Adufe 4.0

As armas do meu Adufe não têm signo nem fronteira
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Archive for Maio, 2007

Meia Hora: Os jornais gratuitos e a minha costela de Guru

Maio 24, 2007 By: Rui Cerdeira Branco Category: Media 3 Comments →

A 31 de Março escrevia aqui, "Diário de Notícias Gratuito (act. e corr.)":

"(…) Ora bem, um jornal como o Diário de Notícias, não poderia concorrer directamente com o Metro criando uma versão digest, gratuita, a publicar nos mesmo dias em que sai o Metro? O Diário de Notícias não poderia assim potenciar as expectativas que poderia ter de beneficiar mais do que marginalmente da criação de novos leitores de imprensa? Internalizavam-se as perdas, ou os "não ganhos" que assim se oferecem a outros e que se poderão revelar fulcrais em contextos de crise económica. Se calhar, conseguia-se concorrer no mercado da publicidade que o Metro e o Destak estão a explorar, com um incremento pouco expressivo ao nível do investimento.

. O bom velho DN pago continuaria a existir; o produto seria sempre diferente do DN Digest, tal como hoje o DN é diferente do Metro; o trabalho da redação seria posto a render com custos adicionais marginais e o resto poderia ser, no mínimo, um excelente estabilizador automático para momentos de tempestade. (…)"

Lembrei-me disto quando passei por esta notícia do Jornal de Negócios: «Cofina lança gratuito para combater "Público" e "Diário de Notícias"»:

" (…) O jornal, que assumirá o título "Meia Hora" visa ser um gratuito de referência que se pretende posicionar no segmento de leitores do "Público" e do "Diário de Notícias".

Com 24 páginas, o diário começa a ser distribuído no dia 6 de Junho, com uma tiragem de 100 mil exemplares. Sérgio Coimbra, ex-director da revista "National Geographic" é o director  de uma equipa de 15 jornalistas. (…)"

 

Academias de Sporting e Benfica poderão abandonar a Margem Sul

Maio 24, 2007 By: Rui Cerdeira Branco Category: Desporto, Mimos, Política 3 Comments →

Sporting e Benfica realizam neste preciso momento reuniões de emergência para discutirem a relocalização das respectivas academias de Alcochete e Seixal.

"Treinar no deserto é incompatível com o futebol de alta competição. Além do mais é preciso treinar com toda a tranquilidade, sem risco de dinamitação no percurso para o local de trabalho", terá dito um treinador que preferiu manter o anonimato.

Outro alto dirigente da equipa técnica de um dos dois grandes que também preferiu manter o anonimato afirmou que " Na realidade, estamos fartos de ter de suportar diariamente os odores das cáfilas oriundas de Paio Pires. Na realidade, para deslocações exóticas já bastam as visitas regulares ao Canadá. Na realidade, precisamos de continuar a fazê-las e para tal teremos de estar num país ou região com fácil acesso a um aeroporto. Na realidade, o Mourinho não teve de passar por isto."

As hipóteses quanto às futuras localizações das respectivas academias continuam um mistério. Aguardamos mais informações a todo o momento. 

Ai flores de verde Lino… (act.)

Maio 23, 2007 By: Rui Cerdeira Branco Category: Letras e Livros, Mimos, Poesia e Música No Comments →

Vá comboio, meu comboio
carrega na velocidade
pára só quando chegarmos
à cidade

Custou tanto cá chegar
mil e uma peripécias
quando menos se espera
o diabo tece-as

Ai, eu estive quase morto
no deserto
e o aeroporto
aqui tão perto

*Adaptação desta letra de Sérgio Godinho.

… se sabedes novas do meu amigo, ai Deus e onde é?

Adenda: entretanto o JCD também pegou na mesma peça e deu-lhe com mais inspiração. 

Adenda -  Micro Causa: Sérgio Godinho ao "Diz que é uma espécie de magazine" JÁ! 

Saúde: reformar às pinguinhas

Maio 23, 2007 By: Rui Cerdeira Branco Category: Economia, Política 7 Comments →

Quem sou eu para ensinar a missa ao padre. Não liguem ao que aqui vou escrever porque é sobre política e eu sou um mero eleitor… Mas que coisa é esta de andar a reformar a saúde, aumentar a equidade e tal, às pinguinhas

Quase todos os meses há uma novidadezinha, uma taxa moderadora aqui, um encerramento ali, agora mais o fim de uma isenção (e é só uma potencialidade que incidirá sobre as crianças ricas logo, havemos de andar mais um ror de tempo em bolandas com isto) e mais o fim dos benefícios fiscais relativos a seguros de saúde e de vida. Amanhã quem sabe o que virá aí.

Notem que não estou sequer a dar opinião sobre as medidas concretas (avanço apenas que já aqui sugeri a limitação generalizada de todos os benefícios fiscais em matéria de IRS por substituição via implementação de medidas directas de apoio).

O que me parece confrangedor é, por um lado, esta imagem de navegação à vista avançando com medidas que podiam (deviam) ter sido lançadas, discutidas e implementadas por junto há muito tempo (que sentido faz mexer sucessivamente no âmbito das taxas moderadoras?) e, por outro lado, ficar no subconsciente a perspectiva de uma lenta mas inexorável implementação do pagamento integral dos cuidados de saúde.

Se não são estes os objectivos do actual governo (dar uma imagem de reformismo às apalpadelas e de sacanice política - porque não sufragada - ao incutir uma tendência de restrição ao acesso ao Serviço Nacional de Saúde) parece-me que se está a conseguir alcança-los com distinção.

Há reformas que têm de ser feitas por impulso, com momentos bem definidos de ruptura e com o posterior ajustamento e garantia de estabilização futura. Cultivar um atrito e desgaste progressivo, patrocinado por medidas avulsas em base regular é meio caminho andando para perder o favor do mais empedernido defensor de um qualquer programa político. É quase sempre preferível mentalizar-se um país para um choque do que mentalizá-lo para uma tortura chinesa. Assim não senhor ministro.

DREN: o poder do beijo*

Maio 22, 2007 By: Rui Cerdeira Branco Category: Media, Política 1 Comment →

" (…) Por tudo isto, contributos como o da directora-regional da DREN, entre o excesso de zelo e a falta de inteligência na gestão, são mesmo a última coisa que era necessária."

O "tudo isto" esta bem explicado no artigo integral de Pedro Adão e Silva n'O Canhoto.

*No meio de trânsito encontram-se por vezes pessoas agastadas, à procura de pretexto para descarregarem, por isso têm condução agressiva, buzinam. Lançam-nos o isco para nos travarmos de razões e como é sabido é muito difícil vencer quem está premeditadamente determinado a arranjar sarilhos, mas de vez em quando… De vez em quando convem fazer exactamente o que menos se espera. Soprar um beijo pode ter um efeito mais demolidor do que espetar o dedo. Isso e ter sempre presente o tal "Não faças ao outro o que não queres que te façam a ti."

Barco Negro

Maio 22, 2007 By: Rui Cerdeira Branco Category: INE, Pessoal, Video 3 Comments →

Amália Rodrigues canta David Mourão Ferreira numa da mais comoventes e impressionantes interpretações que alguma vez ouvi.

Não faças ao outro…

Maio 22, 2007 By: Rui Cerdeira Branco Category: Media, Política 11 Comments →

A propósito do estranho caso da ofensa ao Primeiro-Ministro que deu em processo disciplinar de um professor (ex-deputado do PSD), tenho-me remetido ao silêncio.

Sendo a fonte primeira o jornal Público, tenho por regra ir fazendo assim: pôr os comentários em banho-maria. Há muito que os atropelos jornalísticos e enviesamentos políticos tomaram de assalto esse ex-jornal de referência nacional. Para começo de conversa gostava de conhecer mais detalhes. De substancial, para que o leitor possa formar uma opinião, sobra muito pouco. Os que são divulgados podem facilmente promover interpretações ligeiras e injustas; embarcar na absoluta credulidade é dar pretexto a que este tipo de meias-notícias se substitua às notícias inteiras, por sistema. No limite consigo imaginar uma situação em que a acção disciplinar se possa justificar. Será que se atingiu esse limite? A notícia pouco adianta.

Contudo, resta um problema incontornável e acima de tudo político. Um problema que não posso ignorar, até atendendo a preocupantes tiques que também vou vendo no meu bairro lisboeta. De mãos dadas andam perguntas como:

  • Até onde pode ir a opinião de um servidor do Estado?
  • Quem fiscaliza (se preocupa) e tem autoridade para lidar com o abuso do exercício de poder quando ele se confunde com favor político ou pressão?

Num contexto em que a oposição tem telhados de vidro e resvala, ao mínimo sopro de feição, para a demagogia da pior espécie (da última semana: o PIB é boa nova exclusivamente importada do exterior; o desemprego é culpa integral deste governo - Frasquilho dixit!);

num contexto onde os órgãos de informação estão largamente sob suspeitas cruzadas e manifestamente mal dotados (com raras excepções, entre as quais tenho incluído o Jornal de Negócios);

e num contexto onde há ainda pouca cultura democrática / sentido do dever público (onde os pais ainda dizem aos filhos para terem respeitinho e ficarem caladinhos que a vidinha está difícil), não cultivar a excelência e o respeito também ao nível da transparência e da tolerância é grave pecado que irá rebentar-nos na cara com custos num futuro próximo.

Retenha-se a velha moral:

Não faças ao outro o que não queres que te façam a ti. Mais cedo ou mais tarde provar-lhe-ás as calças. 

" (…) Seja como for, acho que a directora da DREN se excedeu. Foi mais papista do que o papa e causou-lhe, a si [primeiro-ministro], um problema o de poder passar a haver despedimentos por "delito de opinião", o que é muito grave. O senhor dirá que não se trata de um despedimento mas, na pobre linguagem da pequena política, já se sabe que não basta "ser" - é também necessário "parecer". Ora, isto parece, exactamente, "delito de opinião". Argumentarão alguns que o comentário foi feito "nas horas de serviço" e "nas instalações da DREN"; teria sido assim tão grave que as paredes da DREN coraram de vergonha?

Sei que o senhor primeiro-ministro não concorda com este tipo de perseguições. Não deixe que isso aconteça no seu, e meu, país. De contrário, o senhor será responsável pelo reaparecimento de milhares de pequenos ditadores e papistas, um pouco por todo o lado. Eles detestam-no a si porque o senhor é de uma nova geração de políticos que nasceu para a política já em liberdade; mas aproveitarão a boleia que este caso pode dar-lhes para satisfazer a pequena tentação portuguesa da intolerância."

Por Francisco José Viegas. Na íntegra aqui

Leituras cá de casa

Maio 22, 2007 By: Rui Cerdeira Branco Category: Economia No Comments →

Últimos destaques do Economia & Finanças:

 

Publique-se!

Maio 21, 2007 By: Rui Cerdeira Branco Category: Lisboa, Media, Política No Comments →

"Sábado, fim da manhã, o candidato que surge à frente nas sondagens para a câmara de Lisboa apresentou a sua lista.

Domingo, nenhum dos jornais que se publica no rectângulo se dignou publicar a dita lista, mesmo em versão abreviada.

Deve ser uma nova estratégia para vender jornais… Ou então uma forma de distanciamento da claustrofobia."

Lido no Still kissin' (wellcome back!)

Sporting ao vivo é outra coisa (act.)

Maio 20, 2007 By: Rui Cerdeira Branco Category: Desporto, SCP 6 Comments →

Monica - Mauricio SousaE foi mesmo bonita a festa. Guardo adjectivos de maior relevo para anos futuros, naturalmente, mas como me diziam com propriedade, há muito tempo que, não ganhando, se acabava condignamente um campeonato em Alvalade: com esforço, dedicação e empatia total entre adeptos e equipa de futebol.

Um Belenenses apático, certamente diferente do que encontraremos no Jamor, acabou muito justamente goleado por uma equipa que soube dar um bom espectáculo. Depois de o sol ter (literalmente) espreitado, lá para meio do jogo começou a soprar uma nortada gelada que enregelou momentaneamente o público e que provocou mesmo queda de granizo sobre o estádio da Luz.

Cá por casa, já se sabe, num país onde praticamente só três equipas ganham campeonatos, não ganhando o Benfas há sempre festa. Dou os parabéns ao Porto na pessoa da Monica cá de casa  (e do cordato hooligan da vizinhança).

P.S.:A menos de 10 minutos do fim a malta nas Antas começou a acreditar que (vencendo por 3:1) o campeonato se calhar estava mesmo ganho.

"Um campeonato sem espinhas" diz o Jesualdo, já campeão. Pois, está bem :-)

Adenda (08 de Agosto de 2007):  Ao vivo é mesmo outra coisa, ora espreitem lá o convite-video do Sporting.

Soluços e estados de alma

Maio 19, 2007 By: Rui Cerdeira Branco Category: Desporto, SCP No Comments →

Amanhã o Porto será campeão… ou talvez não.

Ele: Achas que ainda temos hipóteses?

Outro ele: O Benquerença é lá da tua terra?

Ele: Não, o nome é só coincidência.

Outro ele: Qual era a tua pergunta?

Ele: Vamos lá?

Outro ele: Claro! Isso nem se pergunta.

Ausente durante quase toda a época, amanhã estarei em Alvalade a aplaudir a equipa. Seja qual for o resultado. E que seja bonita a festa!

Da flatulência e da sua relevância no prime time televisivo português

Maio 19, 2007 By: Rui Cerdeira Branco Category: Media, Política 1 Comment →

A ler na íntegra "Critérios?" por Daniel Oliveira n'O Arrastão.

O facto de o ter conseguido vislumbrar na plateia de Sá Fernandes, nos escassos minutos de prime-time que foram atribuidos a esse candidato, não impede o Daniel Oliveira de estar coberto de razão. 

P.S.: E já agora porque não passar também por "Lost"* do mesmo autor. 

* Tradução livre do título da responsabilidade do Adufe. 

Eleições em Lisboa adiadas

Maio 19, 2007 By: Rui Cerdeira Branco Category: Lisboa, Política 6 Comments →

A justificação foi a impossibilidade prática de se formarem coligações.

A consequência primeira será a de que teremos mais candidatos por onde escolher em Lisboa (sem vitimizações, nem outras complicações), desconfiando eu que, neste caso, a competitividade irá beneficiar a qualidade das propostas. Se alguém partir para a arrogância e/ou paternalismo/discurso estafado para retardado será castigado na contenda.

A consequência segunda é a de que a abstenção por efeito da data final a acordar (em meados de Julho, provavelmente) será garantidamente elevada. Um custo acomodável perante a maior salubridade democrática que a nova data permitirá.

Nestas eleições não há vencedores antecipados e desconfio (ando muito desconfiado nestes últimos dias) que poderemos ter mais uma daquelas eleições que poderão confirmar que as marcas partidárias já foram chão que deu uvas. Não façam os partidos um… "upgrade" qualitativo e… levam!

Como disse, fico muito feliz em perspectivar que o grau de exigência que o próprio eleitorado está a promover ao potenciar vários candidatos e candidaturas possa vir a ter consequências pedagógicas em algumas estruturas. Resta saber se o aggiornamento dos partidos se fará a tempo de convencer o número crescente de "livres votantes". Teria muito gosto em ver o PS amadurecer com o seu eleitorado já nestas eleições…

Em mais do que um sentido, a singela decisão do tribunal constitucional reforçou o sentido da democracia. Uma muito boa notícia por estes dias.

Probabilidade do meu voto neste momento:

  • António Costa 51%
  • Helena Roseta 49%

Leituras alternativas

Maio 17, 2007 By: Rui Cerdeira Branco Category: Blogologia, Economia 1 Comment →

Bem sei que sou suspeito, afinal sou fundador, editor, coordenador e dinamizador do dito cujo. Mas cá vai mais um pedaço de imodéstia: o Economia & Finanças está melhor do que nunca.

A última aquisição em termos de colaboração foi o António Dias, responsável pelo "Marketing de Busca" e pelo "Há Mouro na Costa" e conhecido destas andanças já há uns anitos, que vai trazendo uma perspectiva acutilante de algumas questões económico-financeiras que se interligam com a indústria do software, hardware e com o ciber-espaço em geral. 

Eis os últimos artigos publicados:

No dia da Internet…

Maio 17, 2007 By: Rui Cerdeira Branco Category: Blogologia 1 Comment →

Um clássico dos e-mail profissionais. O disclaimer. Sendo a mensagem reservada, o disclaimer é a única parcela que se pode divulgar sem dano na internet e pela relativa raridade com que recebo um em italiano segue para conhecimento e divertimento (o italiano é daquelas línguas que me faz cócegas).

"Ai sensi del D.Lgs. 196/2003 si precisa che le informazioni contenute in questo messaggio sono riservate ed a uso esclusivo del destinatario. Qualora il messaggio in parola Le fosse pervenuto per errore, La invitiamo ad eliminarlo senza copiarlo e a non inoltrarlo a terzi, dandocene gentilmente comunicazione. Grazie."

Tem classe. Il messagio in parola Le fosse pervenuto por errore, La invitiamo… gentilmente… Muito fino.



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