Adufe 4.0

As armas do meu Adufe não têm signo nem fronteira
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Archive for Outubro, 2007

São Liedson do Bonfim

Outubro 31, 2007 By: Rui Cerdeira Branco Category: Desporto, SCP No Comments →

Arranjem-me um altar. Pode ser já. O sofrimento segue dentro de momentos.

Casadíssimos aos olhos de Deus, separadíssimos na declaração fiscal

Outubro 31, 2007 By: Rui Cerdeira Branco Category: Economia, Justiça, Política, Sociedade No Comments →

(O assunto foi abordado no Economia & Finanças, mas como julgo que poderá interessar particularmente a alguns leitores do Adufe sai aqui em estéreo)

 

Não há no mundo nenhum sistema de redistribuição de rendimentos justo, pelo menos inteiramente. A justiça nestas matérias deve ser um objectivo permanente e não uma exigência utópica sem a qual se possa argumentar sem mais que "então não vale  a pena". Devemos estar sempre preparados para admitir alguma percentagem de abuso. A palavra-chave aqui é precisamente saber qual essa percentagem. E aí cada sociedade terá a sua. Há quem diga até que depende se se é mais de esquerda ou de direita em termos políticos, pessoalmente parece-me um raciocínio demasiado simplista.

Vem isto a propósito da utilização da recolha de um imposto sobre o rendimento onde se faz política social para “questões cirúrgicas” como sejam a discriminação positiva de certo tipo de agregados familiares.

O legislador acreditou no passado e continua a acreditar ainda hoje que conhecer o Estado Civil dos contribuintes é determinante para os tornar elegíveis ou não para determinados abatimentos à colecta.

Calendário Fiscal IRS 2006Sabendo o Estado e o legislador que há tipicamente um risco mais elevado de pobreza em agregados formados por pais solteiros, resolveu simplificar o seu trabalho e assumiu que estar casado com filhos significava estar menos sujeito ao risco de desfavorecimento, por oposição às famílias que enfrentam divórcios ou separações tendo filhos a cargo.

Há relativamente pouco tempo o divórcio era coisa rara até mesmo extremamente difícil de se obter em Portugal. Até há bem pouco tempo a constituição de uma família sem que houvesse desde logo um casamento, uma união formal, era socialmente inaceitável e apenas reservado aos audaciosos pouco católicos.

Hoje a realidade é bem diferente. Particularmente nos grandes centros urbanos, o casamento deixou de ser uma imposição cultural e social e em algumas situações a maternidade sem parceiro chega mesmo a ser uma opção desejada e não uma "fatalidade" da condição humana. Contudo, o sistema fiscal continua a aceitar a qualificação do Estado Civil de quem tem uma criança a cargo como a melhor aproximação possível para identificar situações que mereçam apoio social do Estado.

Mas de que estamos a falar em concreto? Estamos a falar por exemplo dos abatimentos à colecta que um pai (ou mãe) divorciados podem passar a  fazer caso paguem pensão de alimentos ao outro pai que ficou com a custódia do filho. Aparentemente o prémio que o Estado está a dar a quem esteja nestas situações é de tal forma elevado que está a levar alguns casais a divorciarem-se formalmente por razões de gestão fiscal. A poupança, dependendo dos rendimentos, pode ir, segundo o Fórum Família (que está a patrocinar uma petição para que se acabe que a discriminação por via do estado civil) dos 1200€ para rendimentos brutos anuais conjuntos dos pais (um titular com uma criança) de 18000€, até aos 5000€ para separações de casais com dois titulares que aufiram em conjunto 48000€ por ano (eis o ficheiro recebido por mail com várias simulações; não tive oportunidade de validar: Poupança IRS - pensão alimentos).

Pessoalmente conheço dois casos de casais que optaram por esta via estando agora na prática a entregar declarações separadas, em que um se apresenta como mãe solteira e o outro como pai que ajuda mensalmente na educação e criação do filho pagando a pensão de alimentos. Continuam casadíssimos aos olhos de Deus… E a morada fiscal de um deles não é de facto a sua residência.

Olhando para a situação, parece evidente que a cada ano que passa o espírito e objectivo da lei fiscal está a afastar-se das suas consequências práticas e a menos que o Estado se decida a ir a casa de cada um (talvez colocando umas escutas) para averiguar da efectiva ausência de economia comum e matrimonial (a partir de quantas visitas nocturnas à ex-mulher estaremos perante um ilícito fiscal?) era bom que se arrepiasse caminho e que se encontrasse uma forma mais justa e económica de apoiar efectivamente as famílias carenciadas. Talvez até tendo como consequência uma redução generalizada do imposto sobre o rendimento a pagar.

Fica a dica de poupança, para o Estado. Entretanto, o Fórum Família, ameaça veladamente com a possibilidade de os casais com filhos declararem em massa que estão separados, "a dar um tempo".

O mundo está perigosíssimo mas cada vez menos para os gatos

Outubro 31, 2007 By: Rui Cerdeira Branco Category: Educação, Mimos, Política No Comments →

Na primeira vez que a minha filha viu um gato e teve a oportunidade de lhe tocar (estava ao meu colo com o gato no chão a ronronar e a abanar o rabo, perdão, a cauda) não foi de modas e ergue-o do chão à força de braços fechando bem a mão em trono da cauda do bicho, perdão, do felino, perdão, da fofura-peluda-ternurenta-que-só-apetecia-apertar-com-meiguice-e-dar-muitos-beijinhos.

Valeu-nos que era capado, perdão, manso, caso contrário lá teria de atirar com algum pau, perdão, peixe ao gato para nos livrarmos dele sem danos de maior.

Alçada Baptista volta, estas perdoado: "contra os morcões, pensar, pensar!"

Gorjão: A TV star is Born

Outubro 31, 2007 By: Rui Cerdeira Branco Category: Blogologia, Media, Política, Video No Comments →

Do Bloguítica para a TV Net. Programa semanal à segunda, pelas 21h15. Eis a estreia disponível aqui.

O parceiro é Luís Rebelo de Sousa sobrinho de um tio famoso.

Felicidades nesta nova aventura mediática Paulo! 

A minha escola privada paga com o teu dinheiro é melhor que a tua

Outubro 31, 2007 By: Rui Cerdeira Branco Category: Educação, Política No Comments →

Série curiosa de posts de Pedro Sales sobre "A distopia liberal sobre a escola pública". 1ª Parte, 2ª Parte, e 4.

No meio de tanto disparate estatístico-argumentativo cheio de hossanas ao privado que por aí anda (nos locais do costume mas também sob o patrocínio de muito jornalista papalvo que ainda nao aprendeu e criticar um número) convém reter alguns dos argumentos que por ali se lêem no Zero de Conduta. Concordo com boa parte do discurso. Também eu prefiro ser rico, saudável e feliz.

Desmontem os estádios: em força para o Brasil!

Outubro 30, 2007 By: Rui Cerdeira Branco Category: Brasil, Desporto, Economia 1 Comment →

Já em Maio aqui tinha deixado o alerta para O cluster dos Estádios, hoje a Fifa confirma a notícia: o Brasil vai organizar o Mundial de Futebol de 2014. Armem-se de chaves de fendas e chaves inglesas e toca a desmontar o Estádio de Leiria, Aveiro e do Algarve. O Brasil precisa de nós!

A Sonae.com surpreende pela positiva, jornal Público afunda-se mais um pouco

Outubro 30, 2007 By: Rui Cerdeira Branco Category: Media 1 Comment →

Diz que sim que a culpa é dos jornais gratuitos…

"Público com resultados líquidos negativos de 4,18 milhões de euros" in Meios & Publicidade.

«(…)"Todas as linhas de receita decresceram face ao ano anterior: a redução das vendas de produtos associados de 42,1%, explicada pelo aumento da concorrência e pela saturação do mercado; a redução de 10,6% nas vendas de publicidade e, as vendas de jornal reduziram 3,6% comparativamente com o terceiro trimestre de 2006", pode-se ler no relatório e contas. Quebras que colocam o volume de negócios das vendas de publicidade do título nos 2,98 milhões, o das vendas dos jornais nos 2,95 milhões e o das vendas de produtos associados nos 1,02 milhões, respectivamente.O EBITDA foi negativo em 1,55 milhões de euros, "o pior trimestre de 2007", apresentando, "contudo uma melhoria de 52% face ao terceiro trimestre de 2006 que incluía provisões para indemnizações". (…) »

 

Campeão Nacional 2007/2008 - update

Outubro 30, 2007 By: Rui Cerdeira Branco Category: Desporto, SCP 1 Comment →

Faltam 65 minutos de jogo e o Porto está a ganhar 3:0 ao segundo classificado. O primeiro golo foi marcado com a mão e o segundo num livre indirecto na grande área que não deveria ter existido. Ainda assim, o Porto estaria sempre a ganhar nem que fosse por um a zero.

Se o que resta do campeonato de futebol fosse um jogo seria este o cenário neste momento. Quantas vezes viram uma equipa a ganhar por 3 perder o jogo no final? E a ganhar por 1?

Tendências leoninas

Outubro 27, 2007 By: Rui Cerdeira Branco Category: Desporto, SCP 2 Comments →

Nos jogos da liga deste ano o Sporting ainda nunca jogou 90 minutos (não vi o Benfica-Sporting).

Nos últimos jogos da liga o Sporting só jogava futebol na segunda parte.

Hoje jogou 25 minutos.

Para semana…

Por causa do amor

Outubro 25, 2007 By: Rui Cerdeira Branco Category: Poesia e Música, Video 2 Comments →

Como era belo o mundo há 40 anos. Como é belo ainda hoje.
1967, Frank Sinatra e Tom Jobim

O “pelourinho” de Viena

Outubro 25, 2007 By: Rui Cerdeira Branco Category: Blogologia, Mimos No Comments →

Através do Luís Novaes Tito que lá vai arranjando tempo para procurar nova gente e/ou outras paragens na blogoesfera chego ao Lobi. Como não poderia deixar de ser destaco o não essencial, destaco o humor mais ou menos primário que por lá se le, como seja este "Cimeira informal - A ministra com pára-raios". 

Interrompemos a emissão para um comunicado

Outubro 25, 2007 By: Rui Cerdeira Branco Category: Blogologia, Economia, Publicidade 2 Comments →

TubarãoEsquilo – O primeiro ano

 

O destaque: “(…)Se comentar em público a cor das minhas cuecas dá dinheiro a outrem (a quem coloca por aí os anúncios que os vendedores de cuecas querem enfiar junto do meu post), porque não hei-de ganhar também para comprar umas cuecas novas? É esse passo que estamos a dar e outro ainda mais ousado: controlar directamente quem, como e por quanto pode e deve anunciar os seus produtos junto do que escrevo, fotografo ou filmo? (…)”

Agora que a TubarãoEsquilo completou já um ano de antiguidade é altura de fazer um balanço e apresentar alguns números.

Pegando nos últimos 10 meses, mais concretamente no ano de 2007, sublinhamos os seguintes aspectos:

- As visitas a blogues da rede aumentaram em todos os meses, excepto em Agosto, representando um ritmo de crescimento médio mensal superior a 14%;

- Desde o início do ano o número de páginas servidas (com e sem anúncios) mais do que triplicou preparando-se para ultrapassar as 650 000 com anúncios num único mês;

- As receitas por cada milhar de páginas aumentaram em 9 dos 10 meses (a excepção foi Maio) registando um crescimento de 75% desde o início do ano;

- O último mês com dados definitivos, Setembro, registou o segundo crescimento mensal de tráfego mais elevado, preparando-se para ser batido pelo mês de Outubro, segundo a estimativa feita a 24 de Outubro.

Visitas Janeiro Outubro 2007 - TE

Estes dados não estão calibrados pelas entradas de blogues que foram acontecendo ao longo do ano mas atestam o volume, a dimensão e o ganho de valor da rede.

Em suma: tráfego crescente, a aproximar-se do ritmo exponencial nos últimos meses, e a publicidade com valor/retorno crescente para idênticos lotes de exposição (milhar de visualzações) são inegáveis e um forte estímulo para o futuro.

TE - Janeiro a Outubro de 2007 - Receitas

A TubarãoEsquilo conta com mais de 30 blogues activos e continua a crescer organicamente e através de “aquisições – sempre quis escrever isto J.

Na rede convivem ambições semi-profissionalizando com desejos de sustentabilidade da despesa corrente e, fundamentalmente, com o gozo de blogar.

Blogar como sempre mas também estar atento a novas possibilidades de comunicação e de interacção sem virar as costas ao negócio de que tipicamente o blogger foi e é o último a receber retorno financeiro.

Se comentar em público a cor das minhas cuecas dá dinheiro a outrem (a quem coloca por aí os anúncios que os vendedores de cuecas querem enfiar junto do meu post), porque não hei-de ganhar também para comprar umas cuecas novas? É esse passo que estamos a dar e outro ainda mais ousado: controlar directamente quem, como e por quanto pode e deve anunciar os seus produtos junto do que escrevo, fotografo ou filmo? Reduzir a intermediação e os níveis de dependência face aos todo-poderosos colossos da publicidade e do encaminhamento de cibernautas internacionais (vulgo motores de busca) é esse passo ambicioso adicional. De caminho bloguemos, sem fundamentalismos de qualquer parte, com publicidade e sem ela.

A TubarãoEsquilo terá novos projectos, alguns de renome na blogoesfera lusa (os AspirinaB fieis à não monetização estão por aqui desde o início da semana neste projecto português) e outros se seguirão com políticas distintas, nesta rede que procura criar condições para que o blogger possa escolher como proceder em termos comerciais e até onde quer ir em termos de integração de conteúdos com a restante comunidade.

O desafio está por aí, os anunciantes lusos começam a aparecer, novas formas de publicidade e de comunicação estão a surgir literalmente em cada dia, o interesse é inegável, o caminho vai-se fazendo.

Aos leitores o nosso obrigado, aos anunciantes votos de muito sucesso conjunto connosco. Bem hajam.

Faltou um bocadinho assim

Outubro 23, 2007 By: Rui Cerdeira Branco Category: SCP 1 Comment →

A falta que fez São Polga. Que ele esteja no altar no jogo em Alvalade. 

E que em Braga a feridas já estejam lambidas. 

O Jornal da Região, as manhas do Google, o facto de não ter cão e os Aspirinas

Outubro 23, 2007 By: Rui Cerdeira Branco Category: Blogologia, Publicidade 5 Comments →

Anda o amigo Francisco a passar pelo trauma suburbano de não se conseguir livrar da publicidade indesejada na caixa do correio (e que maravilha ficar com restos de cola a decorar a caixa, imagino), tudo sob o patrocínio do Jornal da Região - ironia das ironias tive meia família a ir no mesmo dia buscar o nem sempre milagroso autocolante do Instituto do Consumidor e há lá por casa cromos desses a rodos para dar e oferecer - quando por aqui me decido a abordar outro tipo de correio e publicidade.

Se é bem verdade que nunca abandonei o serviço de e-mail do Yahoo (e seguramente não o farei) é também certo que me rendi às maravilhas do google, nomeadamente ao seu serviço de correio, ao motor de busca e ao serviço de publicidade - este blogue é servido pelo adsense. Não quer isto dizer que ache confortável assim que escreva a palavra "comer" num e-mail me apareçam anúncios de restaurantes ou que me recomendem o investigador Zé Gato pouco depois de ter escrito "desconfio que o Alegário Benquerença tal e tal". É uma questão não resolvida mas por enquanto convivo com ela.

Se ao nível do e-mail o google tem uma grande quota de mercado internacional, ao nível dos motores de buscas e da publicidade na net o Google é rei e senhor e com isso tem um poder que me assusta.

Tem o poder, por exemplo, de se recusar a indexar ou a mandar para as calendas da indexação alguns dos concorrentes que lhe possam fazer frente noutras áreas de negócios como sejam a publicidade. Há poucos dias instalei no Adufe um serviço de publicidade (que ainda está em testes) que concorre directamente com os anúncios do Google-Adsense, chama-se Widget Bucks e remunera por cada clique que alguém faça num anúncio sendo essa remuneração variável e podendo ir de míseros cêntimos de dólar a um dolar inteiro ou pouco mais. Em tudo idêntico ao adsense. Acresce ainda outra semelhança: os anúcios podem ser ajustados ao conteúdo por parte do editor da página onde se colocam os anúncios ou pode deixar-se ao critério do robot do Widget = adsense.

Fazendo uma busca no google, o widget bucks aparece inúmeras vezes referido, mas sempre por vias como esta: num artigo alheio. Descobrir a morada do dito cujo é que é complicado. Fiz-me afiliado e para já acho piada ao serviço. É ainda cedo para perceber se compensa financeiramente ou se é do agrado dos leitores mas por aqui há sempre uma simpatia especial anti-monopolista.

No entretanto, os publicitários e anunciantes nacionais continuam a dormir e a seguir o caminho fácil de entregar ao google quase tudo o que é anúncios. Já experimentaram pedir um orçamento, aqui, na Rede TubarãoEsquilo? Até lá, vamos fazendo pela vida para pagar servidores, manutenção, contas da electricidade e largura de banda. E pelo caminho vamos até tomando umas Aspirinas B (Bem vindos!).

Haja um referendo porque SIM (rev.)

Outubro 23, 2007 By: Rui Cerdeira Branco Category: Política 3 Comments →

Escreve Vital Moreira:

"Os que defendem o referendo sobre o Tratado de Lisboa já experimentaram lê-lo? E acham que algum cidadão comum consegue passar da segunda página?
Não será tempo de deixar de brincar aos referendos?"

E eu pergunto-lhe: a constituição europeia que tantos partidos e políticos garantiram vir a referendar, era mais clara e menos extensa que o Tratado de Lisboa?

Ou ainda outra pergunta que me assalta: 

Porque é que de uma ideia de construção simbólica na forma de uma constituição com que nos pudessemos identificar (tipicamente um documento singelo) se optou por vários tomos legalistas tanto na versão final da Constituição como deste tratado? 

Escaravelhos

Para cúmulo serve essa complexidade agora de pretexto para desvalorizar e ridicularizar o exercício político por via referendária. 

O caminho que cegamente se trilha levará invariavelmente a um "Fiquem lá com a Europa que nós vamos por outro lado." 

Outra pergunta procurando ser mais linear se possível:

Com o actual enquadramento histório e constitucional, quando e como é que alguma vez nos pronunciaremos directamente sobre o compromisso europeu? Quando teremos oportunidade de, sem mais ruído, votar directamente no espírito europeu? É triste mas chegámos a um ponto em que a pergunta concreta pouco importa, importa perguntar e responder. A pergunta já todos a temos na cabeça desde meados dos anos 70, se tivermos idade para isso, ou desde meados dos anos 80, ou mesmo desde meados dos anos 90. Nunca foi oportuno, nunca foi relevante, porquê?

Os compromissos assumidos recentemente por quase todas as forças partidárias cavalgaram a sensação de parte da população em querer exercer o voto, reforçar (ou recusar) a identificação com o projecto europeu. Hoje surgem no horizonte com crescente frequência, perdoe-me a franqueza, disparates disfarçados de paternalismo como o que Vital Moreira produziu.

Haja referendo porque SIM é cada vez mais uma excelente razão. Tão boa como porque NÃO. Legítimas e importantíssimas (via OdE). Não dá para perceber isso? 



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