"Blood Diamond" – um ano depois

The way to stop conflict diamonds isn't the Kimberley Process. It's to stop the conflict," Skran Says

'Blood Diamond' worried jewelers in Appleton Post-Crescent 

 

Se a memória não me falha, desde Good Night and Good Luck que não ia ao cinema. Não sendo impossível encontrar filmes mais distintos – afinal há algo de biográfico ou de histórico e de militante, de "causas", também neste "Blood Diamond" – o que é certo é que representam duas formas muito distintas de contar histórias.

O primeiro sobre uma maldade mais relativizável, intelectual, o segundo sobre um mal absoluto, físico, ambos no mesmo mundo ainda assim.

Falta qualquer coisa a este "Blood Simple"? Sim, sem dúvida, mas a sensação que fica é a de que poderia ser excelente, sendo assim "apenas" um bom filme de se ir ver.

Clichês a mais? Pois é, compreendendo-se a crítica quanto a alguns diálogos, compreendendo-se a imensidão de dilemas históricos e morais que se cruzam e que pela superficialidade com que são necessariamente abordados pouco mais se resumem que a breves marcas, pequenas sementes a deixar na mente do espectador (na melhor das hipóteses), o facto é que a história que temos tido e vamos tendo em e com África não tem passado disso mesmo, da repetição sucessiva de velhos e abomináveis clichês que se acumulam numa cada vez mais volumosa e intrincada história. Dá para duvidar se o tempo em África alguma vez deixou de ser circular, sem e com raças misturadas. 

Excelente ou apenas bom, a história que se conta afasta-a da banalização recorrente a que tem sido votada – "algures entre o desporto e a meteorologia na CNN". Uma história que é também das nossas vidas, ainda que chegue no conforto da poltrona numa sala escura… Agora também no brilho fascinante de um qualquer diamante. Diamons are not forever…

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