Adufe com ânimo

As armas do meu Adufe não têm signo nem fronteira
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Archive for Janeiro, 2007

O aquecimento global e as leis de mercado

Janeiro 12, 2007 By: Rui Cerdeira Branco Category: Economia 1 Comment →

Se o preço do petróleo desce, desce e desce porque, devido ao aquecimento global, há menos necessidade de combustíveis para regular a temperatura nas nossas casas, podemos imputar esta “correcção” em queda das emissões de carbono para a atmosfera às leis de mercado? Tempting, não João Miranda?

Mais uma corrida, mais uma viagem

Janeiro 11, 2007 By: Rui Cerdeira Branco Category: Blogologia 1 Comment →

Começou esta semana nova experiência em http://adufe.net, iniciei o Adufe 4.0 em domínio próprio.

É sempre com alguma saudade que regresso a esta casa que foi a residência mais duradoura do Adufe. E os arquivos preciosos (para mim) ainda por aqui estão até o dono do serviço assim o entender.

Fica a dica, aqui têm o Adufe Memória (afinal que outro blogue se iniciou em 1 de Julho de 1906), mais além o Adufe 4.0 :-) Agora com mais bonecos, mais web 2.5 ;-)

Fiquem bem! 

adufe 4.0.JPG

A tragédia do Senhor Boa Fé na ida ao Banco

Janeiro 10, 2007 By: Rui Cerdeira Branco Category: Economia No Comments →

O Senhor Boa Fé foi ao Banco em Novembro negociar o spread, hoje, coincidência das coincidências, recebeu uma carta em casa… Toda a história desta tragédia de crenças e morte num país de bancos espertos no Economia & Finanças.

Ir ao cinema é anti-natural: Peter Greenaway

Janeiro 10, 2007 By: Rui Cerdeira Branco Category: Cinema, Video 3 Comments →

O Mário Filipe Pires publicou no Retorta uma entrevista recente de Peter Greenaway concedida à organização do festival Zemos 98 onde este realizador discorre sobre o estado do cinema. Numa frase afirma que a essência do cinema morreu com o surgimento do controlo remoto e a ascensão da Televisão, afirmando ainda que o cinema existente está refém da literatura. Além de fundamentar com a crítica aponta os seus caminhos alternativos para continuar a realizar trabalho com imagens em movimento.

http://adufe.net

Janeiro 10, 2007 By: Rui Cerdeira Branco Category: Blogologia No Comments →

Seja versão beta ou não, o adufe muda hoje de endereço. A viagem pela Irlanda ficou por fazer, talvez na nova morada haja motivo para isso. O futuro é sempre incerto, mas conto ficar por mais tempo em Adufe.net do que pousei por aqui. Mesmo assim, meio ano.

Tenham os leitores a paciência para actualizar o endereço, agora é http://adufe.net.

O Adufe renasceu um pouco diferente em endereço não afiliado e em boa companhia, como se verá em breve. Fiquem bem e bem hajam!

 

Imagens em Rectângulo

Janeiro 10, 2007 By: Rui Cerdeira Branco Category: Viagens, Web 6 Comments →

Uma das curiosidades deste novo template do Adufe é a imagem que surge no canto superior direito do blogue. Com alguma regularidade, reflectindo estados de espírito, memórias, viagens antigas ou recentes surgirá uma nova paisagem convidando a bulir mundo.

Sem prejuízo da palavra, o antigo Adufe andava não só palavroso como despido: concluo que preciso de mais cor. Espero que seja do seu agrado. Pode sempre tentar adivinhar o local retratado e testemunhar que relação tem com tal sítio. Estamos cá também para isso.

Em testes: debug ao novo endereço do Adufe

Janeiro 09, 2007 By: Rui Cerdeira Branco Category: Blogologia No Comments →

Ainda está em fase de testes, o template poderá ainda sofrer algumas alterações e provavelmente há alguns erros a corrigir. E que tal os leitores cinco estrelas que por aqui passam espreitarem a versão beta do futuro endereço do Adufe e deixarem comentários, alertas, sugestões? O futuro adufe morará em http://adufe.net, é Adufe 4.0 para os amigos -)

On the move!

Janeiro 08, 2007 By: Rui Cerdeira Branco Category: Blogologia No Comments →

O Adufe está em grandes reparações e remodelações. Este blogue vai mudar. Novidades em breve…

Renascer

Janeiro 07, 2007 By: Rui Cerdeira Branco Category: Letras e Livros, Web 19 Comments →

ai as armas do meu adufe
ai as armas do meu adufe
ai são de pau de laranjeira
ai são de pau de laranjeira
ai quem houver de tocar nele
ai quem houver de tocar nele
ai há-de ter a mão ligeira
ai há-de ter a mão ligeira

ai o luar da meia noite
ai o luar da meia noite
ai guarda-te lá pro verão
ai guarda-te lá pro verão
ai quem anda cego de amores
ai quem anda cego de amores
ai quer escuro luar não
ai quer escuro luar não

Canção do Adufe - do cancioneiro popular da Beira Interior e do Alto Alentejo.

Incompatível na TSF? Yeah Right!

Janeiro 05, 2007 By: Rui Cerdeira Branco Category: Desporto, Media No Comments →

"O dia de ontem foi único em 50 anos que Fernando Correia não pertenceu à rádio. Depois de ter sido despedido da TSF anteontem, o jornalista, conhecido por ser a voz da Bancada Central e uma das mais conhecidas vozes do relato radiofónico de futebol, acabou hoje por aceitar um convite feito pelo Rádio Clube Português (RCP) que arranca com um novo projecto, com grande ênfase na informação, no próximo dia 15. (…)" 

Notícia integral no Público On-line

Nota adicional: como recordava hoje o Sexto Violino num comentário ali de baixo, Joaquim Oliveira (dono da TSF) prepara-se para lançar em breve um diário desportivo gratuito. Só que já não será o primeiro, não é caro Fernando Correia? Mais uma vez, boa sorte.

Respeitar o Mar

Janeiro 05, 2007 By: Rui Cerdeira Branco Category: Política No Comments →

O Eduardo Nogueira Pinto, no 31 da Armada também alinha pela mesmo crítica que aqui expus. Vale a pena passar por lá e reforçar os argumtnos para que se discuta a responsabilização no mar.

(Via Frenchkissing).

Andar no arame sem rede

Janeiro 04, 2007 By: Rui Cerdeira Branco Category: Política 1 Comment →

Para se trabalhar profissionalmente no mar, é obrigatório saber nadar?

Este post abre uma nova categoria: politicamente incorrecto. 

Boa sorte estimado jornalista Fernando Correia

Janeiro 04, 2007 By: Rui Cerdeira Branco Category: Desporto, Media No Comments →

Fernando Correia é o director do novo jornal "Diário Desportivo" que estará disponível em distribuição gratuita na próxima semana. Oito jornalistas, dois directores, muitos colaboradores externos. Foi o que li hoje na imprensa em jeito de apresentação. De caminho, devido "à incompatibilidade entre os dois meios (!)", terminará a sua carreira na TSF. Acabaram-se os relatos? Já tenho saudades.

Só para que conste e nem sequer relevando significativamente os relatos (e a bancada central), Fernando Correia está para mim no top 10 dos Jornalistas portugueses. Noupe, não me esqueci de acrescentar desportivos. Esforço, dedicação, devoção e… isenção. Suponho que este poderia bem ser o lema que nos tem deixado. Aliás, o que é isso de ser-se jornalista desportivo?

P.S.: Para se perceberem melhor alguns pormenores envolvendo a saída de Fernando Correia da TSF convém ler esta peça do Público a que cheguei via Gabriel do Blasfémias

Retenho particularmente este parágrafo:

"(…) Na apresentação do novo título, ontem em Lisboa, e mediante a pergunta do PÚBLICO sobre como ia conciliar a função de director do diário com a Bancada Central da TSF, Fernando Correia respondeu: “Fui despedido há duas horas da TSF”. Porquê? “Porque sou director do ‘Diário Desportivo’”. José Fragoso explicou que “não é compatível a direcção do jornal com as funções que Fernando Correia tinha na rádio” e que terá levantado a questão na TSF, rádio detida pela Controlinveste, a quem também pertence o desportivo “O Jogo”. (…)"

 

Naquela relvinha, naquela lameira

Janeiro 03, 2007 By: Rui Cerdeira Branco Category: Mimos, Poesia e Música No Comments →

Antes:

 

Levante-se lá, senhora

Desse banco de cortiça;

Venha-nos dar as Janeiras,

Ou de carne, ou de chouriça.

Agora: 

Espante-se lá, leitor

Na sua poltrona china;

Venha-nos dar as Janeiras

Com a sua prosa fina.

Pregados no fundo do mar e o prato de peixe ao almoço

Janeiro 03, 2007 By: Rui Cerdeira Branco Category: Política No Comments →

Pescar com um colete vestido não é viável, não rende. Quem já andou na faina sabe e afrima isso.

Por outros lado, sobreviver dentro de água num temporal sem o colete salva-vidas posto (mesmo que o mar tenha águas cálidas) também não é possível durante mais que alguns instantes.

Mas será possível que perante a trancada crescente que se apanha no mar com um temporal de meter respeito, não haverá algures, entre a ameaça e o momento sem retorno, um momento claro e evidente para colocar o colete, não vá o diabo tecê-las ou não vá estarmos mesmo a pedi-las

O João Morgado Fernandes também se coloca questões parecidas com estas e, tal como ele, sublinho que é muito raro em casos como este recente que se passou na Nazare que alguém averigue se "o condutor levava o sinto de segurança". É sempre mais fácil o discurso da falta de meios e da pouca prontidão, é sempre mais fácil reivindicar mais helicópteros e lanchas. Na minha opinião essas preocupações não são mutuamente exclusivas e ignorar sistematicamente a primeira "ajuda" a que tudo se repita. Ignorá-las é dar voz ao fado, àquele fado que é amigo íntimo da estupidez, aquele que sempre foi assim e contra o qual nada há a fazer.

Uma coisa é sempre certa, depois de "homem ao mar" é sempre um milagre assentar pé em terreno firme, mas na lista dos milagres passados não consta que algum prego tenha deixado de ir ao fundo.

Desculpem a crueza dos termos mas temos demasiados pregos por pescadores. Que ajudem menos à própria morte é algo que todos desejamos.



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