Tem telemóvel com internet? Então tem adufe
Pois parece que sim que a partir de agora pode ver/ler o adufe no seu celular, perdão, telemóvel. Se houver por aí quem seja dessas coisas conte a dizer se é bonito, se funciona. Modernices.
Pois parece que sim que a partir de agora pode ver/ler o adufe no seu celular, perdão, telemóvel. Se houver por aí quem seja dessas coisas conte a dizer se é bonito, se funciona. Modernices.
Um das outras coisas foi descoberta aqui pelo Pedro Lomba (via João Pinto e Castro). Mas há mais, há mais… Elas que apareçam e depressa!
A poucas semanas de estar há um ano em novo poiso, há ainda cerca de um quinto do total de links ao adufe que apontam ao velho lugarejo, provavelmente os referenciadores nem se aperceberão pois há um redireccionamento automático. Se por aí não vem dano, a “autoridade” mediática contada pelos links a um sítio ressente-se. As entradas pela porta das traseiras são ignoradas pelos classificadores da internet, não é António? O que pode implicar uma (ainda) maior obscuridade do lugar.
Vem isto a propósito da mudança de endereço do A Origem das Espécies ocorrida hoje. Link actualizado! Toca a assapar posts?
O que é a histerese.
Ainda que haja hipocrisia no abandono da hipocrisia por alguns dos seus praticantes - tantas vezes surge lá para o fim da vida ou depois de abandonarem o poder que podia de facto ter mudado alguma coisa -, acredito que um hipócrita não está condenado a sê-lo para sempre nem para todas as áreas do seu relacionamento humano.
Não ser hipócrita tem um preço e além do preço imediato que vem na etiqueta costuma implicar o pagamento de juros. Mas o reverso também é verídico, sendo que, em muitos casos, a hipocrisia se escolhe porque à cabeça custa muito menos.
No longo prazo, com os juros à mistura, tudo se complica; mas no longo prazo, o pagante inicial pode nem estar já entre os vivos.
Cliches à parte, vai-se tornando evidente o grau e o empenho hipócrita dos políticos que nos governam dentro e fora de fronteiras. Há um cheiro pestilento no ar.
Bem vistas as coisas, a hipocrisia está em extinção. Já não se engolem sapos, fez-se disso o prato preferido na União Europeia. E nós a ver, alguns com os dedos queimados pelos votos passados.
A ler: Adormecidos por Francisco José Viegas e a Diplomacia do Cinismo pelo Luís Novaes Tito.
Destaque: Se o governo quer salvar o planeta do desperdício porque é que não estabelece uma relação máxima entre o volume do conteúdo e o volume das embalagens produzidas pela indústria?
Desde cd individuais embrulhados em caixas onde cabe uma resma de folhas A4, a brinquedos minúsculos apresentados nas prateleiras em caixotes bons para as mudanças, tudo se encontra disponível e reluzente nas lojas do país.
Eu uso os meus sacos de compras do hipermercado para acondicionar lixo, nomeadamente para acondicionar lixo separado com destino à reciclagem. Se passar a pagar 5 cêntimos por saco não vou deixar de consumir sacos. Aliás fico a perceber que acondicionar lixo em sacos diferente passa a custar mais dinheiro do que se meter tudo ao monte…
Serei daqueles que nada ganhará directamente com a benemérita medida de salvação do planeta e desconfio que terei um ganho marginal, muito marginal em termos indirectos pois constato que entre amigos e familiares este tipo de sacos cumpre a mesma função.
Finalmente fico ainda mais longe de perceber quanto custa o meu lixo tal é a dispersão de taxas e taxinhas em que é cobrado, desde o que o produtor paga à sociedade ponto verde (e que reflete no preço do produto), até ao custo dos saquinhos (eles também taxados pela sociedade ponto verde) passando pelas taxas de saneamento básico indexadas ao consumo de água lá de casa.
Se o governo quer salvar o planeta do desperdício porque é que não estabelece uma relação máxima entre o volume do conteúdo e o volume das embalagens produzidas pela indústria?
Desde cd individuais embrulhados em caixas onde cabe uma resma de folhas A4, a brinquedos minúsculos apresentados nas prateleiras em caixotes bons para as mudanças, tudo se encontra disponível e reluzente nas lojas do país. Tudo devidamente anunciado na TV, tudo pronto a seduzir os fraquinhos consumidores que não resistem a levar mais um saco cheio para casa.
Governo, meu pai, se faz algum sentido cobrar a quem compra para que compre menos, mais sentido fará evitar na fonte que se gere o desperdício. O poder económico do consumidor para pagar um extra pela embalagem maior ou por mais um saco de plástico não me parece uma opção razoável quando temos de salvar o planeta.
A propósito, quando é que se aprova uma lei que imponha o uso de embalagens de vidro retornáveis nas bebidas vendidas em restaurantes?
Como disse?
Já está em vigor?
Ainda não dei por nada.
Só reparei que a ASAE proibiu o uso de galheteiros e forçou o uso de embalagens individuais para o azeitinho, a bem da nossa saúde. Pois.
Fazer leis é bonito, principalmente com o fito de arrecadar directamente verba a quem não custa fiscalizar. O pretexto é que não passa mais uma vez de pura hipocrisia e/ou burrice.
Ontem à noite, depois de relatar a esperada vitória da proposta de instauração de uma ditadura apresentada por Hugo Chavez aos Venezuelanos, o jornalista referiu a intenção (para já ainda velada) de no Brasil se vir a fazer o mesmo lá mais próximo do termo do (último) mandato do actual presidente Lula da Silva. Na Rússia, a expectativa cresce no sentido de se saber que caminho Putin tem enxadrezado para se manter no controlo do poder, agora que o final do seu último mandato como presidente se aproxima.
Os destinos destes países serão distintos, e sê-lo-iam sempre, mas esta é uma afirmação que assume hoje um significado especial, agora que se conhece a derrota eleitoral dos intentos de Hugo Chavez. Vejamos como respeitará e prosseguirá a sua acção política no futuro.
Entretanto, o tempo para o resto do mundo escoa-se, nos próximos dias só vai dar África, para variar.
Eu hoje até podia falar daquele penalti falhado pelo Paulo Bento ou mesmo dessa novíssima região muito rica e desenvolvida que o governo descobriu entre o eixo Sines-Beja mas prefiro cirandar por uma prosa mais natalícia. Convido o leitor a apreciar como com um pouco de memória se pode fazer um dos melhores embrulhos de natal. Amen.