coisa, por favor

“(…) O deputado do PS Ventura Leite criticou hoje o atraso na aplicação da legislação que prevê a prescrição de medicamentos em unidose nas farmácias, considerando que a medida é urgente e pouparia ao Estado milhões de euros. (…) Ventura Leite, eleito pelo distrito de Setúbal, disse que irá entregar uma declaração de voto a justificar a sua abstenção, dizendo que “está em perfeita sintonia com o interesse nacional de que o país reduza a despesa em medicamentos” (…). O deputado socialista foi, juntamente com o deputado Jorge Almeida, autor de um projecto de resolução com o mesmo objectivo aprovado por unanimidade no ano passado. No entanto, explicou que só não votou a favor do diploma do CDS-PP por discordar “do método e do oportunismo do CDS-PP que ignoraram os antecedentes” da questão.

Quanto “ao conteúdo, que é o essencial para os portugueses”, Ventura Leite disse estar de acordo, frisando que “em 2005, Portugal consumiu per capita mais 20 euros em medicamentos que Espanha” e que esses valores podiam ser reduzidos se avançassem na prática as medidas já previstas na lei.”

Ainda há deputados que levam o seu trabalho a sério. Mais a sério do que o permitido pelas regras que os seus partidos lhes impõem.

in Público/Lusa.

70 anos de relatos de futebol na rádio em Portugal

Lê-se no sítio do Sporting Clube de Portugal:

“Faz hoje, 23 de Janeiro de 2008, 70 anos que se efectuou a primeira transmissão radiofónica de um jogo de futebol em Portugal. O relato foi efectuado pelo professor José Ayala Botto, na Emissora Nacional. O encontro em causa foi disputado entre o Benfica e o Sporting, no Campo das Amoreiras.”

Em jeito de homenagem hoje vou ver o jogo com o rádio (do telemóvel) nos ouvidos. No Estádio afinal, ao vivo, que é outra coisa.
Por falar em futebol, acabei de ver o resumo do Totenham 5 – Arsenal 1. A evolução do marcador foi 2:0 ao intervalo seguindo-se 4:0 até que o Arsenal marcou um golo. Se puderem vejam como reagiram os adeptos do Arsenal quando da marcação do único golo do Arsenal. Como se escreve no Record hoje (Luís Avelãs) por aqui se vê que os portugueses não gostam de futebol. Eis um excerto para se perceber melhor:

“(…) Bem diferente é o que se vê em torno dos clubes da capital. A ausência de resultados apanha tudo e todos. Na Luz, Vieira até pode ter recuperado a imagem do clube, mas não percebe de futebol; Camacho era um sonho antigo, mas agora não passa de uma segunda versão de Fernando Santos e entre os futebolistas, Luisão já não é assim tão bom, Katsouranis é indisciplinado, Rui Costa está velho, Nuno Gomes não serve nem para uma equipa de segunda linha e Cardozo não vale um centésimo do investimento. Em Alvalade, o cenário é idêntico: Soares Franco é apenas um fraco gestor; Carlos Freitas recebia prémios injustificados; Paulo Bento é excelente… mas para os juniores; Veloso devia apostar em definitivo na moda; Liedson e Stojkovic são uns fala-baratos e Djaló e Pereirinha desprestigiam a tão famosa Academia…

Por cá, imagine-se, até uma parte significativa dos apaniguados do FC Porto – clube que tem o campeonato no bolso, continua na corrida pela Liga dos Campeões e pela Taça de Portugal – resolve assobiar a equipa… quando ganha! Ainda por cima, o alvo preferencial é só o elemento mais tecnicista, o mais espectacular, o que mais vezes aparece nos golos, ora marcando, ora assistindo. (…)”

'Bora lá descer o IVA?

O raciocínio de Vital Moreira parece-me razoável:

“(…) O Governo aumentou o IVA em 2005 como medida inevitável para sanear as finanças públicas. Conseguido esse objectivo antes do previsto (ganho de um ano), Teixeira dos Santos só não deve aliviar o IVA se a instabilidade da economia internacional não der margem para o fazer com um mínimo de segurança.”

But there’s a catch: convido-o a ler o que se está a passar com a redução não de um, nem de dois, nem de três por cento mas de 16 pontos percentuais de IVA aplicado às despesas com ginásios: “Ginásios não descem mensalidades com queda do IVA“. Espreite os comentários com os testemunhos na primeira pessoa. Há alguns pungentes também neste outro artigo:”Costuma ir ao Ginásio? Esta notícia interessa-lhe“.
Como, com que instrumentos, poderá o governo garantir que a eventual descida do IVA será passada para o consumidor (se é que esse é o objectivo de uma descida do IVA)? Tipicamente, uma descida de um imposto indirecto não é proporcional à subida e parece-me que no “contexto” nacional é ainda mais assim. Tratar-se-á de um detalhe mas que julgo deveria merecer algum cuidado especial se houver de facto uma redução do IVA. Não estou é a ver qual poderá ser minimamente eficaz, daí a pergunta.

O Português é de quem o rega e lhe dá substrato

Alguma vez conseguiríamos encontrar o verbo “Cogitar” num título de um jornal de referência português? E se o procurássemos nas páginas de economia e finanças, ainda seria mais improvável, certo?
No Brasil não têm medo de usar o português, o Folha de São Paulo online, por exemplo, tem-los no sítio: “Fed cogita fazer novos cortes nos juros dos EUA“. Tau! Embrulha!
Depois venham-me cá com mais rodriguinhos e engulhos em torno do acordo ortográfico. Haja vergonha!

Nas Nações do Norte da Europa é assim: o Estado paga

A ler no Ciberia: “Cidade do Porto com Internet sem fios gratuita“.

Estão-nos a tratar da saúde

Adufe 125Então e se depois de tantos disparates políticos, de algumas boas medidas, de múltiplos zigue-zagues e de crescente miopia política, no afã de poupar um cêntimo na Saúde, particularmente ao nível das valências disponibilizadas em zonas menos povoadas do país (à semelhança, aliás, da aposta de “racionalização” na área da Educação), se chegásse à conclusão que a coisa (financeiramente e qualitativamente) em vez de melhorar, piorou?
Não haverá nessa altura bodes expiatórios mansinhos (como o têm sido, apesar de tudo, as terras de pouca gente ou de gente endurecida) e teremos de olhar de novo e cruamente para “onde é que está de facto a ir cada vez mais dinheiro” e, adicionalmente, “E estará a ser mesmo bem aplicado?
Enfim, cenários que talvez até interessem a de quem tão pouco se fala nesta área complicada e literalmente vital. Um dia, nem que seja quando chegar um governo de outra cor, teremos (como é costume) uma ideia mais clara de certas contas. Esperemos que seja antes, naturalmente, e com transparência. Para já, ponho as barbas de molho, em lista de espera.
Por estes dias, com as respectivas nuances, Chaves e Cascais (situação que conheço desde aquele dia já longínquo, na adolescência, em que me racharam o nariz e que para meu escândalo ainda persiste) são sinónimos que nos envergonham. Não foi para isto que votei no Partido Socialista.