FC Porto: 0 - Sporting CP: 1 (3ª actualização)


" (…) Segundo um relatório da NAV, os 50 anos previstos de durabilidade da pista, afinal, são 13.
A capital precisa de um aeroporto que se possa redimensionar no futuro. Não de um despejar de verbas que ao fim de umas décadas se revelam pouco frutíferas.
Espera-se bom-senso quanto às opções a tomar tendo em conta o futuro do país.
A construção deve arrancar a curto prazo e a obra deve perdurar além do médio prazo."
in Tugir pelo Carlos Castro.
" Duvido que o primeiro-ministro ainda tenha muito tempo para ler jornais. Mas há seguramente quem o faça por ele. Peço, assim, a quem faz o ‘clipping’ de José Sócrates que lhe leve este recado meu: e que tal escolher o Aeroporto da Ota para o próximo debate mensal no Parlamento?
Não faço esta sugestão por andar a reboque do PSD que, de repente, percebeu que para se fazer um aeroporto é preciso movimentar uns quantos metros cúbicos de terra e arriscar com projectos de engenharia de ponta. Faço-a porque em vez dos habituais temas vagos devíamos descer ao concreto. Conseguia-se duas coisas: que a Oposição não passe uma tarde a falar de alhos enquanto Sócrates fala de bugalhos e que o primeiro-ministro dê algumas respostas concretas, sobre um caso concreto e com custos muito concretos. (…)"
Ricardo Costa no Diário Económico.
Eu acrescentou: caro José Sócrates, esta questão não vai embora. Se não a enfrenta com informação capaz de convencer mais uns quantos portugueses, vai-lhe minar sucessivamente o "capital político" de forma perene e inexorável, a um ritmo difícil de prever. Eu sei que você sabe que até lhe daria jeito reduzir a questão a uma simples e corriqueira troca de galhardetes entre políticos do bloco central (o PSD até está a dar uma ajudinha), mas a malta está a ficar esperta e mais exigente além de genuinamente descrente dos bons propósitos e da bondade da decisão. O ponto em que estamos é este: mas como é que é possível alguém achar que é bom para o país fazer o Aeroporto ali, com aquele custo e com aquele prazo de validade? Um não aeroporto feito não é melhor que aeroporto nenhum e é muito pior que um bom aeroporto atrasado.
Avizinha-se a passos largos a inauguração oficial da rede Tubarão Esquilo que tem vindo a ganhar forma nos últimos meses e na qual este blogue e o Economia & Finanças se encontram inseridos.
Em breve teremos um portal todo catita e mais algumas novidades editoriais que estão na forja, com novos blogues e bloggers a aderirem.
Cá por casa, paulatinamente, o Adufe.net tem vindo a recuperar a posição que tinha antes da mudança de endereço - refiro-me a visibilidade, visitas e afins - ainda que haja margem para mais qualquer coisa (se tem um link aos velhos adufes, actualize-o para aqui, a gerência agradece).
Hoje, o adufe tem uma média diária de mais de 400 visitantes (quase 700 page views) oriundas essencialmente da blogoesfera em geral e, numa fracção menor, direccionadas pelos motores de busca.
Quanto à minha outra experiência que nasceu já na Tubarão Esquilo (o Economia & Finanças) a evolução tem sido muito estimulante sendo que a maioria das visitas vem orientada por motores de busca mas há também algumas dezenas de subscritores do blogue por e-mail - o que me tem surpreendido pela positiva. Por estes dias, o Economia & Finanças tem mais de 1000 visitas diárias que geram cerca de 2500 páginas vistas. Dizem-me os mais experimentados que num blogue com menos de seis meses é muito bom e eu acredito. Cá vou porfiando para melhorar os conteúdos, mantendo os princípios e a dedicação que por aqui têm passado.
Obrigado a todos e não deixem de criticar, contribuir e visitar!
A ler "Menos testes do pezinho" indiciam descida dos nascimentos" de Bárbara Simões no Público (ligação indisponível). Excerto:
"O Instituto de Genética Médica recebeu, no ano passado, menos 3580 "testes dos pezinhos" do que em 2005. Como o rastreio cobre 99,3 por cento dos recém-nascidos em Portugal, o presidente da Comissão Nacional do Diagnóstico Precoce, Rui Vaz Osório, só vê uma explicação para esta quebra no número de amostras de sangue a analisar para despistar doenças graves: "Nasceram muito menos crianças". (…)"
Por experiência própria sei que este indicador tem resultados excelentes na antecipação do número efectivo de nascimentos em Portugal. A natalidade terá registado em 2006 uma das mais fortes quebras dos últimos 20 anos. Aliás, não é surpresa nenhuma verificar que os nascimentos também andam ao sabor das crises e expansões económicas.
O assunto deveria merecer mais atenção política… Uma reflexãozita e um estudo comparado com os nossos vizinhos europeus poderiam ajudar a perceber algumas diferenças que atribuimos de forma sobrevalorizada a outros factores.
Assim não à sustentabilidade nem produto que aguentem. Melhorar as condições de vida reduzir obstáculos e incrementar alguma discriminação positiva devem ser questões na ordem do dia, convivendo com OTAs, OPAs e derivas securitárias.
Ontem no Contrafactos, hoje, mais reflectidamente, no A Origem das Espécies:
" (…) A declaração é grave e desajustada; espera-se de um ministro que ele não assuma compromissos pessoais desta natureza. Compreende-se o que ele, no fundo, quer dizer – mas não se entende a natureza pessoal do compromisso. Sabemos a partir de agora que, mesmo que as contas derrapem, mesmo que seja dado como adquirido que a Ota não é boa solução, ainda que haja intervenção divina no curso das coisas humanas, o aeroporto da Ota é uma questão pessoal que o ministro Mário Lino tem com o país. Ora, isto não pode suceder assim. O país não quer saber dos motivos pessoais que animam o ministro das Obras Públicas; o país, digamos, quer ter a certeza de que a Ota é uma boa opção porque tem o direito e o dever de lutar pela boa aplicação dos seus dinheiros; o ministro não pode tratar o aeroporto como coisa sua nem pode esperar que todos nós respeitemos os seus compromissos pessoais. Dir-se-á que é um exagero, um modo de dizer. Mesmo assim."
Nas bancas:
1. "Íntriga de família" do vizinho Eduardo Pitta (contendo extractos do De Literatura, o blogue).
2. "Lontano da Manaus", edição italiana do por enquanto último romance do vizinho Francisco José Viegas (os serviços de informações e de estudos de Italiano do Adufe foram encarregues de recolher um exemplar, em Triestre; resta saber se já está mesmo nas bancas).
3. "Prova de Vida, Diários 2004-2006" do recentemente falecido e ressuscitado vizinho Pedro Mexia (contendo extracto do Estado Civil, o blogue).
4. "E Deus pegou-me pela cintura" do vizinho Luís Carmelo (a leitura das primeiras cento e poucas páginas das cento e muitas que tem o livro, levam-me a recomendar a leitura).
Mais algum vizinho para a lista? Entretanto, cuidado com o Campo Minado.
Esta semana somos todos do Sporting, diz o lampião. Pois eu sou do Estrela da Amadora desde pequenino (pelo menos na segunda-feira, lá pelas 20h30m).
"Finalmente, um ministro que assume um projecto pessoal para o país. Espera-se que o pague com o seu dinheiro, claro…"
Fazendo pedagogia no uso e (abuso) da informação estatística (II/II)
Já aqui esteve em destaque em tempos, hoje retomo a dica. O INE encontra-se a realizar o ciclo de workshops para jornalistas. Amanhã, um assunto muito cá de casa: pelas 10 horas iniciar-se-á o workshop relativo às Contas Nacionais Trimestrais. Nos meses seguintes, ao ritmo de um por mês, teremos o Comércio Internacional e Intrastat, o Índice de Preços no Consumidor e a Síntese Económica de Conjuntura e Indicadores de Curto Prazo.
O programa completo e instruções para a inscrição podem ser consultados aqui.
"(…) António Perez Metelo tem razão em muito do que escreve, sublinho apenas que quem hipervaloriza a capacidade de intervenção do Estado (governo) na evolução do PIB nacional é a própria classe política, hipervalorizando ao ponto do ridículo o escrutínio das variações do PIB. Houve em tempos governantes que se ocupassem de saber se uma variação nula (em cadeia) do PIB era um zero positivo ou um zero negativo, por exemplo…
Perante a divulgação mais oportuna, mais rápida, com maior timeliness da primeira estimativa do PIB que se avizinha (divulgação 45 dias após o fim período de referência) faz todo o sentido reforçar a pedagogia pública do que são e de como se podem e devem analisar e utilizar estimativas económicas oficiais, como sejam o Produto Interno Bruto. Recordo por exemplo, que no Reino Unido, entre a primeira estimativa relativa a 2006, divulgada via Eurostat ao 43ª após o final do ano, e a segunda divulgada ao 65º dia, ocorreu uma revisão em baixa de duas décimas da taxa de variação homóloga. Terá o INE britânico falhado redondamente? Not quite. Claramente, preferem ter alguma noção do andamento da economia o quanto antes, admitindo alguma perda de precisão, face à alternativa de se divulgar um número mais exacto mas eventualmente demasiado tardio face à sua utilidade enquanto conselheiro para a governação económica das empresas e do país. (…)"
Continue a ler "PIB: os números falam mas não sob tortura" no Economia & Finanças.
Se não autorizar ser integralmente espiolhado, não leva passaporte! É uma nova forma de encarar o pecado original que vai fazendo escola por estes tempos. Todos somos suspeitos à nascença. Todos temos de fazer periódicas provas de pureza. Parece que será assim no Reino Unido, a partir de 26 de Março do corrente ano.
A ler "No Passport For Britons Refusing Mass Surveillance" no Slashdot (vale a pena seguir todas as ligações aí oferecidas).
Pessoalmente o que vejo é que se estão a passar todas as marcas. Mais uma grande vitória para o terror e para todos os amantes do totalitarismo que, na penumbra, esfregam as mãos perante o futuro vindouro que se está a preparar para lhes ser servido de bandeja. Tudo o que vejo é absolutamente desproporcionado e contém em si um outro potencial de receio, de terror que temos a obrigação de conseguir antecipar.
Pensa que tudo isto é paranóia? Ora espreite outra pérola que se lê no The Independent e que NÃO É FICÇÃO:
"Britain is to become the first country in the world where the movements of all vehicles on the roads are recorded. A new national surveillance system will hold the records for at least two years.
Using a network of cameras that can automatically read every passing number plate, the plan is to build a huge database of vehicle movements so that the police and security services can analyse any journey a driver has made over several years. (…)"
Você quer viver num país assim? Se sim, deixe-se ficar, ele, mais cedo ou mais tarde, ser-lhe-á servido. Se não, esteja atento e prepare-se para falar agora, antes que tenha de se calar para sempre.
Adenda: o Paulo Gorjão tem compilado alguma informação e indexado opinião sobre a versão caseira que se vai preparando.