PIB deu um tirinho a fechar o ano 2006
Parece que o PIB português no 4º trimestre de 2006 subiu para o valor mais baixo na União Europeia… Ainda temos muito que pedalar.
Parece que o PIB português no 4º trimestre de 2006 subiu para o valor mais baixo na União Europeia… Ainda temos muito que pedalar.
Absolutamente hilariante: "Uff! Custa muito ser do Benfica!" no Mãos ao ar!
"Os modelos de organização das forças de segurança enfrentam sempre a mesma contradição. Por um lado, têm de responder às necessidades operacionais das polícias e garantir a eficácia destas no combate a formas de criminalidade cada vez mais bem organizadas e dispondo de meios cada vez mais sofisticados. Por outro, têm de contemplar as questões relativas à defesa dos direitos dos cidadãos, algo obviamente imprescindível nas sociedades democráticas modernas.
A nova arquitectura das forças de segurança em Portugal, estruturada em torno da criação de um responsável, o secretário-geral de Segurança Interna (SGSI), coloca de novo esta contradição em evidência. A concentração de informação será útil no plano da eficácia. O problema é que essa informação passará a estar apenas à disposição do futuro detentor daquele cargo e pelo único responsável político que tutela o SGSI: o primeiro-ministro, José Sócrates. (…)"
Miguel Gaspar In Diário de Notícias.
Até onde o estado deve ter direito para se meter na nossa vida? E com que poder? Com que regulação?
O equilíbrio de pesos e contra-pesos perante as recentes medidas de concentração de poder parece difícil de assegurar. Tudo começa torto quando se torna evidente que quem assume o poder político está longe de representar o que de melhor tem o país em termos de capital humano. E será tanto mais grave quanto, por exemplo, melhor vierem a funcionar os respectivos serviços controlados directamentamente por um único órgão de soberania (ou pelo representante máximo do mesmo, como seja o caso do Primeiro-Ministro). E este é um receio que não deveria fazer sentido…
Tendo isto em atenção e recordando quão ameaçado está em permanência o sentido de Estado dos próprios funcionários públicos, particularmente daqueles que é suposto terem um estatuto de independência reforçado relativamente ao poder político, o tempo é de semi-pânico para os amantes da liberdade e para quem tem memória ou julga saber o que a história pode trazer a pretexto das boas intenções e dos ganhos de eficácia.
É inegável que se exigia e exige a este governo que recupere poder efectivo, tantas vezes "delegado" na burocracia do Estado e nos "grupos de pressão", mas parece-me que em matéria de segurança interna se está a passar para uma situação que ultrapassa o que é recomendável num Estado democrático.
O Adufe perdeu o editor para a RTP.
Afinal o foguetório que vimos do escritório, caros colegas, era mesmo na Expo.
A RTP faz 50 anos.
Quiz RTP: quem cantava a primeira versão do Vitinho?
Ir a lançamentos de livros é sempre uma actividade fisicamente perigosa mas suponho que o que se vai realizar hoje à tarde será de baixo risco, a menos que se vá a passar do lado de fora da janela…
"Francisco José Viegas vai apresentar esta tarde, pelas 18:30, no 7º piso do El Corte Inglés, em Lisboa, E Deus pegou-me pela cintura, o último romance de Luís Carmelo, autor do Blog Miniscente."
Hoje arranjei avença no Tugir 
O mais atraente diário on-line que conheço e que mais gosto de ler é o The New York Times. Por lá podem encontrar-se pérolas como esta:
"Britain and Ireland are so thoroughly divided in their histories that there is no single word to refer to the inhabitants of both islands. Historians teach that they are mostly descended from different peoples: the Irish from the Celts and the English from the Anglo-Saxons who invaded from northern Europe and drove the Celts to the country’s western and northern fringes.
But geneticists who have tested DNA throughout the British Isles are edging toward a different conclusion. Many are struck by the overall genetic similarities, leading some to claim that both Britain and Ireland have been inhabited for thousands of years by a single people that have remained in the majority, with only minor additions from later invaders like Celts, Romans, Angles, Saxons, Vikings and Normans. (…)
In Dr. Oppenheimer’s reconstruction of events, the principal ancestors of today’s British and Irish populations arrived from Spain about 16,000 years ago, speaking a language related to Basque. (…)"
in "A United Kingdom? Maybe", NYT.
Via Tugir percebo que o Diário de Notícias fez ontem da OTA tema de capa.
O tema está longe de estar encerrado e de ter sido pacificado. Lendo os dois artigo disponibilizados on-line não sei qual me deixa mais perplexo face aos factos, se este "120 camiões por hora antecipam acessos à Ota" onde se dá prova do mais puro amadorísmo na planificação do projecto - tudo o que por lá se escreve poderia ser previsto por qualquer leigo sem necessidade de "agora" se descobrir que antes de fazer o Aeroporto têm de construir desde já boa parte dos acessos de modo a permitir a entrada e saída de materiais da campina - se este outro "Estudar nova localização atrasará novo aeroporto em três anos" onde se sintetiza o que é inegável e incontestado como sendo alterações colaterais inevitáveis.
A rede eléctrica nacional vai ter de desviar literalmente a sua espinha dorsal em 60 a 120 km, o aeroporto ficará inundado se por ventura surgir a maior cheia dos últimos 100 anos (e no caso de vingar a proposta da NAER se houver a maior cheia dos últimos 30 anos), enfim, é ler o artigo.
É inacreditável que aquele seja o melhor sítio da área metropolitano de Lisboa para se construir um Aeroporto Internacional. Escolher novo Aeroporto agora é impensável? Só para quem nunca ouviu falar em sunk costs e nas piores asneiras de todos os tempos.
Em "Cidadão-eleitor fantasma [ IV ]" o Luís Tito sintetiza a situação e remata com toda a razão:
" (…) Sendo verdade a fiabilidade e a actualização da base de dados do Arquivo de Identificação, só persiste dúvida quanto à existência de eleitores-fantasma se o Estado, que tem na sua posse toda a informação, a quiser manter."
Havendo várias matérias com relevância política (o referendo) e político-económica (a atribuição de deputados) e jurídico-económica (a lei de finanças locais) em que esta informação não é inócua, haver distorção tem custos que não se compreende existirem se estivermos na presença de um Estado que se quer responsável.
Não é nenhuma paixão em ser do contra que me move a destacar as palavras que se seguem. É simplesmente uma intuição que anda há muito tempo sob reserva e que já por aqui pass(e)ou em palavras, em tempos das primárias à liderança do PS.
Uma intuição que os factos até ao momento não conseguiram negar. Haverá melhor em exposição por onde escolher? Isso já são outros quinhentos mas fiquemos com esta por agora:
"(…) Agora, é o próprio Sócrates quem, ao colaborar no boicote à OPA da Sonae.com sobre a PT, confessa que os sermões que diariamente nos serve sobre a necessidade de estimular a competitividade e de premiar a capacidade empresarial não são para tomar a sério. Em Portugal, os bons negócios são para os que mantêm relações próximas com o poder. Chama-se isso a Situação.
Destituído de uma ideia estratégica clara e rodeado de uma corte de ministros em que conta mais a obediência ao chefe do que a competência, não creio que o chefe de governo esteja em condições de libertar-nos dela."
Pequeno excerto de "A Situação" de João Pinto e Castro no Blogoexisto.
«Adufe: s.m. (sXV) Tipo de pandeiro quadrado de origem árabe, feito de madeira leve com membranas retesadas de ambos os lados, usado especialmente em festas folclóricas portuguesas e brasileiras» in “Dicionário HOUAISS da LÃngua Portuguesa, CÃrculo de Leitores, 2001, Portugalâ€?
Jorginho do Pandeiro… Micro documentário. Seis minutos. Qual é o som do bonde?
“Este balançado choro de Ernesto Nazareth, é um dos clássicos da música popular brasileira.
O clip foi gravado em Santos, no Dia Nacional do Choro (23 de abril — aniversário do mestre Pixinguinha). O figurino do grupo retrata as roupas usadas nos anos 30 — 40, a Era de Ouro do Rádio e da Música Brasileira!”
"Há vitórias morais que não interessam a ninguém. Ao Sporting não interessa quase nada ter feito uma exibibição de raça, com muita qualidade, no terreno de um adversário complicadíssimo, mais a mais no seu terreno.
Há duas fases distintas neste encontro. A primeira conta-se até aos 23 minutos. Um Sporting escorreito, com vontade de vencer sem sobressaltos manietou por completo uma formação que já tinha batido, neste mesmo estádio, o campeão em título e líder da Liga, FC Porto.
(…) Até que aos 23 minutos, Liedson foi expulso. Bem expulso, é preciso dizê-lo. A discussão pode girar em torno do critério de cada árbitro, mas a verdade é que Liedson atinge Rossato com intenção. Claro que o lateral da casa fez teatro, mas que foi atingido, foi.
O levezinho teme uma atitude inconsciente num jogo fulcral para a sua equipa, mas os efeitos do acto precipitado que teve não se esgotam em Leiria. Liedson falha, com toda a certeza, a recepção ao E. Amadora e… a deslocação ao Dragão. (…)"
in ….. Sportugal.
" (…) O enigma Paulo Costa
Por vezes há assuntos demasiado complicados para serem abordados, este é um deles. A equipa de arbitragem de Paulo Costa fez uma arbitragem esquisita, com clara dualidade de critérios. A expulsão de Liedson é justa, mas o critério foi utilizado com demasiado rigor. Rossato provocou a situação mas levou apenas um amarelo, depois Harison agrediu Caneira e nem amarelado foi. A finalizar, temos que dizer que Paulo Costa prejudicou, em muitos lances dúbios, a formação de Alvalade. Há noites assim."
in Sportugal.
Há 21 anos ouvia um dos mais belos duetos (um trio nesta “adaptação”), numa belÃssima melodia. Yup! Também faz parte do meu imaginário juvenil.
Michael Crawford, Gerard Butler e Sarah Brightman - The Music of the Night no Fantasma da Ópera, “aqui”, no You Tube. Autor: Andrew Lloyd Webber.