Adufe 5.0

As armas do meu adufe não têm signo nem fronteira
Random Image

As armas do meu Adufe,
não têm signo nem fronteira.

Bem-vindo ao Adufe 5.0


Archive for July, 2007


Os meios que ofuscam os fins

" (…) Aparentemente, nem o Primeiro Ministro nem a Ministra da Educação vêem qualquer mal na contratação de uns quantos miúdos para servirem de figurantes na apresentação de um projecto, já de si algo pífio, de informatização das salas de aula.
Aparentemente, nenhum deles se apercebe da mensagem subliminar que o "evento" passou à opinião pública: a de que a acção política do Governo não passa de um simulacro bem ensaiado para consumo do cidadão-telespectador.
Aparentemente, no seu entusiasmo neófito pelas delícias do marketing político, nenhum deles se apercebe de que, neste como em muitos outros casos, a conotação acaba por sobrepor-se à denotação, ou seja, a forma acaba por ser mais expressiva do que o presumível conteúdo. (…)"

in Blogo Existo, "Qual é o Mal?"

Naturalmente, esta lição tende a tornar-se universal, mas com os políticos dos outros posso eu bem (ou quase).

O New York Times fez durante esta primavera sondagens em 10 países da África Sub-Sahariana. Hoje divulgou o conjunto dos resultados num artigo com infografia simples e informativa. Fica a sugestão.

SALMONELLA TYPHIMURIUM

Tenho presente que no méxico é perigoso comer nas tendas de rua por causa da falta de higiene. Na segunda-feira comi bifinhos de peru à mexicaca. Mal sabia eu que era "à mexicana" em vários sentidos.

Em plena convalescença deixo-vos um video didático sobre uma das estirpes mais danadas de salmonella. Trata-se de uma animação produzida pela ETH Zurich.

Saladinhas

Mas de que é que o Luís estará a falar? É que não estou mesmo a ver.

E um belo dia conheci Johnny Cash

E um belo dia reconheci Johnny Cash graças aos U2, faz por estes dias 14 anos.

U2 AND JOHNNY CASH — THE WANDERER by U2MIXER

A reforma parlamentar

A 29 de Março referiu-se aqui em "“Fazer do Palácio de S. Bento um edifício livre de fumo”", um artigo onde se publicitava a proposta de reforma do Parlamento apresentada pelo socialista António José Seguro. Hoje foi finalmente votada e aprovada, algo surpreendentemente sem o apoio do maior partido da oposição. Sinceramente, desconfio que serão raros os exemplos na história (na nossa seguramente) em que durante uma maioria absoluta o partido que suporta o governo tenha reforçado os direitos do parlamento, de todos os parlamentares.

Via Kontratempos deixo o sublinhado que hoje surge no editorial do Diário de Notícias:

"(…) Se alguma virtude tem de ser reconhecida à Assembleia da República nos últimos 32 anos é a de se ter vindo a questionar na sua acção e relação com a base eleitoral, que a sustenta, bem como com os outros órgãos de soberania da nossa democracia.

A reforma do seu funcionamento, agora aprovada, avança nesse caminho. E ainda bem.

Dá mais meios a cada deputado e responsabiliza-o por produzir resultados visíveis e mensuráveis. Alarga os direitos das minorias oposicionistas a questionar os governos, reforça a democraticidade do sistema, previne a prepotência da maioria e incentiva a um grau mais exigente de transparência política do poder executivo. (…)"

Apoios à natalidade: em busca da manchete de circunstância?

Multiplicar o tipo de apoios às famílias mais carenciadas não é o mesmo que promover políticas de apoio à natalidade.

Apoiar as 90 mil famílias com  menores rendimentos não pode ser confundido com apoiar a classe média. Uma pergunta muito concreta: quantas destas famílias estão a receber ou são elegíveis para o Rendimento Social de Reinserção? 

Dentro de algum tempo, se estas medidas tiverem melhor sorte que outras que foram apenas anunciadas, ficaremos a saber os detalhes das medidas hoje apresentadas pelo primeiro-ministro. Mas para já, meter a preocupação em apoiar a "Classe Média" com filhos pequenos na mesma frase em que se anuncia um apoio que se adivinha absolutamente simbólico para a maioria das famílias de um universo máximo de 90 mil, foi muito infeliz, só justificável pelo cansaço ou por uma fraca crença na inteligência de quem o ouve.

Mais valia assumir de caras que não há dinheiro (e/ou vontade) para apoiar financeiramente de forma directa as famílias com o fito de estimular a natalidade. A ideia que fica é a de muito pouco ganho duradouro em troca de duas ou três manchetes de circunstância que aliás, muito provavelmente, terão retorno negativo quando do esmiuçamento das medidas.

Fraca jogada política a meu ver. Sublinhar o que está previsto para o apoio à primeira infância  em termos de infraestruturas (com o alargamento da rede de creches públicas) parecer-me-ia bem mais útil e honesto. Ah! Mas já não seria novidade…

Fartos destes recibos verdes?

Já conhece o Ferve – Fartos d'Estes Recibos VErdes? Foi-me apresentado há instantes pelo Sérgio e já me parece a blogoesfera no seu melhor. A acompanhar e a promover.

Ao cuidado de Vitalino Canas novo Provedor do Trabalho Temporário? Ah, não, é do trabalho temporário, não é precário, pois… É pena. Fica para outro, havendo uma Associação Portuguesa das Empresas do Sector Privado de Emprego Precário, naturalmente.

O Trebilhadouro e todos os trebilhistas estão em festa!

Mais que não fosse por ter um daqueles nomes que faz cócegas, é inevitável aceitar o desafio que recebi por e-mail e dar notícia do festival a realizar nos dias 28, 29 e 30 de Julho na Aldeia do Trebilhadouro no distrito de Aveiro, concelho de Vale de Cambra.

(Já aprendi um pouco de geografia hoje).

Pergunta a Saramago

Da ambiguidade ibérica: La mar ou el mar?