Adufe 4.0

As armas do meu Adufe não têm signo nem fronteira
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Archive for Maio, 2007

Lisboa

Maio 09, 2007 By: Rui Cerdeira Branco Category: Lisboa, Política 3 Comments →

Lisboa Bandeira

Regressemos então à política.

Escrevia aqui, "Lisboa: chegou a hora de preparar o futuro", a 17 de Fevereiro:

"(…) Quanto ao PS, a questão que se coloca é saber que opções é que quer ter na disputa política que se avizinha. A tentação de recuperar o passado, incluindo pessoas e coligação, já vai sendo ventilada, contudo, pelo que aqui disse preferiria que se apostasse de facto em uma equipa base onde predominasse gente nova no executivo da cidade. Gente capaz de negociar com todas as cartas uma eventual coligação; algo só possível se a não formação da própria coligação for considerada como uma hipótese real durante as negociações…

Não precisamos de saber o que se está a passar internamente (pelo mesno para já) mas espero que se esteja a passar algo desde já; que haja decisões em vias de serem tomadas e que haja projectos em elaboração. É o tempo de fazer os trabalhos de casa e, porque não, admitir que está na hora de se tentar um trabalho Seguro e profissional, com o apoio genuíno do actual líder do partido, para variar. Internamente está a chegar a hora de os interessados se chegarem à frente (ou pelo menos deveria ser assim se a política partidária fosse o que deveria ser). Depois destas tristes e sucessivas más experiências no executivo da câmara, eu votava para ver."

Anda por estas horas tanto aprendiz de feiticeiro a comer o chapéu… Sim, é como o Paulo Gorjão diz: José Sócrates voltou a perder o pé na escolha de um candidato do PS. Talvez andasse demasiado ocupado a garantir certos não-candidatos.

Chapelada para Helena Roseta!

Sinceramente em eleições autárquicas sou particularmente tentado a mandar às urtigas fidelidades partidárias. Sendo também executivas, elege-se de facto e de jure o primo inter pares de uma cidade/concelho. Aqui, inquestionavelmente, a pessoa faz o votante, muito mais do que o partido. Se dúvidas houvesse, o bom marketing de Santana Lopes e Carmona Rodrigues, por oposição à arrogância de João Soares e de Manuel Maria Carrilho, provaram-no repetidamente. 

Mesmo assim de Santana Lopes direi que ainda me espanta que tenha vingado em Lisboa (e se eu fico espantado haverá ainda quem esteja em negação, dentro do PS, por exemplo), quanto a Carmona Rodrigues revelou-se mais como o epílogo da tragédia Santanina do que o engenheiro atento que sabia onde emendar os terríveis erros do "amigo", infelizmente. 

Para os que como eu desgraçadamente votaram em Carmona Rodrigues, o dia de hoje é de regozijo, de redenção. Renasce a esperança.

Quanto a Helena Roseta só posso agradecer estar a contribuir para aumentar a fasquia junto da coligação de esquerda quando às escolhas e ofertas políticas que virão a propor aos munícipes. Um dos males da nossa política parece-me ser precisamente esse: demasiada estabilidadezinha, demasiado respeitinho partidário e muito pouco espaço para o conflito além dos salamaleques clássicos de prima donas e wanabees.  Quando o meio é extremamente avesso ao risco e está arreigado acima de tudo o calculismo e a auto-preservação (sentimentos e práticas indispensáveis mas na sua devida conta) o tipo de dificuldades colocadas por Roseta (e Manuel Alegre) são saudáveis. Quanto a Alegre faltou-lhe substância, mas podemos "descontar" a dificuldade de marcar a diferença numa eleição presidencial (contra o seu Mário Soares - e vice versa). Relativamente a Roseta, o espaço de manobra é imensamente maior assim haja ideias, conhecimento de causa e reflexão convincente produzidas pela candidata.

Mais do que temer o favor pela dispersão de voto que poderá fazer às direitas, deveríamos ver a oportunidade de promover um empenho redobrado e competente a quem mais se proponha agarrar a complicadíssima tarefa de vir a ser o próximo presidente da câmara da capital.

Para começo de conversa, já estou melhor servido que há dois anos atrás. E estritamente pensando no fenómeno político-partidário, está garantido que os próximos dias serão de excitação muito rara. É fácil imaginar cenários curiosíssimos… Haja maturidade e ousadia.

Lema do dia

Maio 09, 2007 By: Rui Cerdeira Branco Category: Mimos No Comments →

Sê bom em qualquer coisa. Nem que seja a escrever bem as palavras acentuadas em inglês.

Assobiando para o ar com a banda a passar

Maio 09, 2007 By: Rui Cerdeira Branco Category: Lisboa, Mimos, Política No Comments →

Ouvido em frequência modelada nos últimos dias: 

Agarrem-me que eu renuncio!

Não! Eu é que renuncio!

Não! Quem renuncia sou eu!

Eh! Vocês já deviam ter renunciado!

Olha tu é que devias renunciar! É preciso ter lata para mandares bocas.

Eu?! Eu nem sou da câmara. Não tenho nada que renunciar.

Nós vamos anunciar que renunciamos.

Nós também! Assim que vocês renunciarem somos nós a seguir.

… 

Mas como vocês nunca mais renunciam nós renunciamos primeiro.

Agarrem-nos! 

Adenda: e no final renunciaram todos de mãos dadas, ao mesmo tempo. 

Portugal e o Mundial de Futebol de 2010 na Ã?frica do Sul

Maio 08, 2007 By: Rui Cerdeira Branco Category: Desporto, Economia 1 Comment →

Quem andou atento às notícias económico-desportivas terá ouvido falar da possibilidade de nos oferecermos para organizar (ou sermos convidados a) o próximo mundial de futebol na eventualidade de uns problemitas organizativos que têm ocorrido no país escolhido (a África do Sul) se agravarem.

Estaremos perante uma forma de pressão ainda velada que em boa verdade poucos considerarão como mais do que uma mera piada (pelo menos neste momento).

Ainda pesquisando os arquivos e dei com uma outra piada sobre o Mundial e a herança do nosso Euro 2004 que aqui deixei há quase um ano. Recordando:

"Vendem-se!

"Estádios de Futebol com provas dadas em grande competição internacional, como novos, a preços de ocasião.

Encontram-se em exposição em Loulé, Aveiro e Leiria. São conjuntos integralmente desmontáveis. Garantimos a instalação em qualquer local do planeta onde haja amantes do futebol. Temos serviço especial de entrega na África do Sul."

Será que ninguém pega nesta ideia? É que eles são mesmo desmontáveis, senão integralmente, quase."

Infelizmente ninguém pegou (ainda) nesta peregrina ideia mas hoje chegou à estampa da edição on-line do Diário Económico uma outra bem simpática que, além de abordar os problemas de organização do Mundial, discorre sobre a herança do Euro 2004 em jeito de lança em África. Fica um excerto:

Empresa portuguesa constrói estádio para o Mundial 2010

Construtora do Tâmega vai fazer estádio em Durban para o Mundial na África do Sul.

Mónica Silvares

A Construtora do Tâmega, uma das empresas responsáveis pela construção do Túnel do Marquês, é uma das empresas portuguesas que já garantiu a presença no Mundial de futebol de 2010 na África do Sul. Através da parceria que têm com a sul africana Stefanutti & Bressan, a empresa foi subcontratada para a construção do estádio de Durban e está a tentar agora repetir a proeza na Cidade do Cabo.

(…)  A Construtora do Tâmega está actualmente a abrir um escritório em Durban, mas mantém o máximo clima de secretismo sobre os seus projectos, sendo por isso impossível saber o valor do investimento em causa. O que se pode saber é que o estádio de Durban é um projecto avaliado em 2,5 mil milhões de rands, ou seja, cerca de 264 milhões de euros e terá a capacidade para 60 mil espectadores.

Mas as oportunidades de negócio para as empresas portuguesas vão muito além dos estádios, cuja construção até já foi adjudicada. Jonathan Naidoo garante que a província de Kwazulu Natal está a fazer “um forte lobby para acolher o ‘hub’ de comunicações para o campeonato na cidade de Durban”. Para além disso, a província vai construir um novo aeroporto (projecto avaliado em 316,78 milhões de euros) e expandir o porto de Durban (cerca de 528 milhões de euros). (…)"

E esta hem?

More than words

Maio 07, 2007 By: Rui Cerdeira Branco Category: Blogologia, Pessoal No Comments →

Lembro-me de ouvir/ler vários escritores falar do drama que é escrever depois de terem escrito. O drama de a cada nova palavra escrita se incrementar a exigência em relação à próxima. Durante estas férias de blogue não faltaram temas "blogáveis" à lá adufe mas…

As baboseiras entremeadas com algumas coisas menos sérias voltarão em breve. Ainda não será hoje. Ou foi?



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