Al, o Político

Longe vão os tempos em que Al Gore começou a ser conhecido como um lone ranger das causas ambientais. Ouvi falar dele pela primeira vez precisamente como um defensor da consciêncialização ecológica e sistémica da acção humana no planeta. Só depois como vice-presidente e muitos anos depois (10 anos) como ex-futuro-presidente dos Estados Unidos.

Al Gore é acima de tudo um político profissional, daqueles que se educou, viveu e vive para a política, produz política e "ambiciona" política. No meio de tantas causas possível teve a sorte dos audazes e escolheu há décadas um tema de relevância crescente e fulcral para o fututo da nossa espécie.

Hoje, a ele é à organização das Nações Unidas que se ocupada das alterações climáticas (Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas das Nações Unidas), a fundação nobel atribuiu o prémio nobel da paz. Estão de parabéns.

O escrutínio de verdades inconvenientes é meio caminho andado para evitar o conflito; o enobrecimento e a paixão pelo ofício da política continuam a ser determinantes para que esse escrutínio seja possível.

4 thoughts on “Al, o Político

  1. Paulo

    Parece me surpreendente que este Sr. seja premiado com um nobel tao importante…concordo com a sua descricao deste “politico”…no entanto nao encaixa de maneira nenhuma este nobel nesta pessoa! E que accoes tao audazes e valiosos realizou para a obtencao deste reconhecimento?…sem duvida é daqueles individuos cujo rendimento provem de conferencias internacionais onde a “palha” enche o discurso…já nao quero falar do principal sponsor do amigo AL…Virgin! Impressionante esta atribuicao…Eventualmente o proximo ano será o amigo Clinton ou pq nao o Sr. Bush Sr…

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  2. Rui Cerdeira Branco

    Pois eu acho que encaixa muito bem, caro Paulo.
    É assim, opiniões.
    Mas detenhamo-nos no essencial o prémio vai para a causa, note que não foi só ele que recebeu o prémio. Acho que a fundação nobel fez muito bem em destacar politicamente o tema das alterações climáticas. Pela paz não é só quem acaba com as guerras mas também que as evita.

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  3. Paulo

    Estimado Rui,

    Concordo com a plenitude do seu comentario, no entanto nao deixo de guardar algum rancor em relacao à pessoa em causa, devido aos factos que enumerei no meu comment ao seu post. Talvez este ano tenha sentido que os Nobel se deixam levar pelas tendencias mediaticas originadas por uma necessidade inequivoca de (re)chegar ao poder da Nacao mais poderosa do mundo…como disse muito bem sao opinioes.

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