Adufe 5.0

As armas do meu adufe não têm signo nem fronteira
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As armas do meu Adufe,
não têm signo nem fronteira.

Bem-vindo ao Adufe 5.0


Archive for July, 2007


"Eu sou o estripador de Lisboa"

Se amanhã surgir por aí o autor dos três homicídios realizados há 15 anos na região de Lisboa, a justiça não lhe pode tocar.

Sou contra a pena de morte, tenho sérias reservas à prisão perpétua e fico igualmente chocado pela prescrição de crimes de sangue: em Portugal é de 15 anos*.

Um crime de homicídio nunca deveria prescrever, por princípio. 

* E a existir prescrição esta nunca deveria ser inferior à pena máxima aplicável pelo crime do homicídio que é de 25 anos. 

Fazer a síntese no PS e arredores – II de II

(Continuação daqui: "Fazer a síntese no PS e arredores – I de II")

Usando o Luís e o Carlos como bitola, julgo estar algures pelo meio deles em termos políticos. Em termos geracionais teria andando na tropa com o Carlos. Em algumas matérias vejo-me mais próximo do Carlos noutras aproximo-me mais do Luís. Não me ocorre nenhuma situação em que tenha ultrapassado o Luís pela esquerda ou o Carlos pela direita mas é possível que venha a suceder.

Voltando ao PS, não vejo Manuel Alegre como um exemplo satisfatório para o futuro (ou alguém por ele, como ele) nem tão pouco ando feliz da vida com o Governo que temos em muitas matérias (notem, os distraidos que ainda não saibam, que o Carlos também não é um seguidista acrítico).

 

 

Em alguns aspectos estou claramente mais à esquerda do Governo, ou assim parece – o experimentalismo no serviço nacional de saúde com semi-privatizações, com o caminho para a oneração sem nexo dos actos médicos directamente ao paciente e com a manutenção dos estratagemas contabilísticos que toldam qualquer possibilidade de conseguir acompanhar a evolução financeira do dito cujo parecem-me perigoso voluntarismo que põe em perigo o que acho deveria ser o papel do Estado nesta matéria: praticamente absoluto, custe o que custar (exagero só um bocadinho). E digo-o depois de ter olhado "lá para fora".

Noutros aspectos como sejam a simplificação fiscal com a retirada da grande maioria das políticas redistributivas que se encontram nela embutidas parece-me que estou mais próximo de uma concepção ultra (?) liberal.

Em todo o caso, além de esquerdas e direitas ando há anos com a sensação que anda tudo a navegar à vista escasseando os exemplos de política que tenham um substrato estratégico (estou-me pouco lixando se será ou não uma ideologia) e que como tal se traduzam em medidas coerentes, entendíveis, eficientes e eficazes. Assim de repente, até nem me ocorre um exemplo de área de acção política em que não se ande a navegar à vista quer pelos exemplos dos governos PS, quer pelos do PSD que tivemos. Alguém se atreve a apontar um?

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Bergman's Emptiness

"The Knight looks into the eyes of the girl to search for The Answer.
What do the dying girl's eyes see?
Do they see the Devil welcoming a wicked witch in Hell?
Or, if she is an innocent child, do they see God and the Angels welcoming her in Paradise?
The girl's vision reinforces the Knight's worst fear…

…. She sees Emptiness…."

Da volatilidade na bolsa de valores

" (…) Tudo isto tem muito pouco a ver com a capacidade intrínseca de gerar valor por parte de cada empresa. Imagine-se um investidor de longo prazo a ver as suas acções atingirem um nível de valorização que não imaginaria obter antes de um ou dois anos. É mais que natural que não resista à tentação de vender arrecadando o lucro imediato. Estará a contribuir também para a volatilidade, à sua maneira. (…)"

in "Bolsa de valores: uma forma mais barata de ir a jogo" no Economia & Finanças. 

Fazer a síntese no PS e arredores – I de II

 

 

O Tugir, um blogue do Luís e do Carlos, ambos socialistas, vai surgindo nos últimos tempos com uma agenda dual mais vincada. Notam-se divergências políticas coladas à distância geracional.

O apartar das águas fez-se sob pretexto das últimas intercalares em Lisboa. O Carlos militou e propagandeou António Costa, o Luís mantendo a lealdade partidária de jure foi sublinhando as virtudes da democracia de facto em cada acto eleitoral. Quando um tenta manter uma posição minimamente ambígua (no bom sentido) enquanto o outro anda de bandeira em punho, já se sabe no que pode dar. Sendo os dois bem educados, deu em cordial e firme discordância com umas alfinetadas para apimentar. Mas mais do que o episódio lisboeta, subsistem as divergências de estilo e de conteúdo. Tanto quanto sei o Luís e o Carlos (que já tive o prazer de conhecer) foram, são e continuarão a ser bons amigos, independentemente de um ou outro puxão de orelhas que se ofereçam por estes dias.

Falo deles e do Tugir, não tanto para o relato dos costumes à maneira de fofoca mas mais por querer sublinhar a discussão que o PS terá de ir fazendo se continuar a querer ser mais do que uma marca de concurso em boletim de voto. Não tenho o Luís como um "perigoso" extremista de esquerda, ainda que esteja mais permeável a Alegrias, nem tenho o Carlos como um pragmático oportunista de agenda individualista disfarçado de fraterno igualitário defensor da liberdade. Um dos paralelos comuns que me ocorrem quando leio o Tugir é o de olhar para o partido trabalhista inglês e compará-lo com o PS – e aqui a culpa é do Carlos que é um apaixonado por tudo que que vem de terras de sua majestade em termos políticos.

Simplificando: Sócrates estaria para Blair como Manuel Alegre estaria para a ala sindicalista ortodoxa do Partido Trabalhista que se opôs a Blair. Logo, o caminho está já definido: Manuel Alegre é o Passado; o pragmatismo do "socialismo moderno" é o Futuro e o senhor que se seguir será o Gordon Brown português.

Será?

(Continua amanhã dia 31 às 8h30m)

Um final de noite moderadamente recreativo

Talvez o último grande jogo de apresentação tenha sido o Sporting – Manchester no ano em que Cristiano Ronaldo deu o salto. Ontem a noite foi quase burocrática. Quase todos jogaram e a equipa não foi além de mostrar em alguns lampejos aquilo que dela se espera para a época que se avizinha. Digamos que, em termos colectivos, o  melhor Sporting de ontem jogou entre o início da segunda parte e o início das substituições.

Polga e Liedson já em grande forma. Ronny a conquistar o benefício da dúvida com nota positiva perante o sempre difícil Silvestre Varela. Vukcevic e Izmailov a darem sinal de que são bons de bola (particularmente o segundo). Derlei será seguramente melhor que Bueno, Derlei ou Alecsandro. Stojkovic surge como muito provável titular na baliza.

Pela negativa destaque para… Não, ainda não é tempo para isso. Não se apreciam com demasiada dureza os esboços de alguém. 

Nas bancadas imensas famílias aproveitaram a borla oferecida às crianças e foi frequente ver que apesar de se tratar já de um jogo incluido na gamebox, muitos adeptos acidentais ajudaram a compor as bandas: as fotografias turísticas sucederam-se ao intervalo e no final do encontro. Si, foi um final de noite recreativo.

Fica a nota, o Adufe terá reportagem cativa em Alvalade na época 2007/2008. 

P.S.: Entretanto em termos de plantel haverá ainda o Eslovaco Maryan Had para o desfalcado flanco esquerdo além do recente reforço ainda não apresentado para o flanco oposto: Pedro Silva.

Música de Elevador à moda dos Arcade Fire

Menos de dois minutos é quanto leva a chegar ao topo.

Abono de família: 1+2 é diferente de 2 + 1? (corrigido)

Passei pelo Diário Económico e pelo Diário Digital, encontrei sempre a mesma coisa e confesso que não estou a ver a diferença face à legislação em vigor supostamente implícita nesta citação do Ministro:

"(…) «Na legislação de 2004, que se encontra em vigor, o rendimento per capita não conta com todos os elementos do agregados familiar, mas com o número de filhos e mais um dos progenitores», observou Pedro Silva Pereira.

«Nesta situação, uma família com dois filhos, o limite do rendimento do agregado familiar até ao qual existe abono de família passa para seis mil euros. São contabilizados os dois filhos, mais um dos progenitores», acrescentou. (…)"

Será mais um caso de asneira da Lusa que se vai disseminando pelos media?  Um lapsus liguae do político? Uma falta de clarividência dos meus neurónios debilitados?

Dão-se alvísseras (não monetárias) a quem me esclareça isto. 

 

Serviço Público: hino português, versão portuguesa

É verdade que há… deixa cá ver… isso, há 4 anos e três dias (aqui "Um selo singular (act.)") se publicou no Adufe informação útil sobre o assunto, mas nunca será de mais reforçar o antidoto para gaffes bizaras. Segue a estrofe que interessa:

"A Portuguesa

Heróis do mar, nobre povo,
Nação valente e imortal
Levantai hoje de novo
O esplendor de Portugal!
Entre as brumas da memória,
Ó Pátria, sente-se a voz
Dos teus egrégios avós
Que há-de guiar-te à vitória!
Às armas, às armas!
Sobre a terra, sobre o mar,
Às armas, às armas!
Pela Pátria lutar
Contra os canhões marchar, marchar!"

O que se passa no Luxemburgo

As maiores comunidades estrangeiras a viver no Luxemburgo são a portuguesa e italiana que correspondem, respectivamente, ao 3º e ao 2º país com maior percentagem de subscritores de telemóveis a nível europeu (em ambos os casos acima dos 100%). Cá para mim se lhe juntarmos a saudável competitividade latina em terras luxemburguesas temos uma bela teoria para explicar o fenómeno Luxemburguês em relação aos telemóveis.
Resta saber se o vizinho compra a teoria ou se consegue testá-la 🙂