Adufe sans frontiers

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As armas do meu Adufe,
não têm signo nem fronteira.

Bem-vindo ao Adufe 5.0


Archive for Janeiro, 2008


70 anos de relatos de futebol na rádio em Portugal

Lê-se no sítio do Sporting Clube de Portugal:

“Faz hoje, 23 de Janeiro de 2008, 70 anos que se efectuou a primeira transmissão radiofónica de um jogo de futebol em Portugal. O relato foi efectuado pelo professor José Ayala Botto, na Emissora Nacional. O encontro em causa foi disputado entre o Benfica e o Sporting, no Campo das Amoreiras.”

Em jeito de homenagem hoje vou ver o jogo com o rádio (do telemóvel) nos ouvidos. No Estádio afinal, ao vivo, que é outra coisa.
Por falar em futebol, acabei de ver o resumo do Totenham 5 – Arsenal 1. A evolução do marcador foi 2:0 ao intervalo seguindo-se 4:0 até que o Arsenal marcou um golo. Se puderem vejam como reagiram os adeptos do Arsenal quando da marcação do único golo do Arsenal. Como se escreve no Record hoje (Luís Avelãs) por aqui se vê que os portugueses não gostam de futebol. Eis um excerto para se perceber melhor:

“(…) Bem diferente é o que se vê em torno dos clubes da capital. A ausência de resultados apanha tudo e todos. Na Luz, Vieira até pode ter recuperado a imagem do clube, mas não percebe de futebol; Camacho era um sonho antigo, mas agora não passa de uma segunda versão de Fernando Santos e entre os futebolistas, Luisão já não é assim tão bom, Katsouranis é indisciplinado, Rui Costa está velho, Nuno Gomes não serve nem para uma equipa de segunda linha e Cardozo não vale um centésimo do investimento. Em Alvalade, o cenário é idêntico: Soares Franco é apenas um fraco gestor; Carlos Freitas recebia prémios injustificados; Paulo Bento é excelente… mas para os juniores; Veloso devia apostar em definitivo na moda; Liedson e Stojkovic são uns fala-baratos e Djaló e Pereirinha desprestigiam a tão famosa Academia…

Por cá, imagine-se, até uma parte significativa dos apaniguados do FC Porto – clube que tem o campeonato no bolso, continua na corrida pela Liga dos Campeões e pela Taça de Portugal – resolve assobiar a equipa… quando ganha! Ainda por cima, o alvo preferencial é só o elemento mais tecnicista, o mais espectacular, o que mais vezes aparece nos golos, ora marcando, ora assistindo. (…)”

‘Bora lá descer o IVA?

O raciocínio de Vital Moreira parece-me razoável:

“(…) O Governo aumentou o IVA em 2005 como medida inevitável para sanear as finanças públicas. Conseguido esse objectivo antes do previsto (ganho de um ano), Teixeira dos Santos só não deve aliviar o IVA se a instabilidade da economia internacional não der margem para o fazer com um mínimo de segurança.”

But there’s a catch: convido-o a ler o que se está a passar com a redução não de um, nem de dois, nem de três por cento mas de 16 pontos percentuais de IVA aplicado às despesas com ginásios: “Ginásios não descem mensalidades com queda do IVA“. Espreite os comentários com os testemunhos na primeira pessoa. Há alguns pungentes também neste outro artigo:”Costuma ir ao Ginásio? Esta notícia interessa-lhe“.
Como, com que instrumentos, poderá o governo garantir que a eventual descida do IVA será passada para o consumidor (se é que esse é o objectivo de uma descida do IVA)? Tipicamente, uma descida de um imposto indirecto não é proporcional à subida e parece-me que no “contexto” nacional é ainda mais assim. Tratar-se-á de um detalhe mas que julgo deveria merecer algum cuidado especial se houver de facto uma redução do IVA. Não estou é a ver qual poderá ser minimamente eficaz, daí a pergunta.

O Português é de quem o rega e lhe dá substrato

Alguma vez conseguiríamos encontrar o verbo “Cogitar” num título de um jornal de referência português? E se o procurássemos nas páginas de economia e finanças, ainda seria mais improvável, certo?
No Brasil não têm medo de usar o português, o Folha de São Paulo online, por exemplo, tem-los no sítio: “Fed cogita fazer novos cortes nos juros dos EUA“. Tau! Embrulha!
Depois venham-me cá com mais rodriguinhos e engulhos em torno do acordo ortográfico. Haja vergonha!

Nas Nações do Norte da Europa é assim: o Estado paga

A ler no Ciberia: “Cidade do Porto com Internet sem fios gratuita“.

Estão-nos a tratar da saúde

Adufe 125Então e se depois de tantos disparates políticos, de algumas boas medidas, de múltiplos zigue-zagues e de crescente miopia política, no afã de poupar um cêntimo na Saúde, particularmente ao nível das valências disponibilizadas em zonas menos povoadas do país (à semelhança, aliás, da aposta de “racionalização” na área da Educação), se chegásse à conclusão que a coisa (financeiramente e qualitativamente) em vez de melhorar, piorou?
Não haverá nessa altura bodes expiatórios mansinhos (como o têm sido, apesar de tudo, as terras de pouca gente ou de gente endurecida) e teremos de olhar de novo e cruamente para “onde é que está de facto a ir cada vez mais dinheiro” e, adicionalmente, “E estará a ser mesmo bem aplicado?
Enfim, cenários que talvez até interessem a de quem tão pouco se fala nesta área complicada e literalmente vital. Um dia, nem que seja quando chegar um governo de outra cor, teremos (como é costume) uma ideia mais clara de certas contas. Esperemos que seja antes, naturalmente, e com transparência. Para já, ponho as barbas de molho, em lista de espera.
Por estes dias, com as respectivas nuances, Chaves e Cascais (situação que conheço desde aquele dia já longínquo, na adolescência, em que me racharam o nariz e que para meu escândalo ainda persiste) são sinónimos que nos envergonham. Não foi para isto que votei no Partido Socialista.

Bloggers na rádio

Bloggers na rádioTrês de uma assentada: a sul o “nossoLeonel Vicente com o Pedro Rolo Duarte, e a norte o Tiago Barbosa Ribeiro mais o Gabriel Silva no Café com Blogues.
Multimédia or bust!
Por aqui constou-me que este postezinho saiu naquele jornal de que não quero dizer o nome. Hum! Vou passá-lo da solitária para uma cela normal, depois logo se vê.

Quanto à nova lei sobre a governação autárquica…

Quanto à nova lei sobre a governação autárquica estou inteiramente de acordo com Vital Moreira:

“(…) a oposição desvalorizou a principal objecção contra o regime em vias de aprovação, que consiste na imposição de executivos maioritários monopartidários mesmo contra uma folgada maioria da oposição na assembleia.
De facto, segundo a proposta PS-PSD a rejeição da junta ou da câmara proposta pelo presidente exige uma maioria de 3/5 na assembleia, o que lhe permite “passar” mesmo que tenha 59% de votos contra. Ora, não sendo o executivo directamente eleito (salvo o presidente), de onde virá a sua legitimidade democrática (seja a junta de freguesia, seja a câmara municipal) para se impor à maioria da assembleia autárquica, essa sim directamente eleita?
Recorde-se que no caso do sistema de governo nacional, nenhum governo pode passar na AR se tiver contra ele uma maioria absoluta…”

Se a lógica não é uma batata, isto é inconstitucional. Certo?

Sabem porque é que os bancos têm cada vez mais má fama?

Sabem porque é que os bancos têm cada vez mais má fama? Por causa de histórias como esta: “Por onde o Millenium BCP pode começar a melhorar a imagem“.
Primeiro foi com o IVA dos ginásios, agora são os Bancos a inventar dificuldades para se levantar o dinheiro das Contas Poupança Habitação. Comum a ambas o facto do o Governo ter levantado as restrições fiscais ou aligeirado as mesmas e terem tido como consequência a total deturpação do que se pretendia por afinal, o mundo é dos espertos.

Procuram-se estatísticas comparáveis sobre a Função Pública

Vital Moreira ao abordar as remunerações da Função Pública toca num ponto que nunca consegui ver esclarecido e para o qual lhe peço auxílio. A dada altura escreve:

“sendo as despesas públicas com pessoal na Administração Pública muito superiores à média da UE e da OCDE”

O que lhe pedia era as ditas estatísticas que sustentam tal afirmação. E faço-o porque já vi escrito isto e o seu oposto aparentemente tendo por base, em ambos os casos (?) universos não comparáveis. Ora porque num caso se estão a incluir as forças armadas e policiais e noutros não, ora porque num caso a GNR conta mas noutros países não, ou então é o problema de se lhes juntarem os professores e os médicos que são quadros especiais e podem ou não estar incluídos. E eu, com contrato individual de trabalho e desde sempre no regime geral da Seg. Social e a trabalhar para o Estado num Instituto Público entro ou não? Deveria? E nos outros países?
Em suma, onde é que com a certeza de ter dados estritamente comparáveis eu posso arranjar informação para efectuar contas a nível internacional? Na OCDE? No Eurostat? Muito sinceramente me confesso perdido.
Agradeço desde já a ajuda prestada.

Penamacor: uma vila de estouro

Qual 24 de Julho, qual Foz, qual Albufeira, as noites de estouro neste país estão em Penamacor!
Espero sinceramente que depois de terem assistido em lugar privilegiado ao que é o passar da barreira do som por um avião, os coelhos do meu primo Álvaro resistam ao stress e continuem a alimentar as crias. A bem do que resta de empreendedorismo no interior.
Parece que os pilotos dos F16 lusos e dinamarqueses se entusiasmaram ontem à noite, parece que ninguém avisou as populações do exercícios e parece que houve vidros a voar pelos ares entre outros. Querem ver que o Sócrates pôs a Força Aérea a fazer voos rasantes em Penamacor para intimidar a oposição interna? António José Seguro é de lá tal como o nosso vizinho Jorge Seguro Sanches. E logo com apoio “europeu”. É a vigança pela divergência no referendo está visto! Just kidding.
Por falar em vizinhança, ei-la a agir de pronto em sede própria:

Voos rasantes em Penamacor: um requerimento que se exige e que acabei de entregar na Assembleia

Ele anda por aí…

Não, não é esse “ele”, é o Paulo Gorjão que regressou às lides, já não no seu Bloguítica, mas cachimbando em conjunto n’O Cachimbo de Magritte.
A acompanhar, politicamente falando.

Quem ganha menos que 60% do rendimento mediano em Portugal?

Aqui como em outros países da União Europeia, num regime de painel nacional vai-se realizando o Inquérito às Condições de Vida e Rendimento (EU-SILC), um inquérito rico e cheio de potencialidades que já tive o prazer de explorar na sua anterior e mais enfesada versão vigente durante boa parte da década de 90. O INE vai fazendo o que pode (que não é mais do aquilo que lhe deixam fazer) quanto à exploração dos dados, mas justificava-se outro tipo de investimento face à riqueza da base de dados em presença.
Fica o resumo e a ligação para o relatório completo.

“O Instituto Nacional de Estatística apresenta os principais indicadores sobre o risco de pobreza e a desigualdade na distribuição dos rendimentos monetários a partir dos resultados do Inquérito às Condições de Vida e Rendimento (EU-SILC) realizado em 2006.
De acordo com este inquérito, a população residente em situação de risco de pobreza era de 18% em 2006 (20% de acordo com o inquérito de 2004 e 19% em 2005).
A distribuição dos rendimentos caracterizava-se por uma acentuada desigualdade: o rendimento dos 20% da população com maior rendimento era 6,8 vezes o rendimento dos 20% da população com menor rendimento (6,9 nos dois anos anteriores).
À semelhança de 2005, o impacto das transferências sociais (excluindo pensões) na redução da taxa de risco de pobreza em 2006 foi de 7 pontos percentuais.”

Governo acerta em cheio na taxa de inflação…inglesa

Pois, é verdade. À medida que se conhecem os valores finais da inflação relativos a 2007 vão-se tirando teimas e no caso português o referencial da inflação para 2007 inscrito no Orçamento de Estado de então (e determinante para as actualizações salariais na função pública, entre outros) acertou em cheio na taxa de inflação apurada para o Reino Unido, ou seja, 2,1%. Mantêm-se assim a orientação do actual governo para se preocupar com os eleitores europeus não portugueses, na linha, por exemplo, da não realização do referendo em Portugal, pelo pânico que poderia gerar lá fora.
Os maganos do INE é que lá divulgaram um número mais inflacionado: 2,5%. Ou seja, temos um erro de 0,4 pontos percentuais. Um dinheirinho que se ficou a dever.
Um erro que, arrisco, se repetirá (se não em pior) para 2008, veja-se a este propósito o exercício simples mas até ver menos falível apresentado no Economia & Finanças.
Aguardemos então pela inflação do Reino Unido para 2008 fazendo votos que ao menos por lá fiquem satisfeitos com mais um cenário do governo português.

As entranhas do PS: a simbologia do directório

Por Luís Novaes Tito em “Porque morrem os partidos”:

“Houve um tempo, não muito longínquo, em que os dirigentes do Partido Socialista eram chamados às secções de residência para responderem aos seus militantes.

Hoje é raro haver convocatórias e quando elas acontecem, lê-se:

Convocam-se os militantes para uma sessão de esclarecimento sobre…

Na Barbearia do Senhor Luís.

Uma ponte para a outra margem

Uma ponte ferro-rodoviária entre Chelas e o Barreiro é um custo desnecessário causado pelo facto de irmos ter um Aeroporto na Margem Sul?!
Só quem não vê o país que temos e não conhece minimamente a área metropolitana de Lisboa é que pode vir com estas contas. Para mim, essa ponte é tão ou mais urgente quanto o Aeroporto. Será possível que com esta ponte Lisboa e Setúbal fiquem a menos de 30 minutos de distância? Será que com esta ponte virá a nascer uma nova linha ferroviária suburbana que servirá de alternativa real ao automóvel e ao navio para quem vive a montante do Seixal? Será que o TGV não ia atravesar o Tejo nalgum ponto? Será que com essa ponte para chegar ao Barreiro/Moita (que fica a menos de 10 km do centro de Lisboa em linha recta) deixará de ser necessário fazer a circunvalação a metade da margem sul percorrendo de 30 a 50 quilómetros dependendo da ponte escolhida?
Lisboa não tem pontes a mais. Menos tempo de viagem é menos poluição, é maior eficiência e consequentemente mais riqueza e mais conforto. O aeroporto é apenas mais um contributo para justificar as vantagens de uma ponte que é há muito indispensável e desejável. Uma ponte que deveria ter sido uma prioridade face à Vasco da Gama, digo eu. E para fechar, boa poesia portuguesa.